O Teatro da Delicadeza2

Trajétória desse diretor de muita sensibilidade e criatividade



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OSCAR DA ARTE »Confira a lista completa dos contemplados na grande noite da cultura potiguar
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Publicação: 29/06/2012 07:52Atualização: 29/06/2012 12:44




Sérgio Vilar, para o Diário de Natal











A solenidade da 5ª edição do Prêmio Cultura Potiguar preencheu o Teatro Alberto Maranhão de homenagens, agentes culturais e manifestações artísticas. Nesta edição, o Diário de Natal divulga os 12 vencedores do Troféu O Poti, anunciados durante a festa na noite de ontem. Música, Literatura, Artes Visuais, Audiovisual, Artes Cênicas, Dança e Performance, Arquitetura e Urbanismo e Envolvimento Social foram as oito categorias definidas pelos jurados. A direção do jornal escolheu a Instituição Sem Fins Lucrativos, Indústria Amiga da Arte e o Produtor Cultural, e o público votou na Artista do Ano. Na edição de amanhã traremos todos os detalhes da festa.

Os vencedores

Arquitetura e Urbanismo

A comissão formada pelos arquitetos Haroldo Maranhão, Eugênio Mariano e Gaudêncio Torquato escolheu o arquiteto Moacyr Gomes como vencedor nesta nova categoria do Prêmio Cultura Potiguar. E a estreia foi inusitada. Em razão da falta de obras arquitetônicas edificadas no espaço urbano, no período de 2011 até março de 2012, que justificassem a homenagem, os jurados preferiram não formalizar os três indicados à categoria e premiar uma "não-construção". Na verdade, a demolição do Estádio Machadão - obra do arquiteto Moacyr Gomes, justificada como o maior acontecimento do ano no segmento.

Artes Cênicas

A comissão formada pelos dramaturgos Paulo Jorge Dumaresq e Racine Santos e pela diretora do TAM, Diana Caldas escolheu o Clowns de Shakespeare como vencedor na categoria Artes Cênicas. Os outros dois indicados foram os atores Henrique Fontes e Rodrigo Bico. Nas quatro edições anteriores do Prêmio, venceram João Marcelino (2005), Lenilton Teixeira (2006) e Racine Santos (2007).

Artes Visuais

Acomissão formada pelo marchand Antônio Marques e pelos professores e artistas plásticos Vicente Vitoriano e Erasmo Andrade escolheu Assis Marinho o vencedor da categoria Artes Visuais. Os outros dois indicados foram Socorro Evangelista e Fernando Gurgel. Nas quatro edições anteriores do Prêmio, a categoria era dividida entre Pintura e Escultura. E os vencedores foram Dorian Gray Caldas (Pintura, 2005) e Luzia Dantas (Escultura, 2005), Erasmo Andrade (Pintura, 2006) e Dimas Carlos (Escultura, 2006), Marcellus Bob (Pintura, 2007) e Jordão (Escultura, 2007), e Fernando Gurgel (Pintura, 2008) e Manxa (Escultura, 2008).

Audiovisual

A comissão formada pelo cineasta Fábio DeSilva e os documentaristas Paulo Laguardia e Adriana Amorim escolheu Carito Cavalcanti e Joca Soares o vencedor na categoria Audiovisual. Os outros dois indicados foram DuSouto e Érika Lima. Nas quatro edições anteriores do Prêmio, a categoria ainda era Cinema, e apontou os seguintes vencedores: Anchieta Fernandes (2005), Jussara Queiroz (2006), Buca Dantas (2007) e Valério Andrade (2008).

Dança e Performance

A comissão formada pela diretora e coreógrafa Diana Fontes, pela diretora da EdTAM Wanie Rose e pelo professor e bailarino Edeilson Matias escolheu Anderson Leão o vencedor na categoria Dança e Performance. Nas quatro edições anteriores do Prêmio, ainda apenas com o nome de Dança, os vencedores foram: Wanie Rose (2005), Edson Claro (2006), Roseane Melo (2007) e Anísia Marques (2008).

Envolvimento Social

A comissão formada pelos jornalistas e coordenadores de ONG's Flávio Rezende e Eugênio Parcelle, e pela fundadora do IDE, Cláudia Santa Rosa, escolheu como vencedor desta nova categoria do Prêmio, que homenageia entidades que realizam trabalhos voltados à formação e incentivo cultural, a coordenadora do Ceduc, Lídia Quaresma. Os outros dois indicados foram Gilberto Cabral e Danilo Bezerra.

Literatura

A comissão formada pelos jornalistas Tácito Costa e Sérgio Vilar, pelo editor-sebista Abimael Silva e pela escritora Ana Maria Cascudo escolheuo folclorista Deífilo Gurgel como vencedor da categoria Literatura. Os outros dois indicados foram Adriano de Souza e Jota Medeiros. Nos quatro anos anteriores do Prêmio, os vencedores foram: Tarcísio Gurgel (2005), Oswaldo Lamartine (2006), Nei Leandro de Castro (2007) e João da Rua (2008).

Música

A comissão formada pelos músicos Anderson Foca, Antônio de Pádua e Moisés de Lima escolheu Talma&Gadelha vencedor da categoria Música. Os outros dois indicados foram Camila Masiso e Duo Taufic. Os vencedores nas quatro edições anteriores do Prêmio foram: Carlos Zens (2005), Manoca Barreto (2006), Antônio de Pádua (2007) e Sérgio Groove e Júnior Primata (2008).

Produtor Cultural

A direção do Diário de Natal escolheu este ano o Produtor Cultural e premiou Alexandre Maia, responsável pela maioria das pautas do Teatro Riachuelo e pelos shows musicais de artistas nacionais em Natal. Nos quatro anos anteriores foram premiados Zé Dias (2005), Eduardo Alexandre (2006), Lula Belmont (2007) e Anderson Foca (2008).

Artista do Ano

O público votou via internet, pelo portal DNOnline, e escolheu a cantora Camila Masiso a Artista do Ano. Cada internauta teve direito a apenas um voto. Nas quatro edições anteriores, o públicou escolheu Marina Elali (2005), Elino Julião (2006), Lane Cardoso (2007) e Roberta Sá (2008).

Homenagem Especial

O Prêmio Cultura Potiguar concedeu homenagens especiais em suas cinco edições. Se na estreia o homenageado foi o arquiteto Ubirajara Galvão, e assistiu ainda Glorinha Oliveira receber a homenagem em 2007, e Deífilo Gurgel, em 2008, este ano a intenção do Prêmio foi enaltecer o nome de três ilustres da nossa cultura falecidos este ano: Deífilo Gurgel (desta vez, em memória), Ademilde Fonseca e Oswaldo D'Amore.

Instituição e Indústria

A direção do Diário de Natal também rende homenagem a quem presta serviços à cultura potiguar. E este ano concedeu o Troféu O Poti à Indústria Água Santa Maria (Indústria Amiga da Arte) e à Conexão Felipe Camarão (Instituição Sem Fins Lucrativos).

Os vencedores

Arquitetura e Urbanismo: Moacyr Gomes
Artes Cênicas: Clowns de Shakespeare
Artes Visuais: Assis Marinho
Audiovisual: Carito Cavalcanti e Joca Soares (Operação Plástica com Flávio Freitas)
Dança e Performance: Anderson Leão
Envolvimento Social: Lídia Quaresma
Literatura: Deífilo Gurgel
Música: Talma&Gadelha
Produtor Cultural: Alexandre Maia
Instituição Sem Fins Lucrativos: Conexão Felipe Camarão
Indústria Amiga da Arte: Água Santa Maria

http://www.dnonline.com.br/app/noticia/divirta-se/2012/06/29/interna_divirtase,101231/confira-a-lista-completa-dos-contemplados-na-grande-noite-da-cultura-potiguar.shtml#.T-2wK8ZodN4.facebook

postado por: NANDA ROVERE 9:11 PM


Comments: Quinta-feira, Junho 28, 2012





Alimento para Alma – Romeu e Julieta do Grupo Galpão
28/06/2012 — Cleide Sousa

Bom, quem costuma ler meu blog, já sabe que eu venho de uma geração um tanto romântica e até mesmo ingênua… sim, viver a infância nos anos 80, encheu vários corações e mentes de imagens de amores perfeitos, platônicos muitas vezes e cheios de mágica, e alguns muito tristes… com este gosto romântico entranhado em minha alma, não haveria como não gostar da mais triste das histórias de amor: Romeu e Julieta!



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Na categoria Amor, Artes, Belo Horizonte, música, Minas Gerais, Mineiros, Namorados, Retalhos. Tags: Amor, Arte, Belo Horizonte, Grupo Galpão, Minas Gerais, Romeu e Julieta. 1 Comentário »



Alimento para Alma – Romeu e Julieta do Grupo Galpão
28/06/2012 — Cleide Sousa

Bom, quem costuma ler meu blog, já sabe que eu venho de uma geração um tanto romântica e até mesmo ingênua… sim, viver a infância nos anos 80, encheu vários corações e mentes de imagens de amores perfeitos, platônicos muitas vezes e cheios de mágica, e alguns muito tristes… com este gosto romântico entranhado em minha alma, não haveria como não gostar da mais triste das histórias de amor: Romeu e Julieta!



Ainda criança me lembro de ter assistido uma versão japonesa de Romeu e Julieta em formato de desenho animado, confesso que me chocou muito o final tão trágico… é meio complicado para uma criança de 5 ou 6 anos compreender a idéia de morrer por um amor impossível…



Ainda na infância, um pouco mais tarde, com uns 10 anos conheci uma das minhas versões favoritas da obra de Sheakespeare, que é o longa produzido por Franco Zefirelli em 1968. Creio que é a versão da qual a maioria das pessoas deve se lembrar, estrelada por Leonard Whiting e Olivia Hussey atores desconhecidos na época e que foi um sucesso incrível. A poesia de Zefirelli, a trilha sonora, figurino e fotografia devem ser lembradas aqui. Mas tenho que destacar, que é provavelmente a adaptação mais dramática da obra… muitas e muitas lágrimas!



Na adolescência, considerava um dos meus livros favoritos, li várias vezes a história, e até hoje admiro a beleza com que Sheakespeare contou a história dos dois amantes nascidos sob má estrela. História que segundo dizem, já era conhecida há tempos em Verona, e o autor teve a sensibilidade de transformar em arte pura, sem parecer melodramático, apesar de profundamente triste. Não importa quantas vezes ou qual versão se assiste de Romeu e Julieta, a história sempre nos deixa com um sentimento grave sobre o amor e sobre sua importância na nossa vida.



Ná década de 1990 a história retornou com força novamente, estrelada pelo ídolo teen da época: Leonardo de Caprio em uma roupagem moderna e violenta. Músicas pop, um figurino e cores lisérgicas e um rítmo frenético se destacaram na produção muito marcante… eu eu, adolescente, chorei rios no cinema!



Este prelúdio, aprensetando meu gosto pela obra “Sheakespeareana”, foi apenas para destacar a emoção que foi para mim, assistir neste domingo, dentro do Festival Internacional de Teatro de Rua em Belo Horizonte, e as comemorações dos 30 anos do Grupo Galpão, no Parque Ecológico da Pampulha, a montagem de Romeu e Julieta.

Quando era ainda adolescente, e brincava de querer ser atriz com um grupo de amigos, a peça do Galpão estreara e seria apresentada, se não me engano, na Praça da Estação, aqui em BH, e me lembro da frustração que foi, não ter a permissão de meus pais, já que era menor de idade, para ir com meus amigos… esperei cerca de 18 anos para ver… e realmente era tudo que eu esperava… era mais!


Romeu e seu acordeon…

Não é segredo que sou amante e estudiosa de artes, e ver esta peça agora, com meus sentidos e gostos mais elaborados, foi uma experiência especial. Há vários conceitos e definições de artes em livros e mais livros de filosofia, de sociologia, de arte, antropologia… idéias divergentes… meu sentimento particular, a respeito do assunto, é que arte de verdade vem da alma e toca a alma… há quem diga, que arte não é só o Belo, e eu concordo, porque especialmente hoje em dia, o Belo está submetido a padrões estéticos capitalistas e midiáticos. E há também uma tendência, a se considerar a arte “engajada” e verdadeiramente valorosa, aquela que choca, que contradiz e expressa o grotesto. Então, por um lado, só se valoriza o “bonito” e por outro o “feio”, “chocante” “escatológico”.

Para mim, nem um, nem outro… considero arte, o que é sublime… o que me faz lembrar que somos criaturas Divinas, e como tais, somos capazes de criar sentimentos e elevar almas… e foi assim que me senti domingo à tarde, assistindo Romeu e Julieta. Utilizando de diversas linguagens artísticas: dança, música, circo, teatro, o Grupo Galpão oferece um generoso banquete de arte ao público… que apesar de numeroso, permanece em silêncio absoluto…


Julieta… bailarina!

A inocência das canções de seresta e do cancioneiro popular brasileiro, juntamente com o clima saltimbanco e o carisma próprio dos componentes do grupo, grandes atores, músicos, cantores… traz uma leveza que nunca tinha sentido na história. As cores, as fitas, os instrumentos musicais e malabarismos, bem como a Veraneio que é o palco da peça, hipnotizam… sem perder em profunidade e gravidade a história contada.


Romeu e Julieta se vêem pela primeira vez

Uma das imagens favoritas, que gravarei no meu coração, foi ver Romeu e Julieta se despedirem à luz do crepúsculo no inverno mineiro… lindo! E Romeu parte, caminhando sobre pernas de pau, carregando uma mala… tudo de uma sutileza, doçura, beleza sublime!

O final da história, todo mundo conhece, mas creio que todos que viram, concordarão comigo, que apesar de voltar pra casa com aquela dorzinha característica de assistir Romeu e Julieta lá no fundo do coração… voltam também com a leveza nos pés, cantando “flor minha flor… flor vem cá… flor minha flor… laialaialaiáaa…”

Tal capacidade de transcender através da arte, de criar algo tão especial, retirado do próprio talento e sensibilidade… me faz prosseguir acreditando no ser humano… o homem ainda consegue divinizar-se na arte… nem tudo está perdido!


fotos
http://cleidescully.wordpress.com/2012/06/28/alimento-para-alma-romeu-e-julieta-do-grupo-galpao/#more-2099




postado por: NANDA ROVERE 10:18 PM




quarta-feira, 27 de junho de 2012Romeu e Julieta: a peça de uma geração. Galpão: o teatro de uma cidade
A elite babaca que mora no Mangabeiras reclamou da perturbação que a encenação de Romeu e Julieta provocou na Praça do Papa. Eu não sabia. São os que têm amplos espaços privados vendidos a preço de banana pelo governo décadas atrás e querem privatizar os espaços públicos. Querem privatizar aquela parte da cidade, não querem que os pobres frequentem o parque nem a praça, não querem ser pertubados na sua ilha rica. É essa gente que o prefeito Lacerda representa, é para eles que governa. A estreia da peça no sábado foi maravilhosa. Felizes daqueles que viram. A população de Belo Horizonte se orgulha do Galpão, uma das poucas coisas que engrandecem a cidade. E certamente assina embaixo as palavras do "Carioca".

Do saite do Galpão.
A volta de Romeu e Julieta a BHZ
por Eduardo Moreira, 19/6/12
(...) No domingo, vivi uma das cenas mais emocionantes como ator quando, durante a cena do casamento, meu personagem entoando a canção "Amo-te muito" foi acompanhado por um coro suave e delicado de dez mil (vá perguntar à polícia militar!) vozes.Uma coisa estrondosamnte emocionante! Perceber como aquelas cenas, aquela história, o cenário, os personagens fazem parte da memória de vida de uma geração, de uma cidade.
(...) Lavou minha alma, o esclarecedor artigo do João Paulo no caderno "Pensar" do jornal "Estado de Minas" falando das apresentações do Galpão na praça do Papa, com o título "Galpão e a cidade". Isso poruqe ganhou destaque nas páginas do mesmo jornal a manifestação de protesto da associção de moradores do bairro Mangabeiras contra as desordens causadas ao trânsito da região pelo afluxo de dez mil pessoas. Por mais que transtornos possam acontecer (e na praça, eles definitivamente não aconteceram) é preciso entender e respeitar essa celebração de uma memória coletiva que se manifestou e extravasou numa noite de sábado e num entardecer estonteante de domingo.
Na verdade, tudo isso é muito sintomático de um país onde os ricos encastelados em suas mansões e condomínios, se afastaram de tal forma do espaço público e do bem comum, que só se interessam pelo seu próprio bem estar e consumo. Isso só me faz ter a certeza de que a retomada do espaço público como celebração da convivência e do projeto de bem estar de uma comunidade é um projeto fundamental que está intrinsecamente ligado com a educação, a saúde, a cidadania das pessoas, a conscientização dos direitos e deveres de cada um, o fim dos abusos e da corrupção. Temos um longo caminho pela frente. Que os filhos dos filhos dessa nova geração que conseguiu assitir a "Romeu e Julieta" cheguem lá. E que nós façamos também a nossa parte, no pouco tempo que ainda nos resta.
A íntegra.

http://jornalaico.blogspot.com.br/2012/06/romeu-e-julieta-peca-de-uma-geracao.html



A volta de Romeu e Julieta a BHZ


por Eduardo Moreira 19 de junho, 2012, 10:40

Passei o final de semana com azia. Uma estranha sensação de comer apenas refeições leves e frugais e sentir uma queimação no estômago. Era evidente que se tratava do efeito chamado de “a praça da Papa”. Na ocasião em que estreamos “Tio Vânia” no Rio, Yara me perguntou que público e que praça me incutia mais nervosismo e apreensão. Achei que era o público do Rio. Talvez pelo fato de ser o berço da infância, das primeiras sensações do mundo, da formação.Além, é claro, da paixão que guardo pela cidade. É claro que Belo Horizonte é ainda mais especial. Acho que o Galpão só conseguiu seguir sua estrada ao longo desses trinta anos porque o público de Belo Horizonte abraçou o grupo e se considera parte dele. Quando começamos o espetáculo diante de cinco ou seis mil pessoas ( seria bom fazer uma média entre o cálculo dos organizadores e o da polícia militar, como nos bons e tristes tempos das manifestações estudantis contra a ditadura militar!), senti a força de uma massa que se considerava parte daquilo tudo, daquela história. No domingo, vivi uma das cenas mais emocionantes como ator quando, durante a cena do casamento, meu personagem entoando a canção “Amo-te muito” foi acompanhado por um coro suave e delicado de dez mil (vá perguntar à polícia militar!) vozes.Uma coisa estrondosamnte emocionante! Perceber como aquelas cenas, aquela história, o cenário, os personagens fazem parte da memória de vida de uma geração, de uma cidade.
No sábedo seguinte fomos para o Parque Estrela Dalva e mais uma vez uma multidão encantada seguiu vidrada o espetáculo. Com direito até a cantar um “Parabéns para você…” no final da apresentação. Nosso querido Marcio Medina, que foi assistir com Cacá Carvalho, dizia que nnunca tinha visto uma manifestação tão forte de pertencimento de uma peça a uma comunidade inteira. Como uma lembrança de infância que guardamos com especial carinho.
Mas, mudando de assunto, lavou minha alma, o esclarecedor artigo do João Paulo no caderno “Pensar” do jornal “Estado de Minas” falando das apresentações do Galpão na praça do Papa, com o título “Galpão e a cidade”. Isso poruqe ganhou destaque nas páginas do mesmo jornal a manifestação de protesto da associção de moradores do bairro Mangabeiras contra as desordens causadas ao trânsito da região pelo afluxo de dez mil pessoas. Por mais que transtornos possam acontecer ( e na praça, eles definitivamente não aconteceram) é preciso entender e respeitar essa celebração de uma memória coletiva que se manifestou e extravasou numa noite de sábado e num entardecer estonteante de domingo.
Na verdade, tudo isso é muito sintomático de um país onde os ricos encastelados em suas mansões e condomínios, se afastaram de tal forma do espaço público e do bem comum, que só se interessam pelo seu próprio bem estar e consumo.Isso só me faz ter a certeza de que a retomada do espaço público como celebração da convivência e do projeto de bem estar de uma comunidade é um projeto fundamental que está intrinsecamente ligado com a educação, a saúde, a cidadania das pessoas, a conscientização dos direitos e deveres de cada um, o fim dos abusos e da corrupção. Temos um longo caminho pela frente. Que os filhos dos filhos dessa nova geração que conseguiu assitir a “Romeu e Julieta” cheguem lá. E que nós façamos também a nossa parte, no pouco tempo que ainda nos resta.


http://www.grupogalpao.com.br/blog/2012/06/a-volta-de-romeu-e-julieta-a-bhz/

postado por: NANDA ROVERE 10:15 PM




http://terramagazine.terra.com.br/patchworkcultural/blog/2012/06/22/virada-teatral-encerra-11%C2%AA-edicao-do-fit-bh/










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há 6 dias por patchworkcultural0 Comentários











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Virada Teatral encerra FIT-BH



Dani Barros uma atriz como vi poucas Foto: Divulgação


Desde o dia 9 de junho Belo Horizonte vive em ritmo de FIT. O que isso significa? Que a 11ª edição do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT-BH), realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, mostrou porque o FIT-BH é considerado um dos maiores festivais internacionais de teatro do país e um dos cinco principais da América Latina, afinal foram 19 espetáculos internacionais, 12 espetáculos nacionais, 10 espetáculos locais, 13 países, 6 diferentes estados, 60 diferentes espaços da cidade, 143 apresentações, 59 apresentações de rua, 36 apresentações em espaços alternativos, 9 regionais, 16 Centros Culturais, 358 artistas (165 internacionais, 146 nacionais e 47 locais) e 64 pessoas envolvidas na produção. O público pode conferir a programação em teatros e espaços alternativos, com preços populares, e locais abertos, como parques e praças, sempre gratuitamente.


O Idiota na encenação de Cibele Forjaz Fotos: Divulgação


Com 18 anos de trajetória, o FIT-BH é considerado o maior e mais consolidado evento do calendário cultural da capital mineira, é realizado bienalmente pela Prefeitura de Belo Horizonte, com parceria do setor privado, por meio de captação de recursos via leis de incentivo à cultura. Tendo como critério central aliar qualidade e diversidade de linguagens artísticas, investindo na formação, na democratização de acesso e na internacionalização da capital o FIT-BH é referência na cidade, no estado, no país e no exterior, cumprindo um de seus principais objetivos: projetar e inserir Belo Horizonte no circuito nacional e internacional das artes cênicas. A curadoria do 11ª FIT-BH realizou um trabalho focado no conceito de teatralidade e seus deslocamentos. Para Marcelo Bones, diretor artístico do Festival, “um evento desse porte não pode ser somente um apanhado de espetáculos, é necessário estabelecer uma reflexão sobre o teatro e a produção cultural de nosso tempo”. Pensando nisso, a curadoria do Festival definiu um conceito que norteou a escolha dos espetáculos e que dialoga com toda a programação: as fronteiras no teatro contemporâneo. São três pilares que sustentam o tema: o intercâmbio do teatro com outras linguagens artísticas, o teatro em diálogo com o espaço urbano e a quebra de fronteiras do teatro contemporâneo. Esta edição busca acentuar aspectos que fazem parte da identidade do Festival. O encerramento do festival acontece nesse final de semana e com sabor especial pois será marcado pela Virada Teatral FIT. Um Corredor Cultural será formado no eixo Funarte – Teatro Marília, oferecendo apresentações de espetáculos teatrais, shows musicais e projeção de filmes, durante 24 horas de programação ininterrupta, das 12h do dia 23 às 12h do dia 24 de junho. Dois dos melhores espetáculos que vi no Brasil depois do meu exílio compulsório em Paris estarão em cena na Virada Teatral FIT: O Idiota – Uma Novela Teatral de Cibele Forjaz, que mostra em cena o porquê de Cibele ser a pequena notável do teatro brasileiro, com um espetáculo que deveria representar o Brasil em todos os festivais do mundo e Estamira, o mais delicado dos espetáculos, oscilando entre o aço e a renda, com um trabalho de atriz – a magistral Dani Barros – de arrancar lágrimas da plateia diante de tamanha entrega e verdade!


Romeu e Julieta, na montagem inesquecível de Gabriel Villela para o Galpão


Quanto os que viram e os que ainda não viram a obra prima de Gabriel Villela e do Grupo Galpão, Romeu e Julieta, sugiro que não percam por nada a Virada Teatral do FIT-BH nesse final de semana. Depois da apresentação vitoriosa mês passado em Londres, no Globe, o Galpão dando início as comemorações dos 30 anos do grupo presenteia o público com algumas apresentações de Romeu e Julieta, momento para ver ou rever uma das mais belas páginas do teatro brasileiro. Imperdível!

http://terramagazine.terra.com.br/patchworkcultural/blog/2012/06/22/virada-teatral-encerra-11%C2%AA-edicao-do-fit-bh/

postado por: NANDA ROVERE 10:11 PM




Cultura e lições de vida














27/06/2012 - 14h12


João Senna

“Um artista é aquele que percebe mais que seus companheiros, e que registra mais do que vê”, resume o ator Edward Gordan Craig. A cultura vai mesmo muito além da literatura, arte, cinema e outras manifestações capazes de distinguir o homem dos outros seres vivos e animais.

As evoluções tecnológicas estão apenas no seu limiar. Por mais que venham a surpreender, a cultura continuará a exercer papel preponderante na trajetória da humanidade. O sentir, o pensar e o agir estão na essência do ser humano, e podem ser repaginados. É desse tripé que herdamos e vamos legar, às futuras gerações, acervos que formam a memória coletiva. A tão desprezada cultura precisa ser tratada pelos governos como elemento de integração social.


Por assim pensar e, mais ajuizado pelo passar dos anos, embarquei no salvador trem da Vale para Beagá. Belas paisagens, passageiros bons de prosa a bordo, nada mais mineiro. Pra que botar o carro na BR-381 e deparar com acidentes e o fechamento das pistas a qualquer instante?


O marketing patrioteiro apregoa, sempre, que as rodovias mineiras estão um maravilhoso tapete, e fecha com a clássica embromação: “a vez de transformar a BR-381 está chegando...”. Depois de 40 anos ouvindo lorotas do DER/Dnit, e das superlativas e improdutivas odoricâncias dos ocupantes do Palácio do Planalto, colocar o carro na Rodovia da Morte, só mesmo em caso de extrema necessidade.


A capital mineira virou um imenso canteiro de obras, nos preparativos para a Copa do Mundo. Tomara que tenham sido bem planejadas e sejam criteriosamente executadas, para evitar os já folclóricos micos do recém-inaugurado estádio do glorioso 7 de Setembro. Não bastassem as lambanças arquitetônicas, uma estranha ação entre amigos abençoada pelo governo do Estado desmerece o nome Independência...


Obra é sinônimo de transtorno. Esse incômodo desfalcou o Cruzeiro na última semana. Irritado com a demora no trajeto até às praças de alimentação dos shoppings, o gordinho Walter se mandou para Goiânia. Antes, atacante tinha fome é de gols!


Em meio à intensa movimentação de homens e máquinas, Belô oferecia o Festival Internacional do Teatro. E, na Casa Fiat de Cultura, duas magníficas exposições. Mesmo quem viaja pela Europa dificilmente poderá contemplar, num mesmo espaço, inúmeras telas de Caravaggio e seus seguidores, que ficam espalhadas por museus de várias capitais. É indescritível o prazer de ficar a centímetros das maravilhas produzidas pelo genial pintor italiano, inigualável no emprego de luzes e sombras.


Mal refeito dessas emoções, e o visitante leva um choque ao se deparar com as telas de Giorgio de Chirico. É o tipo de exposição que deveria ser visitada, em grupo, por pretensos luminares capazes de delinear, milimetricamente, o perfil de uma urbe, e os incorporadores imobiliários que defendem, de unhas e dentes, a ocupação de todo e qualquer centímetro para meter concreto. O aparente delírio de De Chirico levaria os dois lados a uma reflexão. Muito mais que leis, a ocupação dos espaços urbanos reclama criatividade e bom senso. O homem precisa ser integrado à paisagem, em vez de aprisionado a lúgubres pardieiros.


Com tantas atrações, difícil priorizar o que curtir. Celulares desligados (ainda a pedidos), e crianças dos 2 aos mais de 80 anos ficaram hipnotizadas, no Parque Estrela Dalva, com a encenação de Romeu e Julieta. O Grupo Galpão, com 30 anos de estrada, “amineirou” o texto ao introduzir músicas e vinhetas de canções populares, uma delas a preferida do inesquecível JK. Shakespeare/Beatles/Clube da Esquina, uma junção muito feliz de criações com o carimbo da atemporalidade.


Depois de assistir ao ar livre a uma linda versão da centenária narrativa de um amor platônico, chegou a vez de segurar a emoção diante de uma história real, no altar de uma igreja. O Romeu dos tempos modernos, com a mãe na cadeira de rodas há vários anos, e o pai, debilitado por recente AVC, queria se casar, sem deixá-los ao desamparo. A Julieta aceitou o desafio de conciliar trabalho, emoções de uma nova vida e os cuidados com os sogros. Não teve recepção, lua de mel e outros rituais da indústria do casamento. Mas o embasamento humano por trás dessa união pavimentará um relacionamento sincero e duradouro.



Plantar e colher...



No retorno, ao abrir o jornal, o registro do adeus de familiares, amigos e ex-alunos a Zélia Olguin. O meio artístico, ainda abalado pelo recente falecimento de Darci di Mônaco, em menos de um mês acabava de perder outro pilar da vida cultural no município e na região.

Na mesma edição, reportagem sobre o 6º Salão do Livro, recheado de atrações e lançamento de obras. Impossível dissociar os avanços no campo cultural em Ipatinga às visões e ao determinismo desses dois grandes sonhadores.

Darci e Zélia tiveram inúmeras dificuldades para fazer prosperar o teatro, a dança e outras manifestações artísticas em uma cidade que, nos seus primórdios, estava voltada única e exclusivamente para a produção de aço. Felizmente, tiveram a satisfação de comprovar, ainda em vida, que as sementes plantadas renderam bons frutos.


http://diariodoaco.com.br/noticias.aspx?cd=64552









postado por: NANDA ROVERE 10:10 PM




A Bravo! de julho, que chega às bancas nesta sexta-feira 29, traz foto do ator Marcello Antony após protagonizar Macbeth. Com direção de Gabriel Villela, a tragédia de William Shakespeare está em cartaz no Teatro Vivo, em São Paulo



http://refrescante.com.br/bravo-traz-foto-de-marcello-antony-na-sessao-depois-da-cena.html

postado por: NANDA ROVERE 9:49 PM




Glória manchada de sangue
Superficial e caricata, a encenação de Macbeth não está à altura do potencial de Gabriel Villela
13 de junho de 2012 | 3h 10
Notícia
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Em meio aos seus crimes, Macbeth, que matou Duncan, o rei da Escócia, comenta: "De tal modo estou mergulhado no sangue, que, se não for mais adiante, a volta será tão difícil quanto a travessia". A frase do homem que busca o trono sobre cadáveres é o marco sem retorno de qualquer encenação da peça. Se a fala do personagem, dessa metade para o fim do enredo, não causar o impacto arquitetado por William Shakespeare, o espetáculo terá sido apenas uma tentativa. O essencial não aconteceu.


Há bibliotecas sobre o escritor que, desde o século 16, é também personagem de si próprio, tantas são as teorias sobre seu poder de registrar épocas conturbadas e delas retirar reflexões geniais sobre história, filosofia, religião, poesia e o que um dia seria a psicanálise. Realmente um assombro, considerando-se seus 52 anos de vida (1564-1616), dos quais menos de 25 como artista.

Numa produção dividida entre comédia, fantasias e tragédias, são as últimas que mais impressionam pela força verbal e senso político. Macbeth encarna um poder no "trono manchado de sangue", título que Akira Kurosawa deu à sua versão cinematográfica. O ensaísta polonês Jan Kott (1914-2001) observa em seu estudo Shakespeare Nosso Contemporâneo que a peça não mostra uma mera agitação social, mas um pesadelo. Se os jogos de interesses humanos são contraditórios, curiosos ou graves, eles se tornam horríveis quando brotam da deformada vontade pessoal.

Diz Kott: "A história em Macbeth carece de transparência, como um pesadelo. Uma vez acionado, todos nós estamos mergulhados nele até o pescoço". Essa opinião tem interesse adicional ao vir de um intelectual que viveu o contraditório de sua conciliação inicial com regimes comunistas na Polônia e na URSS, antes de se afastar das tiranias. Para ele, o enredo está reduzido "a uma única divisão: entre os que matam e os que são mortos".

A obra é tão complexa que induz especialistas a posições diferentes. O protestante Harold Bloom acentua a culpa e o ex-comunista Jan Kott, o assassinato, o sangue, provavelmente pensando no regime de Josef Stalin fuzilando ex-companheiros.

Faltam as dimensões mencionadas por Bloon e Kott à atual encenação de Macbeth. Shakespeare não precisa ser um monumento, desde que se ofereçam alternativas. O diretor Gabriel Villela consagrou-se e trouxe visibilidade internacional ao grupo O Galpão, de Minas Gerais, ao realizar, em 1992, uma linda versão circense de Romeu e Julieta, apresentada na Praça da Sé de São Paulo, em mostras e festivais de Montevidéu a Londres.

Naquele instante houve inventividade com Shakespeare, agora mostrado na superfície da trama e com momentos caricatos. A opção de alguém ler em cena partes do original para condensar a representação contém riscos, mas é compreensível. O problema é o narrador, vagamente caracterizado como Shakespeare, surgir com aparatoso guarda-sol vermelho e gestos afetados como que a ironizar a própria função. Essa mesma afetação amaneirada vai à gratuidade quando as célebres bruxas aparecem entre trejeitos e risadinhas. Na tradição universal, feiticeiras, videntes, rezadeiras possuem um peso dramático imemorial.

Por outro lado, a sobrecarga de referências orientais e à arte popular brasileira tende a perturbar o essencial. O Rei Duncan está mais para figura de baralho; vale o que se quiser. Em compensação, a ousadia funciona ao apresentar um ator como Lady Macbeth na tradição elisabetana e a oriental de teatro (não há atrizes, só homens); aí Villela está à altura de suas encenações.

O emaranhado de maneirismos visuais e interpretativos faz Macbeth chegar a um ponto que é difícil voltar ao cerne da obra. Volta parcialmente com a intensidade sóbria de Marcello Antony (Macbeth), a composição de Claudio Fontana (Lady Macbeth), a sólida presença de Helio Cícero acima da roupagem e marcações acanhadas. Por fim, na veemência de Marco Antonio Pâmio. Ele deixa claro que estamos diante de uma tragédia, mesmo que desta vez a força simbólica das espadas tenha sido trocada por simples varetas de metal.

Crítica: Jefferson del Rios
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,gloria-manchada-de-sangue,885693,0.htm



postado por: NANDA ROVERE 9:48 PM




Dicas Culturais de junho!

A A A

Publicado em 8 de junho de 2012 19:44




Atrações culturais imperdíveis selecionadas pelo nosso repórter especial Enzo para quem vive em São Paulo e para quem está visitando a cidade. Aproveite!



Cinema

“O Exótico Hotel Marigold” (Comédia Dramática)

Alguns amigos decidem aproveitar sua aposentadoria no recém-reformado Hotel Marigold, que fica na Índia, só que a viagem não sai bem como o planejado; no entanto sairão de lá com experiências que mudarão suas vidas. O Filme é interessantíssimo, muito engraçado e emociona pela simplicidade e as maravilhas da cultura da Índia.
Nos cinemas da cidade.



Exposição

“Visões de Guerra” (Lasar Segall)

Segall vivenciou a brutalidade da 1ª Guerra ainda na Alemanha, o que lhe deu inspiração para a execução dos 75 trabalhos que estão expostos no Centro de Cultura Judaica. Segall já estava no Brasil no período da 2ª Guerra, quando elabora os trabalhos e traz de volta a expressão das emoções vividas em sua experiência de guerra.
Os trabalhos estarão expostos até o dia 12 de Agosto de 2012



Teatro

“Macbeth” (Shakespeare)

Estão no Elenco Marcelo Antony (Macbeth) e Cláudio Fontana (Lady Macbeth). A Proposta do diretor, ao colocar atores exclusivamente masculinos em todos os papéis é um retrocesso à época em que a trama foi escrita, quando mulheres não podiamatuar e é também uma tentativa de trazer energia bélica ao espetáculo. Macbeth, influenciado por sua ambiciosa mulher no decorrer da trama, passa de herói a vilão, usando dos meios mais sórdidos para ascender ao trono. A peça está em cartaz desde o dia 1º de Junho no Teatro Vivo.

Rua Dr. Chucri Zaidan, 860. Bairro: Morumbi.
Sexta as 21h30; Sábado as21h; domingo, 19h.
Preços: R$ 50 (sexta e domingo); R$ 70 (sábado).



Passeio

O Aquário de São Paulo, o maior da América Latina, possui uma coleção variada de animais, tendo compromisso com a educação ambiental. Tem como objetivo proporcionar um passeio inesquecível para os visitantes de todas as idades.
Situado à Rua: Huet Bacelar, 407 Bairro do Ipiranga.



Enzo Sobocinski é arquiteto, professor de designer de interiores, desenvolve atividades ligadas às artes plásticas e design de jóias. Aprecia toda e qualquer manifestação artística pacífica
http://www.vivasenior.com.br/mundo-senior/dicas-culturais-de-junho/


postado por: NANDA ROVERE 9:46 PM




24/06/2012 - 11h44

Saiba quais as melhores peças em cartaz em SP



As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações



DE SÃO PAULO

Quer ir ao teatro mas não sabe a qual peça assistir? Confira abaixo quais as melhores peças em cartaz na capital paulista segundo os críticos da Folha:
Acesse o roteiro com todas as peças em cartaz em SP
Atores ficam pelados durante espetáculo sobre família infeliz




Lenise Pinheiro/Folhapress










O ator Marcello Antony em cena da peça "Macbeth", considerada ótima pela crítica


ÓTIMAS

Macbeth
A tragédia, escrita por William Shakespeare no século 17, conta a história de um homem que, instigado por sua cruel esposa, passa de herói a tirano. Depois de salvar a Escócia em batalhas com os reinos vizinhos, Macbeth decide matar o monarca do país para assumir o trono. Ele age assim para fazer se cumprir a profecia de poder e glória que lhe foi revelada por três bruxas. O elenco é composto apenas por homens e protagonizado por Marcello Antony.

Tim Maia - Vale Tudo, o Musical
Em blocos temáticos, a peça conta a história do cantor Tim Maia, desde a infância no bairro carioca da Tijuca, passando pela formação da banda Vitória Régia. Integram o repertório do musical sucessos como "Vale Tudo", "Azul da Cor do Mar" e "Primavera".

Um Violinista no Telhado
Em um vilarejo judaico da Rússia czarista, o leiteiro Tevye luta para perpetuar as tradições e lidar com a hostilidade de ataques antissemitas.

BOAS

12 Homens e Uma Sentença
Adaptação para os palcos do clássico filme homônimo dos anos 1950, narra o impasse de 12 homens trancados numa claustrofóbica sala de júri. Está nas mãos deles a sorte de um jovem e, se houver um veredito unânime, o rapaz pode ser condenado à morte.

A Travessia da Calunga Grande
Um navio negreiro é o ponto de partida para entender a formação do povo brasileiro. A peça da Cia. Livre integra a pesquisa do grupo sobre os mitos de morte e renascimento da cultura nacional.

Ifigênia
A tragédia "Ifigênia em Áulis", de Eurípides, sobre um comandante que é impelido a sacrificar a própria filha, é o ponto de partida da peça da cia. Elevador de Teatro Panorâmico. Todas as marcações e personagens são improvisados --os atores decidem na hora quem irá fazer o que.

Satyros' Satyricon
Composta de três partes (Trincha, Satyricon e Suburra) e inspirada na obra do escritor romano Petrônio, a peça da cia. Os Satyros descreve as peripécias do ex-gladiador Encólpio, de seu amante Gitão e de seu amigo Ascilto.

Vermelho
Em seu ateliê, o pintor Mark Rothko (Antonio Fagundes) recebe seu novo assistente, Ken (Bruno Fagundes), para auxiliá-lo em uma grande encomenda. O encontro é mote para uma série de debates sobre arte e conflitos de gerações, além de trazer detalhes sobre a biografia do artista.

A Família Addams
Inspirado nos personagens criados pelo cartunista Charles Addams, o musical mostra uma bizarra e macabra família. Na trama, Wandinha, a filha mais nova do casal Gomez e Morticia, se apaixona por um doce e inteligente jovem de uma família tradicional. Para os pais Addams, o acontecimento vira a casa de cabeça para baixo, já que são forçados a organizar um jantar para o jovem e sua família.

Macumba Antropófaga 2012
Com novas cenas e músicas, o espetáculo do grupo Oficina é inspirado no "Manifesto Antropófago", de Oswald de Andrade e mostra figuras históricas e modernistas, como Tarsila do Amaral, Pagu e o próprio e Oswald.


http://guia.folha.uol.com.br/teatro/1108607-saiba-quais-as-melhores-pecas-em-cartaz-em-sp.shtml

postado por: NANDA ROVERE 9:44 PM






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1-12 de 159anter.próx.
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'Macbeth' abre temporada que levará aos palcos brasileiros todas as 39 peças de Shakespeare
Por Mariana Timóteo da Costa (mariana.timoteo@oglobo.c | Agência O Globo – ter, 12 de jun de 2012.. .
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SÃO PAULO - "Estamos na casa de Deus, na casa de Shakespeare", disse um emocionado Gabriel Villela, mês passado, ao apresentar sua aclamada versão de "Romeu e Julieta" com o grupo Galpão no Globe londrino. O Reino Unido está em festa: jubileu da rainha Elizabeth II na semana passada, Olimpíadas no mês que vem e, desde abril e até novembro, Londres e outras cidades do país recebem o Globe to Globe World Shakespeare Festival - que contou com a participação do diretor de teatro mineiro.

Estão sendo encenadas boa parte das 39 peças de William Shakespeare, em 37 idiomas. Nesta semana, em Glasgow, o prestigiado Alan Cumming estreia ainda uma aguardada versão de "Macbeth", ambientada num hospício, na qual fará todos os papéis. Mas fãs do bardo que não possam cruzar o oceano não hão de desanimar. Três montagens de fôlego chegam este ano aos palcos paulistanos, todas com temporadas previstas no Rio mais para frente.

Inéditas são traduzidas

A primeira é do próprio Villela: "Macbeth", protagonizada por Marcello Antony, estreou há dez dias. Em outubro, comandado pelo niteroiense radicado em Nova York e ex-Royal Shakespeare Company Ron Daniels, Thiago Lacerda defenderá seu Hamlet. E, em novembro, Leonardo Brício futucará seu "lado terrível", segundo o próprio ator, para dar vida a Ricardo III. O espetáculo, dirigido por Marco Antônio Rodrigues, será o primeiro de um ambicioso projeto que pretende encenar as 39 peças do bardo no Brasil até 2022 - incluindo 11 de que não se tem registro de montagem no país. Prova, segundo atores, produtores e críticos, de que a fonte shakespeariana é inesgotável.

- A Humanidade sempre precisará dele, Shakespeare mapeou a alma humana. Iremos todos passar batidos por esta existência, ele não. Sua palavra é valorosa demais. O Brasil tem sorte de poder ver três atores com physique du rôle épico defendendo esses papéis - diz Villela, para quem o artista tem "direito social e político" de montar Shakespeare.

O direito, no entanto, vem com responsabilidade, ele destaca:

- O ator ou o diretor que quiser passar por Shakespeare apenas para se autolegitimar está perdido. Ele precisa montar para aprender. É um processo natural se voltar ao dramaturgo, precisamos de substitutos para Paulo Autran, Raul Cortez e Sérgio Britto.

O mesmo pensa a crítica do GLO BO Barbara Heliodora, salientando que as três histórias são ótimas, que os três atores são bons, "podendo crescer com a experiência", e, portanto, que os diretores têm uma série de possibilidades cênicas.

- O Brasil ainda está em dívida com montagens memoráveis de Shakespeare, a quem a arte deve ir sempre, devido ao seu caso de amor com o ser humano e suas contradições - diz a crítica, para quem só há duas encenações inesquecíveis do bardo no Brasil: o "Romeu e Julieta" do Galpão (1992) e o "Hamlet" de Sérgio Cardoso (1948 e 1956).

Barbara não viu a elogiada montagem de "A tempestade" que ficou em cartaz no ano passado, somente em São Paulo. Mas o produtor do espetáculo, Alexandre Brazil, a convidou para participar do Projeto 39 - que pretende encenar todas as peças de Shakespeare nos próximos dez anos - e ela topou. Agora, Barbara está traduzindo duas inéditas: "Eduardo III" e "Os dois nobres parentes". Nomes como Aderbal Freire-Filho e Cacá Rosset irão dirigir montagens ainda não definidas na primeira fase do projeto (até 2014).

- Ricardo III é um personagem dificílimo. Como achar a maldade dele dentro de mim? Não tenho essa maldade, o prazer do aprendizado estará também em buscá-la - diz Leonardo Brício.

O ator, cujo papel mais marcante no teatro foi "Péricles", dirigido por Ulisses Cruz, fala do seu "prazer indescritível" em se preparar para seu quarto Shakespeare:

- Os personagens são muito bem construídos e, ao mesmo tempo, contraditórios. Por mim, faria as 39 peças. É necessário passar por Shakespeare para se aprimorar como artista.

Depois de Ricardo III, serão montadas, em 2013, "Romeu e Julieta", com direção de Vladmir Capela, e "Trólio e Créssida", nunca encenada no Brasil, que será dirigida por André Garolli e trará Maria Fernanda Cândido como Helena.

- Espero que o país esteja preparado e maduro para um projeto como esse - opina Brazil.

Barbara acha qualquer iniciativa válida quando se trata do bardo:

- Para quem quiser fazer, eu digo: tem que fazer.

Já em temporada, Marcello Antony comemora sua primeira tragédia shakespeariana. Diferentemente do que fez com o Galpão e com os Clows de Shakespeare em "Sua Incelença, Ricardo III", Villela optou, com "Macbeth", por uma montagem em espaço convencional. Os figurinos e o cenário contam com os tradicionais capricho e inovação do diretor, o texto foi encurtado, a figura de um narrador foi introduzida, e todos os papeis, incluindo os femininos, são feitos por homens - destaque para a Lady Macbeth de Claudio Fontana.

- A cada apresentação aprendo uma coisa nova, a gente testa linguagens. Sinto que estou crescendo como ator - diz Antony, para quem, não importa quantas montagens haja, "um bom Shakespeare sempre terá público".

'O aprendizado é grande'

Thiago Lacerda pensa o mesmo. Estava há tempos a fim de fazer seu primeiro Shakespeare por identificar, no texto do autor, "a maior fonte dramática para exercitar meu ofício". Mas não pensava em "Hamlet". A coisa mudou quando recebeu o convite de Ron Daniels.

- Descobri em Ron um mestre. Estou realizando um sonho, meu trabalho é me comunicar com o público, e não temo essa responsabilidade. Shakespeare dá trabalho, mas o aprendizado é grande - diz Thiago, que começa a ensaiar mês que vem, quando Ron se muda de Nova York para São Paulo.
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http://br.noticias.yahoo.com/macbeth-abre-temporada-levar%C3%A1-aos-palcos-brasileiros-39-102000858.html






postado por: NANDA ROVERE 9:42 PM




Marcello Antony é Macbeth

Obra de William Shakespeare chega ao Teatro Vivo, em São Paulo




Postado por: Cynthia Laselva às 12/06/2012 09:17






Em cartaz no Teatro Vivo, “Macbeth” tem direção de Gabriel Villela e conta com oito atores no elenco. Resgatando as origens da época, a peça shakespeariana é encena apenas por atores homens, sendo encabeçada por Marcello Antony e Cláudio Fontana.




Para a adaptação, os 20 personagens da história original foram reduzidos à apenas 8 para que os atores pudessem atuar de forma mais dinâmica Porém, para dar maior sustento a história, um narrador foi acrescentado para que entre em cena contando a história original de Macbeth.





A história de um dos clássicos de Shakespeare se passa em 1407, na Escócia. Interpretado pelo brilhante Marcello Antony, Macbeth é um homem ambicioso que se torna herói após vencer uma batalha e salvar seu país. Mas sua real intenção é chegar ao trono escocês.





Influenciado por Lady Macbeth – sua mulher – e em um ato de impulso, ele mata o Rei Duncan para assumir de vez a coroa. A partir disso, ele inicia uma sequência de assassinatos sem fim, como se outro crime pudesse limpar a mancha pelo assassinato do rei e dar paz a sua consciência.

Serviço:

Estreia: 01 de junho
Temporada: De 01 de junho até 22 de julho
Local: Teatro Vivo
Endereço: Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860 – Morumbi - São Paulo
Horário: Sextas, às 21h30; Sábados, às 21h e Domingos, às 19h
Preços: R$ 50 (sex e dom), R$ 70 (sab).
Classificação: 12 anos
Bilheteria: aberta de terça a quinta, das 14h às 20h, e de sexta a domingo, das 14h até o início do espetáculo. Tel: 7420-1520. Aceita todos os cartões.
Serviço de valet: R$18.
Venda pelo site.


Local: Teatro Vivo

Horarios: : Sextas, às 21h30; Sábados, às 21h e Domingos, às 19h

Direção: Gabriel Villela

Preço: R$ 50 (sex e dom), R$ 70 (sab)



http://www.alphafm.com.br/teatro_detalhes.aspx?id_not=410

postado por: NANDA ROVERE 9:40 PM




Dicas Culturais

Teatro: “Macbeth” ressurge em Marcello Antony



Com direção de Gabriel Villela, Marcello Antony vira “Macbeth” no Teatro Vivo, em São Paulo. A tragédia de William Shakespeare conta a história de um general que tem um encontro com bruxas. Então ele começa a mudar o seu pensamento, se tornando um grande vilão por causa de sua ambição. O personagem tem ajuda de sua esposa, a Lady Macbeth. Ela o instiga a cometer assassinatos.

“Macbeth”
Local: Teatro Vivo
Endereço: Av. Doutor Chucri Zaidan, 860, Vila Olímpia
Data: Até 22 de julho
Sessões: Sexta-feira, às 21h30; sábado, às 21h, e domingo, às 19h.

Fonte: TV Cultura

http://www.walmircultura.com.br/macbeth-ressurge-em-marcello-antony/

postado por: NANDA ROVERE 9:37 PM




Macbeth

Créditos: João Caldas

No início do século XVII, quando Shakespeare escreveu Macbeth, as mulheres ainda não atuavam e os papéis femininos eram interpretados por homens no teatro. Essa prática da época é resgatada pelo diretor Gabriel Villela na peça Macbeth, com o elenco formado por oito atores homens, entre eles Marcelo Antony e Claudio Fontana.

A história se passa em 1047 quando, após vencer uma batalha e salvar a Escócia, Macbeth (Marcello Antony) sente que está chegando cada vez mais próximo do trono escocês. Influenciado por sua mulher, Lady Macbeth (Claudio Fontana), ele age por impulso e mata o Rei Duncan(Helio Cicero) para assumir a coroa. A partir disso, ele inicia uma sequência de assassinatos sem fim.
■Datas: 1º de junho a 22 de julho de 2012.
■Horários: Sexta: 21h30; Sábado: 21h; Domingo: 19h.
■Preços: R$ 50 (sexta e domingo); R$ 70 (sábado).

Local: TEATRO VIVO – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860 - Morumbi - Telefone: (11) 7420-1520



Para Curtir

Marisa Monte – Nova turnê: São Paulo I Love You
https://carolinafaggion.wordpress.com/tag/marcelo-antony/



postado por: NANDA ROVERE 9:36 PM





publicada em 15/6/2012atualizada em 15/6/2012


Veja Marcello Antony careca para viver 'Shakespeare' no teatro

Ator está em cartaz com ‘Macbeth’, em São Paulo.



Você já tinha visto aqui no EGO que Marcello Antony iria raspar o cabelo para viver “Macbeth”, de Shakespeare, no teatro. Mas agora confere como ficou o visual do ator na pele do general escocês. A peça está em cartaz no teatro Vivo, em São Paulo, e traz ainda no elenco Claudio Fontana , no papel de Lady Macbeth, Helio Cicero, entre outros.

Marcello Antony na pele de Macbeth (Foto: João Caldas / Divulgação)

E o ator com Claudio Fontana, que vive Lady Macbeth (Foto: João Caldas / Divulgação)


http://ego.globo.com/diversao/noticia/2012/06/veja-marcello-antony-careca-para-viver-shakespeare-no-teatro.html

postado por: NANDA ROVERE 9:35 PM





Marcello Antony como Macbeth

19/06/12 ... 02h41





“Macbeth”, tragédia escrita por William Shakespeare, está em cartaz em São Paulo em uma montagem inusitada em que todos os personagens são interpretados por atores masculinos. O protagonista, Macbeth, fica por conta do ator Marcello Antony, que teve sua cabeça raspada para viver o personagem.

A peça conta a história de um homem ambicioso que se corrompe na tentativa de conquistar o trono da Escócia.

A opção do diretor Gabriel Villela de colocar em cena apenas atores homens foi para voltar às origens do texto (à época, mulheres não podiam atuar) e ressaltar a força masculina da história.


http://www.lillaka.com.br/veja-a-nova-montagem-de-macbeth-com-marcello-antony/

postado por: NANDA ROVERE 9:31 PM




25.06.2012 | notícia | Por Regiane Bochichi

Galpão: 30 anos de processo coletivo de criação



Tia Vânia será um dos espetáculos apresentados pelo Grupo Galpão. Crédito: Guto Muniz

Das ruas de Belo Horizonte ao Shakespeare’s Globe Theatre em Londres. Entre o primeiro espetáculo do Grupo Galpão, na Praça 7 à remontagem do clássico “Romeu e Julieta”, na capital inglesa, se passaram 30 anos de muita história e dedicação aos palcos.

Como balzaquiano, o grupo é mais que um exemplo de trabalho coletivo sem receita pronta que deu certo. Desde a cena lá em 1982 até o próximo espetáculo “Os gigantes da montanha”, do italiano Luigi Pirandello, com direção de Gabriel Villela, com estreia marcada para junho de 2013, o processo de trabalho é o mesmo, ou seja, nada é pré-definido. “Não existe um modelo de criação. Como somos um grupo de atores que trabalhamos com diferentes diretores convidados, cada espetáculo representa uma maneira de trabalhar diferente”, conta Eduardo Moreira, ator, diretor e fundador do Grupo Galpão. “A idéia do espetáculo muitas vezes é trazida por um diretor ou longamente discutida pelo coletivo. É o tipo de coisa que também não segue uma receita. Das primeiras discussões até a concretização de um projeto artístico normalmente levamos um ano”.

Com essa liberdade de criação e a parceria com diferentes diretores convidados, como Fernando Linares, Paulinho Polika, Eid Ribeiro, Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de Moraes, Yara de Novaes, Jurij Alschitz (além dos próprios componentes que também já dirigiram espetáculos do Grupo), o Galpão forjou sua linguagem artística a partir desses encontros diversos, criando um teatro que dialoga com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e o palco, o universal e o regional brasileiro. “Sempre tivemos uma relação de respeito e de amizade com os diretores”, frisa Moreira. “A prática nos ensinou a dar espaço e poder a essa figura chave do processo artístico, que é o diretor. Mesmo que isso não signifique que os atores não possam ter suas opiniões.”

Para comemorar, os trinta anos, o Grupo Galpão preparou várias atividade no palco, em artes visuais e exposições. No palco, depois do sucesso em Londre, onde foram aplaudidos em pé, saem em turnê com um repertório de 04 espetáculos (Till, Romeu e Julieta, Tio Vânia e Eclipse) nas cidades Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.


Romeu e Julieta foi aplaudido em pé em Londres.

Para os fãs e cinéfilos, serão lançados três novos projetos audiovisuais: seis curtas, baseados nos contos do autor russo Anton Tchékhov, um documentário sobre a viagem do espetáculo Till, a saga de um herói torto, ao Chile, e outro documentário com pessoas que viram Romeu em Julieta na estreia, em 1992, na Praça do Papa, e agora tem a oportunidade de rever, em 2012, no mesmo local. A finalização das produções está prevista para 2012; a linha de produtos da boutique será ampliada com novidades para os 30 anos, como os lançamentos de três DVDs dos espetáculos “Till, a saga de um herói torto”, “Pequenos Milagres” e “Um Molière Imaginário”, e de nova edição de oito volumes do Projeto Diários de Montagem que revela os bastidores da produção de espetáculos do Galpão.

Além disso, de maio a novembro de 2012, o Centro de Pesquisa e Memória do Teatro (CPMT) do Galpão Cine Horto apresenta o seminário “O Figurino no Museu”, que coloca em evidência o figurino como peça museológica e fortalece a discussão sobre memória teatral em Belo Horizonte. O evento integra o projeto Grupo Galpão, Memória Feita à Mão, beneficiado com o prêmio Pontos de Memória 2011 do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Estão previstos o “Ateliê Aberto” de inventário, recuperação e exposição de figurinos de três espetáculos do Galpão: A Rua da Amargura (1994), Partido (1999) e O Inspetor Geral (2003).
“O Galpão tem que estar se renovando como modo de produção constantemente”, comenta o diretor. “Hoje, o grupo tem um quadro de funcionários bem grande. Isso sem contar o Galpão Cine Horto, nosso centro cultural, que tem uma estrutura ainda maior. Acho que em termos de planejamento econômico e sobrevivência econômica, o Galpão tem muito a ensinar na área cultural”.


Eclipse é mais uma criação coletiva do Grupo Galpão. Crédito: Guto Muniz

E como tem.Ao longo de sua trajetória, o Grupo participou de 41 festivais internacionais (na Europa, América latina, Estados Unidos e Canadá) e de 70 nacionais, em todas as regiões do País. Acumula, ainda, 20 montagens no currículo, e mais de 100 prêmios brasileiros, com destaques para o “Prêmio Shell” (1994 – Rio de Janeiro), nas categorias melhor direção, melhor figurino e melhor iluminação, e para os Prêmios do estado de Minas Gerais “Usiminas Sinparc” e “SESC Sated”, de Reconhecimento Cultural pelos 25 anos de Atividades.
Vida longa ao Galpão!

SERVIÇO

TIO VÂNIA (aos que vierem depois de nós)
Direção: Yara de Novaes
Classificação: 12 anos
Galpão Cine Horto
(Rua Pitangui, 3613, Horto)
29 a 1º de julho
Sexta e sáb – 21h
Dom – 19h
R$30 e R$15 (meia)

TILL, a saga de um herói torto
Direção: Júlio Maciel
Classificação: Livre
Casa da Cultura Josephina Bento
(Av Padre Osório Braga, nº 18 – Centro – Betim)
06/07, sexta-feira – 20h – Entrada Franca
Parque Estrela Dalva
(Av. Costa do Marfim, nº 400 – Estrela Dalva)
07/07, sábado – 18h – Entrada Franca

tags Belo Horizonte, coletivo, criatividade, Economia Criatiava, Grupo Galpão, Londres, Shakespeare, Teatro
fotos
http://movimentohotspot.com/noticias/grupo-galpao-30-anos-de-processo-coletivo-de-criacao/


http://movimentohotspot.com/noticias/grupo-galpao-30-anos-de-processo-coletivo-de-criacao/

postado por: NANDA ROVERE 9:30 PM


Comments: Terça-feira, Junho 26, 2012




http://www.youtube.com/watch?v=q_EL6TZIWVY&feature=related

postado por: NANDA ROVERE 12:53 AM





http://www.youtube.com/watch?v=toIesEznUNM&feature=relmfu

postado por: NANDA ROVERE 12:52 AM




http://www.youtube.com/watch?v=5ST6x6KtsiY&feature=endscreen&NR=1

postado por: NANDA ROVERE 12:50 AM




http://www.youtube.com/watch?v=K5Ullcej2ac&feature=relmfu

postado por: NANDA ROVERE 12:49 AM





http://www.youtube.com/watch?v=onDifoBf--I&feature=relmfu

postado por: NANDA ROVERE 12:48 AM





http://www.youtube.com/watch?v=fh54RqbS8C4&feature=related

postado por: NANDA ROVERE 12:47 AM





http://www.youtube.com/watch?v=DYYvpqKYAIc

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http://www.youtube.com/watch?v=Vwe7-bDhQWg&feature=related

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http://www.youtube.com/watch?v=b3N_QcBSQ8Q

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http://www.youtube.com/watch?v=6vDyUUDMO_w

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http://www.youtube.com/watch?v=4uELrkRfwqI&feature=related

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http://www.youtube.com/watch?v=922h3q5w3QU&feature=related

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http://www.youtube.com/watch?v=JfAOUMxQ7Go&feature=related

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http://www.youtube.com/watch?v=E0WhpUYokWY&feature=related

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http://www.youtube.com/watch?v=lCrO9jwJn60&feature=related

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http://www.youtube.com/watch?v=HAp4BnCnXY4&feature=related

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http://www.youtube.com/watch?v=7FhsIMd9EFs&feature=related

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http://www.youtube.com/watch?v=a_OGjx5AoGY&feature=related

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http://www.youtube.com/watch?v=__-99E57Y3M&feature=endscreen&NR=1

postado por: NANDA ROVERE 12:25 AM


Comments: Domingo, Junho 24, 2012



11 de junho de 2012 | 10h 34
'Acredito numa vida além desta', diz Marcello Antony






por Igor Giannasi / JT
Tiago Queiroz / AE
O ator carioca Marcello Antony, de 47 anos, coleciona uma série de personagens polêmicos na TV. E acredita que, com eles, ajudou a abrir espaço para discussões sobre temas menos palatáveis, como dependência de drogas, na teledramaturgia brasileira. Sem neuras com a vaidade, agora, ele está careca para viver o personagem-título de Macbeth, clássico do inglês William Shakespeare, no Teatro Vivo, em São Paulo, com direção de Gabriel Villela.

Ex-marido da atriz Mônica Torres, com quem tem dois filhos adotivos, Antony atualmente é casado com a estilista Carolina Hollinger Villar, com quem teve o primeiro filho biológico, Lorenzo, de 8 meses. Ao JT, o ator falou sobre o início da carreira, filhos e a vontade de viver apenas de cinema.

Você acha que, para um ator estar completo, ele deve fazer um Shakespeare?
Eu não tinha essa noção. Quem me trouxe à tona nesse sentido foi o próprio Gabriel (Villela), quando fiz Vestido de Noiva, do Nelson Rodrigues. Ele me chamou num canto e falou que eu deveria enfrentar um clássico. Falei: "Porra, é verdade, então me convida". Há quase um ano, ele fez o convite oficial. Só agora que sinto realmente essa dimensão para um ator interpretar um personagem clássico numa peça também clássica.

Você iniciou sua carreira no teatro mesmo, não é?
No teatro mesmo. Foi na CAL, na Casa das Artes de Laranjeiras, uma escola de teatro no Rio. Cheguei a fazer dois anos lá e depois saí para fazer parte do grupo do Aderbal Freire-Filho, que, na época, tinha um grupo chamado Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, onde fiz várias peças.

Você tinha quantos anos?
Eu tinha na época 28, 29 anos.

Como surgiu essa vontade?
Surgiu por acaso. Eu tinha abandonado a faculdade de Comunicação Social por não ter condições de pagá-la e aí fiquei um tempo perdido, sem saber o que fazer. Comecei a estudar astrologia por conta própria. Passei a ler uns livros, fazer um mapa, vi que levava jeito, me interessei e procurei uma faculdade de Astrologia. Ela existia e era em Laranjeiras. Fui lá e o preço era igual ao da faculdade que fazia. Como eu morava em Niterói e tinha amigos que faziam teatro na CAL – e essa faculdade era perto de lá – liguei para um amigo que fazia aula lá para me esperar e eu pegar carona para voltar para Niterói. Quando cheguei lá, estavam abrindo um curso profissionalizante para ator e com um preço que eu adoraria ter encontrado na faculdade de Astrologia. E me matriculei.

Você é místico?
Sou, acho que a misticidade está em volta da gente. Acredito numa vida além desta aqui. Acho que a gente está aqui realmente para aprender, para crescer.

Mas você faz mapa astral?
Não, não faço mapa astral. Gosto de ler coisas, esoterismo, misticismo. Gosto desses assuntos, como bom aquariano.

Qual o papel mais significativo da sua carreira?
Sempre vejo como o próximo. Porque é uma profissão em que você amadurece muito a cada trabalho. Então, você sempre vai trazendo uma coisa a mais, uma bagagem a mais. Posso dizer que hoje é o Macbeth, que estou fazendo.

Como foi sua infância?
Foi uma infância normal. Meu pai é funcionário público aposentado e minha mãe, dona de casa. Sou o mais velho de três irmãos. Sempre estudamos em colégio de freira. Uma vida normal de classe média baixa.

Em Niterói mesmo?
Sou carioca, criado no bairro do Catete, no Flamengo. Com 13 anos, mudei para Niterói, onde fiquei até os 28. Então, Niterói tem uma parcela significativa na minha formação como homem. Meus grandes amigos são de lá, perdi a virgindade lá, me fiz homem lá, tenho uma ligação muito forte com Niterói.

Você teve de raspar a cabeça para interpretar Macbeth. Como fica a questão da vaidade?
Quando vim para o processo de ensaio, meu cabelo estava bem grande, no ombro. Mas quando Gabriel me viu, disse que era exatamente o oposto. O cabelo grande me dava um ar mais romântico do que de crueldade. Então, ele já tinha essa proposta de ser careca para dar crueza e crueldade. Para mim, não tem problema. O cabelo cresce depois. Já fiz outros trabalhos, tanto em cinema, quanto em televisão, em que tive de raspar o cabelo. E, para um personagem como esse, mereceu.

Cinema é algo que você gostaria de fazer mais?
Eu adoraria viver de cinema, mas é uma coisa impossível. Adoraria poder fazer dois filmes por ano e viver disso, seria meu sonho. Mas sei que isso não é possível e sou feliz assim mesmo.

Você tem algum projeto?
Não. Para cinema, recebo muito poucos convites.

E na TV, alguma coisa em vista?
Não, por enquanto, não. Acabei Passione, já tem quase dois anos que estou fora do ar e, por enquanto nada, estou quietinho. E não foi por imposição minha, eu não pedi um tempo para fazer a peça. Aconteceu naturalmente. Como eu não estava sendo chamado para nada, aproveitei e toquei isso aqui.

Você já fez alguns papéis polêmicos em novelas, como em Torre de Babel (1998)...
Isso, o Guilherme Toledo, o dependente químico.

E mesmo o...
O Gerson Gouveia, de Passione (2010).

Você acha que a sociedade está aberta a discutir esses temas ligados a eles? No caso do personagem de Torre de Babel, ele acabou sendo explodido junto com o shopping.
É, mas se for olhar para trás, vou ver que eu, junto com o Silvio (de Abreu, autor), dei o pontapé na história da TV, porque nunca tinha sido abordada a dependência química da maneira como foi. Mas se você for ver, em seguida, dois anos depois, teve O Clone, com a Débora Falabella que fazia uma dependente e foi consagrada, porque se abriu uma porta lá atrás. Também, em Passione, o tema abordado era muito mais cascudo do que foi revelado. Ele teve de ser desviado no meio do caminho. Acho que, para algumas coisas, a sociedade realmente não está pronta, mas tem que se dar um pontapé inicial para lá na frente ir maturando as ideias.

Por falar em Silvio de Abreu, qual a importância dele na sua carreira?
Importantíssimo. Tive oportunidade de fazer três "novelaças" dele: Torre de Babel, Belíssima e Passione. São os autores que chamam os atores para fazer os papéis e ele me chamou para fazer personagens que iam dar ruído. Não ia ser qualquer um que aceitaria fazer.

Tem algum autor com quem você gostaria de trabalhar?
Trabalhei com a maioria dos autores e diretores da Globo. Acho que só não trabalhei com o João Emanuel (Carneiro) e a Gloria Perez. Mas um autor com quem eu adoraria poder fazer mais trabalhos, que, para mim, é um autor divino, é o Benedito Ruy Barbosa. É de uma poesia e de uma profundidade absurdas na televisão. Fiz Rei do Gado e Terra Nostra com ele.

Se seus filhos quisessem seguir a carreira de ator, você os apoiaria?
Eu apoiaria se sentisse que é uma coisa do coração deles, da vontade deles, e se sentisse que eles teriam vocação e talento para a coisa. Assim, com certeza, iria incentivar.

http://emais.estadao.com.br/noticias/gente,acredito-numa-vida-alem-desta-diz-marcello-antony,1170,0.htm

postado por: NANDA ROVERE 1:52 AM




http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,gloria-manchada-de-sangue,885693,0.htm



Glória manchada de sangue
Superficial e caricata, a encenação de Macbeth não está à altura do potencial de Gabriel Villela
13 de junho de 2012 | 3h 10
Notícia
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Em meio aos seus crimes, Macbeth, que matou Duncan, o rei da Escócia, comenta: "De tal modo estou mergulhado no sangue, que, se não for mais adiante, a volta será tão difícil quanto a travessia". A frase do homem que busca o trono sobre cadáveres é o marco sem retorno de qualquer encenação da peça. Se a fala do personagem, dessa metade para o fim do enredo, não causar o impacto arquitetado por William Shakespeare, o espetáculo terá sido apenas uma tentativa. O essencial não aconteceu.


Há bibliotecas sobre o escritor que, desde o século 16, é também personagem de si próprio, tantas são as teorias sobre seu poder de registrar épocas conturbadas e delas retirar reflexões geniais sobre história, filosofia, religião, poesia e o que um dia seria a psicanálise. Realmente um assombro, considerando-se seus 52 anos de vida (1564-1616), dos quais menos de 25 como artista.

Numa produção dividida entre comédia, fantasias e tragédias, são as últimas que mais impressionam pela força verbal e senso político. Macbeth encarna um poder no "trono manchado de sangue", título que Akira Kurosawa deu à sua versão cinematográfica. O ensaísta polonês Jan Kott (1914-2001) observa em seu estudo Shakespeare Nosso Contemporâneo que a peça não mostra uma mera agitação social, mas um pesadelo. Se os jogos de interesses humanos são contraditórios, curiosos ou graves, eles se tornam horríveis quando brotam da deformada vontade pessoal.

Diz Kott: "A história em Macbeth carece de transparência, como um pesadelo. Uma vez acionado, todos nós estamos mergulhados nele até o pescoço". Essa opinião tem interesse adicional ao vir de um intelectual que viveu o contraditório de sua conciliação inicial com regimes comunistas na Polônia e na URSS, antes de se afastar das tiranias. Para ele, o enredo está reduzido "a uma única divisão: entre os que matam e os que são mortos".

A obra é tão complexa que induz especialistas a posições diferentes. O protestante Harold Bloom acentua a culpa e o ex-comunista Jan Kott, o assassinato, o sangue, provavelmente pensando no regime de Josef Stalin fuzilando ex-companheiros.

Faltam as dimensões mencionadas por Bloon e Kott à atual encenação de Macbeth. Shakespeare não precisa ser um monumento, desde que se ofereçam alternativas. O diretor Gabriel Villela consagrou-se e trouxe visibilidade internacional ao grupo O Galpão, de Minas Gerais, ao realizar, em 1992, uma linda versão circense de Romeu e Julieta, apresentada na Praça da Sé de São Paulo, em mostras e festivais de Montevidéu a Londres.

Naquele instante houve inventividade com Shakespeare, agora mostrado na superfície da trama e com momentos caricatos. A opção de alguém ler em cena partes do original para condensar a representação contém riscos, mas é compreensível. O problema é o narrador, vagamente caracterizado como Shakespeare, surgir com aparatoso guarda-sol vermelho e gestos afetados como que a ironizar a própria função. Essa mesma afetação amaneirada vai à gratuidade quando as célebres bruxas aparecem entre trejeitos e risadinhas. Na tradição universal, feiticeiras, videntes, rezadeiras possuem um peso dramático imemorial.

Por outro lado, a sobrecarga de referências orientais e à arte popular brasileira tende a perturbar o essencial. O Rei Duncan está mais para figura de baralho; vale o que se quiser. Em compensação, a ousadia funciona ao apresentar um ator como Lady Macbeth na tradição elisabetana e a oriental de teatro (não há atrizes, só homens); aí Villela está à altura de suas encenações.

O emaranhado de maneirismos visuais e interpretativos faz Macbeth chegar a um ponto que é difícil voltar ao cerne da obra. Volta parcialmente com a intensidade sóbria de Marcello Antony (Macbeth), a composição de Claudio Fontana (Lady Macbeth), a sólida presença de Helio Cícero acima da roupagem e marcações acanhadas. Por fim, na veemência de Marco Antonio Pâmio. Ele deixa claro que estamos diante de uma tragédia, mesmo que desta vez a força simbólica das espadas tenha sido trocada por simples varetas de metal.

Crítica: Jefferson del Rios

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,gloria-manchada-de-sangue,885693,0.htm


postado por: NANDA ROVERE 1:50 AM


Comments: Sábado, Junho 23, 2012



Cênicas
Festival de Belo Horizonte atrai público por onde passa

Espalhado por 60 pontos de Belo Horizonte, evento de teatro ocupa bairros chiques e periferia e atende aos anseios da classe artística















12/06/2012 | 12:23 | Helena Carnieri

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A partir do centro de Belo Horizonte, o motorista leva uns bons 20 minutos até a Praça Alaska, no bairro chique Belvedere, onde o grupo mineiro Quik apresentava sua performance Ressonâncias. A escolha por locais distantes da sede administrativa do 11.º Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT-BH) ilustra o esforço em fazer o evento aparecer na cidade de 2,3 milhões de habitantes.

Realizado a cada dois anos pela prefeitura da capital mineira, o Fit se espalha cada vez mais e não se permite perder sintonia com a classe artística local.

A abertura, na tarde do último sábado, incluiu uma parada artística pelas ruas do bairro Savassi. À noite, cinco espetáculos foram realizados em diferentes pontos da cidade, incluindo a periferia.

A descentralização das apresentações – são 60 locais recebendo peças – foi a principal estratégia neste ano para chamar a atenção do público.

O motivo para isso tem a ver com as próprias características cênicas. “O teatro tem dificuldade de impactar, por ser artesanal. E os festivais, em geral, perderam muito do ineditismo – hoje as pessoas viajam mais, assistem a coisas na internet etc. Então, a saída que achamos foi radicalizar a descentralização, para que mais pessoas tivessem contato com a arte”, explicou à reportagem o diretor artístico do evento, Marcelo Bones.

Assim como os demais curadores do evento, ele é do ramo teatral – mais um esforço que se nota no Fit, o de manter a relevância artística. Os outros convidados são Yara de Novaes, diretora mineira radicada em São Paulo, e Grace Passô, que dirige o celebrado Espanca!.

Além deles, o crítico Valmir Santos trabalha como consultor. Essa sintonia com o que a classe artística está pensando não mudou depois que o festival, nascido por iniciativa do movimento de teatro de grupo da cidade, em 1994, foi adotado pela prefeitura.

“Tentamos trazer não só variedade, mas também expandir a percepção do que é teatro”, contou Valmir à Gazeta do Povo. Com isso, vieram espetáculos que dialogam, por exemplo, com as artes visuais, como o espanhol Golgota Picnic, em cartaz de 21 a 24 de junho, e a série Transfiguration/Hybridation/Transept, em cartaz de hoje a sábado com o congolês radicado na França Olivier de Sagazan.

Em conversa com a imprensa, ontem, ele explicou que o show nasceu de uma crise por que passou, quando, para reencontrar sua identidade, lançou argila e tinta no rosto. “O festival continua tendo radicalidade”, aprova a curadora Yara de Novaes, para quem a vocação local para a formação de grupos de pesquisa duradoura foi estimulada pelo festival.

Público

Quem acompanha a cena local se dispõe a percorrer os bairros em busca das apresentações ramificadas. Foi assim com Ressonâncias, no Belvedere. Cerca de 50 pessoas caminharam pela praça atrás de dois bailarinos e dois músicos, que ocuparam o espaço com dança contemporânea e um convite para bailar junto com eles, no final. O uso de notas estridentes e desafinadas e ruídos como o de papel ao vento, perto de um potente microfone, acabou atraindo a atenção de pes­soas até de dentro dos prédios.

Fenômeno mesmo de público por aqui é o Galpão, grupo mineiro que ajudou a criar o festival. Com a reestreia de Romeu e Julieta, de 1992, eles iniciaram as comemorações de seus 30 anos – depois de passar pelo Shakespeare’s Globe, de Londres. Foi emocionante ver o público cantar com os artistas algumas canções do espetáculo, como “Flor, Minha Flor”, e outras de criação própria.

Outros grupos locais foram selecionados por edital para compor a grade da programação, com ênfase em espetáculos de rua – presente até no nome do evento.

A jornalista viajou a convite do FIT-BH.


http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1264442&tit=Festival-de-Belo-Horizonte-atrai-publico-por-onde-passa

postado por: NANDA ROVERE 9:37 PM





Edição do dia 21/06/2012

21/06/2012 17h23- Atualizado em 21/06/2012 17h38


‘No dia da estreia, sempre procuro um prego no palco’, conta Marcello Antony

O ator está em cartaz em São Paulo com a peça ‘Macbeth’. Ele raspou a cabeça para viver o personagem-título da peça de Shakespeare.





















Marcello Antony raspou a cabeça para dar vida ao personagem MacBeth, na peça homônima de William Shakespeare, em cartaz em São Paulo. O ator conta que gosta muito de participar desta montagem. “É uma encenação muito bonita, o texto é maravilhoso. E o diretor resgatou a tradição de Shakespeare em que apenas homens interpretam papéis femininos”, diz ele.

O ator revela que costuma seguir um ritual antes de entrar em cena. “No dia da estreia, sempre procuro um prego no palco. Acho um prego torto e guardava na minha gaveta. Nesse espetáculo, ainda não encontrei nenhum prego, mas isso não me abalou. Não é uma mania minha, é um ritual do teatro antigo”, conta Marcello Antony.


http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2012/06/no-dia-da-estreia-sempre-procuro-um-prego-no-palco-conta-marcelo-antony.html

postado por: NANDA ROVERE 9:31 PM




21/06/201206:58

O ator, que teve que raspar a cabeça para viver o personagem da peça maldita de Shakespeare, falou sobre o novo trabalho. No elenco, retomando a tradição elizabetana há apenas homens.
http://globotv.globo.com/globo-news/estudio-i/v/marcello-antony-muda-visual-para-viver-macbeth-no-teatro/2005463/

postado por: NANDA ROVERE 9:29 PM




TEATRO





O ator Marcello Antony na nova montagem de Macbeth (Foto: João Caldas/Divulgação)



MACBETH

Nesta montagem de Gabriel Vilela para a tragédia shakespeariana, oito atores desempenham tanto os papéis masculinos quanto os femininos. Marcelo Antony interpreta o papel-título, um general do exército escocês. Incentivado por sua mulher, a manipuladora Lady Machbeth (Cláudio Fontana), o militar assassina o rei Duncan (Helio Cícero) e inicia uma sequência de crimes para se perpetuar no poder. (Maria Fernanda Vomero) De 1º/6 a 22/07, sex. 21h30; sáb. 21h; dom. 19h. Teatro Vivo. Av. Dr. Chucri Zaidan, 860, Vila Olímpia, tel. 7420-1520. Duração: 90 min. Classificação: 12 anos. Ingressos: R$ 50 (sex. e dom.) e R$ 70 (sáb.). Crédito: A/D/M/V. Débito: M/R/V. Onde comprar: no teatro (ter. a qui. 14h/20h; sex. 14h/21h30; sáb. 14h/21h; dom. 14h/19h). Estacionamento (R$ 18).


http://epocasaopaulo.globo.com/vida-urbana/guia-do-fim-de-semana-4/

postado por: NANDA ROVERE 9:24 PM




-feira, 11 de junho de 2012Macbeth + Marcelo Antony + The Doors = :D
Quando era adolescente, li quase tudo que Shakespeare escreveu. Gostei muito das histórias, apesar da linguagem difícil e do formato (teatro) cansativo. Afinal, Shakespeare não é para ser lido: é para ser visto, no teatro, de preferência com alguma montagem bem criativa, que mesmo mantendo toda a sabedoria do texto original, consegue imprimir algo novo.

Anos depois, vi algumas comédias com Cacá Rosset. Sensacionais. Em uma delas, enquanto a gente se rebolava de rir na platéia, ele vira para minha irmã adolescente, na época dotada de uma timidez quase paralisante, e pergunta do que ela estava rindo. Quando ela não só não consegue parar de rir mas passa a rir ainda mais, ele olha com cara de bravo e diz que é por causa de pessoas como ela que ele resolveu parar de fazer teatro, pessoas que não levam a sério o trabalho dele. E depois, o burro que estava no palco faz xixi bem na direção dela.

Os anos se passaram e assisti a mais duas montagens em épocas mais recentes: Hamlet e Othelo. Hamlet foi com um ator global que levou para o personagem todos os trejeitos do seu personagem na novela das 8 que tinha estrelado. Fiquei com a impressão de que Hamlet estava possuído por uma pomba gira. Saí do cinema com a sensação de ter perdido duas horas da minha vida que não iriam voltar nunca mais.

Meses depois vi Othelo com Diogo Vilella. Sem comentários. Vendo Diogo só em comédias, não sabia o quanto era um ator maravilhoso. Hipnotizava a platéia apenas com o olhar.

E agora vi Macbeth com Marcelo Antony e Claudio Fontana. Sempre achei Marcelo Antony um dos homens mais bonitos do mundo. Ao vivo é ainda mais lindo. Não sabia o quanto era bom ator. Consegue passar todo o dilema e dúvida do personagem, sem exageros, trejeitos ou tiques.

Claudio Fontana foi um show à parte. Nunca fui muito de novelas. Nada contra. Só não tenho paciência de esperar meses para ver o desfecho de uma(s) história(s). Minha irmã (a mesma que quase provocou a aposentadoria precoce de Cacá Rosset) gosta muito. E me disse que Claudio Fontana sempre foi um sucesso nas novelas. Entre as meninas, claro. Como lady Macbeth ele arrasa. Literalmente na ponta dos pés, incorpora toda a sutileza e maldade da personagem.

E no final, The End. The Doors. Um final de domingo perfeito para um feriado também perfeito

http://livrosemochilas.blogspot.com.br/

postado por: NANDA ROVERE 9:16 PM





Passeios

O que acontece nesta sexta (22): peças de teatro

Aproveite espetáculos selecionados que estão em cartaz em São Paulo

Redação VEJINHA.COM | 22.06.2012



Claudio Fontana e Marcello Antony: elenco exclusivamente masculino em "Macbeth"


http://vejasp.abril.com.br/especiais/o-que-acontece-nesta-sexta-pecas-de-teatro

postado por: NANDA ROVERE 9:14 PM





Sem categoria10.junho.2012 14:29:01Signficando… nada? Se eu fechar os olhos sou capaz de ouvir, no meu imaginário, o som que precede as entradas em cena de Lady Kaede em ‘Ran’, de Akira Kurosawa. O filme é adaptado – livremente – de ‘Rei Lear’, mas Kurosawa buscou em outra peça de Shakespeare, ‘Macbeth’, a inspiração para a mulher que impulsiona o marido a pilhar e matar. Kaede é uma gueixa. Move-se como se estivesse deslizando sobre patins e o farfalhar da seda – o tecido – antecipa sua presença para o espectador. Como viajei muito ( Recife, Cannes etc), não acompanhei o processo criativo de Gabriel Villela em ‘Macbeth’ e não sei quanto ele deve a Kurosawa, o próprio, mas sua Lady Macbeth é barroca e é japonesa, coisas que não são excludentes e a melhor prova disso é a igreja de N.S. do Ó, em Sabará, um tesouro da humanidade. Gabriel quis fazer seu ‘Macbeth’ só com homens. Cláudio Fontana é a sua lady. Usa uma máscara branca de gueixa. Move-se com graça e lentidão, mas não excessiva. O que determina o tempo do movimento é o tecido, a musseline de seda, que tem de esvoaçar no palco. O efeito é hipnótico, mas Gabriel, por mais importância que confira ao visual – aos figurinos e cenários -, tem o respeito do texto e o texto aqui é simplesmente considerado a maior criação de Shakespeare. Com todas as minhas limitações para falar de teatro elizabethano – não sou nenhum especialista -, vacilo em concordar com os que dizem que ‘Macbeth’ é a mais barroca das peças shakespearianas, e a maior de suas criações. Há algo que me incomoda justamente na construção, ou desconstrução da lady. Depois da festa, sua loucura é muito rápida e só a cena da loucura não me prepara para sua morte narrada. Mas o texto está todo lá. Nenhum outro diretor brasileiro de teatro, ouso dizer, possui respeito tão grande pelo texto clássico. Gabriel trabalha com preparadoras de voz, Francesca Della Monica e Babaya, e o resultado é extraordinário. Marcelo Anthony diz aquele texto sem nenhum coloquialismo nem naturalismo. As palavras saem límpidas, graves, fortes. E a postura…! Cláudio, como a lady, evita a caricatura. Nenhum falsete, uma voz neutra, se é que p0osso dizer assim. Nem feminina demais nem viril, como a de Anthony. E o figurino dele, como rei, só perde para o do narrador. Aquele vermelho ficou gravado na minha retina. O narrador é um achado, embora já tenha ouvido que algumas pessoas acham que ele cria redundâncias, dizendo coisas que os personagens repetem (ou antecipam). Mas o narrador, com o livro na mão, vira o próprio conceito da encenação. Vemos a montagem sair da página – e voltar para ela, na morte da lady, que é uma das coisas mais assombrosamente belas que vi nos últimos tempos. Gostei demais, e só me incomodam um pouco as bruxas, que criam um ruído cênico – na voz, no figurino, nos gestos – quebrando o paradigma de um jeito que não entendi muito bem. Achei ‘Hécuba’, a tragédia grega de Gabriel Villela, mais perfeita. Desde ‘Salmo 91′, de meu amigo Dib Carneiro Neto, é minha montagem preferida entre todas as que ele propôs (e são obras notáveis, de Nelson Rodrigues e Lúcio Cardoso). Mas isso não é defeito, é conceito. Uma das falas mais importantes é a da bruxa – ‘O belo é feio, o feio é belo. Vamos voar por este mundo tão singelo.’ Quando formulei minha crítica anterior ao texto, talvez o próprio Shakespeare soubesse disso e por isso criou as frases. ‘A vida não passa de uma história cheia de som e fúria, contada por um louco e significando nada.’ Ah, Shakespeare. O sábio é louco, o louco é sábio. ’Macbeth’ está sendo um sucesso no Teatro Vivo. Casa cheia todo dia. Quero rever o texto e conversar com Gabriel, que está em Belo Horizonte, acompanhando montagens de rua de ‘Romeu e Julieta’, a versão que levou para o Globe, e ‘Ricardo III’. O voo que ele propõe é de novo magnífico, sobre seu mundo não tão singelo.
http://blogs.estadao.com.br/luiz-carlos-merten/

postado por: NANDA ROVERE 9:10 PM




// Até 22 de julho

Macbeth

Texto de Shakespeare, adaptação de Gabriel Villela, a dramaturgia de quatro séculos atrás envolve o general Macbeth e sua esposa na conquista do poder a qualquer custo. Sucessivas mortes permeiam a peça, construída sob cenário de misticismo e alucinações para se chegar ao trono escocês.

Seguindo a linha do teatro grego, à moda antiga, o diretor Villela utiliza somente atores homens para encenar todos os papéis: sejam eles masculinos ou femininos.

Marcello Antony, Claudio Fontana, Marco Aurélio Pâmio, entre outros, fazem parte do elenco selecionado.

Informações
Local: Teatro Vivo
Data: Até 22 de julho
Horário: Sexta-feira, às 21h30, sábado, às 21h, e domingo, às 19h.
Ingressos: De R$ 50 a R$ 70
Endereço: Av. Dr. Chucri Zaidan, 860, Morumbi
Telefone: 11 74201520


http://www.mysp.com.br/plus/modulos/estabelecimento/detalhe.php?cdgrupo=10&cdestabelecimento=603

postado por: NANDA ROVERE 9:06 PM




Macbeth

21/06/12 - 14:49
POR Nelson de Sá




Lenise Pinheiro e eu entrevistamos os atores Marcello Antony e Claudio Fontana para o TV Folha (vídeo acima) mas nada de Gabriel Villela. O diretor apareceu no dia seguinte para gravar cenas de ensaio, mas na hora da entrevista estava chegando da Inglaterra, onde acompanhou “Romeu e Julieta” no teatro Shakespeare’s Globe.

Foi parte de um festival de montagens shakespearianas de todo o mundo que acontece antes dos Jogos Olímpicos de Londres. Com o grupo mineiro Galpão (vídeos aqui e aqui), ela foi a única que já havia se apresentado lá antes e se viu convidada a retornar, tamanho o seu efeito.

Gosto de lembrar que assisti à estreia de “Romeu e Julieta”, sob chuva, no adro da igreja de São Francisco, em Ouro Preto, exatos 20 anos atrás. Já era evidente que se tratava de um espetáculo histórico, com Wanda Fernandes como Julieta, Eduardo Moreira fazendo um jovem Romeu, Teuda Bara como ama.

Nunca o populismo do grupo Galpão se deu melhor; e nunca mais o formalismo de Gabriel Villela se deu tão bem. Mas não tem jeito, eu sempre ou quase sempre gosto das encenações de Villela, mesmo daquelas que se mostraram mais estanques no ritmo e mais autocomplacentes na direção de arte.

“Macbeth”, agora, não tem os problemas costumeiramente identificados com as montagens do diretor. Não é arrastada nem rococó. Se não alcança a extrema comunicação de “Romeu e Julieta” _aliás, reflexo também do texto, mais acessível que a tragédia posterior_ certamente consegue fazer fluir sua narrativa, não faltando humor bem dosado, sem escorregões, excessos.

A escolha de um elenco inteiramente masculino, como parece sempre acontecer com Shakespeare, funciona muito bem. Lady Macbeth ganha humanidade nas mãos de Fontana, que tem instantes memoráveis, por exemplo, na cena de sua morte. Marco Antônio Pâmio, nenhum novato em Shakespeare, tem atuação diferente, inusitada, como Banquo.

Também o Macbeth de Antony surpreende. A peça é bastante cortada e por vezes parece soluçar Shakespeare. Mas o protagonista se sai bastante bem nos versos mais célebres, entregando-se à morte enquanto proclama que a vida “é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, significando nada”.

PS 1 – Acabou não entrando na edição do TV Folha, mas algumas perguntas eram sobre o porquê de “Macbeth”, hoje. Qualquer relação com Guy Fawkes, que inspirou tanto o personagem de Shakespeare como o ícone do Anonymous? Nada. Algum comentário sobre a política brasileira ou mundial, já que trata da derrubada de um governante? Não. Esse é um dos problemas ou, quem sabe, uma das qualidades das encenações de Villela. É como se não acrescentassem uma leitura, mas um figurino, uma roupa, sobre os textos originais.





http://cacilda.blogfolha.uol.com.br/2012/06/21/macbeth/

http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2012/04/120420_romeuejulieta_pc.shtml?bw=bb&mp=wm&bbcws=1&news=1

http://www.youtube.com/watch?v=lCrO9jwJn60&list=UUmiG_Pm_Q6hUjoYkrb6xNGw&index=6&feature=plcp








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21/06/2012 - 05h13

Crítica: Montagem de "Macbeth" alcança êxito com narrativa compacta e cristalina


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LUIZ FERNANDO RAMOS
CRÍTICO DA FOLHA

Teatro e convenção. "Macbeth", encenação de Gabriel Villela da peça mais sombria de William Shakespeare (1564-1616), assume teatralidade bem demarcada e alcança êxito em narrativa compacta e cristalina.

O general Macbeth se enreda num pesadelo. Vitorioso na guerra e insuflado pelas dúbias profecias de bruxas duvidosas, mata o rei por quem lutara e, de posse da coroa usurpada, tece uma fieira de crimes.

Villela adaptou a tragédia com oito atores e reduziu as situações dramáticas. A síntese não deixou nada de essencial de fora e permitiu que desenhasse com clareza a trama narrada.




Lenise Pinheiro/Folhapress








Marcello Antony em cena da peça "Macbeth"


A opção por mais contar do que dramatizar já aparece no início. Inspirado em outros dramas históricos de Shakespeare, o diretor cria um narrador, inexistente no "Macbeth" original, que pede ao público o apoio de sua imaginação para configurar o que se seguirá.

Recursos do teatro Nô japonês, que é estruturado em convenções fixas, permitem que as ações sejam apenas sugeridas. Máscaras faciais bem delineadas, movimentos contidos e sangue vertido na forma de fiapos de lã vermelha exemplificam a economia de gestos dramáticos.

A contenção extrema dos atores favorece a fruição das falas, deslocadas do puro diálogo para uma enunciação mais objetiva, que vai logo ao ponto. Colabora para isso a tradução do inglês de Marcos Daud, que evita a prolixidade poética e opta sempre pela prosa direta.

O projeto de um "Macbeth" épico e rigidamente formalizado só resulta graças ao empenho de um elenco de intérpretes maduros, como Helio Cícero e Marco Antônio Pâmio, e pela entrega generosa dos protagonistas, Marcello Antony e Cláudio Fontana, este convincente como a pérfida Lady Macbeth.

O "Macbeth" de Gabriel Villela dialoga de modo criativo com a rica tradição shakespeariana, além de ser uma boa porta de entrada para quem nunca assistiu a uma peça do poeta inglês.

MACBETH
QUANDO: sex., às 21h30; sáb., às 21h; dom., às 19h; até 22/7
ONDE: Teatro Vivo (av. Dr. Chucri Zaidan, 860; tel. 0/xx/11/ 7420-1520)
QUANTO: R$ 50 a R$ 70
CLASSIFICAÇÃO: 12 anos
AVALIAÇÃO: ótimo

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1107751-critica-montagem-de-macbeth-alcanca-exito-com-narrativa-compacta-e-cristalina.shtml

postado por: NANDA ROVERE 9:04 PM


Comments: Quarta-feira, Junho 20, 2012





Potiguares na telinha da Globo








A atriz Titina Medeiros, nascida em Acari, na região do Seridó no Rio Grande do Norte vai estrear na novela da Rede Globo, ”Cheias de Charme”, nessa segunda feira. Ela foi descoberta, quando foi vista por produtores da Globo, que assistiram a peça “Sua Incelença Ricardo III”, apresentada no Festival de Teatro de Curitiba o ano passado.

A peça, apresentada pelo grupo teatral “Clowns de Shakespeare”, chamou a atenção desses produtores, que ligaram para alguns dos atores e fizeram o convite para um teste na Globo. Convite aceito, o teste foi realizado em setembro. No mês de outubro, Titina recebeu outra ligação, agora com o convite oficial para que ele viesse a integrar o elenco da novela global das 19 horas, que estréia nesta segunda feira dia 16 de abril.

As gravações da novela foram iniciadas em janeiro, e desde esse tempo, Titina divide seu tempo entre Natal e o Rio de Janeiro. A personagem que ela vai interpretar, Socorro, é uma piauiense de Sobradinho que vai para o Rio de Janeiro morar com o irmão. No Rio, trabalhando como empregada doméstica se revela como uma pessoa intriguenta, fuxiqueira e perigosa.

Ela começou a estudar teatro em Natal, em 1993 com Jesiel Figueiredo, e fez sua primera peça “A Bela Adormecida” em 1995. Está encarando esse novo trabalho na Globo, como mais um desafio em sua vida, ao qual pretende se dedicar bastante.

César Ferrário -Filho de Vânia Leite e Luiz Aquino, Mossoroense fará sua estréia na novela global Cheias de Charme. O RN se destacando nas artes,além fronteiras.


http://paduacampos.com.br/2012/tag/titina-medeiros/

postado por: NANDA ROVERE 9:01 PM




“Sua Incelença Ricardo III” é encenada no Teatro João Paulo II


A peça é apresentada às 19h deste domingo (17)

Neste domingo (17), teremos em Teresina, o espetáculo de um dos expoentes do teatro nordestino contemporâneo, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, de Natal-RN. Eles apresentam a peça “Sua Incelença Ricardo III” às 19h, com entrada franca, no espaço aberto do Teatro Municipal João Paulo II.



A história se passa no fim da Guerra das Rosas, conflito sucessório pelo trono da Inglaterra ocorrido no século XV, e encenada pela primeira vez no século XVI, obtendo enorme sucesso. Os teresinenses terão a oportunidade de conhecer tal enredo gratuitamente no Teatro João Paulo II, que é mantido pela Prefeitura de Teresina por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

No início do primeiro ato, Eduardo IV, yorkista, é rei, mas seu irmão Ricardo, Duque de Gloucester, planeja usurpar o trono, nem que para isso tenha que provocar intrigas, matar aliados, amigos, parentes e faltar com a própria palavra. No quesito vilão shakespeariano mais bem acabado e fascinante, Ricardo rivaliza com Iago, o vingativo personagem de Otelo. Nesta encenação que marca o encontro do grupo potiguar Clowns de Shakespeare com o encenador mineiro Gabriel Villela, a fábula britânica ganha a rua e entra em fricção com o universo da cultura popular nordestina,além de referências do rock inglês contemporâneo, fechando o elo entre nordeste brasileiro e Inglaterra Elisabetana.

O Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare existe há 17 anos e vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa. Em 2009, o grupo foi selecionado pelo SESI/SP para a montagem do espetáculo O Capitão e a Sereia, que lhe rendeu o prêmio Shell de melhor figurino, além de indicação de melhor música.

A peça tem direção do também cenógrafo e figurinista, Gabriel Villela, um dos mais talentosos e requisitados diretores surgidos na década de 1990, dotado de uma teatralidade barroca e vigorosa. Desde 2005, ele vem criando expressivos trabalhos, como Esperando Godot (2006), com Bete Coelho e Magali Biff, Salmo 91 (2007), que lhe rendeu o Prêmio APCA de melhor direção, Calígula (2008), com Thiago Lacerda, Vestido de Noiva (2009), com Leandra Leal e Marcello Antony e O Soldadinho e a Bailarina (2010), com Luana Piovani.

Serviço

Evento: “Sua Incelença Ricardo III”

Data: 17/06/12

Local: Teatro Municipal João Paulo II

Horário: 19h


http://guiadeteresina.com/2012/06/%e2%80%9csua-incelenca-ricardo-iii%e2%80%9d-e-encenada-no-teatro-joao-paulo-ii.html

postado por: NANDA ROVERE 8:56 PM





Grupo de teatro potiguar, que revelou Titina Medeiros, faz apresentação em Belém












Belém é a terceira cidade a receber o grupo de teatro nordestino "Clowns de Shakespeare" (Foto: Divulgação



Após passar por duas capitais brasileiras em turnê, Belém é a terceira cidade a receber o grupo de teatro potiguar "Clowns de Shakespeare" do qual faz parte a atriz Titina Medeiros, que brilha atualmente na tela da globo encarnando a atrapalhada Socorro em Cheias de Charmes. Serão dois dias de programação cultural na cidade: sexta-feira (22), na Casa da Linguagem, de 9h às 13h, e sábado (23), no Forte do Castelo, a partir das 21h. A entrada é de graça.




No primeiro dia, o grupo realiza uma vivência com o público, focando em pessoas ligadas ao fazer artístico e interessadas em conhecer a metodologia de trabalho do grupo. A trupe também reserva para a visita na capital paraense a apresentação do espetáculo “Sua Incelença Ricardo III”, marcada para o sábado. O espetáculo é baseado no drama histórico Ricardo III, de William Shakespeare, e foi um dos vencedores do Prêmio ProCultura de Estímulo ao Circo, à Dança e ao Teatro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e da Fundação Nacional de Artes (Funarte).




História do grupo

Fundado em 1993 em Natal, no Rio Grande do Norte, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare desenvolve um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa. Mesmo sem trabalhar diretamente com palhaço, a técnica do clown está presente na sua estética.




Ficha Técnica

Direção: Gabriel Vilela. Elenco: Camille Carvalho, Dudu Galvão, César Ferrario, Joel Monteiro, Marco França, Paula Queiroz, Renata Kaiser e Titina Medeiros. Assistência de direção: Ivan Andrade e Fernando Yamamoto. Texto original: William Shakespeare. Adaptação dramatúrgica: Fernando Yamamoto.

V&C

http://dantaselimanews.blogspot.com.br/

postado por: NANDA ROVERE 8:54 PM























Índice do caderno

Clowns de Norte a Nordeste

Beco da Lama // Samba tem novo presidente

Cena Aberta // Casa da Ribeira lança edição 2012 do edital

UFRN // Embaixada do Jazz em Natal

Social

Programação // Hoje na TV




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Edição de terça-feira, 19 de junho de 2012



Clowns de Norte a Nordeste

Aclamado pela crítica especializada, espetáculo Sua Incelença, Ricardo III partiu em mais uma turnê
Sérgio Vilar
sergiovilar.rn@dabr.com.br







Baseado em obra de William Shakespeare, espetáculo abusa de elementos circenses. Foto: Antônio Cunha/Esp. CB/D.A Press

O Grupo Clowns de Shakespeare iniciou o projeto Circulação Ricardo III no último domingo com a apresentação do espetáculo Sua Incelença, Ricardo III em Teresina, Piauí. Nesta primeira etapa, o projeto passará por quatro capitais do Norte e do Nordeste brasileiro. A Circulação Ricardo III faz parte do projeto PROCULTURA da Funarte - Ministério da Cultura 2010. Apenas na etapa final do projeto, o grupo virá ao Rio Grande do Norte, em Mossoró. Além da apresentação do espetáculo, em cada cidade, o grupo irá promover o relançamento da 1ª edição da Revista Balaio e realizar uma vivência artística com o público. Todos os eventos serão gratuitos.

O espetáculo do grupo Clowns, dirigido pelo renomado diretor Gabriel Villela, estreou em solo potiguar em novembro de 2010, realizando uma temporada de dez apresentações no total, passando pelas cidades de Natal, Santa Cruz, Assu e Currais Novos. Sua estreia nacional aconteceu na 20ª edição do Festival de Teatro de Curitiba em março do ano passado e, desde então, Ricardo III já circulou grande parte do país participando de importantes festivais de teatro como 18º POA em Cena e o Tempo Festival no Rio de Janeiro, onde foi encenado no Complexo do Alemão. Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Goiás também já prestigiaram o espetáculo.

Em janeiro de 2012, os Clowns embarcaram para o Chile, onde participaram com Sua Incelença, Ricardo III no Festival Internacional Santiago a Mil 2012. O grupo realizou oito apresentações do espetáculo em solo chileno nas cidades de Talca, Antofagasta e na capital, Santiago.

Sinopse

A peça é baseada no drama histórico Ricardo III, de William Shakespeare, e ganha a rua através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes, das carroças ciganas, criando assim um diálogo entre as tramas da Inglaterra Elisabetana e a realidade do Sertão Nordestino.

O figurino e as músicas que compõem a peça evidenciam bem essa miscelânea de cultura e época que marcam o espetáculo. Assinado também pelodiretor, o figurino mescla indumentárias nordestinas de couro, cipó e outros materiais típicos da região com sedas e tecidos nobres de diversos países e peças modernas de grifes internacionais.

Musicalmente, o rock inglês permuta com as incelenças fúnebres das carpideiras nordestinas. A peça traz a música de Queen a Luiz Gonzaga, Supertramp ao cancioneiro popular nordestino, numa mistura muito inusitada e harmônica.

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http://www.diariodenatal.com.br/2012/06/19/muito1_0.php



postado por: NANDA ROVERE 8:51 PM






Teatro

São José do Rio Preto, 20/06/2012
Sesc ameaça deixar o festival em 2012



“Sua Incelença, Ricardo III” e “O Grande Circo dos Irmãos Saúde” integraram a Mostra Petrobras em 2011(Fotógrafo Thomaz Vita Neto)

É em clima de discordância e crise que se traçam atualmente as negociações para o Festival Internacional de Teatro (FIT) 2012. O Sesc, parceiro realizador do evento, que investiu R$ 500 mil só na edição 2011, garante que deixará o festival se a próxima edição tiver uma mostra exclusiva da Petrobras, aos moldes do que já aconteceu este ano.

Em 2011, cinco espetáculos nacionais incluídos na programação do FIT vieram a Rio Preto sob a assinatura de Mostra Petrobras, já que eram patrocinados pela empresa. Foram eles: “Sua Incelença, Ricardo III”, do grupo Clowns de Shakespeare; “O Grande Circo dos Irmãos Saúde”, do Circo Teatro Artetude; “Ópera dos Vivos”, da Companhia do Latão; “Oxigênio”, da Companhia Brasileira de Teatro, e “Till - A Saga de Um Herói Torto”, do Galpão.

“Isso é o que tem causado para nós uma dificuldade grande de manter o nosso envolvimento com o festival. Nós não podemos participar de um festival de teatro (que tem uma curadoria artística, uma proposta cultural, que pretende uma ação de caráter público-cultural) com uma mostra exclusiva da empresa que patrocina, porque isso revela uma desconsideração com o FIT, com o mundo da cultura”, diz o diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santo de Miranda.

Ele afirma que esse descontentamento já foi apresentado à Prefeitura. “Temos como destacar o patrocínio da Petrobras de maneira intensa, mas não podemos concordar com a realização de uma mostra dentro do festival. É uma questão conceitual. Temos enorme esperança de continuar a nossa parceria, mas dentro de uma condição em que todos os partícipes sejam levados em conta”, diz Miranda. “Parceria é igualdade de envolvimento, não se pode ter privilégios.”

Miranda explica que o Sesc não é contra o trabalho da Petrobras, nem questiona a qualidade das produções que ela patrocina, e que, muitas vezes, as duas instituições estão envolvidas em eventos em comum. A discordância é com a postura específica no caso do FIT. “Se tem curadoria, não se pode escolher apenas peças patrocinadas. Isso é um desrespeito à área cultural inteira.”

Assim como a Petrobras teve peças patrocinadas no FIT 2011, espetáculos do Centro de Pesquisa Teatral (CPT), ligado ao Sesc São Paulo, sempre marcaram presença nas edições anteriores do festival. Questionado se o grupo era submetido às mesmas regras, Miranda responde que o CPT também passa pela curadoria. “Ele sempre foi escolhido, a curadoria sempre procurou, mesmo uma curadoria que não tem nada a ver conosco. E o CPT funciona de uma maneira autônoma dentro do Sesc.”

Caixa-forte

O orçamento geral do FIT 2011 foi de R$ 2,03 milhões. Desse total, a Petrobras aplicou R$ 600 mil e o Sesc R$ 500 mil. O restante do montante veio da Prefeitura (R$ 280 mil), do governo do Estado (R$ 250 mil), da Caixa Econônica Federal (R$ 200 mil) e da empresa Poty (R$ 200 mil). Com a possibilidade de o Sesc deixar esse grupo, a dúvida que paira é sobre quem poderia ofertar montante semelhante, em especial sob a sombra de um cenário de crise econômica.

Miranda afirma que, no caso do FIT, o Sesc contribui com outros insumos, além do dinheiro. “Há infraestrutura, viagem ao exterior, curadoria, recursos humanos, modo de fazer. É uma ação integrada, com esforço global.” O diretor regional cita ainda o fato de o centro cultural e desportivo colocar sua unidade local à disposição do evento, assim como outros teatros da entidade, que, após o FIT, recebem espetáculos que passam pelo festival.

O Sesc aguarda um retorno da Prefeitura para saber se uma reserva entre R$ 500 mil e R$ 600 mil será destinada ao FIT 2012 ou a outros fins. “Já temos uma reserva prevista. Se não for para o festival, certamente usaremos para outras atividade de caráter semelhante.” E complementa: “Não deixaríamos de continuar uma ação de valorização do teatro na cidade. Rio Preto não pode ser punida pelo Sesc por isso, pelo contrário.”

Danilo Santos de Miranda, que considera o FIT o evento teatral mais importante do Estado de São Paulo, diz que espera encontrar uma alternativa para a situação por meio do diálogo. “A Prefeitura merece respeito e confiança, certamente vamos encontrar uma saída para isso.” Ele garante que a posição do Sesc não é de mera provocação à administração ou a Petrobras.

Miranda afirma que reconhece o fato de a Prefeitura de Rio Preto ser a responsável e criadora do festival de teatro, citando as origens do evento, que nasceu em 1969, com o teatro amador. Contudo, diz que o Sesc teve fundamental importância desde que se associou ao festival e ele ganhou nível internacional, em 2001. “Esse nome FIT continua sendo uma ação da Prefeitura, mas ele passou a existir no momento em que o Sesc se associou e começou a trazer um aporte maior do ponto de vista financeiro e sobretudo do ponto de vista conceitual, de know how.”

Petrobras diz não interferir na curadoria

Como faria o FIT sem a verba do Sesc? O diretor do festival e secretário de Comunicação da Prefeitura, Deodoro Moreira, afirma que ainda é cedo para responder a essa pergunta. “Não vou dizer nada sobre isso porque ainda há conversas para se fazer. Eu sou aberto ao diálogo.” Para Moreira, os espetáculos da Petrobras não configuram uma mostra exclusiva e nem produzem intervenção no trabalho da curadoria.

“Esses espetáculos foram selecionados antes de conversarmos sobre a Mostra. Eles foram inscritos e selecionados pela curadoria.” O diretor do festival afirma ainda que, em 2011, as peças da Mostra Petrobras foram identificadas apenas com um selo dentro do catálogo do FIT. Por meio da assessoria de imprensa, a Petrobras informa que a mostra que leva o nome da empresa é apenas um recorte dentro da mostra oficial.

“Ela serve para destacar os espetáculos dos grupos patrocinados pela Petrobras e surgiu da constatação de que as companhias patrocinadas já faziam parte da programação oficial dos festivais, devido ao grande número de companhias de artes cênicas patrocinadas pela empresa, cerca de 65, atualmente.”

A empresa afirma que nunca interferiu na curadoria dos festivais patrocinados. “Em nenhum momento impusemos grupos, companhias ou espetáculos para a Mostra.” E complementa: “Em 2012, a Petrobras pretende continuar com a Mostra, mas ela não é condição para o patrocínio da empresa ao festival. E também não será imposta. O festival é soberano na decisão de realizar - ou não - a Mostra.”

Segundo a empresa, a Mostra Petrobras, em 2010, foi realizada em seis festivais internacionais de teatro no País. “Em nenhum deles a Mostra foi imposta ou foi usada como moeda de troca. Em nenhum dos festivais tivemos problemas ou a Mostra suscitou questionamentos.”

O FIT participa do Programa Petrobras Cultural, na categoria de projeto convidado, desde 2004. Ainda não há valor definido acerca da verba que a Petrobras destinará ao FIT 2012. Também não há números definidos com relação à participação da Prefeitura e do governo do Estado. A única verba já confirmada para a edição do próximo ano é da Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 100 mil. O FIT acontece de 4 a 14 de julho de 2012.


Clique e confira a programação de Teatro em Rio Preto


http://m.diarioweb.com.br/noticia-detalhes/84508/sesc-ameaca-deixar-o-festival-em-2012

postado por: NANDA ROVERE 8:46 PM





Clowns de Shakespeare em ''Sua Incelença'' dia 23

Um dos expoentes do teatro nordestino contemporâneo, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare estará em Belém. O grupo vai realizar uma vivência teatral, na sexta, 22, das 9h às 13h, na Casa da Linguagem, e apresentar, no sábado, 23, o espetáculo “Sua Incelença, Ricardo III”, no Forte do Castelo, às 21h. Tudo com entrada franca. É imperdível.

Em turnê pelo país, o grupo já esteve em Teresina e São Luís apresentando sua versão do drama histórico Ricardo III, de William Shakespeare. ‘’Sua Incelença, Ricardo III’’ foi um dos vencedores do Prêmio ProCultura de Estímulo ao Circo, à Dança e ao Teatro, realizado pelo Ministério da Cultura e Funarte.

No espetáculo dirigido por Gabriel Villela, a fábula britânica e universal ganha a rua através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes e das carroças ciganas, criando um diálogo entre o sertão nordestino e a Inglaterra Elisabetana. Às “incelenças” (excelências), gênero musical tipicamente nordestino, é agregado o rock clássico inglês – um tempero especial, com citações de bandas como Queen e Supertramp.

O figurino também evidencia essa miscelânea de cultura e época, que marcam o espetáculo: indumentárias nordestinas de couro, cipó e outros materiais típicos da região se misturam às sedas e tecidos nobres de diversos países.

Vivência
Além da encenação do espetáculo, em cada cidade, o grupo irá promover uma vivência artística com o public direcionada para um público com idade mínima de 16 anos, focando pessoas ligadas ao fazer artístico e interessadas em conhecer a metodologia de trabalho do grupo.

A produção local é dos Produtores Criativos e conta com o apoio do Governo do Estado do Pará, SECULT, Fundação Tancredo Neves, Hotel Hilton Belém, Hiléia, Refry e Blog Holofote Virtual

Confira o trabalho do grupo nos videos abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=0CYc12PbbIk&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=d0Si66nBMCs&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=wTbJGc9BUSk&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=rilzDcNqCig&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=n5SoYJXG98o&feature=related

Serviço:
"Sua Incelença, Ricardo III"
Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (Natal/RN)

Data: 23 de junho – sábado
Hora: 21h
Local: Forte do Castelo

Vivência Artística

Data: 22 de junho – sexta
Hora: 9h às 13h
Local: Casa da Linguagem
Inscrições: produtorescriativos@gmail.com
Entrada franca
Informações: (91) 8110-5245).



http://www.guiart.com.br/noticias_interna.php?id=1824&cat=TD

postado por: NANDA ROVERE 8:44 PM




Grupo de teatro potiguar, que revelou Titina Medeiros, faz apresentação em Belém


Belém é a terceira cidade a receber o grupo de teatro
nordestino "Clowns de Shakespeare" (Foto: Divulgação



Após passar por duas capitais brasileiras em turnê, Belém é a terceira cidade a receber o grupo de teatro potiguar "Clowns de Shakespeare" do qual faz parte a atriz Titina Medeiros, que brilha atualmente na tela da globo encarnando a atrapalhada Socorro em Cheias de Charmes. Serão dois dias de programação cultural na cidade: sexta-feira (22), na Casa da Linguagem, de 9h às 13h, e sábado (23), no Forte do Castelo, a partir das 21h. A entrada é de graça.


No primeiro dia, o grupo realiza uma vivência com o público, focando em pessoas ligadas ao fazer artístico e interessadas em conhecer a metodologia de trabalho do grupo. A trupe também reserva para a visita na capital paraense a apresentação do espetáculo “Sua Incelença Ricardo III”, marcada para o sábado. O espetáculo é baseado no drama histórico Ricardo III, de William Shakespeare, e foi um dos vencedores do Prêmio ProCultura de Estímulo ao Circo, à Dança e ao Teatro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e da Fundação Nacional de Artes (Funarte).


História do grupo
Fundado em 1993 em Natal, no Rio Grande do Norte, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare desenvolve um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa. Mesmo sem trabalhar diretamente com palhaço, a técnica do clown está presente na sua estética.


Ficha Técnica
Direção: Gabriel Vilela. Elenco: Camille Carvalho, Dudu Galvão, César Ferrario, Joel Monteiro, Marco França, Paula Queiroz, Renata Kaiser e Titina Medeiros. Assistência de direção: Ivan Andrade e Fernando Yamamoto. Texto original: William Shakespeare. Adaptação dramatúrgica: Fernando Yamamoto.
V&C
Postado por rnpacarajas às 6/20/2012 10:45:00 AM


http://rnpacarajas.blogspot.com.br/2012/06/grupo-de-teatro-potiguar-que-revelou.html

postado por: NANDA ROVERE 8:42 PM




CLOWNS DE SHAKESPEARE CONQUISTAM O BRASIL


postado por às 20:00:21

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http://www.nahorah.net/noticia.php?n=40730




No dia 17 deste mês, o Grupo Clowns de Shakespeare chega a Teresina (PI) com o espetáculo “Sua Incelença, Ricardo III” iniciando o projeto Circulação Ricardo III que, nesta primeira etapa, passará por quatro capitais do Norte e do Nordeste brasileiro: Teresina - PI, São Luís - MA, Belém - PA e Palmas - TO. A Circulação Ricardo III faz parte do projeto PROCULTURA da Funarte - Ministério da Cultura 2010.

Após a apresentação em Teresina, o grupo segue para São Luís no dia 20, Belém no dia 23 e encerra esta primeira etapa do Projeto de circulação de “Sua Incelença, Ricardo III” em Palmas no dia 26.

A etapa final do projeto será encerrada com as apresentações nas cidades de Fortaleza-CE e Mossoró-RN. Além da apresentação do espetáculo, em cada cidade, o grupo irá promover o relançamento da 1ª edição da Revista Balaio e realizar uma vivência artística com o público.

Todos os eventos serão gratuitos.

postado por: NANDA ROVERE 8:41 PM




postado por: NANDA ROVERE 8:36 PM




19.6.12Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare em Belém
Um dos expoentes do teatro nordestino contemporâneo, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare estará em Belém esta semana para realizar uma vivência, na sexta-feira, 22, das 9h às 13h, na Casa da Linguagem, e apresentar, no sábado, 23, o espetáculo “Sua Incelença, Ricardo III”, no Forte do Castelo, às 21h. Tudo com entrada franca. É imperdível. Em turnê pelo país, o grupo já esteve em Teresina (PI), São Luís (MA) e depois da capital paraense ainda seguirá para Palmas (TO).


Baseado no drama histórico Ricardo III, de William Shakespeare, Sua Incelença, Ricardo III foi um dos vencedores do Prêmio ProCultura de Estímulo ao Circo, à Dança e ao Teatro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e da Fundação Nacional de Artes (Funarte).


Nesta montagem, a peça ganha as ruas através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes, das carroças ciganas, criando uma ponte entre o sertão nordestino e a Inglaterra Elisabetana. É ambientada no final da Guerra das Rosas, durante o conflito sucessório pelo trono da Inglaterra ocorrido entre 1455 e 1485.


No início do primeiro ato, Eduardo IV, yorkista, é rei; mas seu irmão, Ricardo, Duque de Gloucester, planeja usurpar o trono, nem que para isso tenha que provocar intrigas, matar aliados, amigos e parentes e faltar com a própria palavra. Para realçar a deformidade moral de Ricardo, Shakespeare o constrõe inclusive com uma deformidade física.


No espetáculo dirigido por Gabriel Villela, a fábula britânica e universal ganha a rua através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes e das carroças ciganas, criando um diálogo entre o sertão nordestino e a Inglaterra Elisabetana. Às “incelenças” (excelências), gênero musical tipicamente nordestino, é agregado o rock clássico inglês – um tempero especial, com citações de bandas como Queen e Supertramp.


O figurino também evidencia essa miscelânea de cultura e época, que marcam o espetáculo. No figurino, indumentárias nordestinas de couro, cipó e outros materiais típicos da região se misturam às sedas e tecidos nobres de diversos países.. Vivência - Além da encenação do espetáculo, em cada cidade, o grupo irá promover uma vivência artística com o público.


Em Belém ela acontecerá no dia 22 de junho, a partir das 9h, na Casa da Linguagem, para um público com idade mínima de 16 anos, focando pessoas ligadas ao fazer artístico e interessadas em conhecer a metodologia de trabalho do grupo. As inscrições podem ser feitas pelo email produtorescriativos@gmail.com. Em julho, na etapa final do projeto, as apresentações serão nas cidades de Fortaleza (CE) e Mossoró (RN).


Dirigido por Gabriel Villela, o espetáculo do grupo Clowns estreou em novembro de 2010, no Rio Grande do Norte, passando pelas cidades de Natal, Santa Cruz, Assu e Currais Novos. Sua estreia nacional aconteceu na 20ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, em março do ano passado, e, desde então, Ricardo III já circulou por grande parte do país, participando de importantes festivais de teatro como 18º POA em Cena e o Tempo Festival, no Rio de Janeiro, onde foi encenado no Complexo do Alemão. Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Goiás também já prestigiaram o espetáculo.


Em janeiro de 2012, os Clowns embarcaram para o Chile, onde participaram com Sua Incelença, Ricardo III do Festival Internacional Santiago a Mil 2012. O grupo realizou oito apresentações do espetáculo nas cidades de Talca, Antofagasta e na capital, Santiago.


Sobre o Grupo Clowns de Shakespeare - Fundado em 1993 em Natal, no Rio Grande do Norte, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare desenvolve um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa. Mesmo sem trabalhar diretamente com palhaço, a técnica do clown está presente na sua estética.


Ficha Técnica - Direção: Gabriel Vilela. Elenco: Camille Carvalho, Dudu Galvão, César Ferrario, Joel Monteiro, Marco França, Paula Queiroz, Renata Kaiser e Titina Medeiros. Assistência de direção: Ivan Andrade e Fernando Yamamoto. Texto original: William Shakespeare. Adaptação dramatúrgica: Fernando Yamamoto. A produção local é dos Produtores Criativos.


Informações: (91) 8198.9394 (tim) / 8805.0595 (oi) / 9111.2076 (vivo). APOIO: Governo do Estado do Pará/SECULT/ Fundação Tancredo Neves/Hotel Hilton Belém/Hiléia/Refry/Blog Holofote Virtual. Saiba mais: http://www.youtube.com/watch?v=n5SoYJXG98o&feature=player_embedded


Serviço
Apresentação do espetáculo teatral "Sua Incelença, Ricardo III", no Forte do Castelo, em 23 de junho, às 21h. Entrada Franca. Grupo Clowns de Shakespeare (Natal/RN). Vivência (4h) com o grupo Clowns de Shakespeare (Natal/RN), em 22 de junho, de 9h às 13h, na Casa da Linguagem (Av. Nazaré, 31).






http://holofotevirtual.blogspot.com.br/2012/06/grupo-de-teatro-clowns-de-shakespeare.html

postado por: NANDA ROVERE 8:19 PM







“Sua Incelência, Ricardo III” será apresentado na Madre de Deus


18 /jun /2012


Um dos expoentes do teatro nordestino contemporâneo, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, de Natal-RN, volta mais uma vez a São Luis para apresentar seu mais novo sucesso: “Sua Incelença, Ricardo III”. O espetáculo parte do texto Ricardo III, de William Shakespeare, e ganha a rua através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes, das carroças ciganas, criando um diálogo entre o sertão e a inglaterra elisabetana.

A apresentação do espetáculo será nesta quarta-fera (20), às 20h30, no Largo de São Pedro (Aterro do Bacanga). O Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare é patrocinado pela Petrobras.

A pesquisa musical desenvolvida no trabalho parte das “incelenças” (excelências), gênero musical tipicamente nordestino, usualmente atrelado aos costumes fúnebres da região, condição muito adequada à história de Ricardo, Duque de Gloucester, e sua trajetória de assassinatos e traições rumo à coroa da Inglaterra. Agregando valor ao universo da música nordestina, o rock clássico inglês traz um tempero especial que conecta a Inglaterra Elisabetana com o Nordeste brasileiro contemporâneo, com citações de bandas como Queen e Supertramp.


O Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare existe há 17 anos

Encenada pela primeira vez entre 1592 e 1593, com enorme sucesso, Ricardo III se passa no final da Guerra das Rosas, conflito sucessório pelo trono da Inglaterra ocorrido entre 1455 e 1485. No início do primeiro ato, Eduardo IV, yorkista, é rei; mas seu irmão Ricardo, Duque de Gloucester, planeja usurpar o trono, nem que para isso tenha que provocar intrigas, matar aliados, amigos e parentes e faltar com a própria palavra. No quesito vilão shakespeariano mais bem acabado e mais fascinante, Ricardo rivaliza com Iago, o vingativo personagem de Otelo.

Nesta encenação que marca o encontro do grupo potiguar Clowns de Shakespeare com o encenador mineiro Gabriel Villela, a fábula britânica (e universal) ganha a rua e entra em fricção com o universo picadeiresco da cultura popular nordestina, além de referências do rock inglês contemporâneo, fechando o elo entre Nordeste do Brasil e Inglaterra Elisabetana.

SERVIÇO
•ESPETÁCULO TEATRAL: “Sua Incelença, Ricardo III”
•GRUPO: Clowns de Shakespeare/RN
•DIA E HORÁRIO: 20 de junho de 2012 (quarta-feira) às 20:30h
•LOCAL: Largo de São Pedro (Aterro do Bacamga/Madre Deus) – São Luis/MA
•DURAÇÃO DO ESPETÁCULO: 75 minutos
•CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: Livre
•ENTRADA GRATUITA!



•FICHA TÉCNICA
•Texto original: William Shakespeare
•Adaptação dramatúrgica: Fernando Yamamoto
•Direção geral: Gabriel Villela
•Assistência de direção: Ivan Andrade e Fernando Yamamoto
•Elenco: Camille Carvalho, Dudu Galvão, César Ferrario, Joel Monteiro, Marco França,
•Paula Queiroz, Renata Kaiser e Titina Medeiros
•Consultoria dramatúrgica: Marcos Barbosa
•Figurino: Gabriel Villela
•Cenário: Ronaldo Costa
•Aderecista: Shicó do Mamulengo
•Direção musical: Marco França, Ernani Maletta e Babaya
•Iluminação: Ronaldo Costa
•Técnico de som: Diano Carvalho
•Diretor de palco: Anderson Lira
•Coordenação de produção: Fernando Yamamoto
•Assistência de produção: Renata Kaiser
•Produção executiva: Rafael Telles
•Produção local (São Luis): Wagner Heineck



http://www.maranhaohoje.com.br/?p=7252

postado por: NANDA ROVERE 8:17 PM



Grupo Clowns de Shakespeare apresenta “Sua Incelença, Ricardo III”, hoje, no Largo de São Pedro






Publicado em 20 de junho de 2012 por brunoleone


O grupo potiguar Clowns de Shakespeare apresenta o espetáculo Sua Incelença, Ricardo III em quatro capitais das regiões Norte e Nordeste. Após ter estreado em Teresina (PI), no dia 17 de junho, a Companhia se apresenta hoje, 20 de junho, em São Luís (MA), no Largo de São Pedro (Aterro do Bacanga / Madre Deus).

Baseado no drama histórico Ricardo III, de William Shakespeare, Sua Incelença, Ricardo III foi um dos vencedores do Prêmio ProCultura de Estímulo ao Circo, à Dança e ao Teatro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Nesta montagem, a peça ganha as ruas através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes, das carroças ciganas, criando uma ponte entre o sertão nordestino e a Inglaterra Elisabetana.

O figurino e a música também evidenciam essa miscelânea de cultura e época, que marcam o espetáculo. No figurino, indumentárias nordestinas de couro, cipó e outros materiais típicos da região se misturam às sedas e tecidos nobres de diversos países. E, na música, a peça traz desde o rock britânico do Queen até Luiz Gonzaga, uma das maiores expressões do cancioneiro popular nordestino.

Além da encenação do espetáculo, em cada cidade, o grupo irá promover uma vivência artística com o público e relançar a 1ª edição da Revista Balaio. Todos os eventos são gratuitos. Em julho, na etapa final do projeto, as apresentações serão nas cidades de Fortaleza (CE) e Mossoró (RN).

Sobre o espetáculo

Dirigido por Gabriel Villela, o espetáculo do grupo Clowns estreou em novembro de 2010, no Rio Grande do Norte, passando pelas cidades de Natal, Santa Cruz, Assu e Currais Novos. Sua estreia nacional aconteceu na 20ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, em março do ano passado, e, desde então, Ricardo III já circulou por grande parte do país, participando de importantes festivais de teatro como 18º POA em Cena e o Tempo Festival, no Rio de Janeiro, onde foi encenado no Complexo do Alemão. Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Goiás também já prestigiaram o espetáculo.

Em janeiro de 2012, os Clowns embarcaram para o Chile, onde participaram com Sua Incelença, Ricardo III do Festival Internacional Santiago a Mil 2012. O grupo realizou oito apresentações do espetáculo nas cidades de Talca, Antofagasta e na capital, Santiago.

Sobre o Grupo Clowns de Shakespeare

Fundado em 1993 em Natal, no Rio Grande do Norte, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare desenvolve um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa. Mesmo sem trabalhar diretamente com palhaço, a técnica do clown está presente na sua estética.



http://blog.jornalpequeno.com.br/brunoleone/2012/06/20/grupo-clowns-de-shakespeare-apresenta-sua-incelenca-ricardo-iii-hoje-no-largo-de-sao-pedro/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=grupo-clowns-de-shakespeare-apresenta-sua-incelenca-ricardo-iii-hoje-no-largo-de-sao-pedro

postado por: NANDA ROVERE 7:35 PM




Espetáculo “Sua Incelença, Ricardo III” chega a Belém






Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare apresenta a peça neste sábado





Um dos expoentes do teatro nordestino contemporâneo, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare estará em Belém. O grupo que possui quase 20 anos de fundação desenvolve um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa.



Em turnê pelo país, o grupo já esteve em Teresina (PI), São Luís (MA) e depois da capital paraense ainda seguirá para Palmas (TO). Em janeiro de 2012, os Clowns embarcaram para o Chile, onde participaram do Festival Internacional Santiago a Mil 2012. O grupo realizou oito apresentações do espetáculo nas cidades de Talca, Antofagasta e na capital, Santiago. A peça “Sua Incelença, Ricardo III” foi um dos vencedores do Prêmio Procultura de Estímulo ao Circo, à Dança e ao Teatro, realizado pelo Ministério da Cultura.



No espetáculo dirigido por Gabriel Villela, a fábula britânica e universal ganha a rua através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes e das carroças ciganas, criando um diálogo entre o sertão nordestino e a Inglaterra Elisabetana. Às “incelenças” (excelências), gênero musical tipicamente nordestino, é agregado o rock clássico inglês – um tempero especial, com citações de bandas como “Queen” e “Supertramp”.



Nesta montagem, a peça ganha as ruas através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes, das carroças ciganas, criando uma ponte entre o sertão nordestino e a Inglaterra Elisabetana. É ambientada no final da Guerra das Rosas, durante o conflito sucessório pelo trono da Inglaterra ocorrido entre 1455 e 1485.



O grupo irá apresentar o espetáculo “Sua Incelença, Ricardo III” no Forte do Castelo, no dia 23 de junho, às 21h. E também realizará uma vivência, na sexta-feira, 22, das 9h às 13h, na Casa da Linguagem. O dois com entrada franca, porém, para participar da vivência, é necessário se inscrever enviando seu nome e solicitação pelo e-mail produtorescriativos@gmail.com e ter a partir de 16 anos.







Serviço

Apresentação do espetáculo teatral "Sua Incelença, Ricardo III", no Forte do Castelo, em 23 de junho, às 21h. Entrada Franca. Grupo Clowns de Shakespeare (Natal/RN). Vivência (4h) com o grupo Clowns de Shakespeare (Natal/RN), em 22 de junho, de 9h às 13h, na Casa da Linguagem (Av. Nazaré, 31).






Espetáculo “Sua Incelença, Ricardo III” chega a Belém






Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare apresenta a peça neste sábado





Um dos expoentes do teatro nordestino contemporâneo, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare estará em Belém. O grupo que possui quase 20 anos de fundação desenvolve um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa.



Em turnê pelo país, o grupo já esteve em Teresina (PI), São Luís (MA) e depois da capital paraense ainda seguirá para Palmas (TO). Em janeiro de 2012, os Clowns embarcaram para o Chile, onde participaram do Festival Internacional Santiago a Mil 2012. O grupo realizou oito apresentações do espetáculo nas cidades de Talca, Antofagasta e na capital, Santiago. A peça “Sua Incelença, Ricardo III” foi um dos vencedores do Prêmio Procultura de Estímulo ao Circo, à Dança e ao Teatro, realizado pelo Ministério da Cultura.



No espetáculo dirigido por Gabriel Villela, a fábula britânica e universal ganha a rua através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes e das carroças ciganas, criando um diálogo entre o sertão nordestino e a Inglaterra Elisabetana. Às “incelenças” (excelências), gênero musical tipicamente nordestino, é agregado o rock clássico inglês – um tempero especial, com citações de bandas como “Queen” e “Supertramp”.



Nesta montagem, a peça ganha as ruas através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes, das carroças ciganas, criando uma ponte entre o sertão nordestino e a Inglaterra Elisabetana. É ambientada no final da Guerra das Rosas, durante o conflito sucessório pelo trono da Inglaterra ocorrido entre 1455 e 1485.



O grupo irá apresentar o espetáculo “Sua Incelença, Ricardo III” no Forte do Castelo, no dia 23 de junho, às 21h. E também realizará uma vivência, na sexta-feira, 22, das 9h às 13h, na Casa da Linguagem. O dois com entrada franca, porém, para participar da vivência, é necessário se inscrever enviando seu nome e solicitação pelo e-mail produtorescriativos@gmail.com e ter a partir de 16 anos.







Serviço

Apresentação do espetáculo teatral "Sua Incelença, Ricardo III", no Forte do Castelo, em 23 de junho, às 21h. Entrada Franca. Grupo Clowns de Shakespeare (Natal/RN). Vivência (4h) com o grupo Clowns de Shakespeare (Natal/RN), em 22 de junho, de 9h às 13h, na Casa da Linguagem (Av. Nazaré, 31).














http://www.portalcultura.com.br/node/13463





postado por: NANDA ROVERE 7:34 PM




atualizado em 14/06/2012 12:05

“Sua Incelença Ricardo III” é encenada no Teatro João Paulo II

A peça é apresentada às 19h deste domingo (17)




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Neste domingo (17), teremos em Teresina, o espetáculo de um dos expoentes do teatro nordestino contemporâneo, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, de Natal-RN. Eles apresentam a peça "Sua Incelença Ricardo III" às 19h, com entrada franca, no espaço aberto do Teatro Municipal João Paulo II.

A história se passa no fim da Guerra das Rosas, conflito sucessório pelo trono da Inglaterra ocorrido no século XV, e encenada pela primeira vez no século XVI, obtendo enorme sucesso. Os teresinenses terão a oportunidade de conhecer tal enredo gratuitamente no Teatro João Paulo II, que é mantido pela Prefeitura de Teresina por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.

No início do primeiro ato, Eduardo IV, yorkista, é rei, mas seu irmão Ricardo, Duque de Gloucester, planeja usurpar o trono, nem que para isso tenha que provocar intrigas, matar aliados, amigos, parentes e faltar com a própria palavra. No quesito vilão shakespeariano mais bem acabado e fascinante, Ricardo rivaliza com Iago, o vingativo personagem de Otelo. Nesta encenação que marca o encontro do grupo potiguar Clowns de Shakespeare com o encenador mineiro Gabriel Villela, a fábula britânica ganha a rua e entra em fricção com o universo da cultura popular nordestina,além de referências do rock inglês contemporâneo, fechando o elo entre nordeste brasileiro e Inglaterra Elisabetana.

O Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare existe há 17 anos e vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa. Em 2009, o grupo foi selecionado pelo SESI/SP para a montagem do espetáculo O Capitão e a Sereia, que lhe rendeu o prêmio Shell de melhor figurino, além de indicação de melhor música.

A peça tem direção do também cenógrafo e figurinista, Gabriel Villela, um dos mais talentosos e requisitados diretores surgidos na década de 1990, dotado de uma teatralidade barroca e vigorosa. Desde 2005, ele vem criando expressivos trabalhos, como Esperando Godot (2006), com Bete Coelho e Magali Biff, Salmo 91 (2007), que lhe rendeu o Prêmio APCA de melhor direção, Calígula (2008), com Thiago Lacerda, Vestido de Noiva (2009), com Leandra Leal e Marcello Antony e O Soldadinho e a Bailarina (2010), com Luana Piovani.

Serviço

Evento: "Sua Incelença Ricardo III"

Data: 17/06/12

Local: Teatro Municipal João Paulo II

Horário: 19h
http://www.teresina-pi-gov.com.br/noticias/fmcmc/sua-incelenca-ricardo-iii-e-encenada-no-teatro-joao-paulo-ii-4674.html

postado por: NANDA ROVERE 7:32 PM





Sua Incelença, Ricardo III em São Luís

Atualizado em 17/06/2012 por Kamaleao








Teatro de Rua - Sua Incelença, Ricardo III em São Luís
Dia 20 de Junho 2012 - Quarta
Onde: Largo de São Pedro (perto do CEPRAMA)
Horário: 20h30

Turnê Nacional:
17 de junho – Teresina (PI)
20 de junho – São Luís (MA)
23 de junho – Belém (PA)
26 de junho – Palmas (TO)


VIDEO - Cenas do Espetáculo




Sinopse:
A peça se passa no final da Guerra das Rosas, conflito sucessório pelo trono da Inglaterra ocorrido entre 1455 e 1485. No início do primeiro ato, Eduardo IV, yorkista, é rei; mas seu irmão Ricardo, Duque de Gloucester, planeja usurpar o trono, nem que para isso tenha que provocar intrigas, matar aliados, amigos e parentes e faltar com a própria palavra. No espetáculo, a fábula britânica e universal ganha a rua através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes e das carroças ciganas, criando um diálogo entre o sertão nordestino e a Inglaterra Elisabetana. Às "incelenças" (excelências), gênero musical tipicamente nordestino, é agregado o rock clássico inglês -- um tempero especial, com citações de bandas como Queen e Supertramp.

Preço de Ingressos:
ENTRADA FRANCA

Direção:
Gabriel Villela

Realização:

GRUPO DE TEATRO DE SHAKESPEARE
Av. Amintas Barros, 4673. Nova Descoberta. Natal - RN. Brasil. CEP: 59.075-250
Fone: (84) 3221 1816 | desembucha@clowns.com.br

Onde Tem Teatro, Tem Kamaleao!



Fonte: http://kamaleao.com/saoluis/6165/sua-incelenca-ricardo-iii-em-sao-luis#ixzz1yNKcHquR




postado por: NANDA ROVERE 7:28 PM




CULTURA »Espetáculo Sua Incelença, Ricardo III partiu em mais uma turnê


Publicação: 19/06/2012 08:42Atualização:



Sérgio Vilar, para o Diário de Natal








O Grupo Clowns de Shakespeare iniciou o projeto Circulação Ricardo III no último domingo com a apresentação do espetáculo Sua Incelença, Ricardo III em Teresina, Piauí. Nesta primeira etapa, o projeto passará por quatro capitais do Norte e do Nordeste brasileiro. A Circulação Ricardo III faz parte do projeto PROCULTURA da Funarte - Ministério da Cultura 2010. Apenas na etapa final do projeto, o grupo virá ao Rio Grande do Norte, em Mossoró. Além da apresentação do espetáculo, em cada cidade, o grupo irá promover o relançamento da 1ª edição da Revista Balaio e realizar uma vivência artística com o público. Todos os eventos serão gratuitos.

O espetáculo do grupo Clowns, dirigido pelo renomado diretor Gabriel Villela, estreou em solo potiguar em novembro de 2010, realizando uma temporada de dez apresentações no total, passando pelas cidades de Natal, Santa Cruz, Assu e Currais Novos. Sua estreia nacional aconteceu na 20ª edição do Festival de Teatro de Curitiba em março do ano passado e, desde então, Ricardo III já circulou grande parte do país participando de importantes festivais de teatro como 18º POA em Cena e o Tempo Festival no Rio de Janeiro, onde foi encenado no Complexo do Alemão. Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Goiás também já prestigiaram o espetáculo.

Em janeiro de 2012, os Clowns embarcaram para o Chile, onde participaram com Sua Incelença, Ricardo III no Festival Internacional Santiago a Mil 2012. O grupo realizou oito apresentações do espetáculo em solo chileno nas cidades de Talca, Antofagasta e na capital, Santiago.

Sinopse

A peça é baseada no drama histórico Ricardo III, de William Shakespeare, e ganha a rua através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes, das carroças ciganas, criando assim um diálogo entre as tramas da Inglaterra Elisabetana e a realidade do Sertão Nordestino.

O figurino e as músicas que compõem a peça evidenciam bem essa miscelânea de cultura e época que marcam o espetáculo. Assinado também pelodiretor, o figurino mescla indumentárias nordestinas de couro, cipó e outros materiais típicos da região com sedas e tecidos nobres de diversos países e peças modernas de grifes internacionais.

Musicalmente, o rock inglês permuta com as incelenças fúnebres das carpideiras nordestinas. A peça traz a música de Queen a Luiz Gonzaga, Supertramp ao cancioneiro popular nordestino, numa mistura muito inusitada e harmônica.

http://www.dnonline.com.br/app/noticia/divirta-se/2012/06/19/interna_divirtase,100475/espetaculo-sua-incelenca-ricardo-iii-partiu-em-mais-uma-turne.shtml

postado por: NANDA ROVERE 7:25 PM




Entrevista
“ Adoraria fazer mais trabalhos com Benedito Ruy Barbosa”
Sem neuras com a vaidade, agora, Marcello Antony está careca para viver o personagem-título de Macbeth , clássico do inglês William Shakespeare


20/06/12 às 00:00 atualizado às 18:10 Igor Giannasi/Agência Estado

O ator carioca Marcello Antony, de 47 anos, coleciona uma série de personagens polêmicos na TV (foto: João Caldas/ Divulgação)


O ator carioca Marcello Antony, de 47 anos, coleciona uma série de personagens polêmicos na TV. E acredita que, com eles, ajudou a abrir espaço para discussões sobre temas menos palatáveis, como dependência de drogas, na teledramaturgia brasileira. Sem neuras com a vaidade, agora, ele está careca para viver o personagem-título de Macbeth, clássico do inglês William Shakespeare, no Teatro Vivo, em São Paulo, com direção de Gabriel Villela.
Ex-marido da atriz Mônica Torres, com quem tem dois filhos adotivos, Antony atualmente é casado com a estilista Carolina Hollinger Villar, com quem teve o primeiro filho biológico, Lorenzo, de 8 meses. À reportagem, o ator falou sobre o início da carreira, filhos e a vontade de viver apenas de cinema.

Agência Estado — Você acha que, para um ator estar completo, ele deve fazer um Shakespeare?
Marcello Antony — Eu não tinha essa noção. Quem me trouxe à tona nesse sentido foi o próprio Gabriel (Villela), quando fiz “Vestido de Noiva”, do Nelson Rodrigues. Ele me chamou num canto e falou que eu deveria enfrentar um clássico. Falei: ‘Porra, é verdade, então me convida’. Há quase um ano, ele fez o convite oficial. Só agora que sinto realmente essa dimensão para um ator interpretar um personagem clássico numa peça também clássica.

Agência Estado — Você iniciou sua carreira no teatro mesmo, não é?
Marcello Antony — No teatro mesmo. Foi na CAL, na Casa das Artes de Laranjeiras, uma escola de teatro no Rio. Cheguei a fazer dois anos lá e depois saí para fazer parte do grupo do Aderbal Freire-Filho, que, na época, tinha um grupo chamado Centro de Demolição e Construção do Espetáculo, onde fiz várias peças.

Agência Estado — Você tinha quantos anos?
Marcello Antony — Eu tinha na época 28, 29 anos.

Agência Estado — Como surgiu essa vontade?
Marcello Antony — Surgiu por acaso. Eu tinha abandonado a faculdade de Comunicação Social por não ter condições de pagá-la e aí fiquei um tempo perdido, sem saber o que fazer. Comecei a estudar astrologia por conta própria. Passei a ler uns livros, fazer um mapa, vi que levava jeito, me interessei e procurei uma faculdade de Astrologia. Ela existia e era em Laranjeiras. Fui lá e o preço era igual ao da faculdade que fazia. Como eu morava em Niterói e tinha amigos que faziam teatro na CAL - e essa faculdade era perto de lá - liguei para um amigo que fazia aula lá para me esperar e eu pegar carona para voltar para Niterói. Quando cheguei lá, estavam abrindo um curso profissionalizante para ator e com um preço que eu adoraria ter encontrado na faculdade de Astrologia. E me matriculei.
Agência Estado — Você é místico?
Marcello Antony — Sou, acho que a misticidade está em volta da gente. Acredito numa vida além desta aqui. Acho que a gente está aqui realmente para aprender, para crescer.

Agência Estado — Mas você faz mapa astral?
Marcello Antony — Não, não faço mapa astral. Gosto de ler coisas, esoterismo, misticismo. Gosto desses assuntos, como bom aquariano.

Agência Estado — Qual o papel mais significativo da sua carreira?
Marcello Antony — Sempre vejo como o próximo. Porque é uma profissão em que você amadurece muito a cada trabalho. Então, você sempre vai trazendo uma coisa a mais, uma bagagem a mais. Posso dizer que hoje é o Macbeth, que estou fazendo.

Agência Estado — Como foi sua infância?
Marcello Antony — Foi uma infância normal. Meu pai é funcionário público aposentado e minha mãe, dona de casa. Sou o mais velho de três irmãos. Sempre estudamos em colégio de freira. Uma vida normal de classe média baixa.

Agência Estado — Em Niterói mesmo?
Marcello Antony — Sou carioca, criado no bairro do Catete, no Flamengo. Com 13 anos, mudei para Niterói, onde fiquei até os 28. Então, Niterói tem uma parcela significativa na minha formação como homem. Meus grandes amigos são de lá, perdi a virgindade lá, me fiz homem lá, tenho uma ligação muito forte com Niterói.

Agência Estado — Você teve de raspar a cabeça para interpretar Macbeth. Como fica a questão da vaidade?
Marcello Antony — Quando vim para o processo de ensaio, meu cabelo estava bem grande, no ombro. Mas quando Gabriel me viu, disse que era exatamente o oposto. O cabelo grande me dava um ar mais romântico do que de crueldade. Então, ele já tinha essa proposta de ser careca para dar crueza e crueldade. Para mim, não tem problema. O cabelo cresce depois. Já fiz outros trabalhos, tanto em cinema, quanto em televisão, em que tive de raspar o cabelo. E, para um personagem como esse, mereceu.

Agência Estado — Cinema é algo que você gostaria de fazer mais?
Marcello Antony — Eu adoraria viver de cinema, mas é uma coisa impossível. Adoraria poder fazer dois filmes por ano e viver disso, seria meu sonho. Mas sei que isso não é possível e sou feliz assim mesmo.

Agência Estado — Você tem algum projeto?
Marcello Antony — Não. Para cinema, recebo muito poucos convites.

Agência Estado — E na TV, alguma coisa em vista?
Marcello Antony — Não, por enquanto, não. Acabei “Passione”, já tem quase dois anos que estou fora do ar e, por enquanto nada, estou quietinho. E não foi por imposição minha, eu não pedi um tempo para fazer a peça. Aconteceu naturalmente. Como eu não estava sendo chamado para nada, aproveitei e toquei isso aqui.

Agência Estado — Você já fez alguns papéis polêmicos em novelas, como em “Torre de Babel” (1998)...
Marcello Antony — Isso, o Guilherme Toledo, o dependente químico.

Marcello Antony — E mesmo o...

Marcello Antony — O Gerson Gouveia, de “Passione” (2010).

Agência Estado — Você acha que a sociedade está aberta a discutir esses temas ligados a eles. No caso do personagem de “Torre de Babel”, ele acabou sendo explodido junto com o shopping.
Marcello Antony — É, mas se for olhar para trás, vou ver que eu, junto com o Silvio (de Abreu, autor), dei o pontapé na história da TV, porque nunca tinha sido abordada a dependência química da maneira como foi. Mas se você for ver, em seguida, dois anos depois, teve “O Clone”, com a Débora Falabella que fazia uma dependente e foi consagrada, porque se abriu uma porta lá atrás. Também, em “Passione”, o tema abordado era muito mais cascudo do que foi revelado. Ele teve de ser desviado no meio do caminho. Acho que, para algumas coisas, a sociedade realmente não está pronta, mas tem que se dar um pontapé inicial para lá na frente ir maturando as ideias.

Agência Estado — Por falar em Silvio de Abreu, qual a importância dele na sua carreira?
Marcello Antony — Importantíssimo. Tive oportunidade de fazer três ‘novelaças’ dele: “Torre de Babel”, “Belíssima” e “Passione”. São os autores que chamam os atores para fazer os papéis e ele me chamou para fazer personagens que iam dar ruído. Não ia ser qualquer um que aceitaria fazer.

Agência Estado — Tem algum autor com quem você gostaria de trabalhar?
Marcello Antony — Trabalhei com a maioria dos autores e diretores da Globo. Acho que só não trabalhei com o João Emanoel (Carneiro) e a Gloria Perez. Mas um autor com quem eu adoraria poder fazer mais trabalhos, que, para mim, é um autor divino, é o Benedito Ruy Barbosa. É de uma poesia e de uma profundidade absurdas na televisão. Fiz “Rei do Gado” e “Terra Nostra” com ele.

Agência Estado — Se seus filhos quisessem seguir a carreira de ator, você os apoiaria?
Marcello Antony — Eu apoiaria se sentisse que é uma coisa do coração deles, da vontade deles, e se sentisse que eles teriam vocação e talento para a coisa. Assim, com certeza, iria incentivar.

http://www.bemparana.com.br/noticia/220264/-adoraria-fazer-mais-trabalhos-com-benedito-ruy-barbosa

postado por: NANDA ROVERE 7:11 PM




FIT PELOS ARTISTAS

Diálogos


06/06/2012 18h59


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O Magazine convidou um integrante do Grupo Galpão (BH) e outro do grupo Clowns de Shakespeare (RN) a trocar perguntas sobre seus trabalhos. Os dois coletivos participam da abertura do festival, o Galpão com "Romeu e Julieta" e Clowns com "Sua Incelença, Ricardo III". Veja abaixo:

Fernando Yamamoto, do grupo Clowns de Shakespeare pergunta para Inês Peixoto, do Grupo Galpão:

Como é, pra você e pro Galpão, conviver com a ideia de ter montado o que talvez seja o mais importante espetáculo dos últimos vinte, trinta anos do teatro brasileiro? Mais ajuda ou mais atrapalha?

É uma alegria ter participado desse momento de criação tão especial para o Galpão e para o Gabriel Villela. É mesmo " impressionante a força que as coisas parecem ter, quando elas precisam acontecer"... Era o momento certo de levar para rua um clássico de Shakespeare, imbuído da cultura popular mineira-brasileira, embalado por serestas e modinhas e com coragem de espalhar palavras de amor pelas ruas do Brasil e do mundo. O " Romeu e Julieta" é um divisor de águas na história do Galpão. Claro que ajuda! Nós sabemos que numa trajetória artística existem trabalhos que são definitivos. Este trabalho nasceu do casamento abençoado do Galpão com o Gabriel.

O Galpão continuou vivo, buscando novas experiências e este amor pela história que nos constitue que permitiu, vinte anos depois, levarmos à cena, com muita poesia, o nosso " Romeu e Julieta" , sob a batuta maravilhosa do Gabriel.

Em que grau a diferença de idade dos atores no Romeu/92 para o Romeu/12 alteraram o espetáculo?

A maravilha foi sentir que estávamos abertos para reencontrar a leveza e a poesia que esta história demanda. E o mais incrível foi, que o esforço físico que o espetáculo exige dos atores foi vencido e superado. Os 20 anos trouxeram mais maturidade para a palavra e para o canto. Foi uma retomada muito feliz. O teatro faz milagres! Os personagens que alteraram a vida dos atores. Teuda, que faz a ama fogosa, estava com dificuldades para andar e agora está subindo em cima da Veraneio. Não é incrível?

Inês Peixoto, do Grupo Galpão pergunta para Fernando Yamamoto, do grupo Clowns de Shakespeare:

Acho que vocês assistiram " Romeu e Julieta" logo no início da criação do grupo e sabemos que o espetáculo virou uma referência para vocês. Como vocês se sentiram sendo dirigidos pelo Romeu- Eduardo Moreira e agora pelo Gabriel Villela?

Na realidade, nem assistimos o Romeu e Julieta para ele ser referência para nós. O grupo surgiu em 1993, e durante muitos anos se inspirou pelos escassos ecos que chegavam ao Rio Grande do Norte do Romeu, seja por relatos, fotos, ou vídeos - de uma era pré-YouTube, diga-se de passagem. Apenas em 2002, um ano antes de completarmos a nossa primeira década de vida, pudemos assistir o espetáculo, quando fizemos a produção local em Natal. Apesar da hercúlea tarefa que o espetáculo tinha de dar conta de dez anos de expectativas, posso afirmar com convicção que não só o fez, como ainda superou-as. A partir de então, o que era inspiração, passou a ser parceria efetiva. Fizemos um convite cara-de-pau pro Eduardo dividir comigo a direção do Muito Barulho por Quase Nada, e ele topou, para a nossa surpresa!!!! Apesar de só termos, naquela ocasião, condições de levar o Eduardo por pouco tempo durante o processo de montagem, esse encontro foi transformador para a nossa poética e para a formação ética do grupo. O Eduardo é um homem de teatro, é um pensador, uma referência no teatro em todos os seus aspectos. O encontro foi tão feliz que reeditamos a parceria em O Casamento do Pequeno Burguês. Para nós, é um orgulho enorme poder ter aprofundado essa relação de fãs-ídolos, para parceiros de trabalho e, hoje, amigos. Quase dez anos depois chegamos ao Gabriel, trazido pelo Ernani, que por sua vez foi trazido pelo Eduardo. Trabalhar com o "chefe", como costumo chamá-lo, explicou o porquê desse tamanho vulto do Romeu e Julieta. Um encontro do Gabriel com o Galpão, tendo o Shakespeare apadrinhando, não poderia resultar em outra coisa. O chefe é um bruxo! Resumindo, a cada experiência que passamos, a admiração por vocês, pelo Gabriel, e por todos esses parceiros que, através do Galpão, conseguimos nos aproximar (Ernani, Babaya, Mona, etc.) só aumenta.

Muitas pessoas enxergam uma semelhança artística e física entre os atores do Galpão e do Clowns. Vocês acham que isso procede?

Eu espero que sim! (risos) Às vezes algumas pessoas tentam nos depreciar chamando-nos de "sucursal do Galpão" ou "filial do Galpão". Nunca conseguimos entender essa "agressão", porque para nós isso sempre foi um elogio! Lógico que temos opções estéticas e de pensamento particulares, entendemos a gestão do grupo de forma diferente do Galpão ou de qualquer outro grupo, mas não há dúvida que sempre tomamos a forma como vocês trabalham e criam como grande referencial para nós. Acho que existe, sim, uma série de características semelhantes entre os dois grupos e, para nós, vindos de um dos estados mais pobres do Nordeste, é motivo de muito orgulho sermos comparado a vocês, que possivelmente são o coletivo de maior prestígio nacional.

Como vocês avaliam a experiência do Clowns como um projeto que mostra que é possível viver de teatro tão longe do eixo Rio-São Paulo?

Ainda me surpreendo com isso! Acho que tudo aconteceu porque nunca imaginávamos que iríamos conseguir! Nossos "sonhos de consumo" sempre foram muito mais modestos do que o que já conseguimos atingir, e sabemos o quão improvável é essa história que estamos construindo. Apesar de termos hoje um espaço de importância na cena nacional, sabemos que, infelizmente, casos como o nosso ainda são exceções. O que batalhamos hoje, junto com grupos como o Bagaceira (CE), Alfenim (PB), A Outra (BA), Magiluth (PE), dentre outros, é fazer com que essas experiências deixem de ser exceções e que o teatro nordestino, e de todo o resto do país, consiga ganhar consistente como uma cena nacional de fato. Mas é bacana ver que esses exemplos pontuais apontam que essa possibilidade existe!

Bjs carinhosos da amiga Inês para todos vocês!!!!

Beijos, Inezinha!!!!!


http://www.otempo.com.br/entretenimento/ultimas/?IdNoticia=27384&busca=gabriel%20villela&pagina=1

postado por: NANDA ROVERE 3:30 PM




Teatro

A poesia de um clássico

Abertura do FIT-BH tece reencontro do público com "Romeu e Julieta"


Publicado no Jornal OTEMPO em 07/06/2012


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Rua. Clowns de Shakespeare se inspira na comicidade do palhaço para criar "Sua Incelença, Ricardo III"



Quando os integrantes do Grupo Galpão surgirem do alto de suas pernas-de-pau na noite deste sábado, em plena praça do Papa, para abrir o Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte (FIT-BH), um lampejo de simbologias afetivas se constituirá diante do público.

Confira o especial do O TEMPO online sobre o FIT 2012

O momento será histórico não só por dar o pontapé nas comemorações balzaquianas do grupo - que completa 30 anos em 2012 -, mas também por levar aos pés da serra do Curral o espetáculo "Romeu e Julieta", considerado um dos mais importantes já criados pelo teatro brasileiro e ausente no repertório do grupo há nove anos.


A apresentação ainda ganha vigor extra por estar inserida na abertura do FIT, momento de tradicional comunhão entre o público e a cidade. Além de "Romeu e Julieta", estão previstos ainda na noite inaugural do evento os espetáculos "Sua Incelença, Ricardo III", do grupo Clowns de Shakespeare (RN), na praça Nova da Pampulha, e "Time Out", do Antagon TheaterAKTion, da Alemanha (leia mais na página 2).


Recém-chegado de Londres, onde apresentou a mais famosa peça do bardo inglês em festival relacionado aos Jogos Olímpicos, o Galpão ainda digere os frutos colhidos em sua terceira temporada no famoso Globe Theatre. "Nessa passagem por Londres, aconteceu mais ou menos a mesma catarse das outras apresentações que fizemos lá. A reação do público é muito viva, pois o espetáculo trabalha com uma ancestralidade tão brejeira que as pessoas se entregam quase como um jogo de crianças", opina o ator Eduardo Moreira.


Já para Gabriel Villela, diretor do espetáculo, o hiato temporal entre a última apresentação, em 2003, e a reestreia em Londres reverberou em certa maturidade do trabalho. "Ele voltou com grande ganho, motivado pelo acúmulo de experiência de vida dos indivíduos do grupo. Essa experiência nos mostrou que o tempo não desgasta a poesia. E nos coloca o paradoxo do teatro que, por ser instantâneo e fugaz, torna-se eterno", comenta.


Tradições. Na versão do grupo, a universal história de amor entre dois jovens de famílias rivais ganha uma leitura de sofisticado sotaque mineiro, com direito a prosódia inspirada em Guimarães Rosa e a presença do Shakespeare em cena. Detalhes na música, no cenário e nos figurinos traduzem a linguagem barroca que se tornou característica tanto de Gabriel Villela quanto do próprio Galpão.


"Nossa versão de ‘Romeu...’ é muito herética na sua arquitetura cênica, porque as formas populares geralmente são assim. Elas rompem com o racionalismo acadêmico, o que é interessante, pois acho que o mundo está muito frágil com essa necessidade de ter explicação para tudo. E o antinaturalismo do espetáculo força as pessoas a imaginar aquela fábula", sublinha o diretor.


E é essa mesma heresia libertária com os clássicos que estrutura ainda "Sua Incelença, Ricardo III", cuja direção é também de Gabriel Villela. O trabalho, aliás, guarda várias semelhanças com o espetáculo do Galpão, seja por levar para a rua as peças do bardo inglês, por apostar numa linguagem popular que acasala o local e o universal ou por partir de um processo criativo que bebe no interior de seus respectivos Estados: Minas Gerais e Rio Grande do Norte.


"Enquanto ‘Romeu’ se abre para as delicadezas da arte popular mineira, ‘Ricardo III’ traz para a cena a cultura do cangaço, dos cordéis e do mamulengo nordestino, com um toque de pop britânico. Nesse tipo de fusão, o grande barato é equilibrar o encontro das referências com a tradição do texto shakesperiano, para que os dois mantenham sua força. E é inclusive essa irreverência que costuma encantar os ingleses", comenta Villela.





http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=204975,OTE&busca=gabriel%20villela&pagina=1

postado por: NANDA ROVERE 3:29 PM




Romeu e Julieta reestreia com público de 5 mil presentes


09/06/2012 20h18


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DANIEL TOLEDO

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FOTO: DOUGLAS MAGNO/O TEMPO







Público marca presença em peso na Praça do Papa para conferir espetáculo do Grupo Galpão



Pontualmente, às 19h, teve início a primeira apresentação do espetáculo "Romeu e Julieta", do Grupo Galpão, na programação do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte.

Realizada na Praça do Papa, ambiente já acostumado a receber espetáculos do grupo, o apresentação de estreia reuniu cerca de 5 mil pessoas, entre pessoas que veriam o espetáculo pela primeira vez e outras que já sabiam alguns textos de cor.

"Vi esse espetáculo pela primeira vez em Ouro Preto, quando tinha 9 anos de idade. De lá pra cá, já perdi as contas, mas acredito ter visto pelo menos umas dez vezes", contou a bailarina Sarah Vaz. "Além do próprio texto, que é lindo, gosto muito da simplicidade dessa montagem, capaz de fazer com que a história chegue a qualquer pessoa", completa.

A esteticista Luciana Oliveira, por outro lado, assistiria ao espetáculo pela primeira vez. "Como quase todo mundo, conheço a história de Romeu e Julieta. Estou curiosa para saber como o espetáculo vai apresentar essa história", disse ela, que estava na plateia a convite de um espectador mais experiente. "Assisti a esse espetáculo há quase 20 anos, quando a Vandinha ainda fazia a Julieta. Para mim, o mais interessante é a habilidade de combinar músicas de seresta a uma história escrita na Inglaterra, há quase 500 anos", pontuou o porteiro Fernando Pimentel.

Sinopse
Em comemoração aos seus trinta anos, o Grupo Galpão remontou seu espetáculo mais conhecido - a adaptação de "Romeu & Julieta", com concepção e direção geral de Gabriel Villela. Ao atualizar o sentido da maior história de amor da humanidade, escrita por William Shakespeare, o grupo transpõe a tragédia de dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira, evocada por elementos presentes no cenário, nos adereços, na música e na figura do narrador, que rege toda a peça com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Nos anos 90, a montagem foi um marco do teatro brasileiro, com mais de 250 apresentações em 10 países, tendo sido consagrada no Shakespeare's Globe Theatre, em Londres.

Atualizada às 20h41

http://www.otempo.com.br/entretenimento/ultimas/?IdNoticia=27393&busca=gabriel%20villela&pagina=1

postado por: NANDA ROVERE 3:23 PM



FIT PELO PÚBLICO

Confira o que o público achou de alguns espetáculos do festival


13/06/2012 14h39


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JULIA GUIMARÃES e LUCIANA ROMAGNOLLI

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Público se emociona e se diverte com "Sua Incelença, Ricardo III"



Estudantes, músicos, terapeutas e todo o tipo de público tem prestigiado a 11ª edição do FIT. Confira algumas percepções do que já foi exibido nos palcos da cidade.

Espetáculos: "El Autor Intelectual" e "Sua Incelença Ricardo III"

"El Autor Intelectual"

"Gostei bastante dos dois espetáculos do grupo, eles trazem coisas bem próximas de nós, bem reais. Este último lembra muito minha própria família, no que se refere ao conflito sobre o que fazer quando a pessoa envelhece. Ele começa calmo e vai criando uma tensão, ao mesmo tempo em que tem um humor nervoso. Pena que não deu pra assistir ao terceiro espetáculo da trilogia".

Guilherme Brant, 26, monitor de museu

"Eles conseguem envolver a gente na narrativa que propõem de um jeito que acho muito difícil, com falas próximas do cotidiano, e fazem isso ficar fluido e convincente, deixando a gente ligado do início ao fim. Tem uma tensão e uma densidade no espetáculo, com picos muito próximos. Sinto saudade desse tipo de tema no teatro de Belo Horizonte, aqui se fala pouco sobre essa realidade muito próxima. Moro com a minha avó e sei que eles estão falando a verdade, então não vou fingir que não mexeu. Eles têm muita coragem e habilidade em tratar desse tema de que as pessoas não querem muito falar".

Priscila Caligiorne, estudante de letras e de teatro


"Sua Incelença, Ricardo III"

"É fantástico, entre outras coisas pela fusão da obra do Shakespeare com o folclore brasileiro. Tem grandes atores e a afinação musical é perfeita".

Caio Ornelas, músico e estudante.


"Achei maravilhoso como o Gabriel Villela consegue, bem ao estilo de "Romeu e Julieta", também dele, misturar sertão com Inglaterra. A abertura é linda. E é uma peça difícil, adorei".

Alja Lamas, terapeuta



http://www.otempo.com.br/entretenimento/ultimas/?IdNoticia=27458&busca=gabriel%20villela&pagina=1

postado por: NANDA ROVERE 3:22 PM




Grupo Clowns de Shakespeare participa do FIT-BH
Postado por LidianeLira | Bom Saber | 07-06-2012 as 07:34 Após temporada de sucesso em São Paulo, onde os Clowns de Shakespeare estiveram durante todo o mês de maio em cartaz com o espetáculo “O Capitão e a Sereia”, pelo projeto Nova Cena Nordestina, o grupo segue para Minas Gerais para participar do 11º Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT-BH) que acontece de 09 a 24 de junho.

Na capital mineira, o grupo apresenta “Sua Incelença, Ricardo III”, que será um dos espetáculos responsáveis pela abertura do festival no dia 09 de junho, às 19h, na Praça da Pampulha. O grupo se apresenta ainda nos dias 11 e 12 de junho, na Praça Duque de Caxias, às 21h.

O Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte, realizado pela Prefeitura, através da Fundação Municipal de Cultura, é considerado o maior e mais consolidado evento do calendário cultural da capital mineira.

Em 16 dias de programação o FIT-BH apresenta 19 espetáculos internacionais, 12 nacionais e 10 locais, com 157 apresentações em aproximadamente 60 diferentes espaços, contemplando as nove regionais da cidade.


http://lauritaarruda.com.br/clowns-de-shakespeare-participa-do-fit-bh/97534

postado por: NANDA ROVERE 2:38 PM







Peças nacionais se destacam esta semana no FIT em BH


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Carolina Braga - EM Cultura













Cia. La Mínima apresentará a partir de segunda

Nesta segunda-feira, a estreia de Mistero Buffo, da paulista Cia. La Mínima, é uma dica do que vem por aí na segunda semana do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT-BH). É a vez dos espetáculos nacionais. Os 60 minutos de Estamira – Beira do mundo serão aperitivo perto das quatro horas de Ópera dos vivos, da Cia. do Latão, e, principalmente, das seis horas e meia de O idiota, com direção de Cibele Forjaz.

Esta é uma das edições mais diversificadas do FIT-BH. O público já pôde conferir performance, dança contemporânea, comédia, teatro político e poesia. “Cada vez mais, o festival arrebata multidões. Prova disso é que não consegui ingressos para os espetáculos internacionais”, diz a professora Terezinha Lígia Froes.

Moradora de Montes Claros, ela veio à capital apenas para aproveitar as atrações do festival. “Como já estou aqui, pretendo curtir ao máximo os trabalhos de rua. Também vou para a porta de alguns teatros ver se consigo entrar”, espera Terezinha.
O artista Téo Nicácio escolheu a programação de rua. “Já tinham me falado muito bem do Clowns de Shakespeare, mas fiquei impresionado com Sua incelença, Ricardo III. Também fui a um ritual no Parque Municipal. Achei interessante, mas foi cansativo, porque não sabia do que se tratava”, diz.

“Como o festival está mais dilatado, respiramos mais entre uma peça e outra. Os espetáculos são muito variados”, aprova o ator Gustavo Baracho.


http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_11/2012/06/17/ficha_teatro/id_sessao=11%26id_noticia=54413/ficha_teatro.shtml

postado por: NANDA ROVERE 2:37 PM




FIT-BH tem programação diversificada até 24 de junho
Notícias — 11 de junho de 2012 16:08













A 11ª edição do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT-BH), chegou envolvendo a cidade pouco a pouco. Antes mesmo de sua estreia, o público da capital mineira já estava envolvido com ensaios das peças, palestras com o FIT-Escola, inscrições para oficinas e uma série de movimentos conectados a um dos eventos teatrais mais importantes da América Latina, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura. No sábado, dia 9, o FIT-BH estreou sua programação oficial, sustentando a ideia de ser o maior já realizado na capital.

A estreia do FIT-BH foi descentralizada, com três espetáculos, que foram apresentados simultaneamente, em locais diferentes de Belo Horizonte. Entre elas, a mais tradicional entre as histórias de amor, “Romeu e Julieta”, na ótica do Grupo Galpão. O espetáculo foi realizado na Praça do Papa, com reapresentação no domingo, dia 10.

Além do grupo mineiro, a abertura do evento integrou outros dois espetáculos de rua. Um deles foi “Time Out”, do grupo alemão Antagon Theather Aktion, onde os atores vivem um confronto entre uma realidade opressora e a busca pela liberdade. Time Out é um teatro corporal, com música, projeções e pirotecnia, e foi realizado no Centro Esportivo Milionários, na região do Barreiro.

Já a trágica “Sua Incelença, Ricardo III” ocupou a Praça Nova Pampulha, no bairro Ouro Preto. Inspirado no texto “Ricardo III”, de William Shakespeare, o espetáculo cria um diálogo entre o sertão brasileiro e a Inglaterra elisabetana. O público pôde conferir o universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes e das carroças ciganas. A realização do espetáculo é do Grupo de Teatro Clows de Shakespeare, de Natal (RN).

Nos 16 dias de festival, cerca de 60 espaços de BH recebem mais 150 atrações, de gêneros e temáticas distintas, sendo 19 estrangeiras, 12 nacionais e 10 locais. A programação inclui espetáculos do Brasil, Argentina, Itália, França, Inglaterra, Espanha, Israel, Peru, Chile, Colômbia, República Tcheca, Guatemala e Alemanha. Uma das novidades deste ano é que essa edição traz um sentimento de expansão. Além da área central, que normalmente recebe os espetáculos, os 16 centros culturais e os espaços públicos das outras regiões da cidade também são palcos das atrações. O FIT-BH tem encerramento para domingo, dia 24 de junho.

Boa parte da programação é gratuita e nas apresentações pagantes, os ingressos possuem preços populares de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Além das bilheterias dos teatros e pontos de vendas oficiais, o espectador pode também comprar pela internet, no site www.ingressorapido.com.br

Venda de ingressos

• Bilheteria do Teatro Marília (Rua Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia) – Segunda a sexta, das 14h às 22h.
• Bilheteria do Teatro Francisco Nunes (Parque Municipal – Avenida Afonso Pena, 1.377, Centro) – Segunda a sexta, das 12h às 20h.
• Loja Ingresso Rápido no Shopping 5ª Avenida (Rua Alagoas, 1.314, Loja 27C) – Segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 16h.
• Leitura Megastore BH Shopping (Rodovia BR 356, 3.049, Loja OP51 – Belvedere) – Segunda a sábado, das 10h às 21h.
• Livraria Leitura Savassi (Avenida Cristovão Colombo, 167, Savassi) – Segunda a sexta, das 9h às 19h, e sábado, das 9h às 18h.
• FNAC (Rodovia BR 356, 3.049, Loja MA 61, Belvedere) – Segunda a sábado, das 10h às 20h, e domingo, das 12h às 18h.

Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT-BH)
Entre os dias 09 e 24 de junho
Para mais informações acesse: www.fitbh.com.br




http://www.luziaferreira.com.br/fit-bh-tem-programacao-diversificada-ate-24-de-junho/

postado por: NANDA ROVERE 2:36 PM




08 de junho de 2012 às 15:34

Os Clows por ai…








Divulgação

De volta de São Paulo, os potiguares do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare já pegam a estrada novamente! Amanhã, às 19h, abrem na Praça Nova da Pampulha, em Belo Horizonte, a 11ª edição do FIT-BH – Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte com Sua Incelença, Ricardo III.

Após a abertura, farão ainda mais duas apresentações na segunda (11) e terça (12), às 21h, na Praça Duque de Caxias, em Santa Tereza.

De parabéns, orgulho do RN…

http://blog.tribunadonorte.com.br/agitosebaladas/os-clows-por-ai.../59260

postado por: NANDA ROVERE 2:34 PM






Festival de Belo Horizonte atrai público por onde passa

Espalhado por 60 pontos de Belo Horizonte, evento de teatro ocupa bairros chiques e periferia e atende aos anseios da classe artística















12/06/2012 | 12:23 | Helena Carnieri

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A partir do centro de Belo Horizonte, o motorista leva uns bons 20 minutos até a Praça Alaska, no bairro chique Belvedere, onde o grupo mineiro Quik apresentava sua performance Ressonâncias. A escolha por locais distantes da sede administrativa do 11.º Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT-BH) ilustra o esforço em fazer o evento aparecer na cidade de 2,3 milhões de habitantes.

Realizado a cada dois anos pela prefeitura da capital mineira, o Fit se espalha cada vez mais e não se permite perder sintonia com a classe artística local.

A abertura, na tarde do último sábado, incluiu uma parada artística pelas ruas do bairro Savassi. À noite, cinco espetáculos foram realizados em diferentes pontos da cidade, incluindo a periferia.

A descentralização das apresentações – são 60 locais recebendo peças – foi a principal estratégia neste ano para chamar a atenção do público.

O motivo para isso tem a ver com as próprias características cênicas. “O teatro tem dificuldade de impactar, por ser artesanal. E os festivais, em geral, perderam muito do ineditismo – hoje as pessoas viajam mais, assistem a coisas na internet etc. Então, a saída que achamos foi radicalizar a descentralização, para que mais pessoas tivessem contato com a arte”, explicou à reportagem o diretor artístico do evento, Marcelo Bones.

Assim como os demais curadores do evento, ele é do ramo teatral – mais um esforço que se nota no Fit, o de manter a relevância artística. Os outros convidados são Yara de Novaes, diretora mineira radicada em São Paulo, e Grace Passô, que dirige o celebrado Espanca!.

Além deles, o crítico Valmir Santos trabalha como consultor. Essa sintonia com o que a classe artística está pensando não mudou depois que o festival, nascido por iniciativa do movimento de teatro de grupo da cidade, em 1994, foi adotado pela prefeitura.

“Tentamos trazer não só variedade, mas também expandir a percepção do que é teatro”, contou Valmir à Gazeta do Povo. Com isso, vieram espetáculos que dialogam, por exemplo, com as artes visuais, como o espanhol Golgota Picnic, em cartaz de 21 a 24 de junho, e a série Transfiguration/Hybridation/Transept, em cartaz de hoje a sábado com o congolês radicado na França Olivier de Sagazan.

Em conversa com a imprensa, ontem, ele explicou que o show nasceu de uma crise por que passou, quando, para reencontrar sua identidade, lançou argila e tinta no rosto. “O festival continua tendo radicalidade”, aprova a curadora Yara de Novaes, para quem a vocação local para a formação de grupos de pesquisa duradoura foi estimulada pelo festival.

Público

Quem acompanha a cena local se dispõe a percorrer os bairros em busca das apresentações ramificadas. Foi assim com Ressonâncias, no Belvedere. Cerca de 50 pessoas caminharam pela praça atrás de dois bailarinos e dois músicos, que ocuparam o espaço com dança contemporânea e um convite para bailar junto com eles, no final. O uso de notas estridentes e desafinadas e ruídos como o de papel ao vento, perto de um potente microfone, acabou atraindo a atenção de pes­soas até de dentro dos prédios.

Fenômeno mesmo de público por aqui é o Galpão, grupo mineiro que ajudou a criar o festival. Com a reestreia de Romeu e Julieta, de 1992, eles iniciaram as comemorações de seus 30 anos – depois de passar pelo Shakespeare’s Globe, de Londres. Foi emocionante ver o público cantar com os artistas algumas canções do espetáculo, como “Flor, Minha Flor”, e outras de criação própria.

Outros grupos locais foram selecionados por edital para compor a grade da programação, com ênfase em espetáculos de rua – presente até no nome do evento.

A jornalista viajou a convite do FIT-BH.


http://www.gazetamaringa.com.br/online/conteudo.phtml?tl=1&id=1264442&tit=Festival-de-Belo-Horizonte-atrai-publico-por-onde-passa


postado por: NANDA ROVERE 2:33 PM









entrevista teuda

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fernando yamamoto


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http://www.youtube.com/watch?v=yB2AkqoYf2c

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Teatro


Os imperdíveis do FIT

Confira os destaques da semana da 11ª edição do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua, que traz 41 peças deste sábado (9) ao dia 24

por Isabella Grossi | 13 de Junho de 2012






OXLAJUJ B’AQTUN - SOTZIL (Guatemala). Com música, dança e jogos, o ritual musical evoca a cultura maia, que procura a harmonia no desequilíbrio entre a luz e a escuridão. Direção de Víctor Manuel Barillas Crispín (70min). Livre. Parque Municipal. Avenida Afonso Pena, 1377, Centro. Terça (12) e quarta (13), 17h30. Centro Cultural Lagoa do Nado. Rua Ministro Hermenegildo de Barros, 590, Itapoã. Quinta (14) e sexta (15), 19h. Parque Municipal Rosinha Cadar. Rua Rodrigues Caldas, 315, Santo Agostinho. Sábado (16) e domingo (17), 18h. Grátis.

TIME OUT (Alemanha). O teatro de rua dirigido por Bernhard Bub reproduz uma busca pela espiritualidade perdida e a felicidade permanente. Em cena, o grupo Antagon TheaterAKTion leva ao público música ao vivo, projeções, pernas de pau e um grande ritual de fogo (75min). Livre. Centro Esportivo Milionários. Rua Davi Fonseca, 1386, Milionários. Este sábado (9), 19h; e domingo (10), 20h. Grátis.

UM, NENHUM, CEM MIL (São Paulo). Cacá Carvalho é o protagonista e diretor do monólogo, que tem codireção do italiano Roberto Bacci. Baseado no romance homônimo do prêmio Nobel Luigi Pirandello, estimula uma divertida, cruel e poética reflexão sobre a perda da identidade do homem contemporâneo. A peça encerra a trilogia pirandelliana iniciada pelos diretores em 1994 (90min). 16 anos. Spetáculo Casa das Artes (150 lugares). Rua Pouso Alegre, 1568, Santa Tereza, ☎ 3481-1670. Sexta (15) e sábado (16), 21h. R$ 20,00.

VILLA + DISCURSO (Chile). As atrizes do grupo Teatro Playa encenam duas peças para compor este drama, norteado pelo contexto político do país. Direção de Guillermo Calderón (110min, com intervalo de 10min). 14 anos. Auditório da antiga Fafich
(100 lugares). Rua Carangola, 288, Santo Antônio, ☎ 3409-5050. Quinta (14), 19h; sexta (15), 21h; sábado (16), 20h. R$ 20,00. Espetáculo com legendas.

LISBOA (Itália). Na performance de rua da Fondazione Pontedera Teatro, onze músicos-atores trajando um elegante figurino preto andam de bicicleta pelas praças cantando, dançando e pedalando em círculos, em uma homenagem ao poeta português Fernando Pessoa (1888-1935). Direção de Anna Stigsgaard (60min). Livre. Praça da Liberdade, s/nº, Funcionários. Sábado (16), 11h. Grátis.

LOS HIJOS SE HAN DORMIDO (Argentina). Comandada por Daniel Veronese, a comédia dramática é inspirada em A Gaivota, do escritor russo Anton Tchekov. Debruça-se sobre a fragilidade da condição humana (100min). 16 anos. Grande Teatro do Palácio das Artes (1 700). Avenida Afonso Pena, 1537, Centro. ☎ 3236-7400. Neste sábado (9), 21h30; domingo (10), 11h. R$ 20,00. Cc: M e V. Cd: M e V. IC. Espetáculo com legendas.

SUA INCELÊNÇA, RICARDO III (Natal). Baseada na peça Ricardo III, de William Shakespeare, a tragédia usa o universo lúdico do picadeiro, com referências à cultura popular nordestina. O espetáculo celebra o encontro do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare com o encenador Gabriel Villela (75min). Livre. Praça Geralda Damata Pimentel. Avenida Fleming, s/nº, São Luís/Pampulha. Neste sábado (9), 19h. Praça Duque de Caxias. Avenida Mármore, s/nº, Santa Tereza. Segunda (11) e terça (12), 21h. Grátis.

ANTES DO SILÊNCIO (Belo Horizonte). O encontro entre um homem frio e uma mulher misteriosa desenrola este drama, protagonizado por Rodolfo Vaz, premiado ator do Grupo Galpão. Direção de Eid Ribeiro (50min). 14 anos. Teatro Dom Silvério (395 lugares). Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, ☎ 3209-8989. Quarta (13), 21h; quinta (14), 22h; sexta (15), 19h. R$ 20,00. Cc: todos. Cd: M e V. TF.

ROMEU E JULIETA (Belo Horizonte). Em comemoração aos seus trinta anos, o Grupo Galpão remonta a sua adaptação da tragédia de William Shakespeare. O espetáculo mexe com o imaginário popular ao introduzir elementos circenses e do folclore brasileiro. Direção de Gabriel Villela (90min). Livre. Praça do Papa. Praça Israel Pinheiro, s/nº, Mangabeiras. Neste sábado (9), 19h; domingo (10), 16h. Parque Estrela Dalva. Rua Manila, 400, Havaí. Sábado (16), 16h. Grátis.

DEPOIS DO FILME (Rio de Janeiro). Neste monólogo, o personagem de Aderbal Freire Filho escapa de um filme para a vida real. Conduzindo a ação, o ator anuncia as cenas em uma linguagem de roteiro de cinema, descrevendo as locações e outras informações próprias do discurso cinematográfico. Direção do ator (90min). 12 anos. Sala João Ceschiatti do Palácio das Artes (148 lugares). Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, ☎ 3236-7400. Nesta segunda (11), 17h; terça (12), 21h; quarta (13); 22h. R$ 20,00. Cc: M e V. Cd: M e V. IC.


INGRESSOS ANTECIPADOS: Teatro Marília, Avenida Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, ☎ 3277-6319 (das 14h às 22h); Teatro Francisco Nunes, Avenida Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, Centro, ☎ 3277-6325 (das 12h às 20h). IR. R$ 20,00.
Veja a programação completa do FIT BH 2012



http://vejabh.abril.com.br/arte-e-cultura/teatro/teatro-imperdiveis-fit-687986.shtml

postado por: NANDA ROVERE 2:02 AM




Belo Horizonte - Grupo Galpão ministra oficina e realiza espetáculos durante o FIT BH - 2012

Atenção, ritmo, presença, pontos de energia e impulso, associados à emissão da voz, são alguns dos elementos explorados nos dois dias de trabalho. Essas técnicas e exercícios foram incorporados à rotina do grupo e vêm da experiência de treinamentos realizados com o pedagogo e diretor russo Jurij Alschitz, durante os ensaios de “Eclipse”, no ano passado.

http://www.grupogalpao.com.br/port/home/

Galpão no FIT BH 2012

O Galpão está em várias atividades do 11º Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de BH. Além de cinco apresentações de “Romeu e Julieta” e três de “Eclipse”, o grupo vai ministrar a oficina “Qualidades da Energia com Grupo Galpão”, que traz as faces de um trabalho experimental e coletivo, a partir de conceitos e proposições do pedagogo russo Jurij Alschitz, diretor da última montagem da companhia. Os atores do Grupo também participam do Fit-BH com outros trabalhos. Rodolfo Vaz protagoniza em “Antes do Silêncio”, espetáculo com direção de Eid Ribeiro. O filme “O Palhaço”, de Selton Melo, conta com a atriz Teuda Bara no elenco e será exibido na programação do Cine-FIT. Também está na Mostra o documentário Moscou, com direção de Eduardo Coutinho, que retrata os ensaios da peça “As três Irmãs”. Informações: http://www.fitbh.com.br/2012/


www.arteecultura.com.br/lerartigo.aspx?cod=93

postado por: NANDA ROVERE 1:50 AM






postado por: NANDA ROVERE 1:38 AM




postado por: NANDA ROVERE 1:38 AM




Olá gente, tudo bem?

Mesmo depois do Dia dos namorados o AMOR continua no ar em Belo Horizonte!

E pra quem mora na capital mineira nada como "reviver" a paixão fulminante de Romeu & Julieta.

Em comemoração aos trinta anos de teatro e vida, o Grupo Galpão remonta seu espetáculo mais conhecido, a adaptação de “Romeu e Julieta“. Ao atualizar o sentido da maior história de amor da humanidade, escrita por William Shakespeare, o Galpão e Gabriel Villela transpõem a tragédia de dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira, evocada por elementos presentes no cenário, nos adereços, na música e na figura do narrador, que rege toda a peça com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Nos anos 90, a montagem foi um marco do teatro brasileiro, com mais de 250 apresentações em 60 cidades brasileiras e em nove países estrangeiros – Espanha, Portugal, Inglaterra, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Uruguai, Venezuela e Colômbia -, tendo sido consagrada no Shakespeare’s Globe, em Londres.





O Grupo Galpão apresenta a peça Romeu e Julieta dentro do FIT-2012 que começa hoje em BH.
Veja as datas!



ROMEU E JULIETA


Concepção e direção geral: Gabriel Villela

Classificação: Livre




Parque Estrela Dalva


(Av. Costa do Marfim, nº 400 – Estrela Dalva)


16/06 – 16h – Entrada franca


Parque Ecológico


(Entrada pela portaria 2, Esplanada)


23/06 e 24/06 – 16h – Entrada Franca



http://belezapedagogica.blogspot.com.br/2012/06/romeu-e-julieta.html

postado por: NANDA ROVERE 1:19 AM




Grupo Galpão encena: Romeu e Julieta


http://teoriacriativa.com/2012/06/11/grupo-galpao-encena-romeu-e-julieta/

Para quem não sabe, BH não é só uma cidade cheia de bares! É uma cidade cosmopolita, onde convivem, lado a lado, a tradição e a inovação, e onde existe uma vida cultural efervescente. À primeira vista, pode-se achar que essa cidade maravilhosa não oferece muitas alternativas e programas culturais, mas isso é um engano. Engano que pretendemos apagar com uma dica bem legal.

O que fazer em um domingo à tarde? Por que não aproveitar um dos espetáculos oferecidos pelo FIT-BH 2012 – o Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de BH que está muito bom esse ano, com uma programação que agrada a todos os públicos, de todas as idades e gostos?



Nem o sol forte afasta o público ansioso por um espetáculo de primeira!

De comédias a dramas e muita coisa de graça (!), encenada nas praças da cidade, vale a pena se informar e buscar a programação do evento. Quem sabe fazer um pequeno roteiro de espetáculos? O festival vai de 9 a 24 de julho, nas ruas e teatros da nossa querida cidade.

Para começar – da melhor forma possível – nós dois fomos ver Romeu e Julieta do Grupo Galpão na Praça do Papa, no domingo passado, às 16h. A troupe é uma das mais famosas do Brasil, com peças magistrais e recheadas de talento. O estilo deles é um pouco burlesco e tende a lembrar a arte circense e cigana, cheia de cores e música. Vale a pena conferir!



A peça do grupo é uma das melhores encenações de Shakespeare. Cheia de humor, é um misto de musical que emociona e, ao mesmo tempo, nos leva às gargalhadas. Utilizando alguns recursos como pernas de pau, coreografias e instrumentos musicais, eles encantam qualquer um! Se tiver a oportunidade de vê-los em ação, não perca, aproveite para cantar e bater muitas palmas.

BH tem tradição em festivais de teatro de rua e, como não poderia deixar de ser, a Praça do Papa estava lotada; tivemos que nos equilibrar no morrinho da praça para poder ver, mas o sacrifício valeu a pena. O Grupo Galpão sempre surpreende e, no meio da apresentação (que tem uma trilha sonora fantástica!) um dos atores tocou um trecho de A Time For Us, de Henry Mancini (a trilha sonora do clássico filme Romeu e Julieta de 1968). Confira algumas cenas do espetáculo e, logo após, uma matéria super interessante sobre o grupo!





Para quem tem iPhone ou celular com Android, o FIT disponibilizou um aplicativo para ficarmos por dentro de tudo o que vai rolar na capital. É só procurar por FIT-BH - é gratuito! Mas, se preferir, no site do FIT tem a programação completa. Não perca a oportunidade de conhecer BH de uma forma diferente! ;)












postado por: NANDA ROVERE 1:16 AM






Romeu e Julieta do Galpão é o presente do Viamundo no Dia dos Namorados

Publicado em 12 d e junho d e 2012 por Daniella Zupo | Deixe um comentário


O Grupo Galpão apresenta nos dias 16, 23 e 24 de junho, dentro da programação do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT), o espetáculo “Romeu e Julieta”. O grupo, que foi uma das atrações da abertura do Festival na Praça do Papa, reestreiou a adaptação da peça em Londres e agora volta em mais três apresentações, no Parque Estrela Dalva e no Parque Ecológico da Pampulha, com entrada franca.

Ao atualizar o sentido da mais conhecida história de amor da humanidade, o grupo transpõe a tragédia de dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira, evocada por elementos presentes no cenário, nos adereços, na música e na figura do narrador, que rege toda a peça com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Nos anos 90, a montagem foi um marco do teatro brasileiro, com mais de 250 apresentações em 10 países, tendo sido consagrada no Shakespeare Globe Theatre, em Londres.

Rodolfo Vaz, ator do Galpão, é o entrevistado de hoje do Viamundo.

O Viamundo vai ao ar a partir do meio dia, pela 100,9 Brasileiríssima, ou ao vivo pelo site: www.inconfidencia.com.br

SERVIÇO:
Romeu & Julieta
Local: Parque Estrela Dalva
Data: sábado, 16 de junho
Horário: 16h

Local: Parque Ecológico da Pampulha
Data: sábado, 23 de junho, às 16h
Domingo, 24 de junho, às 16h






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http://blogdoviamundo.wordpress.com/2012/06/12/romeu-e-julieta-do-galpao-e-o-presente-do-viamundo-no-dia-dos-namorados/

postado por: NANDA ROVERE 1:11 AM





Galpão, Romeu e Julieta e a montanha silenciosa
















10/06/2012 | 10:18 Helena Carnieri, de Belo Horizonte




A profunda ligação de Belo Horizonte com seu mais importante grupo, o Galpão, ficou óbvia na noite de ontem na reestreia de Romeu e Julieta. A apresentação na Praça do Papa atraiu cerca de 5 mil pessoas, que formaram uma montanha humana completamente silenciosa para ouvir a récita dos palhaços-personagens.



Guto Muniz/Divulgação
Ampliar imagem

As canções entoadas durante a tragédia, relatada em tom de comédia, eram acompanhadas por muitos lábios atentos.
Essa foi uma das três peças que abriram o Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte (FIT-BH), na noite deste sábado. Mesmo com o feriado de Corpus Christi, a cidade registrou grandes engarrafamentos no trajeto entre uma peça e outra. Foram cinco peças em uma só noite.

"Romeu e Julieta", acompanhada pela Gazeta do Povo, marca o início da comemoração brasileira dos 30 anos do Grupo Galpão. Brasileira, porque a peça foi levada dias 19 e 20 de maio ao Shakespeare´s Globe, de Londres, onde um festival deu conta das 37 peças do bardo, cada uma encenada por uma trupe de nacionalidade diferente.

O Galpão apresenta no FIT, ainda, "Eclipse" (levado ao Festival de Curitiba deste ano), e, no circuito “off-FIT”, faz ainda “Till, a Saga de um Herói Torto”, e “Tio Vânia, aos que vierem depois de nós”.

Veja abaixo trechos da conversa da Gazeta do Povo com Eduardo Moreira, que interpreta Romeu:

O que mudou na remontagem de “Romeu e Julieta”?
Esta versão segue cenicamente a de 1995, que já tinha mudado bastante em relação à estreia, em 1992. Os figurinos também mudaram, mas retomamos o espírito da peça.

Vinte anos após a estreia, fez diferença o amadurecimento de vocês?
Sentimos bastante o amadurecimento como atores. Também temos agora uma clareza maior do que é o espetáculo. E tem o peso da idade, que é impossível não perceber... este é um espetáculo muito físico, e eu sinto bastante a diferença.

Qual foi a participação do diretor Gabriel Villela na remontagem?
Ele retomou conosco os princípios da peça, como o da precipitação. Os personagens agem antes de pensar, e tudo acontece muito rapidamente. Então, retomamos os exercícios numa cava, sobre uma pinguela, onde nos equilibramos, sempre com o perigo de cair. E levamos isso para a cena: a possibilidade permanente de os personagens caírem.

A recepção no Globe também foi calorosa?
Muito. Já havíamos levado a peça em 2000, e agora, neste festival, a produção insistiu que a versão de Romeu e Julieta fosse a nossa.

http://www.jornaldelondrina.com.br/online/conteudo.phtml?id=1263738



postado por: NANDA ROVERE 1:10 AM





postado por: NANDA ROVERE 1:08 AM




http://www.youtube.com/watch?v=WCLbK0mE3Dw

postado por: NANDA ROVERE 1:07 AM






http://www.youtube.com/watch?v=fh54RqbS8C4

postado por: NANDA ROVERE 1:06 AM




2º FIT BH

Organizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, é um evento tradicional em Belo Horizonte, com 18 anos de trajetória. Com uma extensa programação que segue até o dia 24 de junho, o FIT BH disponibiliza ao público espetáculos teatrais o festival, uma programação paralela que inclui shows musicais e performances no Ponto de Encontro, além da novidade do Cine-FIT. Vale muito escolher algumas opções e conferir.

Veja a programação completa do FIT BH.


Peça Romeu e Julieta



http://patriciadedeus.com.br/blog/?tag=fit-bh

postado por: NANDA ROVERE 1:05 AM







FIT - Romeu e Julieta





Em comemoração aos seus trinta anos, o Grupo Galpão remonta seu espetáculo mais conhecido - a adaptação de "Romeu & Julieta", com concepção e direção geral de Gabriel Villela. Ao atualizar o sentido da maior história de amor da humanidade, escrita por William Shakespeare, o grupo transpõe a tragédia de dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira, evocada por elementos presentes no cenário, nos adereços, na música e na figura do narrador, que rege toda a peça com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Nos anos 90, a montagem foi um marco do teatro brasileiro, com mais de 250 apresentações em 10 países, tendo sido consagrada no Shakespeare´s Globe Theatre, em Londres.

Local: Praça do Papa
Datas: sábado, 9 de junho, ás 19h
Domingo, 10 de junho, às 16h

Local: Parque Estrela Dalva
Data: sábado, 16 de junho, às 16h

Local: Parque Ecológico da Pampulha
Data: sábado, 23 de junho, às 16h
Domingo, 24 de junho, às 16h





Data: Sábado, 9 de junho, à Domingo, 24 de junho de 2012

Ponto(s) de venda(s):

Local: - -



Preço: Evento gratuito


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postado por: NANDA ROVERE 1:04 AM




Romeu e Julieta & Sua Incelença, Ricardo III



Shakespeare chega em dose dupla às ruas belorizontinas – e com gingado brasileiro. Em comemoração aos seus trinta anos, o Grupo Galpão remonta a adaptação de Romeu & Julieta, seu espetáculo mais conhecido. Com concepção e direção geral de Gabriel Villela, a peça é transposta para o contexto da cultura popular brasileira, com linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Villela assina também a direção de Sua Incelença, Ricardo III, adaptação da obra do Bardo de Avon feita pelo Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, que ambienta o clássico no universo lúdico do picadeiro do circo. Palhaços mambembes e carroças ciganas fazem parte do diálogo criado entre o sertão e a Inglaterra elisabetana.

Romeu e Julieta - Quando e onde: 9/06, às 19h, na Praça do Papa | 10/06, às 16h, na Praça do Papa | 16/06, às 16h, no Parque Estrela Dalva | 23 e 24/06, às 16h, no Parque Ecológico da Pampulha
Sua Incelença, Ricardo III - Quando e onde: 9/06, às 19h, na Praça Nova da Pampulha | 11 e 12/06, às 21h, na Praça Duque de Caxias.




http://praler.org/2012/06/teatro-e-literatura-no-fit-bh-2012/



postado por: NANDA ROVERE 1:03 AM






Belo Horizonte recebe 11ª edição do FIT BH

Três espetáculos simultâneos marcam a abertura do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte no sábado, 9

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Carolina Braga - EM Cultura














Sua incelença, Ricardo III, do grupo Clowns de Shakespeare, é uma das atrações que abrem o festival


A cada dois anos é assim: a comunidade das artes cênicas fica em polvorosa e os cidadãos de BH simplesmente aproveitam. A 11ª edição do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte começa no dia 9 e segue até dia 24, com o objetivo de ocupar vários espaços da cidade e oferecer, em palcos, ruas ou locais alternativos, criações que ultrapassem a fronteira do simples entretenimento.


Consulte no mapa virtual onde serão os espetáculos do FIT BH 2012

Veja espetáculos esperados no 11º FIT BH



Diferentemente dos anos anteriores, será um cortejo, com a participação de artistas das mais variadas áreas, que abrirá a maratona, sábado, 9 de junho, a partir das 10h, na Praça da Liberdade. O desfile com profissionais das artes plásticas, cênicas, música, circo e outras linguagens é apenas um sinal. O que teremos, pelos próximos dias, um teatro de limites maleáveis, se é que há limites para as artes.




Pela primeira vez, o público será obrigado a se dividir na noite de estreia. A partir das 19h, três espetáculos simultâneos, com entrada franca, inauguram o FIT 2012. Além do retorno histórico de Romeu e Julieta, do Grupo Galpão, na Praça do Papa, o grupo Clowns de Shakespeare, de Natal (RJ), apresenta Sua incelença, Ricardo III, na Praça Nova da Pampulha, e a companhia alemã Antagon TheaterAktion leva o grandioso Time out ao centro esportivo do Bairro Milionários.




“Vou sair na porta do hotel e pensar para que lado vou”, brinca o diretor Gabriel Villela. Claro que é uma piada. “Já combinei com o Galpão que vou para a Praça do Papa. Tem um significado afetivo para todos nós”, justifica. A escolha, para Gabriel, tem um peso a mais. Ele é o diretor tanto de Romeu e Julieta como de Sua incelença, Ricardo III. “Penso muito no Galpão e no Clowns como dois grupos com características muito distintas, mas ambos vindos do mesmo barro, que é a arte popular”, compara Villela.




É inevitável reconhecer na estética das duas montagens características comuns das criações do mineiro de Carmo do Rio Claro. Mas, segundo ele, há também diferenças. Se Romeu e Julieta bebe na fonte de Guimarães Rosa misturada ao barroco, os palhaços populares nordestinos descontraem o drama sobre o rei inglês. “A linguagem de Ricardo III é jocosa, grotesca, dotada de pinceladas cordelistas e canções nordestinas”, detalha o diretor.




Para Gabriel Villela, um pouco da magia que as peças carregam tem a ver com o resgate do teatro tal qual no tempo de Willian Shakespeare. Ou seja, capaz de emocionar o maior número de pessoas possível, independente de formação ou classe social. “Nosso Shakespeare é totalmente de rua, por isso, digo que ele é vira-lata. Não tem pedigree nenhum. Nada contra o academicismo, mas ele é antirrealista por natureza”, explica.



ABERTURA DO 11º FIT BH


Sábado, 9 de junho, às 19h



Romeu e Julieta

Praça do Papa, Av. Agulhas Negras, s/nº, Mangabeiras




Sua incelença, Ricardo III

Praça Nova da Pampulha, Praça Geralda Damata Pimentel s/nº, Bandeirantes




Time out

Centro Esportivo Milionários, Rua Davi Fonseca, 1.386, Milionários

(O espetáculo será apresentado domingo, 10, às 20h, no mesmo local).


http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_11/2012/06/08/ficha_teatro/id_sessao=11&id_noticia=54049/ficha_teatro.shtml

postado por: NANDA ROVERE 1:01 AM




Respeitável público, abra alas para o FIT/BH


Começa neste sábado, oficialmente, a 11ª edição do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte


Miguel Anunciação - Do Hoje em Dia - 9/06/2012 - 09:12





GUTO MUNIZ/Divulgação


Na grade, destaque para montagens do mineiro Gabriel Vilela, como "Sua Incelênça, Ricardo III"




Começa neste sábado (9) a programação de espetáculos da 11ª edição do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT/BH), sendo que parte da extensa oferta de eventos paralelos já vem acontecendo desde maio. Mais longa entre todas – 16 dias, no total –, esta edição prevê 143 apresentações de 41 espetáculos (19 internacionais, dez locais e 12 de outros Estados), distribuídos em cerca de 60 endereços da cidade. Palco, rua e espaços alternativos. Todas as nove regiões administrativas receberão pelo menos um dos programas.

A partir das 10 horas de hoje, cerca de 500 pessoas saem em cortejo cênico da Praça da Liberdade rumo à Praça da Savassi saudando o início do FIT-BH. O cortejo resulta da oficina “Montagem Abre-Alas”, ministrada pelo grupo Lume, de Campinas/SP, em parceria com o Trampulim, de Belo Horizonte. Fechado ao trânsito de veículos, um trecho da Avenida Cristóvão Colombo será transformado em um grande baile, com fanfarra de músicos da banda Treme Terra, de Santa Luzia. Figuras representando o folclore e a tradicional família mineira recorrem a elementos circenses. Na decoração, birutas, leques, tecidos e máscaras.

Dos oito espetáculos previstos para este final de semana, cinco acontecem na rua e não cobram ingressos. Dois foram dirigidos por Gabriel Villela e convergem mais atenções: “Romeu e Julieta”, versão do grupo Galpão para um dos maiores clássicos de William Shakespeare, que cumpre duas apresentações na Praça do Papa, no alto Mangabeiras, às 19 de hoje e às 16 horas de amanhã; e “Sua Incelênça, Ricardo III”, uma das mais montadas tragédias do Bardo, interpretado pelo grupo Clowns de Shakespeare, de Natal (RN), que será exibida hoje na regional Pampulha, às 19 horas, na Praça Duque de Caxias, em Santa Tereza, segunda e terça, às 21 horas.

Os dois são enfaticamente saudados pela crítica, inclusive por isso são imperdíveis e – é bom que se alerte – devem atrair multidões. Por precaução, é bom chegar cedo e reservar um lugar de onde se possa ter mais condições de conforto e visibilidade. Em maio, o Galpão esteve em Londres para três apresentações de “Romeu e Julieta”, no Globe Theatre, onde o próprio Shakespeare encenava suas obras, pela programação cultural paralela aos Jogos Olímpicos, que leva à capital inglesa as 37 peças escritas por Shakespeare montadas por grupos dos mais variados países e idiomas. Além das sessões na Praça do Papa, o Galpão apresenta mais três sessões de “Romeu e Julieta” na rua pela programação do FIT/BH: uma no Parque Estrela Dalva, região Oeste, e duas no Parque Ecológico da Pampulha.

Quatro montagens do exterior serão apresentadas neste final de semana: “Los Autores Materiales”, do grupo venezuelano La Maldita Vanidad, na Casa MAC; “Los Hijos se han Dormido”, em que o diretor argentino Daniel Veronese (que dirigirá a próxima montagem do grupo mineiro Espanca!) se inspira no clássico “A Gaivota”, do russo Anton Tchékhov, no Palácio das Artes; “Quiet”, do grupo israelense Arkadi Zaides, atração do Oi Futuro Klauss Vianna; e “Time Out”, montagem de rua do grupo alemão Antagon, que cumpre duas apresentações no Centro Esportivo Milionários, no Barreiro.

Além das atrações já citadas, outras três serão exibidas amanhã. Todas são locais, selecionadas por comissão especialmente instituída: “A Pequenina América e sua avó $ifrada de Escrúpulos”, que se apresenta no Teatro Marília; “Palhaços à Vista”, que inicia neste domingo (às 11 horas, na Lagoa Seca da Pampulha, e à tarde, no Centro Cultural São Geraldo) uma sequência de sete apresentações pelo FIT; e “Ressonâncias”, montagem de rua da Cia Quick de dança, que será exibida às 16 horas de amanhã, na Praça Alaska, no Sion.

Previsto para prosseguir até o próximo dia 24, o FIT/BH acontece a cada dois anos e é considerado um dos maiores festivais internacionais de teatro do país e um dos cinco principais da América Latina. Este ano, torna a mudar sua equipe de curadoria, entregue desta vez a Marcelo Bones, Yara de Novaes, Grace Passô e Valmir Santos.
Orçada em aproximadamente R$ 3 milhões, esta edição recebe da Prefeitura de Belo Horizonte cerca de 75% destes recursos e os 15% restantes de Petrobrás, Oi e Correios, patrocinadores através de lei de incentivo, e apoio cultural da Funarte e Oi.

Leia mais na edição eletrônica do Jornal Hoje em Dia.


http://hed.sunflower.digitalpages.com.br/reader/getReader/36


http://www.hojeemdia.com.br/entretenimento/respeitavel-publico-abra-alas-para-o-fit-bh-1.457105

postado por: NANDA ROVERE 1:01 AM










Ameixa Recomenda: Romeu e Julieta do Grupo Galpão
por Ameixa Japonesa 09/06/2012













Em comemoração aos trinta anos de teatro e vida, o Grupo Galpão remonta seu espetáculo mais conhecido, a adaptação de “Romeu e Julieta“. Ao atualizar o sentido da maior história de amor da humanidade, escrita por William Shakespeare, o Galpão e Gabriel Villela transpõem a tragédia de dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira, evocada por elementos presentes no cenário, nos adereços, na música e na figura do narrador, que rege toda a peça com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Nos anos 90, a montagem foi um marco do teatro brasileiro, com mais de 250 apresentações em 60 cidades brasileiras e em nove países estrangeiros – Espanha, Portugal, Inglaterra, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Uruguai, Venezuela e Colômbia -, tendo sido consagrada no Shakespeare’s Globe, em Londres.

O Grupo Galpão apresenta a peça Romeu e Julieta dentro do FIT-2012 que começa hoje em BH. Veja as datas!

ROMEU E JULIETA

Concepção e direção geral: Gabriel Villela

Classificação: Livre

Praça do Papa

(Mangabeiras)

09/06 – 19h 10/06 – 16h

Entrada Franca

Parque Estrela Dalva

(Av. Costa do Marfim, nº 400 – Estrela Dalva)

16/06 – 16h – Entrada franca

Parque Ecológico

(Entrada pela portaria 2, Esplanada)

23/06 e 24/06 – 16h – Entrada Franca

Mais informações sobre o FIT-2012, clique aqui.





Outros espetáculos do Grupo Galpão em Belo Horizonte…

ECLIPSE (também dentro do FIT-2012)

Direção: Jurij Alschitz

Classificação: 12 anos

Teatro Francisco Nunes

20/06 – 19h

21/06 -19h30

22/06 – 17h

R$20 e R$10 (meia)

TIO VÂNIA (aos que vierem depois de nós)

Direção: Yara de Novaes

Classificação: 12 anos

Galpão Cine Horto

(Rua Pitangui, 3613, Horto)

29 a 1º de julho

Sexta e sáb – 21h

Dom – 19h

R$30 e R$15 (meia)



TILL, a saga de um herói torto

Direção: Júlio Maciel

Classificação: Livre

Casa da Cultura Josephina Bento

(Av Padre Osório Braga, nº 18 – Centro – Betim)

06/07, sexta-feira – 20h – Entrada Franca

Parque Estrela Dalva

(Av. Costa do Marfim, nº 400 – Estrela Dalva)

07/07, sábado – 18h – Entrada Franca

Informações: www.grupogalpao.com.br


http://ameixajaponesa.com.br/2012/06/09/ameixa-recomenda-romeu-e-julieta-do-grupo-galpao/

postado por: NANDA ROVERE 12:58 AM






Grupo Galpão leva 16 mil ao teatro no FIT-BH


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Tags: 15 mil, atores, bastidores, bh, festival, fit-bh, galpão, julieta, praça do papa, r7, romeu, teatro


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Por Miguel Arcanjo Prado

Mais reverenciado grupo teatral de Minas Gerais, o Galpão caiu nos braços do povo na abertura do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco & Rua de Belo Horizonte), no último fim de semana. E provou que teatro de rua é fenômeno de massa.

A remontagem de Romeu & Julieta, que eles acabam de apresentar em Londres na maratona artística olímpica que reuniu 37 textos de William Shakespeare, retornou à praça do Papa, aos pés da Serra do Curral, 20 anos depois da sua estreia.

Foram 16 mil pessoas na plateia ao ar livre. Seis mil no sábado (9) e 10 mil no domingo (10).

Guto Muniz, grande fotógrafo teatral de BH, registrou para o Atores & Bastidores este momento histórico para o teatro mineiro e nacional. Veja só que beleza:



Atores do Galpão hipnotizam 16 mil pessoas na praça do Papa, no FIT-BH - Foto: Guto Muniz/Divulgação




http://entretenimento.r7.com/blogs/teatro/tag/fit-bh/

postado por: NANDA ROVERE 12:57 AM




Montagem Sua incelença, Ricardo III entra em cartaz no FIT 2012

Montagem de Gabriel Villela com o Grupo Clowns de Shakespeare, de Natal, mescla a Inglaterra elisabetana com temas populares da cultura brasileira

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Ailton Magioli - EM Cultura
Carolina Braga - EM Cultura














Texto de Shakespeare ganha referências circenses e nordestinas

O diretor Gabriel Villela não esconde os desafios enfrentados por ele no retorno ao universo da cultura popular, depois da célebre montagem de Romeu & Julieta, além de A rua da amargura – 14 passos lacrimosos sobre a vida de Jesus, ambas com o Grupo Galpão. Atração desta segunda e terça na Praça Duque de Caxias, em Santa Tereza, dentro da programação do 11º Festival Internacional de Teatro – Palco & Rua de Belo Horizonte (FIT-BH), Sua incelença, Ricardo III, do Grupo Clowns de Shakespeare, de Natal, aprofunda a relação do diretor com o gênero popular, servindo-se para tanto da cultura do sertão nordestino.



Na abertura do FIT 2012, anteontem à noite, na Praça Nova da Pampulha, com o coração dividido, acompanhado de toda a equipe de criação do espetáculo, Gabriel trocou Romeu & Julieta (que estava sendo apresentado no mesmo horário na Praça do Papa) por Sua incelença, Ricardo III, sob o argumento de tratar-se de uma “escolha eminentemente técnica”. “Os Clowns de Shakespeare estão começando uma nova circulação, enquanto o Galpão acaba de retornar de Londres, onde já havia se apresentado em 2000, no Globe Theater”, compara. Acompanhado da professora italiana Francesca Della Monica, do também professor Ernani Maletta, do ator Fernando Neves (do grupo Os Fofos Encenam, de São Paulo) e do assistente de direção do espetáculo, Ivan Andrade, Gabriel voltou a experimentar a recepção calorosa que Sua incelença vem recebendo em todos os festivais por que tem passado.




A proximidade de enfoque entre as duas montagens, no entanto, não esconde a diferença entre as culturas do Nordeste e de Minas Gerais. “No Nordeste há a matança entre famílias, em Minas Gerais não. No terceiro ato de Sua incelença, o espetáculo se transforma em cantoria de romanceiro, inspirado na experiência de dona Militana (Militana Salustino do Nascimento, a maior romanceira do Brasil, que vive no Rio Grande do Norte), uma espécie de dona Olympia de Ouro Preto do sertão”, compara o diretor. Ao utilizar a narrativa de matança no espetáculo dos Clowns de Shakespeare, o diretor admite ter feito um “recuo estratégico” para assimilar a cultura nordestina. Na montagem, além do circo-teatro, ele recorre também à figura emblemática do palhaço – no Nordeste diferente do existente no Sudeste –, adereços mamelucos e outros recursos cênicos.




A resposta emocionada do público se justifica. É raro ver uma montagem de tamanho apelo, que mescla o sertão nordestino à Inglaterra elisabetana. Na estreia em Belo Horizonte, por pelo menos duas vezes o elenco foi (merecidamente) aplaudido em cena aberta, conquistando a plateia especialmente pela trilha sonora, que vai de Supertramp a Luiz Gonzaga, passando por Freddie Mercury, forró, incelença e outros gêneros tipicamente nordestinos. A partir de Ricardo III, de Shakespeare, Sua incelença chega ao ambiente lúdico do circo, dos palhaços mambembes e das carroças ciganas, com os atores tocando e cantando a trilha sonora ao vivo.




Na torcida Objeto de verdadeira torcida organizada em torno de seu teatro, o diretor atraiu gente como Geraldo Martins até a Pampulha na noite de sábado. “Já vi tudo dele. Só falta Macbeth, que Gabriel acabou de estrear em São Paulo”, disse o psicanalista, acompanhado dos amigos Marcos Fontana, Beatriz e Mary Damasio. “A irreverência e a subversão que ele faz com o texto clássico é o que nos atrai para o teatro de Gabriel Villela”, frisou Geraldo. Apesar dos jogos da Seleção Brasileira e do Atlético e do feriado de Corpus Christi, que tiraram gente das ruas, a encenação potiguar atraiu público à ainda desconhecida Praça Nova da Pampulha, do Bairro Bandeirantes. Mais de 400 pessoas assistiram a Sua incelença, Ricardo III, devidamente sentadas em arquibancadas especialmente montadas para a ocasião, em cadeiras e no chão.




A abertura descentralizada do festival de teatro – entre as regionais Centro-Sul, Pampulha e Barreiro – foi uma opção acertada. “O importante é distribuir as atrações por toda a cidade”, justificou o diretor artístico do FIT, Marcelo Bones, lembrando a grande demanda de público do evento. Enquanto a educadora Simone Passos reclamava do que classificou de “espaço pequeno demais” montado na Praça Nova da Pampulha, o comerciante Jonathas Pereira de Souza comemorava o aumento da clientela de sua lanchonete ambulante, que atraía os adeptos de espetos, caldos e cachorro quente. Depois de um a hora e 15 minutos de espetáculo, fogos de artifício pipocaram no céu, encerrarando a apresentação de Sua incelença, Ricardo III com brilho apropriado.



A vida e seus vazios



Os colombianos do grupo La Maldita Vanidad e os argentinos da companhia de Daniel Veronese tiveram experiências bem distintas em sua passagem pelo FIT-BH. Se o primeiro conseguiu demonstrar sua potência em um palco alternativo – e nada convencional – , a criação dos “hermanos” não atingiu tal feito ao ocupar o tablado mais tradicional da cidade, o Grande Teatro do Palácio das Artes.




A criação do jovem grupo de Bogotá se passa dentro de uma cozinha. Mas não é só por isso que Los autores materiales, espetáculo dirigido por Jorge Hugo Marín, consegue pontos como uma das propostas mais interessantes desta edição do FIT. Ele quebra convenções teatrais.




Assim como no filme Festim diabólico, de Hitchcock, a história gira em torno de um crime cometido pelos estudantes que vivem em uma república. Depois de matar o dono do apartamento, Julián, Sebastián e Negro não sabem como sair da situação e escondem o corpo no banheiro. A trama ganha outros contornos com a chegada da faxineira Mercedes e do filho dela.




O rompimento das “regras” teatrais se dá logo na primeira cena. Os atores permanecem em silêncio cerca de 10 minutos. O incômodo, claro, contamina o espectador, convidado a ser voyeur do que se passa naquele pequeno ambiente. As palavras são desnecessárias para fazer notar que algo grave se deu ali. Os significados estão, portanto, nos detalhes que compõem o cenário: no rádio-relógio que marca 6h, no sangue que escorre no armário, e por aí vai.




A cada cena, um novo elemento contribui para a construção dramatúrgica. Eles funcionam como peças de um jogo manejado com mestria pelo elenco. Também diferente do habitual nos palcos, Ella Becerra, Andrés Estrada, Rafael Zea, Ricardo Mejía e Daniel Díaz apostam na interpretação minimalista, mais comum em trabalhos do cinema e televisão. Esse estilo contribui para imprimir doses extras de realismo ao espetáculo. Não há sequer iluminação especial ou trilha sonora.

O teatro proposto pelo La Maldita Vandiad é cru, como a vida. Não há como sair de fôlego intacto depois de compartilhar daquela experiência. Ser espectador, ali, significa ser testemunha de um recorte que é ficcional, mas poderia perfeitamente não ser.




Argentinos Por outro lado, a companhia do diretor argentino Daniel Veronese faz opção pela encenação clássica em Los hijos se han dormido. O espetáculo se inspira em A gaivota, de Antón Tchékhov, e talvez por isso o texto assuma o papel de protagonista da montagem. O problema é que a encenação nos moldes propostos pede um teatro em que o público esteja mais próximo do que se passa no palco. Isso é impossível no Grande Teatro do Palácio das Artes.




Somente quem esteve nas primeiras fileiras pôde observar as nuances de interpretação do numeroso elenco formado por Luis Ziembrowski, María Onetto, Fernán Mirás, María Figueras, Marcelo D’Andrea, Guillermo Arengo, Ana Garibaldi, Claudio da Paisano, Marcelo Subiotto e Berta Gagliano. Assim como nos originais de Tchékhov, Los hijos se han dormido destaca o vazio que, por incrível que ainda possa parecer, move o ser humano.



HOJE NO FIT



RUA

•21h – Sua incelença, Ricardo III, Praça Duque de Caxias (Santa Tereza). Entrada franca.

PALCO

•17h – Depois do filme, Teatro João Ceschiatti, Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro, (31)3236-7400). R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

•19h – Los autores materiales, Casa MAC (Rua Eduardo Porto, 612, Cidade Jardim, (31) 2555-5524). R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Ingressos esgotados.

•20h – A pequenina América e sua avó $ifrada de escrúpulos, Teatro Marília (Av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, (31) 3277-6319). R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

•21h30 – Quiet, Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna (Av. Afonso Pena 4.001, Mangabeiras, (31) 3229-3131). R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).





http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_11/2012/06/11/ficha_teatro/id_sessao=11&id_noticia=54125/ficha_teatro.shtml

postado por: NANDA ROVERE 12:10 AM




'Macbeth' abre temporada que levará aos palcos brasileiros todas as 39 peças de Shakespeare
Por Mariana Timóteo da Costa (mariana.timoteo@oglobo.c | Agência O Globo – ter, 12 de jun de 2012.. .
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SÃO PAULO - "Estamos na casa de Deus, na casa de Shakespeare", disse um emocionado Gabriel Villela, mês passado, ao apresentar sua aclamada versão de "Romeu e Julieta" com o grupo Galpão no Globe londrino. O Reino Unido está em festa: jubileu da rainha Elizabeth II na semana passada, Olimpíadas no mês que vem e, desde abril e até novembro, Londres e outras cidades do país recebem o Globe to Globe World Shakespeare Festival - que contou com a participação do diretor de teatro mineiro.

Estão sendo encenadas boa parte das 39 peças de William Shakespeare, em 37 idiomas. Nesta semana, em Glasgow, o prestigiado Alan Cumming estreia ainda uma aguardada versão de "Macbeth", ambientada num hospício, na qual fará todos os papéis. Mas fãs do bardo que não possam cruzar o oceano não hão de desanimar. Três montagens de fôlego chegam este ano aos palcos paulistanos, todas com temporadas previstas no Rio mais para frente.

Inéditas são traduzidas

A primeira é do próprio Villela: "Macbeth", protagonizada por Marcello Antony, estreou há dez dias. Em outubro, comandado pelo niteroiense radicado em Nova York e ex-Royal Shakespeare Company Ron Daniels, Thiago Lacerda defenderá seu Hamlet. E, em novembro, Leonardo Brício futucará seu "lado terrível", segundo o próprio ator, para dar vida a Ricardo III. O espetáculo, dirigido por Marco Antônio Rodrigues, será o primeiro de um ambicioso projeto que pretende encenar as 39 peças do bardo no Brasil até 2022 - incluindo 11 de que não se tem registro de montagem no país. Prova, segundo atores, produtores e críticos, de que a fonte shakespeariana é inesgotável.

- A Humanidade sempre precisará dele, Shakespeare mapeou a alma humana. Iremos todos passar batidos por esta existência, ele não. Sua palavra é valorosa demais. O Brasil tem sorte de poder ver três atores com physique du rôle épico defendendo esses papéis - diz Villela, para quem o artista tem "direito social e político" de montar Shakespeare.

O direito, no entanto, vem com responsabilidade, ele destaca:

- O ator ou o diretor que quiser passar por Shakespeare apenas para se autolegitimar está perdido. Ele precisa montar para aprender. É um processo natural se voltar ao dramaturgo, precisamos de substitutos para Paulo Autran, Raul Cortez e Sérgio Britto.

O mesmo pensa a crítica do GLO BO Barbara Heliodora, salientando que as três histórias são ótimas, que os três atores são bons, "podendo crescer com a experiência", e, portanto, que os diretores têm uma série de possibilidades cênicas.

- O Brasil ainda está em dívida com montagens memoráveis de Shakespeare, a quem a arte deve ir sempre, devido ao seu caso de amor com o ser humano e suas contradições - diz a crítica, para quem só há duas encenações inesquecíveis do bardo no Brasil: o "Romeu e Julieta" do Galpão (1992) e o "Hamlet" de Sérgio Cardoso (1948 e 1956).

Barbara não viu a elogiada montagem de "A tempestade" que ficou em cartaz no ano passado, somente em São Paulo. Mas o produtor do espetáculo, Alexandre Brazil, a convidou para participar do Projeto 39 - que pretende encenar todas as peças de Shakespeare nos próximos dez anos - e ela topou. Agora, Barbara está traduzindo duas inéditas: "Eduardo III" e "Os dois nobres parentes". Nomes como Aderbal Freire-Filho e Cacá Rosset irão dirigir montagens ainda não definidas na primeira fase do projeto (até 2014).

- Ricardo III é um personagem dificílimo. Como achar a maldade dele dentro de mim? Não tenho essa maldade, o prazer do aprendizado estará também em buscá-la - diz Leonardo Brício.

O ator, cujo papel mais marcante no teatro foi "Péricles", dirigido por Ulisses Cruz, fala do seu "prazer indescritível" em se preparar para seu quarto Shakespeare:

- Os personagens são muito bem construídos e, ao mesmo tempo, contraditórios. Por mim, faria as 39 peças. É necessário passar por Shakespeare para se aprimorar como artista.

Depois de Ricardo III, serão montadas, em 2013, "Romeu e Julieta", com direção de Vladmir Capela, e "Trólio e Créssida", nunca encenada no Brasil, que será dirigida por André Garolli e trará Maria Fernanda Cândido como Helena.

- Espero que o país esteja preparado e maduro para um projeto como esse - opina Brazil.

Barbara acha qualquer iniciativa válida quando se trata do bardo:

- Para quem quiser fazer, eu digo: tem que fazer.

Já em temporada, Marcello Antony comemora sua primeira tragédia shakespeariana. Diferentemente do que fez com o Galpão e com os Clows de Shakespeare em "Sua Incelença, Ricardo III", Villela optou, com "Macbeth", por uma montagem em espaço convencional. Os figurinos e o cenário contam com os tradicionais capricho e inovação do diretor, o texto foi encurtado, a figura de um narrador foi introduzida, e todos os papeis, incluindo os femininos, são feitos por homens - destaque para a Lady Macbeth de Claudio Fontana.

- A cada apresentação aprendo uma coisa nova, a gente testa linguagens. Sinto que estou crescendo como ator - diz Antony, para quem, não importa quantas montagens haja, "um bom Shakespeare sempre terá público".

'O aprendizado é grande'

Thiago Lacerda pensa o mesmo. Estava há tempos a fim de fazer seu primeiro Shakespeare por identificar, no texto do autor, "a maior fonte dramática para exercitar meu ofício". Mas não pensava em "Hamlet". A coisa mudou quando recebeu o convite de Ron Daniels.

- Descobri em Ron um mestre. Estou realizando um sonho, meu trabalho é me comunicar com o público, e não temo essa responsabilidade. Shakespeare dá trabalho, mas o aprendizado é grande - diz Thiago, que começa a ensaiar mês que vem, quando Ron se muda de Nova York para São Paulo


http://br.noticias.yahoo.com/macbeth-abre-temporada-levar%C3%A1-aos-palcos-brasileiros-39-102000858.html

postado por: NANDA ROVERE 12:07 AM



Notícias


Sobre abraços, dramas e gaivotas no primeiro fim de semana do FIT-BH

Quarta-feira, 13 de junho de 2012

por João Marcos Veiga

Praça do Papa, domingo, 10 de junho de 2012, 17h50. Enquanto o entardecer vai tomando conta da Serra do Curral e, no horizonte oposto, tons de laranja e lilás pairam sobre o vale de concreto da capital mineira, o abraço demorado e emocionado do ator Marco França no diretor Gabriel Vilela indicava que esse não tinha sido um domingo qualquer.

Há poucos instantes, chegava ao fim a segunda apresentação de “Romeu e Julieta”. Mais de cinco mil pessoas aproveitaram cada centímetro quadrado nas escadarias e barrancos do local para assistir ao crepúsculo da história de amor mais famosa da humanidade. Nessa luta por uma boa visibilidade da Varaneio que apresenta a mise-en-scène da peça, até mesmo as árvores se transformavam em confortáveis poltronas.

Mas por que um abraço, dentre tantos que ocorreram àquele momento, teria algo de especial?

Na noite anterior, no exato momento em que o Galpão voltava a encenar no Brasil depois de mais de 20 anos sua famosa montagem do texto de Shakespeare, Marco França era figura central em outro olhar autêntico sobre uma obra do mestre inglês. “Sua Incelença, Ricardo III” revisita o confronto dos Lancaster e York sob a perspectiva do universo nordestino, com jagunços e punhais dividindo espaço com lordes e espadas.

Um diálogo atemporal também se desenrola na música do espetáculo – tocada ao vivo pelos atores –, o que permite que baião e incenlenças (gênero sertanejo com parentescos com o repente) levem a “Acauã”, de Luiz Gonzaga, e “Rhapsody Bohemian”, do Queen, com a mesma carga de emoção e coerência cênica. Mesmo cercado de talentos do grupo Clowns de Shakespeare, Marco faz com que a imagem de Ricardo III desenhada pelo público ao fim da apresentação passe a ser praticamente indissociável do acordeón que o ator toca para construir o personagem de forma brilhante.

Apesar de traçar uma trajetória de reconhecida personalidade nesses últimos dezoito anos, a companhia de Natal (RN) tem como uma de suas grandes referências o Grupo Galpão, que acaba de completar três décadas de entrega ao teatro. Não por coincidência, os dois espetáculos que abriram a 11ª edição do FIT-BH têm na direção Gabriel Vilela.

O abraço ao fim da reestréia de “Romeu e Julieta” foi o reencontro de um passado e presente teatral brasileiro que se retroalimentam e que explica a pulsão que mantém os dois grupos.

Voltemos à noite de estréia do FIT, que também abraçou a cidade com a apresentação grandiosa de “Time Out”, no Centro Esportivo Milionários, na Pampulha, com a magia visual que dá marca ao trabalho dos alemães do Antagon TheaterAKTion. Belo Horizonte respirava teatro a céu aberto salpicado de estrelas, contra todas as previsões de chuvas catastróficas. Após a acolhida da Praça Nova da Pampulha a “Sua Incelença...”, no carro que o levaria ao hotel, Gabriel Vilela inicia um interessante papo com o diretor artístico do FIT e também diretor Marcelo Bones. Ao recordar a fase de efervescência criativa na juventude que viveu em sua cidade natal, Carmo do Rio Claro (sul de Minas), Gabriel passa a apontar valores que ainda o movem profissionalmente. E que de alguma forma reconhece no Festival Internacional de Belo Horizonte.

Enquanto constata mudanças no cenário da capital mineira (uma colisão de três carros congestiona o acesso ao Elevado Castelo Branco), as idéias se encontram e ganham palavras. “Acho interessante como o FIT não busca aparecer mais do que o teatro. O material gráfico é artístico, mas direto; o sorriso dos produtores é tranqüilo, os grupos se sentem acolhidos aqui. Existe um diálogo, é possível encontrar todo mundo na Cantina do Lucas e ter uma conversa gostosa. É uma coisa mineira, mas é mais do que isso, é uma negação do glamour. Isso é importante, tem que focar nas coisas mais essenciais. Fala-se muito em Lei de Incentivo e contrapartidas. É preciso falar mais da Lei da Arte, do que rege a arte. Nesse sentido acho que o FIT consegue encaixar uma programação bem pensada, com diversidade e qualidade”, encerra, enquanto questiona sobre o seria hoje o Minascentro, ao passar pela Avenida Augusto de Lima. Vindo de um dos mais importantes e consistentes realizadores contemporâneos, palavras não são ditas levianamente.

Outro tecelão das palavras, que se junta ao panteão dos mestres da dramaturgia ao lado de Shakespeare, também deu as caras na noite de abertura do FIT. “A Gaivota”, de Dostoiévski, é a base para a criação do argentino Daniel Veronese. Num cotidiano em que mães humilham filhos e artistas matam pássaros para depois cerrar a própria vida, “Los Hijos se han dormido” não nega o labirinto existencial humano, mas enxerga o básico: “apenas a arte traz liberdade e felicidade verdadeiras”, balbucia um dos personagens. No mesmo horário, o drama colombiano do grupo La Maldita Vanidad transbordava a mesma idéia para um público vidrado que transpõe as barreiras físicas do teatro convencional ao assistir de forma voyeurística “Los Autores Materiales” na cozinha real da charmosa Casa Mac. Todos sabiam que o final trágico daqueles jovens era inevitável. Mas ninguém estava preparado para o talento arrebatador da atriz Ella Becerra.

Ao final do maior espetáculo da historia do Grupo Galpão (e, por que não, do teatro brasileiro nas últimas décadas), o ator Antônio Edson (a voz de Shakespeare na peça) se despede: “que ‘Romeu e Julieta’ estejam com vocês!” Só passamos pelo primeiro fim de semana do FIT. Mas não há dúvidas: assim como a Praça do Papa e os dramas humanos, “Romeu e Julieta” e o teatro estão definitivamente em nossa companhia.
http://www.fitbh.com.br/2012/noticia-detalhe.php?id=72

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postado por: NANDA ROVERE 12:06 AM




“Sua Incelença Ricardo III” é encenada no Teatro João Paulo II

A peça é apresentada às 19h deste domingo (17).



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Texto: A-A+





Neste domingo (17), teremos em Teresina, o espetáculo de um dos expoentes do teatro nordestino contemporâneo, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, de Natal-RN. Eles apresentam a peça “Sua Incelença Ricardo III” às 19h, com entrada franca, no espaço aberto do Teatro Municipal João Paulo II.



A história se passa no fim da Guerra das Rosas, conflito sucessório pelo trono da Inglaterra ocorrido no século XV, e encenada pela primeira vez no século XVI, obtendo enorme sucesso. Os teresinenses terão a oportunidade de conhecer tal enredo gratuitamente no Teatro João Paulo II, que é mantido pela Prefeitura de Teresina por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.



No início do primeiro ato, Eduardo IV, yorkista, é rei, mas seu irmão Ricardo, Duque de Gloucester, planeja usurpar o trono, nem que para isso tenha que provocar intrigas, matar aliados, amigos, parentes e faltar com a própria palavra. No quesito vilão shakespeariano mais bem acabado e fascinante, Ricardo rivaliza com Iago, o vingativo personagem de Otelo. Nesta encenação que marca o encontro do grupo potiguar Clowns de Shakespeare com o encenador mineiro Gabriel Villela, a fábula britânica ganha a rua e entra em fricção com o universo da cultura popular nordestina,além de referências do rock inglês contemporâneo, fechando o elo entre nordeste brasileiro e Inglaterra Elisabetana.



O Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare existe há 17 anos e vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa. Em 2009, o grupo foi selecionado pelo SESI/SP para a montagem do espetáculo O Capitão e a Sereia, que lhe rendeu o prêmio Shell de melhor figurino, além de indicação de melhor música.



A peça tem direção do também cenógrafo e figurinista, Gabriel Villela, um dos mais talentosos e requisitados diretores surgidos na década de 1990, dotado de uma teatralidade barroca e vigorosa. Desde 2005, ele vem criando expressivos trabalhos, como Esperando Godot (2006), com Bete Coelho e Magali Biff, Salmo 91 (2007), que lhe rendeu o Prêmio APCA de melhor direção, Calígula (2008), com Thiago Lacerda, Vestido de Noiva (2009), com Leandra Leal e Marcello Antony e O Soldadinho e a Bailarina (2010), com Luana Piovani.


redacao@cidadeverde.com


Mais notícias sobre: teatro, shakespeare, ricardo III



http://www.cidadeverde.com/sua-incelenca-ricardo-iii-e-encenada-no-teatro-joao-paulo-ii-105115

postado por: NANDA ROVERE 12:00 AM




Grupo Galpão abre o FIT-BH 2012


11/06/12


Por: Nanda Rovere, em Artes Cênicas, Destaques, Review | Nenhum comentário








Grupo Galpão abre a edição 2012 do Festival Internacional de Teatro







Romeu e Julieta está entre os espetáculos que abriram o FIT-BH 2012. A apresentação, que aconteceu na Praça do Papa, no último sábado, 09, marca a reestreia do sucesso do Grupo Galpão, sob a direção de Gabriel Villela.

A estreia nacional foi em 1992, em Ouro Preto, mas a primeira apresentação em Belo Horizonte aconteceu também na Praça do Papa, por isso a escolha desse local para a volta do trabalho, que é considerado o mais representativo dos 30 anos da carreira do grupo teatral mineiro.

O Galpão, que viajou pelo Brasil e pelo exterior com a montagem, voltou a ensaiar Romeu e Julieta para participações especiais em Londres. A peça esteve pela segunda vez no Shakespeare’s Globe Theatre, para parte de uma programação cultural que antecede os Jogos Olímpicos deste ano.

A presença no FIT BH é o início de uma turnê por diversas cidades brasileiras e que promete levar muita gente às praças e ruas do país. A apresentação também marcou o começo das comemorações dos 30 anos de existência do grupo. Um momento especial para a história teatral da cidade.

A versão de Gabriel Villela do clássico de Shakespeare chama a atenção pelo colorido, musicalidade e talento dos atores. A história é contada de forma poética, com pitadas de humor e os atores se movimentam com pernas de pau. A mistura de tragédia com a comédia ocasiona um espetáculo leve e interessante.

Um dos maiores trunfos da produção é a valorização da cultura brasileira e da linguagem popular. Na adaptação, assinada por Cacá Brandão, foi criado um narrador que apresenta uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro.

Outro destaque é a trilha sonora, tocada ao vivo pelos atores, com canções de representatividade dentro da cultura popular do nosso país.

A disposição do espectador é em semi-arena e o espaço da encenação é um picadeiro em que a alegria, o drama, a astúcia e a ingenuidade se misturam.

Romeu e Julieta traz elementos circenses, sobretudo no andar das pernas de pau, na maquiagem e na interpretação melodramática, comum nos antigos circos-teatros. O uso das pernas de pau, por exemplo, evidencia a instabilidade da vida e do amor proibido entre os jovens enamorados.

A todo momento, a criatividade do diretor promove cenas de impacto e poesia. A encenação realizada ao redor, dentro e em cima de uma Veraneio, garante o dinamismo.

Villela dosa com harmonia o drama, o humor e o lirismo, que na verdade, está presente do começo ao fim das cenas. Teuda Bara, intérprete da ama, garante muitas risadas com o seu jeito despojado. Por outro lado, o encontro desesperado entre Romeu e Julieta, após o assassinato de Mercúcio (Rodolfo Vaz) tem uma carga dramática que pode levar a plateia às lágrimas, tamanha a força de interpretação dos atores Eduardo Moreira e Fernanda Vianna. A poesia dos diálogos atinge um dos seus ápices, o qual também acontece na cena da morte do casal.

Os integrantes do Galpão apresentam um trabalho primoroso, formando um elenco coeso e cativante. Não há estrelas e sim artistas que interpretam com vigor os seus personagens. Divertem o público com a mesma habilidade que comovem nas cenas mais tristes.

Os protagonistas, por exemplo, têm uma cumplicidade que merece menção. O casal convence que está apaixonado. A graciosidade de Julieta é evidenciada pelo trabalho corporal da atriz Fernanda Vianna, que se movimenta com leveza e na ponta dos pés.

O tempo que separa a estreia e esta remontagem do espetáculo, afinal se passaram 20 anos, poderia ocasionar problemas quanto à agilidade do elenco, mas os atores estão em plena forma e conseguiram trazer ao picadeiro a mesma jovialidade do passado.

detalhes

O espetáculo Romeu e Julieta será apresentado ainda em outras cidades do país ao longo do ano.


Mais de: Artes Cênicas, Destaques, Review

Assuntos relacionados: FIT-BH 2012, Grupo Galpão


http://www.pop4.com.br/5411-grupo-galpao-abre-o-fit-bh-2012.html

postado por: NANDA ROVERE 12:00 AM


Comments: Terça-feira, Junho 19, 2012






www.zoocomunicacao.com.br/blog/?p=1358

postado por: NANDA ROVERE 11:57 PM




Sua Incelença Ricardo III, com direção de Gabriel Villela, participa do FIT BH


12/06/12


Por: Nanda Rovere, em Espetáculos, Teatro | Nenhum comentário












Sua Incelença Ricardo III, com direção de Gabriel Villela, é apresentado na programação do FIT-BH 2012







O diretor Gabriel Villela assina mais um espetáculo baseado no universo dramatúrgico de William Shakespeare, mergulhando no universo circense. Sua Incelença Ricardo III tem linguagem simples, com sotaque nordestino, aproximando a história da realidade do espectador.

Ricardo III chama a atenção pelas atrocidades que comete com o objetivo de assumir o trono. Não tem piedade em assassinar membros de sua família, tamanha a sua ganância e egocentrismo. Na versão de Villela é um coronel com características grotescas, “meio bicho meio homem”, evidenciando as deficiências físicas do personagem e a sua alma cheia de maldade e ambição.

Os diálogos, recheados de expressões típicas da nossa cultura interiorana, e o “jeito de falar” do povo simples, deixam Ricardo III mais próximo de nossa realidade. O conteúdo da peça, além de atual, retrata o desejo desenfreado pelo poder, característica perceptível em nossa sociedade contemporânea.

A adaptação, assinada por Villela, traz à praça um texto mais enxuto, que não perde sua essência e apresenta cenas com um espírito alegre e festivo: A trajetória de Ricardo III é contada com muita música e alegria. Os cenário grandioso e os belos figurinos chamam a atenção.

A presença de um narrador facilita o entendimento da trama. Originalmente a montagem contava com 54 personagens, mas que nessa versão está com menos, o que promove mais dinâmica e leveza. Assim como no excelente Romeu e Julieta, com o Grupo Galpão, o circo está presente no palco em forma de picadeiro, na interpretação dos atores, na maquiagem e nos figurinos. Neste sentido, a poesia da arte circense, aliada a elementos da cultura cigana, garantem uma ponte criativa entre a Era Elisabetana e o sertão nordestino.

A mistura entre o Brasil e Inglaterra pode ser vista na trilha sonora, que apresenta rock inglês e canções típicas do Nordeste. Assum Preto, Sabiá e Ciranda da Rosa Vermelha, entre outras músicas, são cantadas e tocadas ao vivo pelo elenco. Apesar do conteúdo crítico e do teor dramático, o sarcasmo e a ironia são destaques da montagem, porque enfatizam o quão absurdo são os atos cometidos por Ricardo III.

A montagem é rica em detalhes. O cenário é grandioso e leva o público aos salões do palácio, à prisão na torre e a outros espaços que acontecem as cenas. Para tanto, movimentam-se elementos cenográficos, como tendas inspiradas nas residências dos ciganos e que lembram carroças. A direção inventiva de Villela provoca encantamento. Os personagens são engraçados e a todo momento o público é presenteado com cenas em que a delicadeza emana. O diretor mineiro, de Carmo de Rio Claro, sul de minas gerais, conhece bem a arte popular e traduz com precisão a riqueza de nossa cultura, com destaque para a manipulação de bonecos, ligada à tradição do teatro de mamulengos.

Contar mais detalhes da encenação é tirar a surpresa do espectador. De qualquer maneira, vale a pena prestar atenção em algumas cenas trágicas, que ganham nas mãos de Villela pitadas de humor: a morte das crianças (os seus sobrinhos são assassinados por um matador profissional) e as cenas finais, com a decadência e morte do protagonista, são marcantes.

O grupo Clowns de Shakespeare é formado por atores de talento, que dão um show de interpretação e com a ajuda da preparadora vocal Babaya, cantam com graciosidade.

detalhes

Confira mais sobre a apresentação do espetáculo no site do FIT


Mais de: Espetáculos, Teatro

Assuntos relacionados: FIT-BH, FIT-BH 2012, Sua Incelença Ricardo III


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Historiadora e Jornalista. Apaixonada por cultura, pesquisa e escreve sobre teatro desde a década de 90. - Leia outros textos de Nanda Rovere


http://www.mondobhz.com.br/1777-sua-incelenca-ricardo-iii-com-direcao-de-gabriel-villela-participa-do-fit-bh.html

postado por: NANDA ROVERE 11:56 PM







Published On: 11:07

São Paulo / Sem categoria | By Márcia Martins



Peças Teatrais Aquecem as Noites em São Paulo





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Peça Macbeth com Marcello Antony e Claudio Fontana - Foto João Caldas/Divulgação

Esse mês estrearam algumas boas peças em São Paulo, com gêneros e assuntos variados que aquecem as noites frias de inverno. Para facilitar sua escolha a Folha Paulistana Magazine destaca algumas delas.

MACBETH – Marcello Antony e Claudio Fontana estreiam Tragédia de Shakespeare
A história acontece em 1047, Macbeth (Marcello Antony) ao se ver prestes a ocupar o trono da Escócia recebe apoio de sua esposa, Lady Macbeth (Claudio Fontana) e age por impulso matando o Rei, dessa forma ele inicia uma série de assassinatos. Na época de sua concepção somente homens atuavam em peças teatrais e o Diretor Gabriel Villela mantém essa prática nessa tragédia que é interpretada por 8 atores.

Quando: Até 22 de julho de 2012
Horários: Sexta às 21h30, sábados às 21h e domingos às 19h
Censura: 12 anos
Duração: 90 minutos
Valores: R$ 50,00 (sexta e domingo); R$ 70,00 (sábado).
Onde: Teatro Vivo - Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860 Morumbi
Fone: (11) 7420-1520

AS ENCALHADAS – Comédia Musical Satiriza a Vida de Solteiras
A história conta a vida de mulheres como Narcisa, que sempre está sozinha pois seu marido bem sucedido está sempre viajando; Cecília, que é uma solteirona assumida porém tem diversos namorados e Grace, que vende produtos eróticos e sonha em se casar mas sempre se envolve com homens casados.

Quando: Até 12 agosto
Horários: Sábados às 21h e domingos às 20h
Censura: 12 anos
Duração: 90 minutos
Valores: R$ 50,00
Onde: Teatro União Cultural - Rua Mário Amaral, 209 – Cerqueira César
Fone: (11) 2148-2900

EU PASSARINHO - Grupo Ares Estreia um Espetáculo Nas Alturas
Inspirado na poesia de Mário Quintana, o espetáculo é resultado da pesquisa em dança aérea, os intérpretes andam sobre fios, dançam nas alturas e transformam sentimentos em poesia cênica.

Quando: Até 21 de junho de 2012
Horários: Terça a quinta às 21h
Preços: R$ 10,00
Censura: Livre
Duração: 50 minutos
Onde: Teatro João Caetano - Rua Borges Lagoa, 650 – Vila Mariana
Fone: (11) 5573-3774

A VELHA – Humorista do Pânico, Eduardo Sterblitch, Estréia Monólogo
O ator Eduardo Sterblitch, conhecido pelo seu trabalho com os personagens Freddie Mercury Prateado e César Polvilho, estreia o monólogo que tem como história uma senhora de 180 anos que sofre de narcolepsia, uma doença crônica que a faz sentir sono incontrolável durante o dia. Apesar do gênero ser comédia a personagem passa por oscilações de humor.

Quando: Até 25 de junho de 2012
Horários: Segundas às 21h
Censura: 14 anos
Preços: R$ 70 a R$ 150
Onde: Teatro Abril - Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411 – Bela Vista
Fone: (11) 4003-5588

O BOM CANÁRIO – O Drama Conta a História do Casal Jack e Annie
A história traz Jack, escritor, romancista com grande futuro; Annie, dona de casa e viciada em anfetaminas; Charlie, editor, trabalha na indústria literária pornográfica que vê no romance de Jack e Annie, a chance de realizar um grande projeto e ganhar dinheiro. A Peça transita entre as drogas, o amor, a ambição, padrões, loucura, individualidade, concessões e tudo que nos torna humanos e complexos.

Quando: Até 29 de julho de 2012
Horários: Sábados às 21h e domingos às 19h
Censura: 16 anos
Duração: 100 minutos
Valores: R$ 60,00
Onde: Teatro Eva Herz - Avenida Paulista, 2073, Conjunto Nacional – Zona Central – Consolação
Fone: (11) 3170-4059

* Aconselhamos ligar e confirmar as apresentações pois as mesmas podem ser alteradas sem aviso prévio

Por Márcia Martins/FPM


http://www.folhapaulistana.com.br/folha/12/06/2012/pecas-teatrais-aquecem-noites-em-sao-paulo/


postado por: NANDA ROVERE 11:37 PM






Publicado em 14/06/2012
“Sua Incelença Ricardo III” é encenada no Teatro João Paulo II
A peça é apresentada às 19h deste domingo (17)


Clique na imagem para ampliar
Sua Incelença Ricardo III
Neste domingo (17), teremos em Teresina, o espetáculo de um dos expoentes do teatro nordestino contemporâneo, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, de Natal-RN. Eles apresentam a peça “Sua Incelença Ricardo III” às 19h, com entrada franca, no espaço aberto do Teatro Municipal João Paulo II.
A história se passa no fim da Guerra das Rosas, conflito sucessório pelo trono da Inglaterra ocorrido no século XV, e encenada pela primeira vez no século XVI, obtendo enorme sucesso. Os teresinenses terão a oportunidade de conhecer tal enredo gratuitamente no Teatro João Paulo II, que é mantido pela Prefeitura de Teresina por meio da Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves.
No início do primeiro ato, Eduardo IV, yorkista, é rei, mas seu irmão Ricardo, Duque de Gloucester, planeja usurpar o trono, nem que para isso tenha que provocar intrigas, matar aliados, amigos, parentes e faltar com a própria palavra. No quesito vilão shakespeariano mais bem acabado e fascinante, Ricardo rivaliza com Iago, o vingativo personagem de Otelo. Nesta encenação que marca o encontro do grupo potiguar Clowns de Shakespeare com o encenador mineiro Gabriel Villela, a fábula britânica ganha a rua e entra em fricção com o universo da cultura popular nordestina,além de referências do rock inglês contemporâneo, fechando o elo entre nordeste brasileiro e Inglaterra Elisabetana.
O Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare existe há 17 anos e vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa. Em 2009, o grupo foi selecionado pelo SESI/SP para a montagem do espetáculo O Capitão e a Sereia, que lhe rendeu o prêmio Shell de melhor figurino, além de indicação de melhor música.
A peça tem direção do também cenógrafo e figurinista, Gabriel Villela, um dos mais talentosos e requisitados diretores surgidos na década de 1990, dotado de uma teatralidade barroca e vigorosa. Desde 2005, ele vem criando expressivos trabalhos, como Esperando Godot (2006), com Bete Coelho e Magali Biff, Salmo 91 (2007), que lhe rendeu o Prêmio APCA de melhor direção, Calígula (2008), com Thiago Lacerda, Vestido de Noiva (2009), com Leandra Leal e Marcello Antony e O Soldadinho e a Bailarina (2010), com Luana Piovani.


http://www.fcmc.pi.gov.br/noticia/Sua-Incelenca-Ricardo-III-e-encenada-no-Teatro-Joao-Paulo-II/694/

postado por: NANDA ROVERE 11:35 PM






Hotel Transamérica Executive fecha parceria com a peça teatral “macbeth”


O ator Marcello Antonty é parte deste elenco

15/06/2012 11:00


O hotel Transamérica Executive The Advance, situado na capital paulista e administrado pelo THG - Transamérica Hospitality Group, fechou parceria com a peça teatral “Macbeth”, que estreou no começo do mês e fica em cartaz até o dia 22 de julho, no Teatro Vivo. As apresentações acontecem às sextas-feiras, às 21h30, sábados, às 21h, e domingos, às 19h.

A peça conta a tragédia da ambição de um homem que, devorado por sua natureza e instigado por sua impiedosa mulher, cede ao impulso assassino para cumprir o seu destino. O diretor, Gabriel Villela, montou “Macbeth” só com atores homens, como era feito na época de seu autor, Shakespeare. No elenco, Marcello Antony, Claudio Fontana, Helio Cicero, Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan, Rogerio Brito.

A Gerente geral da unidade, Eliana Jubert, afirma: “Esta é mais uma parceria que vem para oferecer mais um atrativo aos nossos hóspedes que hoje já contam com os city tours”.



Se você estivesse nos seguindo pelo twitter teria recebido esta informação em tempo real. Venha nos seguir, acesse www.twitter.com/revistahoteis ou então pelo Facebook acessando nossa página através do link http://migre.me/4G5ac . Conheça também nossa página no Flickr acessando o link http://migre.me/4DT8x e no Tribt http://tribt.net/profile/revistahoteis


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postado por: NANDA ROVERE 11:34 PM




Marcello Antony e Claudio Fontana estão casados em Macbeth



Por: Claudia Cristina
.



Gabriel Villela dirige seu terceiro Shakespeare só com atores homens. Marcello Antony como Macbeth e Claudio Fontana, que interpreta a Lady Macbeth, estão em cartaz no Teatro Vivo em São Paulo





A tragédia escocesa de William Shakespeare ganha nova adaptação pelas mãos do mineiro Gabriel Villela. A história se passa em 1047 quando, após vencer uma batalha e salvar a Escócia, Macbeth, interpretado por Marcello Antony, sente que está chegando cada vez mais próximo do trono escocês.

Influenciado por sua mulher, Lady Macbeth, vivido por Claudio Fontana, ele age por impulso e mata o Rei Duncan para assumir a coroa.

A partir dessa morte, ele inicia uma sequência de assassinatos













Careca e vestindo uma bluza azul, Marcello Antony desceu as escadas do Teatro Vivo para falar com a imprensa, após a estréia para convidados.

Ao causar espanto com o novo visual, o ator explicou que no começo dos ensaios estava com os cabelos até os ombros, e que à pedido do diretor Gabriel Villela raspou a cabeça para dar um ar de crueldade no personagem da peça mais sanguinária de shakespeare.

Para o ator, as nuances de Macbeth são os mais intrigantes atrativos do personagem. "Ele começa a peça como herói e termina como vilão, passando por todas os sentimentos que nós seres humanos normais sentimos durante toda a vida como dúvidas, incertezas, medos, alegrias e tristezas.

E para quem quer conferir de perto o novo loock do ator, vai ser difícil resistir ao convite que Marcello Antony fez aos leitores do site ClaCridéias




Para compor Lady Macbeth e entender a loucura da personagem, Claudio Fontana, também produtor da peça, recorreu à obra do psicanalista Sigmund Freud, especialmente ao estudo Arruinados pelo Êxito.

“Ela é maldosa, persuasiva, ambiciosa. Não tem a culpa cristã a que a gente está acostumado na sociedade moderna”, diz o ator, que sob orientação da direção e da equipe de preparação, não se preocupou em em personificar uma figura feminina realista.

“Não criei uma voz feminina, não há um corpo feminino. A maldade e a ambição independem de sexo, então, me sinto completamente confortável de fazer a personagem.” Comenta Fontana ao explicar que a opção do diretor de colocar em cena apenas atores homens foi para ser fiel às origens do texto de Shakespeare, quando as mulheres não podiam atuar e os papéis femininos eram interpretados por homens no teatro.

A atuação do ator na pele de Lady Macbeth rendeu aplausos e abraços de amigos. Em encontro emocionado o ator, Leopoldo Pacheco, desejou sorte na temporada do amigo







Para que a projeção da voz dos atores tivesse a dimensão mítica e a sonoridade da tragédia, a preparadora vocal e diretora de texto, a mineira Babaya, realizou um trabalho específico para fortalecer a voz do elenco.





Para o diretor e ator, Elias Andreato, que atualmente divide o palco com Patrcia Gaspar e Leonardo Miggiorin no espetáculo Eqqus, a peça montada por Vilella é de rara sensibilidade e evidencia ainda mais o talento do Marcello Antony em compor o personagem Macbeth.

De rosto colado com o folder que estampa o rosto do personagem, Andreato comenta que fazer um texto shakeaspeareano é uma mistura estimulante de desafio e prazer. "... sem dúvida, Sheakeaspeare ainda é o maior dramaturgo e quando mais amadurecemos mais conseguimos compreender as infinitas camadas e nuances que as obras dele possuem", enfatiza







A tragédia tem sido o script do diretor mineiro Gabriel Villela nos ultimos trabalhos.

Até o início do ano, ela era grega na montagem de Hécuba, de Eurípedes, agora é a Shakespeariana e para montar o novo trabalho, Villella contou com ingredientes da sua terra natal.

Alem da preparadora vocal Babaya, Villela também trouxe de Minas Gerais o cenógrafo Marcio Vinicius, que usou apenas adereços para representar os personagens como golas elizabetanas para caracterizar os nobre. "o cenário foi composto por cadeiras de cinema, teatro e malas, que ganham outras funções e significados", comenta o que deu vida à cenografia









Do lado de fora do palco, cobrindo a vida cultural de São Paulo a jornalista Mera Teixeira e o cinegrafista Marcello Gadotti, comentam que nos ultimos meses aumentou a oferta de musicais na cidade.

" É prazeroso cobrir o universo teatral, já que a maioria dos espetáculos no eixo Rio-São Paulo tem produções impecáveis e excelentes obras. São Paulo já é intitulada quase uma Broadway", informa a apresentadora do Programa Fatto Legal, que vai ao ar aos domingos às 16h00 na NET e TVA

O site ClaCridéias antecipa os espetáculos que vão entrar em cartáz nos próximos dias







Serviço:

Macbeth com Marcello Antony e Claudio Fontana

Teatro Vivo - Avenida Dr. Zucri Zaidam, 860 - Vila Olimpia - Fone: 7420-1520

Até 22 de Julho, às sextas, sábados e domingos

Preço de R$50,00 a R$70,00

Estacionamento com manobrista R$ 18,00

Vejam quem ClaCricou na noite de estréia para imprensa e convidados


muita foto melhor ver no


http://www.clacrideias.com.br/artes/marcello-antony-e-claudio-fontana-estao-casados-em-macbeth













































































































































































postado por: NANDA ROVERE 11:21 PM









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Dirceu Alves Jr.



Gabriel Villela e a reinvenção da intriga em “Macbeth”
Postado em 16/06/2012 às 19:04 por Dirceu Alves Jr | Comentários


Claudio Fontana e Marcello Antony na nova versão da tragédia de William Shakespeare (Foto: João Caldas)

Em 2010, o diretor Aderbal Freire-Filho reuniu Daniel Dantas e Renata Sorrah em uma montagem um tanto conservadora de “Macbeth”, peça escrita por William Shakespeare em 1606. Se daquela vez a criatividade passou longe na hora de conceber a tragédia, a versão levada ao palco do Teatro Vivo por Gabriel Villela sai na frente em pelo menos uma questão: a reinvenção. Como já é característico, Villela coloca a encenação acima de tudo, inclusive do texto e do time de atores liderado por Marcello Antony e Claudio Fontana. Ele transformou as mais de três horas originais em 90 minutos, tornando a história mais palatável a um público impaciente e, infelizmente, pouco disposto a ficar muito tempo sentado na poltrona. O resultado alcançado é eficiente, principalmente por suas soluções criativas que fogem do realismo sem descaracterizar a essência do clássico do bardo inglês.

Regra do teatro elisabetano da época aqui reverenciada, o elenco de oito integrantes constitui-se exclusivamente de homens. A curiosa escalação – principalmente pelo nome de Fontana como a vilã Lady Macbeth – por si é um desafio ao diretor e torna-se uma curiosidade em torno de uma trama tão conhecida. Ao voltarem de uma campanha, os generais escoceses Macbeth (interpretado por Antony) e Banquo (Marco Antonio Pâmio) cruzam com três bruxas – apresentadas como tricoteiras de visual futurista, munidas de antenas de televisão – e ouvem uma profecia: o primeiro se tornará rei e o segundo será pai de muitos reis. Instigado pela ambiciosa mulher (papel de Fontana), Macbeth passa a eliminar quem ameaça seu domínio imediato na Escócia. Na era da total e ininterrupta comunicação, Villela levanta a questão de como uma fofoca pode ser elevada a uma grande intriga e destruir a vida de várias pessoas em nome do poder.

Antony constrói um Macbeth marcado pela apatia, o que colabora para atenuar inclusive os seus limites de intérprete. Fontana, por sua vez, apresenta uma espécie de falsa gueixa com entradas pontuais e, sem imprimir uma voz ou uma postura feminina, torna a personagem marcante justamente por ela destoar dos demais em cena. Com essa imagem difusa, o caráter da vilã surge representado. Mas em meio ao grupo, completado por Helio Cicero, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan e Rogério Brito, o destaque fica por conta de Marco Antonio Pâmio. A cena da morte do personagem Banquo, espetado pelas antenas de TV que, agora, simulam espadas, evidencia a sensibilidade e a técnica do ator. E ali as escolhas de Gabriel Villela – gostem ou não de seu estilo – se justificam.

Tags: "Claudio Fontana", "Gabriel Villela"; "Marcello Antony", "Marco Antonio Pâmio", "William Shakespeare", teatro, “Macbeth”


http://vejasp.abril.com.br/​blogs/dirceu-alves-jr/2012/06/​16/​gabriel-villela-e-a-reinvencao-​da-intriga-em-macbeth/


postado por: NANDA ROVERE 11:19 PM




16/06/2012 - Grupo Galpão completa 30 anos de Teatro e Vida


Após calorosa recepção de “Romeu & Julieta” no Globe Theatre, em Londres, o Galpão continua a comemoração de seus 30 anos, só que agora no Brasil. De junho a outubro, o grupo vai percorrer Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, com quatro espetáculos do repertório (dois de palco e dois de rua). Com concepção e direção de Gabriel Villela, o carro-chefe das comemorações é “Romeu & Julieta”. Remontado especialmente para a festa balzaquiana, o espetáculo abre as festividades no dia 9 de junho, sábado, na Praça do Papa (Belo Horizonte). Depois, o grupo segue temporada pela capital mineira, com mais quatro apresentações de Romeu e Julieta, três de Eclipse, três de Tio Vânia (aos que vierem depois de nós), mais duas apresentações de Till, a saga de um herói torto, uma delas em Betim. São Paulo receberá o Grupo em julho e agosto. No Rio de Janeiro, as apresentações serão nos meses de outubro e novembro.

Além da programação comemorativa, o grupo aproveita o aniversário para seguir com outros projetos. No ano que vem o Galpão estreia novo espetáculo. Já está confirmada a montagem do texto “Os Gigantes da Montanha”, de Pirandello, com direção de Gabriel Villela. Os primeiros ensaios começam em novembro deste ano; o grupo prepara três novos projetos audiovisuais: seis curtas, baseados nos contos do autor russo Anton Tchékhov, um documentário sobre a viagem do espetáculo Till, a saga de um herói torto, ao Chile, e outro documentário com pessoas que viram Romeu em Julieta na estreia, em 1992, na Praça do Papa, e agora tem a oportunidade de rever, em 2012, no mesmo local. A finalização das produções está prevista para 2012; a linha de produtos da boutique será ampliada com novidades para os 30 anos, como os lançamentos de três DVDs dos espetáculos “Till, a saga de um herói torto”, “Pequenos Milagres” e “Um Molière Imaginário”, e de nova edição de oito volumes do Projeto Diários de Montagem que revela os bastidores da produção de espetáculos do Galpão.

• TURNÊ 30 ANOS - apresentações em BH, SP e RJ de 2012
Belo Horizonte – 9 de junho a 7 de julho
São Paulo - agosto
Rio de janeiro – outubro / novembro

“ROMEU E JULIETA”

Em comemoração aos trinta anos de teatro e vida, o Grupo Galpão remonta seu espetáculo mais conhecido, a adaptação de "Romeu e Julieta". Ao atualizar o sentido da maior história de amor da humanidade, escrita por William Shakespeare, o Galpão e Gabriel Villela transpõem a tragédia de dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira, evocada por elementos presentes no cenário, nos adereços, na música e na figura do narrador, que rege toda a peça com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Nos anos 90, a montagem foi um marco do teatro brasileiro, com mais de 250 apresentações em 60 cidades brasileiras e em nove países estrangeiros - Espanha, Portugal, Inglaterra, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Uruguai, Venezuela e Colômbia -, tendo sido consagrada no Shakespeare’s Globe, em Londres.

Ficha técnica
Concepção e Direção Geral: Gabriel Villela
Texto: William Shakespeare
Elenco:
Antonio Edson - Narrador
Beto Franco - Príncipe / Sr. Capuleto
Eduardo Moreira - Romeu
Fernanda Vianna - Julieta
Inês Peixoto - Sra. Capuleto
Júlio Maciel - Benvólio
Lydia Del Picchia - Sansão / Criado Capuleto
Paulo André - Teobaldo / Frei Lourenço
Rodolfo Vaz - Mercúrio
Teuda Bara - Ama

“ECLIPSE”

Mais recente trabalho do Galpão, o espetáculo estreou em dezembro de 2011 e já fez temporadas no Festival de Curitiba e no Rio de Janeiro. “Eclipse” completou o projeto Viagem a Tchékhov, um mergulho do grupo na obra do autor russo, que originou também a montagem Tio Vânia aos que vierem depois de nós, com direção de Yara de Novaes.

Durante o espetáculo, cinco pessoas aguardam presas, no mesmo espaço, o final de um eclipse solar. Enquanto isso, discutem sobre a existência e a condição humana perpassando os contos e a filosofia do escritor russo Anton Tchékhov. À medida que a espera se torna longa, o confronto dessas visões de mundo desencadeia uma série de situações absurdas.

“Eclipse” surgiu de um encontro com o diretor e professor russo, residente em Berlim, Jurij Alschitz. Para a construção do espetáculo, os atores se envolveram com a leitura de peças e 150 contos de Anton Tchékhov. Buscavam referências e reflexões sobre temas que continuam a atravessar o homem de hoje, como caos, fé, felicidade, talento. Além dos treinamentos com Jurij, em Belo Horizonte e Berlim, os atores trabalharam sob a coordenação do assistente de direção Diego Bagagal e do diretor musical Ernani Maletta. Os exercícios de voz e texto foram propostos pela assistente de Jurij, a lituana Olga Lapina.

A linguagem estética que permeia os elementos da encenação, como o cenário, o figurino, a luz e a sonoplastia, é inspirada na vanguarda russa criada por volta de 1913 por Kazimir Malevicht, o suprematismo, que defendia uma arte livre de finalidades práticas e comprometida com a pura visualidade plástica.

Ficha técnica
Direção, Dramaturgia, Cenografia, Figurino e Treinamento: Jurij Alschitz
Assistência de Direção e Preparação Vocal: Olga Lapina
Assistência de Direção e Pesquisa de Figurino: Diego Bagagal
Elenco:
Chico Pelúcio
Inês Peixoto
Julio Maciel
Lydia Del Picchia
Simone Ordones

“TILL – A SAGA DE UM HERÓI TORTO”

Com direção de Júlio Maciel, cenário e figurinos de Márcio Medina e direção musical de Ernani Maletta, ‘Till’ representa a volta do Grupo Galpão ao teatro de rua e suas formas de representação popular. O espetáculo estreou em 2009. Até agora “Till” já totalizou 120 apresentações em 68 cidades. Esse é o quarto espetáculo do Galpão com direção de integrantes do Grupo. O primeiro foi "Foi por Amor", com direção de Antonio Edson, em 1987.

Dez anos depois, já em 1997, Eduardo Moreira dirigiu "Um Molière Imaginário" e, em 2000, foi a vez de Chico Pelúcio com o musical “Um Trem Chamado Desejo”.
Um dia, na eternidade, o Demônio aposta com Deus que se tirasse do homem algumas qualidades, ele cairia em perdição. Deus, aceitando o desafio, resolve trazer ao mundo a alma de Till. Vivendo em uma Alemanha miserável, povoada de personagens grotescos e espertalhões, logo de início nosso protagonista é abandonado em meio ao frio e a fome e descobre que a única maneira de sobreviver naquele lugar é se tornar ainda mais esperto e enganador. Assim começa sua saga cheia de presepadas e velhacarias.
Criado pela cultura popular alemã da Idade Média, Till é o típico anti-herói cheio de artimanhas e dotado de um irresistível charme. Um personagem que tem parentesco com outros tipos de várias culturas, como, por exemplo, o ibérico Pedro Malasartes e o nosso Macunaíma. Num mundo em que é cada vez mais marcante a presença dos excluídos e dos desprovidos de qualquer suporte material, a parábola das aventuras do anti-herói Till Eulenspiegel torna-se de uma atualidade inquietante. A comédia popular está presente de forma muito marcante em vários espetáculos do Galpão, especialmente em “A Comédia da Esposa Muda”, “Um Molière Imaginário” e “Um Trem Chamado Desejo”.
Ficha técnica
Direção: Júlio Maciel
Texto: Luís Alberto de Abreu
Elenco:
Antonio Edson - Borromeu / Povo / Anão
Arildo de Barros - Parteira / Juiz / Camponês / Carrasco / Padre / Miserável
Beto Franco - Parteira / Português / Padre / Camponês / Miserável
Chico Pelúcio - Demônio / Camponês / Voz do Soldado
Eduardo Moreira - Doroteu / Povo
Inês Peixoto - Till
Lydia Del Picchia - Parteira / Consciência / Cozinheira / Menino
Simone Ordones - Alceu / Povo
Teuda Bara - Mãe / Miserável

“TIO VÂNIA (AOS QUE VIEREM DEPOIS DE NÓS)”

A montagem estreou nacionalmente em Curitiba, em abril de 2011, lotando as três apresentações no Festival de Teatro daquela cidade. Em seguida, “Tio Vânia“ cumpriu temporadas em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e na região Centro-Oeste, sempre com casa cheia. Além de ter participado também de importantes festivais como Filo (Londrina), o POA (Porto Alegre), o Festival de Brasília e de vários festivais de Inverno em Minas Gerais. Em primeira incursão internacional foi apresentado no Teatro Vascello (Roma/ Itália). O espetáculo possui até agora uma trajetória de 92 apresentações em 19 cidades e integra, ao lado de “Eclipse”, o projeto Viagem a Tchékhov do Galpão.

Peça escrita em 1897 por Anton Tchékhov, "Tio Vânia" tem como tema central a perda inevitável das ilusões e a consequente necessidade do homem de se reinventar e de enfrentar o futuro. O texto aborda, de maneira profunda e delicada, o amor, o desejo, a passagem do tempo, o declínio físico, a aridez da existência, o desalento, a aniquilação dos sonhos, e inclui, surpreendentemente, uma mensagem atravessada de fé.

Vivendo numa propriedade rural, Vânia, o protagonista, descobre, com quase cinquenta anos, que desempenhou um papel secundário e irrelevante na vida. Essa constatação ocorre quando o Professor Serebriákov, viúvo de sua irmã, deixa a cidade para viver na mesma fazenda com sua jovem esposa, a atraente Helena. O novo morador, até então um mito, não só para Vânia, mas para toda a família, acaba revelando, com a proximidade, seu verdadeiro caráter: um homem arrogante e um intelectual medíocre. A chegada do casal altera completamente a rotina da casa. Não só pela prepotência do Professor, mas também pela perturbadora presença de Helena, que incendeia a imaginação de Vânia e atrai irresistivelmente o Dr. Ástrov, um médico amigo da família, com ideias originais com relação ao futuro da terra. Apaixonada pelo médico, Sônia, filha de Serebriákov, também se sente incomodada com os encantos da madrasta. A sedutora Helena, atormentada entre o desejo e o sentimento de culpa, acaba seduzida por Ástrov sem, contudo, se permitir viver a paixão.

Ficha técnica
Direção: Yara de Novaes
Texto: Anton Tchékhov
Antonio Edson - Tio Vânia
Arildo de Barros - Serebriákov
Eduardo Moreira - Ástrov
Fernanda Vianna - Helena
Paulo André - Teléguine
Teuda Bara - Maria Vassiliévna
Atriz convidada: Mariana Lima Muniz - Sônia

• PROJETOS PARA 2012 GALPÃO NO CINEMA

Tchékhov no Cinema
A partir da imersão realizada na obra de Tchékhov, em 2011, o Galpão idealizou um projeto audiovisual de adaptar para o cinema seis contos do autor russo. Foram escolhidas histórias curtas, escritas e publicadas para os jornais de Moscou, entre 1883 a 1887. Em parceria com o cineasta Rodolfo Magalhães e o diretor de fotografia Hugo Borges, foram filmados “A Corista”, “Cronologia Viva”, “O Bilhete Premiado”, “A Palerma”, “O Vingador” e “Personalidade Enigmática”. A idealização e direção do projeto são da atriz Inês Peixoto. Inspirados no neo-realismo italiano e no cinema iraniano, as tomadas foram feitas à luz do dia, em locais prontos para receber os atores, foco principal dessa experiência. Embalados pelo texto irônico, pelo humor fino e pela crítica social afiada, os atores do grupo tiveram a oportunidade de experimentar as palavras de Tchékhov, através do olho mágico da câmera, nesse filme ainda sem título, em fase de montagem, com previsão de estreia para julho deste ano.

Bastidores de uma viagem
Em 2011, o Grupo Galpão participou do festival Santiago a Mil, no Chile, com o espetáculo Till, a saga de um herói torto, que precisou ser traduzido e encenado em espanhol pelos atores para ser apresentado nas ruas de sete municipalidades chilenas. O Grupo possui registros da preparação para o festival, os ensaios e a adaptação dos atores ao ritmo da nova língua, com apoio da diretora Sara Rojo. Depois, já com pé na estrada, o Galpão registrou também o percurso rumo à Cordilheira dos Andes e as apresentações. Com cerca de doze horas de material filmado, o objetivo é produzir um documentário para compartilhar com o público e

profissionais das artes cênicas, os bastidores do Galpão nessa excursão ao Chile. Um Galpão em seus mais variados aspectos, onde se misturam trabalho, família, paixão, profissionalismo e aventura. A direção e concepção são da atriz Inês Peixoto.

Romeu e Julieta – 1992 e 2012
Depois de reconhecer vários amigos e profissionais de arte em uma foto de público, tirada em 1992, quando o Galpão estreava Romeu e Julieta, na Praça do Papa (Belo Horizonte), o ator Chico Pelúcio teve a ideia de realizar um documentário. Entrou em contato com as mesmas pessoas para entrevistá-las sobre a sensação daquele dia e como é rever hoje, passados tantos anos. A previsão de estreia é esse ano.

PROJETO MEMÓRIA 1

Na comemoração de seus 30 anos, o Galpão preparou novos produtos que resgatam e divulgam os bastidores de sua história. Um deles é o lançamento de mais uma edição do Projeto Diários de Montagem, que agora vem com oito volumes. Ela reúne os quatro primeiros livros, já editados e esgotados, que contemplam os bastidores dos ensaios dos espetáculos "Romeu e Julieta", "A Rua da Amargura", "Um Molière Imaginário" e "Partido", mais o lançamento de quatro outros volumes inéditos com “Encontro com Paulo José” e os diários dos espetáculos "O Inspetor Geral", "Um homem é um homem" e "Till, a saga de um herói torto". Todos foram escritos pelo ator e diretor Eduardo Moreira e relatam o dia-a-dia da montagem, seus dilemas e questões artísticas, numa linguagem direta e acessível. Com os oito volumes do Projeto “Diários de Montagem”, o Galpão traz ao público um relato raro de documentação e de registro detalhados de boa parte de sua criação artística.

Além disso, serão lançados DVDs de três espetáculos marcantes na trajetória do grupo: "Um Molière Imaginário", "Pequenos Milagres" e "Till, a saga de um herói torto". O DVD de "Um Molière Imaginário" traz a filmagem de uma apresentação no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza, além de fotos e de um documentário retratando a turnê do grupo por sete cidades do Vale do Jequitinhonha, em Minas. Já "Pequenos Milagres" foi filmado no teatro SESC Ginástico, dentro da temporada do espetáculo, no Rio de Janeiro. "Till, a saga de um herói torto" mostra a antológica apresentação de estreia, na Praça do Papa, em Belo Horizonte, quando o Galpão reuniu 5000 espectadores. O DVD também vem com o documentário "A Praça", em que são mostradas as transformações de uma praça, durante um dia em que o grupo monta e desmonta seu circo para a apresentação.

Com esses três novos DVDs, o Galpão completa uma coleção com 07 DVDs, que reúne ainda os DVDs "Documentário sobre a trajetória do Grupo", "A Paixão Segundo Ouro Preto" (adaptação do espetáculo "A Rua da Amargura" para TV), "Romeu & Julieta em Londres" (filmagem do espetáculo no Globe Theatre), "Moscou" (documentário de Eduardo Coutinho sobre os ensaios da peça "As três irmãs").
PROJETO MEMÓRIA 2

Em Homenagem aos 30 anos do Grupo Galpão, de maio a novembro de 2012, o Centro de Pesquisa e Memória do Teatro (CPMT) do Galpão Cine Horto apresenta o seminário “O Figurino no Museu”, que coloca em evidência o figurino como peça museológica e fortalece a discussão sobre memória teatral em Belo Horizonte. O evento integra o projeto Grupo Galpão, Memória Feita à Mão, beneficiado com o prêmio Pontos de Memória 2011 do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Estão previstos o “Ateliê Aberto” de inventário, recuperação e


exposição de figurinos de três espetáculos do Galpão: A Rua da Amargura (1994), Partido (1999) e O Inspetor Geral (2003). Mais informações: www.galpaocinehorto.com.br

NOVO ESPETÁCULO

O Galpão se prepara para montar "Os Gigantes da Montanha", o último texto escrito por Luigi Pirandello, com direção de Gabriel Villela. Os ensaios começam em novembro deste ano e a previsão de estreia é junho de 2013. O espetáculo será concebido para a rua e marca a volta de uma das parcerias mais importantes do teatro brasileiro entre Villela e o Galpão, que criou espetáculos antológicos como "Romeu & Julieta" e "A Rua da Amargura". A montagem contará com a participação da musicista italiana Francesca della Monica, o maestro Ernani Maletta e a preparadora vocal Babaya.

• GRUPO GALPÃO - 30 anos de Teatro e Vida

O Grupo Galpão é uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro. Com 30 anos de trajetória, o grupo desenvolve uma arte que alia rigor, pesquisa, busca de linguagem, com a montagem de peças de grande poder de comunicação com o público. Formado por atores que trabalham com diferentes diretores convidados, como Fernando Linares, Paulinho Polika, Eid Ribeiro, Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de Moraes, Yara de Novaes, Jurij Alschitz (além dos próprios componentes que também já dirigiram espetáculos do Grupo), o Galpão forjou sua linguagem artística a partir desses encontros diversos, criando um teatro que dialoga com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e o palco, o universal e o regional brasileiro. Com essa mescla, o Galpão constrói uma cena de forte comunicação e empatia com o público, com mais de 1.400.000 espectadores, em 2.500 apresentações. Ao longo de sua trajetória, o Grupo participou de 41 festivais internacionais (na Europa, América latina, Estados Unidos e Canadá) e de 70 nacionais, em todas as regiões do país, sendo o único grupo brasileiro a se apresentar no “Globe Theatre”, em Londres. O Grupo acumula ainda 20 montagens no currículo, e mais de 100 prêmios brasileiros, com destaques para o “Prêmio Shell” (1994 – Rio de Janeiro), nas categorias melhor direção, melhor figurino e melhor iluminação, e para os Prêmios do estado de Minas Gerais “Usiminas Sinparc” e “SESC Sated”, de Reconhecimento Cultural pelos 25 anos de Atividades.

Site: http://www.gupogalpao.com.br

http://www.bheventos.com.br/noticias/4432/Grupo-Galpao-completa-30-anos-de-Teatro-e-Vida.html

postado por: NANDA ROVERE 11:16 PM




Sua Incelença Shakespeariana


Sua Incelença Shakespeariana
por maneco nascimento

Um furacão de cor, fantasia, arte e cultura reinventada da cepa shakespeariana para olhar de Gabriel Villela e do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, de Natal, no Rio Grande do Norte, invade Teresina. Esse teatro potiguar que amealha a cultura das cidades de Natal, terra praiana, e Acari na geografia do sertão de Seridó e transversaliza com o teatro de Gabriel Villela armou seus carroções de emblemas da cena de rua para horas na cidade.


(Sua Incelença, Ricardo III/ foto: Pablo Pinheiro)

Para o Grupo, o encontro com Gabriel teria sido “um grande exercício de exploração da diversidade, dos extremos, de universos tão distantes e, ao mesmo tempo, tão próximos: o interior mineiro e o sertão potiguar, o teatro paulistano e o nordestino, gerando fricções e poesia.” (Imagina!/ material de divulgação de Sua Incelença, Ricardo III)

Ninguém sai impune a Villela após envolver-se na estética e na dramaturgia plástica de visual barroco de apropriação à contextos reinventados e fingimentos reelaborados ao riso, à felicidade e à cena da renovação inteligente. O vigor de direção, cenografia e figurinos villelianos ganharam os palcos brasileiros e imprimiram sua marca na cena nacional.

Projeto de + de dois anos de maturação vingou flecha certeira de Téspis e, na esteira de Gabriel Villela e Clowns de Shakespeare, rendeu “Sua Incelença, Ricardo III”, em plena convivência estética e dramatúrgica com a obra original Ricardo III, de William Shakespeare, para a linguagem popular do picadeiro, do palhaço de rua em dialogismo com o cerne do dramaturgo inglês.

O divertido encontro dos universos dramáticos do inglês, do mineiro e dos potiguares, da fábula medieval inglesa às vistas de namoros rendidos entre artistas nacionais e arte preservada a encontros realizados em Natal, São Paulo e Carmo do Rio Claro (MG) que culminaram na montagem que “ganha a rua através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes, das carroças ciganas, criando um diálogo entre o sertão e a Inglaterra elisabetana.” (Apresentação/material de divulgação de Sua Incelença, Ricardo III)

Ricardo III abriu cena à memória da dramaturgia universal, pela primeira vez montada, entre 1592 e 1593 e o sucesso não poderia ser diferente do que se seguiu às diversas montagens e leituras ao palco e cinema. Ricardo III enreda o final da Guerra das Rosas, conflito de sucessão ao trono da Inglaterra, ocorrido entre os anos de 1455 e 1485 em que Eduardo IV, yorkista, é o rei.

Ricardo, seu irmão e Duque de Gloucester, planeja usurpar o trono inglês e, em sua estratégia de “guerra” silenciosa, provoca intrigas, mata aliados, amigos e parentes e falta com a própria palavra.

“No quesito vilão shakespeariano mais bem acabado e mais fascinante, Ricardo rivaliza com Iago, o vingativo personagem de Otelo (...) o encontro do grupo potiguar Clowns de Shakespeare com encenador mineiro Gabriel Villela, a fábula britânica (e universal) ganha a rua e entra em fricção com o universo picadeiresco da cultura popular nordestina, além de referências do rock inglês contemporâneo, fechando o elo entre Nordeste do Brasil e Inglaterra Elisabetana.” (Sinopse/ material de divulgação de Sua Incelença, Ricardo III)

O Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, “(...) um dos expoentes do teatro nordestino contemporâneo, (...) vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa (...)

O Grupo estreia em 1993 com Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare. Em 1994, monta Noite de Reis e, três anos depois, cria o espetáculo Megera DoNada, adaptação de A Megera Domada, dirigido por Sávio Araújo. Em 1998, cria sua segunda versão de Sonho de Uma Noite de Verão, chamada de Sonho de uma Noite Só (...)” (O Grupo/material de divulgação de Sua Incelença, Ricardo III)

(Sua Incelença, Ricardo III/foto: Pablo Pinheiro)


Ninguém, melhor, parece conhecer o universo shakespeariano em terras potiguares, a ver o repertório laborado desde a estréia na cena, nos idos de 1993.

A encenação, que circula o Brasil, passa por Teresina, neste final de semana em única apresentação, dia 17 de junho de 2012, às 19 horas, no quintal do Teatro Municipal João Paulo II.

Essa única apresentação é de Entrada + do que Franca, pois teatro a toda monta refinada.

Quem realmente aprecia um bom teatro, não pode perder essa agenda, do domingo, e conviver com Ricardo III, de Shakespeare e Sua Incelença, Ricardo III, de Gabriel Villela e do Clowns de Shakespeare.

Expediente:

Dia: 17 de junho (domingo)
Horário: às 19 horas
Local: Quintal do TMJPII


http://​manekonascimento.blogspot.c​om.br/2012/06/​sua-incelenca-shakespearian​a.html

postado por: NANDA ROVERE 11:15 PM





Teatro

Gabriel Villela dá novo fôlego a "Macbeth"

Montagem com elenco exclusivamente masculino traz encenação que se sobrepõe ao texto de William Shakespeare

Dirceu Alves Jr. | 20/06/2012



Claudio Fontana e Marcello Antony: elenco exclusivamente masculino

João Caldas


Em 2010, o diretor Aderbal Freire-Filho reuniu Daniel Dantas e Renata Sorrah em uma montagem conservadora de Macbeth, peça escrita pelo inglês William Shakespeare (1564-1616). Se daquela vez a criatividade passou longe da concepção da tragédia, a versão levada ao palco por Gabriel Villela sai na frente ao menos por causa da reinvenção. Mais uma vez, Villela coloca a encenação acima de tudo, inclusive do texto e do time de atores liderado por Marcello Antony. Ele transformou as três horas e tanto em noventa minutos, tornando o programa mais palatável. O resultado alcançado é eficiente, principalmente por causa das soluções que fogem do realismo sem descaracterizar a essência.

+ Os melhores espetáculos em cartaz

Regra do teatro da época aqui reverenciada, o elenco de oito integrantes constitui-se exclusivamente de homens. A escalação desafia o diretor e renova a curiosidade a respeito da trama. Ao voltar de uma campanha, os generais escoceses Macbeth (Antony) e Banquo (Marco Antonio Pâmio) cruzam com três bruxas — apresentadas como tricoteiras futuristas — e ouvem uma profecia: o primeiro será rei e o segundo, pai de muitos reis. Instigado pela ambiciosa mulher (Claudio Fontana), Macbeth elimina quem ameaça seu domínio. Na era da ininterrupta comunicação, Villela aborda como uma fofoca pode virar uma intriga e destruir vidas em nome do poder.

Antony constrói um Macbeth apático e contorna seus limites de intérprete. No papel de Lady Macbeth, Fontana cria uma falsa gueixa com entradas pontuais e, sem imprimir voz feminina, torna a personagem marcante justamente por destoar dos demais. Em meio ao grupo, completado por Helio Cicero, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan e Rogério Brito, sobressai Marco Antonio Pâmio. A morte de Banquo, espetado por pedaços de antenas de TV que simulam espadas, evidencia a sensibilidade e a técnica do ator. Nesse ponto, as escolhas de Villela se justificam.

AVALIAÇÃO ✪✪✪

http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2274/gabriel-villela-macbeth-teatro

postado por: NANDA ROVERE 11:13 PM





“Sua Incelença, Ricardo III” faz turnê nas regiões Norte e Nordeste

Espetáculo do Grupo Clowns de Shakespeare estreia, em Teresina (PI), no dia 17 de junho

Publicado em 15 de junho de 2012 Imprimir Aumentar fonte



“Sua Incelença, Ricardo III” – Foto: Divulgação

O grupo potiguar Clowns de Shakespeare apresenta o espetáculo Sua Incelença, Ricardo III em quatro capitais das regiões Norte e Nordeste. A estreia será em Teresina (PI), no dia 17 de junho. Depois, a peça segue para São Luís (MA), onde será encenada no dia 20; Belém (PA), no dia 23 e Palmas (TO), no dia 26.

Baseado no drama histórico Ricardo III, de William Shakespeare, Sua Incelença, Ricardo III foi um dos vencedores do Prêmio ProCultura de Estímulo ao Circo, à Dança e ao Teatro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Nesta montagem, a peça ganha as ruas através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes, das carroças ciganas, criando uma ponte entre o sertão nordestino e a Inglaterra Elisabetana.

O figurino e a música também evidenciam essa miscelânea de cultura e época, que marcam o espetáculo. No figurino, indumentárias nordestinas de couro, cipó e outros materiais típicos da região se misturam às sedas e tecidos nobres de diversos países. E, na música, a peça traz desde o rock britânico do Queen até Luiz Gonzaga, uma das maiores expressões do cancioneiro popular nordestino.

Além da encenação do espetáculo, em cada cidade, o grupo irá promover uma vivência artística com o público e relançar a 1ª edição da Revista Balaio. Todos os eventos são gratuitos. Em julho, na etapa final do projeto, as apresentações serão nas cidades de Fortaleza (CE) e Mossoró (RN).

Sobre o espetáculo

Dirigido por Gabriel Villela, o espetáculo do grupo Clowns estreou em novembro de 2010, no Rio Grande do Norte, passando pelas cidades de Natal, Santa Cruz, Assu e Currais Novos. Sua estreia nacional aconteceu na 20ª edição do Festival de Teatro de Curitiba, em março do ano passado, e, desde então, Ricardo III já circulou por grande parte do país, participando de importantes festivais de teatro como 18º POA em Cena e o Tempo Festival, no Rio de Janeiro, onde foi encenado no Complexo do Alemão. Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Goiás também já prestigiaram o espetáculo.

Em janeiro de 2012, os Clowns embarcaram para o Chile, onde participaram com Sua Incelença, Ricardo III do Festival Internacional Santiago a Mil 2012. O grupo realizou oito apresentações do espetáculo nas cidades de Talca, Antofagasta e na capital, Santiago.

Sobre o Grupo Clowns de Shakespeare

Fundado em 1993 em Natal, no Rio Grande do Norte, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare desenvolve um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa. Mesmo sem trabalhar diretamente com palhaço, a técnica do clown está presente na sua estética.

Sua Incelença, Ricardo III
Contemplado no Prêmio ProCultura de Estímulo ao Circo, à Dança e ao Teatro – Categoria: Produção Artística
Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare
Direção: Gabriel Villela
17 de junho – Teresina (PI)
20 de junho – São Luís (MA)
23 de junho – Belém (PA)
26 de junho – Palmas (TO)

Saiba mais


http://www.clowns.com.br/site2011/index.php

http://www.funarte.gov.br/teatro/%E2%80%9Csua-incelenca-ricardo-iii%E2%80%9D-faz-turne-nas-regioes-norte-e-nordeste/

postado por: NANDA ROVERE 11:11 PM






19/06/2012 11h37- Atualizado em 19/06/2012 11h45


Grupo de teatro nordestino faz apresentação em Belém

Clowns de Shakespeare estarão na cidade nesta sexta (22) e sábado (23).
“Sua Incelença Ricardo III” será apresentado no Forte do Castelo.





Do G1 PA











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Belém é a terceira cidade a receber o grupo de teatro nordestino "Clowns de Shakespeare" (Foto: Divulgação)

Após passar por duas capitais brasileiras em turnê, Belém é a terceira cidade a receber o grupo de teatro nordestino "Clowns de Shakespeare". Serão dois dias de programação cultural na cidade: sexta-feira (22), na Casa da Linguagem, de 9h às 13h, e sábado (23), no Forte do Castelo, a partir das 21h. A entrada é de graça.

No primeiro dia, o grupo realiza uma vivência com o público, focando em pessoas ligadas ao fazer artístico e interessadas em conhecer a metodologia de trabalho do grupo. A trupe também reserva para a visita na capital paraense a apresentação do espetáculo “Sua Incelença Ricardo III”, marcada para o sábado.

O espetáculo é baseado no drama histórico Ricardo III, de William Shakespeare, e foi um dos vencedores do Prêmio ProCultura de Estímulo ao Circo, à Dança e ao Teatro, realizado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic) e da Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Nesta montagem, a peça ganha as ruas através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes, das carroças ciganas, criando uma ponte entre o sertão nordestino e a Inglaterra. É ambientada no final da Guerra das Rosas, durante o conflito sucessório pelo trono da Inglaterra ocorrido entre 1455 e 1485.

No espetáculo, dirigido por Gabriel Villela, a fábula britânica e universal ganha a rua através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes e das carroças ciganas, criando um diálogo entre o sertão nordestino e a Inglaterra Elisabetana. Às “incelenças” (excelências), gênero musical tipicamente nordestino, é agregado o rock clássico inglês – um tempero especial, com citações de bandas como Queen e Supertramp.

O figurino também evidencia essa miscelânea de cultura e época, que marcam o espetáculo. No figurino, indumentárias nordestinas de couro, cipó e outros materiais típicos da região se misturam às sedas e tecidos nobres de diversos países.

As inscrições para participar da programação do primeiro dia podem ser feitas pelo email produtorescriativos@gmail.com. Em julho, na etapa final do projeto, as apresentações serão nas cidades de Fortaleza (CE) e Mossoró (RN).

História do grupo
Fundado em 1993 em Natal, no Rio Grande do Norte, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare desenvolve um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa. Mesmo sem trabalhar diretamente com palhaço, a técnica do clown está presente na sua estética.

Ficha Técnica
Direção: Gabriel Vilela. Elenco: Camille Carvalho, Dudu Galvão, César Ferrario, Joel Monteiro, Marco França, Paula Queiroz, Renata Kaiser e Titina Medeiros. Assistência de direção: Ivan Andrade e Fernando Yamamoto. Texto original: William Shakespeare. Adaptação dramatúrgica: Fernando Yamamoto.

Serviço
Apresentação do espetáculo teatral "Sua Incelença, Ricardo III", no Forte do Castelo, em 23 de junho, às 21h. Entrada Franca. A Vivência com o grupo, em 22 de junho, de 9h às 13h, na Casa da Linguagem.


http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2012/06/grupo-de-teatro-nordestino-faz-apresentacao-em-belem.html

postado por: NANDA ROVERE 11:09 PM


Comments: Sexta-feira, Junho 08, 2012





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Seção : Teatro - 08/06/2012 07:00


Belo Horizonte recebe 11ª edição do FIT BH
Três espetáculos simultâneos marcam a abertura do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte no sábado, 9






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Carolina Braga - EM Cultura
Sua incelença, Ricardo III, do grupo Clowns de Shakespeare, é uma das atrações que abrem o
festival

A cada dois anos é assim: a comunidade das artes cênicas fica em polvorosa e os cidadãos de BH simplesmente aproveitam. A 11ª edição do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte começa no dia 9 e segue até dia 24, com o objetivo de ocupar vários espaços da cidade e oferecer, em palcos, ruas ou locais alternativos, criações que ultrapassem a fronteira do simples entretenimento.

Consulte no mapa virtual onde serão os espetáculos do FIT BH 2012

Veja espetáculos esperados no 11º FIT BH


Diferentemente dos anos anteriores, será um cortejo, com a participação de artistas das mais variadas áreas, que abrirá a maratona, sábado, 9 de junho, a partir das 10h, na Praça da Liberdade. O desfile com profissionais das artes plásticas, cênicas, música, circo e outras linguagens é apenas um sinal. O que teremos, pelos próximos dias, um teatro de limites maleáveis, se é que há limites para as artes.


Pela primeira vez, o público será obrigado a se dividir na noite de estreia. A partir das 19h, três espetáculos simultâneos, com entrada franca, inauguram o FIT 2012. Além do retorno histórico de Romeu e Julieta, do Grupo Galpão, na Praça do Papa, o grupo Clowns de Shakespeare, de Natal (RJ), apresenta Sua incelença, Ricardo III, na Praça Nova da Pampulha, e a companhia alemã Antagon TheaterAktion leva o grandioso Time out ao centro esportivo do Bairro Milionários.


“Vou sair na porta do hotel e pensar para que lado vou”, brinca o diretor Gabriel Villela. Claro que é uma piada. “Já combinei com o Galpão que vou para a Praça do Papa. Tem um significado afetivo para todos nós”, justifica. A escolha, para Gabriel, tem um peso a mais. Ele é o diretor tanto de Romeu e Julieta como de Sua incelença, Ricardo III. “Penso muito no Galpão e no Clowns como dois grupos com características muito distintas, mas ambos vindos do mesmo barro, que é a arte popular”, compara Villela.


É inevitável reconhecer na estética das duas montagens características comuns das criações do mineiro de Carmo do Rio Claro. Mas, segundo ele, há também diferenças. Se Romeu e Julieta bebe na fonte de Guimarães Rosa misturada ao barroco, os palhaços populares nordestinos descontraem o drama sobre o rei inglês. “A linguagem de Ricardo III é jocosa, grotesca, dotada de pinceladas cordelistas e canções nordestinas”, detalha o diretor.


Para Gabriel Villela, um pouco da magia que as peças carregam tem a ver com o resgate do teatro tal qual no tempo de Willian Shakespeare. Ou seja, capaz de emocionar o maior número de pessoas possível, independente de formação ou classe social. “Nosso Shakespeare é totalmente de rua, por isso, digo que ele é vira-lata. Não tem pedigree nenhum. Nada contra o academicismo, mas ele é antirrealista por natureza”, explica.

ABERTURA DO 11º FIT BH

Sábado, 9 de junho, às 19h


Romeu e Julieta
Praça do Papa, Av. Agulhas Negras, s/nº, Mangabeiras


Sua incelença, Ricardo III
Praça Nova da Pampulha, Praça Geralda Damata Pimentel s/nº, Bandeirantes


Time out
Centro Esportivo Milionários, Rua Davi Fonseca, 1.386, Milionários
(O espetáculo será apresentado domingo, 10, às 20h, no mesmo local).
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postado por: NANDA ROVERE 7:10 PM


Comments: Quinta-feira, Junho 07, 2012


Eu já coloquei a matéria aqui, mas agora coloco com a capa da revista






Consagração no palco de Shakespeare

O Grupo Galpão comemora trinta anos com apresentação aplaudidíssima no Globe Theatre, em Londres, e festa ao ar livre na Praça do Papa

por Isabella Grossi | 30 de Maio de 2012






A peça foi toda apresentada em português - sem legendas -, para uma plateia predominantemente inglesa. Mesmo assim, arrancou aplausos entusiasmados no final. Nos últimos dias 19 e 20, o Grupo Galpão foi ovacionado pelo público que lotou os 1 500 lugares do Globe Theatre, o mítico palco inaugurado em 1599 perto do Rio Tâmisa, em Londres, pela Chamberlain’s Men, a companhia de William Shakespeare. É a segunda vez que o Romeu e Julieta do Galpão desembarca em solo britânico para participar do Globe to Globe, evento dedicado à obra do dramaturgo. Foram convidadas 37 companhias de diferentes países para encenar as peças do bardo, cada uma em sua língua. "Os ingleses amam de tal forma o teatro e Shakespeare que o idioma deixa de ser um entrave e o espetáculo funciona maravilhosamente bem", afirma Eduardo Moreira, que faz o papel de Romeu. Os ingressos para a famosa versão dos atores mineiros, apresentada quase 300 vezes em nove países, esgotaram-se com semanas de antecedência para as três apresentações.

A remontagem da universal e trágica história de amor marca o início das comemorações dos trinta anos do Galpão. Depois de Londres, a peça faz temporada em Belo Horizonte, onde reestreia no dia 9 de junho na Praça do Papa, no lançamento do 11º Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua (FIT). Em seguida, parte para São Paulo e Rio de Janeiro. O Galpão é um sucesso de público (suas vinte peças foram vistas por mais de 1,4 milhão de pessoas nesses trinta anos) e crítica. "O trabalho do grupo é incrível", afirma Barbara Heliodora, a mais respeitada tradutora brasileira de Shakespeare e temida crítica teatral do jornal O Globo. "A companhia faz tudo com uma dedicação de quem realmente se preocupa em levar para o povo essa expressão de arte." Segundo o crítico paulista Valmir Santos, que colabora para a revista BRAVO! e para o jornal Valor Econômico, a companhia representa um paradigma do teatro no Brasil. "Todos os grupos que nasceram nos últimos anos inevitavelmente têm o Galpão como referência", diz. "A mesma coisa vale para os que ainda vão nascer." Atores e diretores não poupam elogios. "O que faz da trupe a principal do Brasil é uma equação que leva em conta não só a qualidade das peças apresentadas", analisa a diretora Yara de Novaes. "Ela é a que mais viaja, e todos os seus artistas são investigativos e inspirados."

Fundado em 1982, o Grupo Galpão surgiu do encontro dos atores Wanda Fernandes, Teuda Bara, Antonio Edson, Eduardo Moreira e Fernando Linares. Depois de participar de uma oficina e de uma montagem com os diretores da companhia Teatro Livre de Munique, da Alemanha, a turma decidiu se unir para levar adiante o trabalho. Os atores criaram então uma companhia de teatro de rua, com elementos circenses e do folclore brasileiro. Foram quatro espetáculos com a primeira formação, até Fernando Linares se desligar. Em 1989, conseguiram comprar sua sede, no Horto. Cinco anos depois, Wanda Fernandes morreu em um acidente automobilístico, numa tragédia que abalou os pilares da companhia. Ao longo do tempo, outros artistas foram agregados, como Arildo de Barros, Fernanda Vianna, Paulo André, Chico Pelúcio, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Simone Ordones, Beto Franco e Rodolfo Vaz.

Não é difícil entender o que faz do Romeu e Julieta galponiano um dos espetáculos mais marcantes do teatro contemporâneo brasileiro. Apesar da forte carga do texto erudito, é um convite à poesia, ao lúdico e à ingenuidade das brincadeiras de criança. Da interpretação com pernas de pau à música tocada ao vivo pelos atores, com acordeão, um trio de violões, flauta, percussão e sax. Sem contar o charme da Veraneio 1974. O antigo carro que transportava os atores na década de 80 é marca registrada da montagem. Aliás, ele foi escolhido como cenário pelo diretor Gabriel Villela antes mesmo de definir como seria a montagem. Na temporada inglesa, a mascote foi substituída por uma perua Camper, da Volvo. "O mais curioso é perceber como as pessoas ficam surpresas com a liberdade que tomamos com a obra", conta Moreira. "Pouco a pouco, no entanto, elas vão entrando no jogo da encenação e percebendo que a montagem resgata o lado genuinamente popular do texto de Shakespeare." Barbara Heliodora explica que o grupo captou o espírito com o qual a peça foi escrita e encontrou uma linguagem preciosa para expressar a emoção do texto. "A plateia fica absolutamente tomada pela beleza, pelo encanto e pelo amor com que aquilo é feito", afirma. "Costumo dizer que existem dois tipos de artista, o dos que falam em Shakespeare e ficam de joelhos, o que eu acho horrível, e o dos que querem ser melhores e atrapalham tudo para fazer diferente. O Galpão simplesmente decidiu contar a história de um jeito brasileiro, mas com a essência, com fidelidade."


O espetáculo estreou há vinte anos na Praça do Papa, em Belo Horizonte. Na época, Julieta era vivida por Wanda Fernandes. Hoje, Fernanda Vianna é quem contracena com Eduardo Moreira. Nesta versão, Chico Pelúcio foi substituído por Paulo André, que interpreta Teobaldo e Frei Lourenço. Tirando a troca de atores, nada está diferente, a não ser o incontestável peso do correr dos anos. "Ainda bem que meu joelho está aguentando e eu também", brinca Teuda Bara, que faz a ama de Julieta. A remontagem com Gabriel Villela só foi possível após o desenlace de um mal-entendido que custou o rompimento da bem-sucedida parceria: em viagem de férias aos Estados Unidos, Villela deu de cara com o anúncio da apresentação de sua adaptação de Romeu e Julieta. Como ele não sabia de nada, criou-se a saia justa. O ressentimento passou e os laços entre o Galpão e Villela, que dirigiu ainda A Rua da Amargura, de 1994, acabaram mais fortes que o desacordo.

A exemplo do diretor, outros profissionais de renome fizeram parte da trajetória da companhia. Das vinte peças do repertório, treze foram dirigidas por convidados como Eid Ribeiro, Cacá Carvalho e Paulo José. A falta de um diretorzão, que sempre puxasse as rédeas da companhia, nunca foi um problema para o Galpão. Aliás, há quem diga que é exatamente esse rodízio constante de diretores o responsável pelo fôlego de tantos anos. "Geralmente identificamos o grupo pelo chefe, pelo pai da família", diz Paulo José. "No Galpão, não. Eles experimentam a cada momento algo novo, que não havia sido desenvolvido."

Os últimos trabalhos do Galpão refletem uma nova fase de amadurecimento: Eclipse, dirigido pelo russo Jurij Alschitz, e Tio Vânia — Aos que Vierem Depois de Nós, por Yara de Novaes, ambos de 2011, são resultado do projeto Viagem a Tchecov, que propôs uma imersão na obra do escritor russo Anton Tchecov (1860-1904). O passeio pelos contos do dramaturgo também rendeu um importante marco na história do grupo, quando o documentarista Eduardo Coutinho, de Edifício Master, Peões e Jogo de Cena, o procurou com a intenção de filmar o processo de criação de uma peça teatral. Durante três semanas, Coutinho registrou os ensaios de As Três Irmãs, com direção de Enrique Diaz. O trabalho serviu exclusivamente para o filme Moscou (2009) e nunca chegou aos palcos.

Depois de três décadas de pesquisa, busca de linguagem, troca de experiências, imersões e renovações, era possível apostar em uma pausa ou mesmo no enfraquecimento da companhia. Principalmente com a queda no orçamento. Em 2001, o grupo fechou um patrocínio exclusivo com a Petrobras, pelo qual recebia 3 milhões de reais por ano. Ao longo da última década, a empresa foi diminuindo esse valor, até que, no ano passado, o Galpão rompeu o contrato de exclusividade. Ainda recebe 1,5 milhão de reais, mas busca complementar a receita com outras ações. "Desde o rompimento do contrato de exclusividade estamos procurando um novo parceiro", conta Beto Franco. "Temos a manutenção, mas precisamos assegurar as turnês do grupo."

O Galpão está definitivamente a mil. Depois de abrir uma exposição com os figurinos restaurados de A Rua da Amargura (1994), Partido (1999) e O Inspetor Geral (2003) e pôr à venda os DVDs dos espetáculos Um Molière Imaginário (1997), Pequenos Milagres (2007) e Till, a Saga de um Herói Torto (2009), o grupo pretende lançar mais quatro livros da série Diários de Montagem. Completam os oito volumes Encontros com Paulo José (2002), O Inspetor Geral (2003), Um Homem É um Homem (2005) e Till. Para o cinema, haverá a adaptação de seis contos de Tchecov e o lançamento do documentário com os bastidores da apresentação de Till no festival Santiago a Mil, em 2011, no Chile.

A maior novidade, porém, é o novo espetáculo de rua que está sendo preparado. Em novembro próximo começam os ensaios de Os Gigantes da Montanha, baseado na obra do italiano Luigi Pirandello (1867-1936). Mais uma vez Gabriel Villela estará à frente da montagem, incrementada com a participação da musicista italiana Francesca dela Monica e do maestro Ernani Maletta. A estreia está prevista para 2013. "É o último texto escrito pelo autor, e ele foi deixado incompleto, com um possível final ditado ao filho em seu leito de morte", explica Eduardo Moreira. Os planos do Galpão não terminam a curto prazo. Até 2014, eles têm um desafio e tanto: concluir as obras de construção da nova sede, que vai reunir todas as suas atividades e também as do Galpão Cine Horto, espaço em que são ministrados cursos livres de teatro e oficinas. No terreno de 2 055 metros quadrados na Avenida Andradas, cedido pelo governo do estado, será erguido um prédio de quatro andares, totalmente projetado nos conceitos de arquitetura sustentável. "Temos um comodato de 25 anos, o que nos obriga a pensar um longo período para a frente", afirma Chico Pelúcio. Um dos nomes cogitados para futuras encenações é o do diretor Felipe Hirsch, responsável por espetáculos como A Vida É Cheia de Som e Fúria (2000), inspirado no livro Alta Fidelidade, do inglês Nick Hornby, e Avenida Dropsie (2005), baseado na obra do quadrinista Will Eisner. "Há tempos conversamos sobre essa parceria. É um namoro que dura uns oito, nove anos", revela Hirsch, que já pensa até no texto. "Sugeri Murilo Mendes e Ciro dos Anjos, dois autores que eu amo muito." Enquanto a parceria não sai, Hirsch se derrete: "Eles são os Beatles do teatro brasileiro. Existem grandes companhias, mas o Galpão é maior que qualquer outra". Os ingleses assinam embaixo.


Trinta anos esta noite

por Isabella Grossi | 30 de Maio de 2012


1982
Wanda Fernandes, Teuda Bara, Antonio Edson, Eduardo Moreira e Fernando Linares criam o Grupo Galpão. No mesmo ano, apresentam E a Noiva Não Quer Casar.


1986
Estreia A Comédia da Esposa Muda, de Paulinho Polika, e Triunfo - Um Delírio Barroco, de Carmen Paternostro.


1987
O grupo participa dos primeiros festivais internacionais no Brasil. Estreia a peça Foi por Amor, com direção de Antonio Edson.


1988
Início da parceria com o diretor Eid Ribeiro, que leva aos palcos Corra Enquanto É Tempo.


1989
Durante uma viagem de três meses pela Europa, a trupe se encontra com o polonês Jerzy Grotowski, um dos ícones do teatro contemporâneo. No mesmo ano, é comprada a sede na Rua Pitangui, no Horto.


1992
O Galpão apresenta Romeu e Julieta, do diretor Gabriel Villela. A peça é um divisor de águas na trajetória da companhia.


1994
A atriz Wanda Fernandes morre em um acidente automobilístico. A Rua da Amargura, de Gabriel Villela, ganha os palcos.


1998
É criado o espaço cultural Galpão Cine Horto e são realizadas longas turnês ao exterior.


2000
Primeira apresentação no Globo Theatre, em Londres. A adaptação é aclamada pela crítica inglesa.

2005
Estreia de Um Homem É um Homem, o segundo espetáculo assinado pelo ator e diretor Paulo José. O primeiro foi O Inspetor Geral, em 2003.


2008
Filmagem de Moscou, do cineasta Eduardo Coutinho. Os atores passam três semanas ensaiando As Três Irmãs exclusivamente para o longa-metragem.


2011
Imersão na obra do autor russo Tchecov e estreia de Tio Vânia — Aos que Vierem Depois de Nós, dirigida por Yara de Novaes, e Eclipse, por Jurij Alschitz.



Coleção de fãs

por Isabella Grossi |


Existe uma brasilidade no grupo, uma marca forte. Quando você assiste a uma peça, sabe que é do Galpão. Uma das principais características é a música. O diretor que não souber aproveitar bem isso estará marcando bobeira. Quero voltar a trabalhar com eles, sem dúvida. Eu sou do Galpão.
Paulo José, ator e diretor


O que faz do Galpão a principal companhia brasileira é uma equação que leva em conta não só a qualidade das peças apresentadas. O grupo é também o que mais viaja, às vezes para lugares improváveis. Todos os artistas são investigativos, inspirados e tratam o público como o pilar do trabalho.
Yara de Novaes, diretora


Eles são os Beatles do teatro brasileiro. Existem grandes companhias, mas o Galpão é maior que qualquer outra. O grupo é autêntico e tem uma história linda, de grandes atores que fizeram a escolha de uma carreira louvável. Tenho o maior respeito.
Felipe Hirsch, diretor


O Grupo Galpão faz teatro para quem nunca viu teatro. Durante muitos anos os atores se apresentaram em pracinhas de cidades do interior passando o chapéu. O trabalho deles é incrível, feito com uma dedicação de quem realmente se preocupa em levar ao povo essa expressão de arte.
Barbara Heliodora, crítica do jornal O Globo e tradutora


http://vejabh.abril.com.br/arte-e-cultura/teatro/teatro-galpao-colecao-fas-686048.shtml

postado por: NANDA ROVERE 8:50 PM




Feriadão

Para fugir da mesmice

Exposição de figurinos do Grupo Galpão no Centro Cultural da UFMG é boa opção para o feriadão



http://vejabh.abril.com.br/

postado por: NANDA ROVERE 8:38 PM






Revista CARAS | 7 de Junho de 2012 (EDIÇÃO 970 - ano 18)

Claudio e Marcello: estreia de 'Macbeth'

Em SP, galãs brilham em 'Macbeth'





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Vagner Campos


Claudio e Marcello











Depois da apresentação de Macbeth, Claudio Fontana (49) e Marcello Antony (47) comemoram a estreia da peça com coquetel, no Teatro Vivo, em SP. “Em estreias, há nervosismo, mas nada que atrapalhe. É só confiar em Deus”, afirma Antony, eleito de Carolina Hollinger Villar (32), com quem tem Lorenzo (8 meses).


http://caras.uol.com.br/noticia/claudio-e-marcello-estreia#image1


postado por: NANDA ROVERE 6:55 PM








Grupo Galpão - 30 Anos de Teatro e Vida











Divulgação

Data:de 09.06.2012 até 01.07.2012

Local:



9/06 - Praça do Papa - Entrada franca. Em comemoração aos 30 anos de trajetória, o grupo galpão apresentará uma mostra com quatro espetáculos de repertório, sendo dois de rua e dois de palco. São eles: “Romeu e Julieta”, “Tio Vânia (aos que vierem depois de nós)”, “Till, a saga de um herói torto” e “Eclipse”. Na capital mineira, as festividades começam no dia 9 de junho, sábado, com “Romeu e Julieta”, na Praça do Papa, e seguem até 1º de julho.


http://www.grupogalpao.com.br

http://www.belohorizonte.mg.gov.br/evento/2012/06/grupo-galpao-30-anos-de-teatro-e-vida


postado por: NANDA ROVERE 6:42 PM




Seção : Teatro- 07/06/2012 11:22



Grupo Galpão comemora 30 anos de teatro investindo no cinema

Coletivo mineiro flerta com a sétima arte para marcar os 30 anos de história. Chico Pelúcio filma documentário sobre estreia de Romeu e Julieta, enquanto Inês Peixoto faz curtas sobre releituras de Tchékhov

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Carolina Braga - EM Cultura














A foto da apresentação de Romeu e Julieta, na Praça do Papa, inspirou documentário sobre a relação do Galpão com o seu público




Parecemos adolescentes”, brinca Inês Peixoto, atriz do Grupo Galpão. Ela não se refere apenas à extensa agenda de apresentações para comemorar os 30 anos da trupe. Outra forte – e bem-vinda – onda criativa “invade” a companhia mineira. Fazer só teatro é pouco. Agora, o Galpão estreita os laços com o cinema.




Nos próximos meses, serão lançados seis curtas-metragens baseados em contos de Antón Tchékhov, além de um longa sobre a experiência da companhia na tradução de Till, a saga de um herói torto para o espanhol e a apresentação desse trabalho no Chile. Inês Peixoto dirige as produções. Paralelamente, Chico Pelúcio se dedica ao documentário sobre os 20 anos da estreia de Romeu e Julieta. Detalhe: desta vez, o foco estará no público.




Fora de cena da remontagem do clássico de Shakespeare, Chico Pelúcio pensou em registrar o reencontro dos atores com personagens tão importantes – tanto para a trajetória particular de cada um deles quanto para o Galpão no contexto das artes cênicas do país. Porém, só gravar o retorno parecia muito pouco para o inquieto ator e diretor. Foi aí que ele se lembrou de uma fotografia feita por Magda Santiago na estreia da peça, em 1992, também na Praça do Papa.




“A foto ficava exposta no Galpão Cine Horto. Todas as vezes que passava em frente dela, tentava identificar as pessoas. Era tão simbólica e importante que pensei em localizar o maior número delas”, conta Pelúcio. A imagem eternizava o encontro dos personagens principais com duas “montanhas” ao fundo: a Serra do Curral e a plateia, hipnotizada Assim nasceu a ideia do documentário que ele dirige em parceria com Rodolfo Magalhães. A tarefa não foi nada fácil.




Com a ajuda de amigos e de quem estava lá naquela sessão de estreia, Chico identificou alguns espectadores e os convidou para participar do filme. “Outras pessoas apareceram durante a gravação dos depoimentos. Por exemplo: o Vinícius, que está fazendo a câmera e tem 22 anos. Ele olhou a foto e achou o pai dele”, conta. Curiosamente, naquela plateia inaugural estavam as atrizes Simone Ordones, Lydia del Picchia e Fernanda Vianna, que posteriormente integrariam o elenco do Galpão.




“Estou entrevistando essas pessoas, inclusive crianças de 5, 7 anos. Quero saber o que guardaram na memória, o que aquele dia significou para elas”, diz Pelúcio. Todos os depoimentos foram gravados no início desta semana. Domingo, às 16h, o diretor vai reunir todo mundo na Praça do Papa para a conclusão das filmagens. Isso ocorrerá durante a apresentação de Romeu e Julieta no Festival de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT-BH).




“Sabemos de onde estamos partindo: da memória afetiva dessas pessoas. Domingo, vamos nos reencontrar e ver o que acontece. Possivelmente, vamos entrevistá-los novamente depois de assistirem à peça”, detalha Chico Pelúcio. Ele ainda não tem ideia de como ficará o documentário. Se existe uma dúvida, trata-se da carga emotiva que o filme já carrega. “Vendo os depoimentos, ‘derreti’ umas duas ou três vezes”, revela.




Embora o resultado final ainda não esteja claro, Chico sabe muito bem o que quer. Registrar a reestreia de Romeu e Julieta é só um detalhe. “Pretendo um pouco mais, revelar o que as pessoas identificam como prazer, alegria e modificação”, planeja.




EXPERIMENTAÇÃO Inês Peixoto diz que a dimensão do encontro do Grupo Galpão com o cinema pode ser medida pelo constante desejo de seus integrantes de experimentar a linguagem audiovisual. “Todos os atores gostam da experiência cinematográfica, a gente ficava esperando convites. Se temos a possibilidade de fazer um trabalho interessante, então vamos fazê-lo”, resume ela.




Bem-humorada, Inês batizou o “departamento de cinema” do Galpão de O mágico de Oz. “É a produtora do orçamento zero”, explica. Não houve qualquer patrocínio para os curtas. “Eu mesma roteirizei. Em cinco dias, filmamos seis histórias. Levávamos os equipamentos no meu carro”, lembra.




Apenas Arildo Barros (envolvido com os ensaios de Romeu e Julieta) não fez parte do elenco dos curtas. Os outros atores do Galpão ganharam personagens de destaque nos contos “A corista”, “A palestra”, “Cronologia viva”, “O vingador”, “Personalidade enigmática” e “O bilhete premiado”. “São histórias curtas com situações que ocorrem em determinado tempo e espaço”, detalha Inês. Elas foram escolhidas logo depois do processo de criação de Eclipse, espetáculo dirigido por Jurij Alzchitz baseado em textos do autor russo.




Aluna de graduação de cinema, Inês Peixoto saúda a fase de experimentações do Galpão, fundamental para o amadurecimento artístico da trupe. “Para ator de teatro, qualquer experiência de atuação é muito revigorante, temos um veículo novo. Então, ficamos com muita vontade, pois o nosso olhar junta teatro e cinema”, conclui.



VALE A PENA

VER DE NOVO



Os filmes a serem lançados pelo Galpão integram a programação comemorativa dos 30 anos do grupo. Além deles, está prevista a reapresentação de várias peças.




ROMEU E JULIETA

.Praça do Papa. Sábado, às 19h, e domingo, às 16h

. Parque Estrela Dalva (Av. Costa do Marfim, 400, Estrela Dalva). Dia 16, às 16h

. Parque Ecológico da Pampulha (Entrada pela portaria 2). Dias 23 e 24, 16h

Entrada franca




ECLIPSE

. Teatro Francisco Nunes (Parque Municipal, Avenida Afonso Pena s/nº, Centro). Dias 20, às 19h; 21, às 21h30; e 22, às 17h.

R$ 20 e R$10 (meia)




TIO VÂNIA (AOS QUE VIEREM DEPOIS DE NÓS)

. Galpão Cine Horto, Rua Pitangui, 3.613, Horto, (31) 3481-5580. De 29 deste mês a 1º de julho. Sexta e sábado, às 21h; domingo, às 19h. R$ 30 e R$ 15 (meia)




TILL, A SAGA DE

UM HERÓI TORTO

.Casa da Cultura Josephina Bento (Av. Padre Osório Braga, 18, Centro de Betim): 6 de julho, às 20h.

. Parque Estrela Dalva (Av. Costa do Marfim, 400, Estrela Dalva):

7 de julho, às 18h.

Entrada franca




. Informações: www.grupogalpao.com.br

http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_11/2012/06/07/ficha_teatro/id_sessao=11&id_noticia=54022/ficha_teatro.shtml





postado por: NANDA ROVERE 6:33 PM




Versão especial de clássico de Shakespeare volta a encantar público da capital






A mais conhecida história de amor da humanidade promete emocionar os belo-horizontinos em mais uma edição do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua (FIT-BH). Depois de nove anos sem subir aos palcos da capital mineira (a última apresentação foi realizada em 2003, no Palácio das Artes), o espetáculo “Romeu e Julieta”, uma das apresentações de abertura do FIT-BH 2012, na Praça do Papa, no dia 9 de junho, será encenado pelo Grupo Galpão, que teve na montagem da tragédia de Shakespeare um marco em sua carreira. Ao atualizar o sentido da história, a concepção do diretor Gabriel Villela para o espetáculo do Galpão transpôs a tragédia dos dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira. Esse conceito sustenta todo o espetáculo, especialmente na figura do narrador, que rege toda a ação com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro.

Desde sua estreia na histórica cidade de Ouro Preto, em 1992, “Romeu e Julieta” construiu uma carreira de sucesso de público e crítica, no país e no exterior. Foi visto 272 vezes, em quase 60 cidades brasileiras e em nove outros países (Espanha, Inglaterra, Portugal, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Uruguai, Venezuela e Colômbia), com apresentações em teatros, estádios ou, preferencialmente, em praças públicas, reunindo plateias que variaram entre 300 e 4 mil espectadores. Em julho de 2000, a versão do Galpão para o espetáculo coroou sua trajetória com uma série de apresentações em Londres, no palco do Shakespeare’s Globe Theatre, um dos mais importantes palcos teatrais ingleses, que teve como um de seus sócios ninguém menos do que William Shakespeare, responsável por transformar o espaço em arena para apresentações de clássicos como “Hamlet” e “Rei Lear”. O grupo vai se apresentar novamente em Londres, no mesmo local de 12 anos atrás, nos dias 19 e 20 deste mês.

O encontro com Gabriel Villela marcou a ousadia do Grupo Galpão em fazer um clássico na rua. Ao texto original do espetáculo, que foi encenado pela primeira vez na capital em 1992, na Praça do Papa, no bairro Mangabeiras, juntam-se elementos da cultura popular brasileira e mineira, presente nas serestas e modinhas, nos adereços e figurinos que remetem ao interior do Brasil. O ator Eduardo Moreira, que interpreta Romeu na adaptação do clássico, destacou a grandiosidade do espetáculo, afirmando que a encenação leva parte da cultura mineira para diversas partes do mundo. “O espetáculo criou uma nova estética para o teatro popular e de rua, circulou por alguns dos mais importantes festivais do mundo e é um grande divulgador no exterior da cultura brasileira e mineira. Usando elementos da cultura popular, presentes na música, nos figurinos, no cenário e na adaptação conduzida por um Shakespeare que se expressa em uma prosódia do Sertão de Guimarães Rosa, o espetáculo encantou os maiores especialistas do dramaturgo inglês”, disse.

A volta do espetáculo à capital mineira e o prazer em interpretar um dos maiores personagens da dramaturgia mundial também foram ressaltados por Eduardo. “O FIT traz de volta a Belo Horizonte um marco do teatro brasileiro em dimensões universais. É a chance de uma nova geração assistir a um espetáculo que, provavelmente, foi muito comentado pelos pais, mas que não pôde ser assistido pelos mais novos”, destacou. “Sinto um grande prazer e uma grande alegria por poder interpretar um dos personagens mais emblemáticos da dramaturgia universal, em uma peça que estabelece uma comunicação sempre avassaladora com o público”, concluiu Eduardo.



O diretor

Antônio Gabriel Santana Villela é diretor, cenógrafo e figurinista. Começou como diretor na década de 1990, dotado de uma teatralidade barroca, com frequentes apelos ao imaginário brasileiro. Formou-se como diretor teatral pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e estreou na nova carreira em 1989, com o espetáculo “Você Vai Ver o Que Você Vai Ver”. Dirigiu diversas outras peças como “O Concílio do Amor”, em 1989, “A Guerra Santa”, uma versão brasileira de “A Divina Comédia” que estreou em 1993, “A Falecida”, história de Nelson Rodrigues estreada em 1994, e “Morte e Vida Severina”, clássico de João Cabral de Melo Neto, em 1997. Em 2001, Villela dirigiu dois espetáculos com texto de Chico Buarque, “Os Saltimbancos” e “ Gota d’Água”.



Mais Gabriel Villela no FIT

Além do clássico “Romeu e Julieta”, Gabriel Villela, um dos mais importantes nomes do teatro contemporâneo no país, dirige outro espetáculo que integra a 11ª edição do FIT-BH. Encenado pelo Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, de Natal, no Rio Grande do Norte, a peça “Sua Incelênça, Ricardo III” também parte de um texto do mais famoso dramaturgo inglês. O espetáculo ganha a rua através do universo lúdico do picadeiro do circo, criando um diálogo entre o sertão e a Inglaterra da época elisabetana, período associado ao reino da rainha Isabel ou Elizabeth I (1558-1603), que corresponde ao ápice da renascença inglesa, na qual se viu florescer a literatura e a poesia do país. Na apresentação, o rock clássico inglês se agrega às inscelenças, gênero musical tipicamente nordestino.


http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/contents.do?evento=conteudo&idConteudo=58974&chPlc=58974

postado por: NANDA ROVERE 6:31 PM




Belo Horizonte - Grupo Galpão ministra oficina e realiza espetáculos durante o FIT BH - 2012

Atenção, ritmo, presença, pontos de energia e impulso, associados à emissão da voz, são alguns dos elementos explorados nos dois dias de trabalho. Essas técnicas e exercícios foram incorporados à rotina do grupo e vêm da experiência de treinamentos realizados com o pedagogo e diretor russo Jurij Alschitz, durante os ensaios de “Eclipse”, no ano passado.

http://www.grupogalpao.com.br/port/home/

Galpão no FIT BH 2012

O Galpão está em várias atividades do 11º Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de BH. Além de cinco apresentações de “Romeu e Julieta” e três de “Eclipse”, o grupo vai ministrar a oficina “Qualidades da Energia com Grupo Galpão”, que traz as faces de um trabalho experimental e coletivo, a partir de conceitos e proposições do pedagogo russo Jurij Alschitz, diretor da última montagem da companhia. Os atores do Grupo também participam do Fit-BH com outros trabalhos. Rodolfo Vaz protagoniza em “Antes do Silêncio”, espetáculo com direção de Eid Ribeiro. O filme “O Palhaço”, de Selton Melo, conta com a atriz Teuda Bara no elenco e será exibido na programação do Cine-FIT. Também está na Mostra o documentário Moscou, com direção de Eduardo Coutinho, que retrata os ensaios da peça “As três Irmãs”. Informações: http://www.fitbh.com.br/2012/


http://www.arteecultura.com.br/lerartigo.aspx?cod=93

postado por: NANDA ROVERE 6:27 PM





FIT-BH 2012

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A 11ª edição do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT-BH 2012), será realizada entre os dias 09 e 24 de junho. Em 16 dias de evento, serão apresentados 19 espetáculos internacionais, 12 nacionais e 10 locais, com 143 apresentações em aproximadamente 60 diferentes espaços da cidade.

Esta edição do evento promete acentuar os diálogos crescentes e múltiplos entre o teatro e as demais linguagens artísticas, como a música, o circo, a dança, o audiovisual e as artes visuais.


Além de oferecer mais de 140 apresentações para o público da capital mineira, a 11ª edição do FIT-BH vai promover diversas atividades especiais. Oficinas, palestras, exibição de filmes e uma virada teatral, composta por apresentações e shows realizados durante 24 horas ininterruptas, são destaques na programação do festival.

Para abrir sua programação em grande estilo, o FIT-BH propõe uma novidade: no primeiro dia de evento, dia 9 de junho, BH receberá simultaneamente três espetáculos em diferentes espaços da cidade: o Grupo Galpão se apresenta com a remontagem do clássico “Romeu e Julieta”; o grupo internacional Antagon, da Alemanha, mostra o espetáculo “Time Out” e o grupo Clowns de Shakespeare, de Natal/RN, apresenta “Sua Incelença, Ricardo III”.

Os ingressos para as apresentações em locais fechados terão preços populares de R$20 inteira e R$10 meia-entrada. Já os espetáculos que serão realizados nos locais abertos, como parques e praças, terão sempre acesso gratuito. A venda do primeiro lote dos ingressos começa no dia 21 de maio. Os bilhetes de entrada podem ser adquiridos nas bilheterias dos teatros em que as peças serão exibidas ou pelo site do Ingresso Rápido.

Mostra Movimentos Urbanos e Ponto de Encontro
Na sua quinta edição, a Mostra Movimentos Urbanos funciona como ação de descentralização cultural. O público poderá conferir a apresentação de 32 artistas selecionados em categorias que vão desde apresentação musical e DJs a performances cênicas e intervenção de artes plásticas. Em 2012, o tradicional Ponto de Encontro será instalado no Parque Municipal. A mostra será realizada durante os 12 dias do FIT-BH, com uma programação que reunirá mais de 50 artistas, entre locais e nacionais.

Espetáculos em Exibição:

- Domínio Público
- Lisboa
- Oxlajuj B'Aqtun
- Time Out
- A Farsa do Advogado Pathelin
- Miséria, Servidor de dois estancieiros
- Por que a gente não é assim? Ou por que a gente é assado?
- Romeu e Julieta
- Sua Incelença, Ricardo III
- Naquele Bairro Encantado
- Palhaços à vista
- Ressonâncias
- Abito
- El Último Ensayo
- Gólgota Picnic
- Los Hijos se Han Dormido
- Quiet
- Tecer Cuerpo
- Translunar Paradise
- Umnenhumcemmil
- Voyageurs Immobiles
- Depois do Filme
- Estamira - Beira do Mundo
- Mistero Buffo
- Eclipse
- A Mulher sem Pecado
- A Pequenina América e Sua Avó Sifrada de Escrúplos
- Antes do Silêncio
- Dressur + Play It Again
- Nesta Data Querida
- El Autor Intelectual
- Los Autores Materiales
- Sin Título, Técnica Mixta
- The Theatre
- Performance Sagazan
- Villa + Discurso
- Bença
- O Idiota - Uma novela teatral
- Ópera dos Vivos
- Medeiazonamorta
- Sobre Dinossauros, Galinhas e Dragões


Informações
Mapa





Local
Diversos locais da capital

Endereço
,


Telefone
Informações no texto acima



Data
09/06 até 24/06

Horário
18h00



Preço
Informações no texto acima

Vendas
Locais onde as peças

http://www.soubh.com.br/plus/modulos/agenda/ver.php?id=20261&categoria=16


postado por: NANDA ROVERE 6:26 PM






http://vejabh.abril.com.br/arte-e-cultura/teatro/programacao-completa-fit-bh-2012-teatro-686669.shtml

09 de Junho - Sábado
19:00
Espetáculo
TIME OUT
Centro Esportivo Milionários

19:00
Espetáculo
ROMEU E JULIETA
Praça do Papa

19:00
Espetáculo
SUA INCELENÇA, RICARDO III
Praça Nova da Pampulha

21:30
Espetáculo
LOS AUTORES MATERIALES
Casa Mac

21:30
Espetáculo
LOS HIJOS SE HAN DORMIDO
Grande Teatro do Palácio das Artes


10 de Junho - Domingo
10:00
Espetáculo
PALHAÇOS À VISTA
Lagoa Seca

11:00
Espetáculo
LOS HIJOS SE HAN DORMIDO
Grande Teatro do Palácio das Artes

16:00
Espetáculo
ROMEU E JULIETA
Praça do Papa

16:00
Espetáculo
RESSONÂNCIAS
Praça Renato Azeredo

16:00
Espetáculo
PALHAÇOS À VISTA
Centro Cultural São Geraldo

19:00
Espetáculo
A PEQUENINA AMÉRICA E SUA AVÓ $IFRADA DE ESCRÚPULOS
Teatro Marília

20:00
Espetáculo
TIME OUT
Centro Esportivo Milionários

20:00
Cine Fit
O Palhaço
Centro Esportivo Vale do Jatobá

21:00
Espetáculo
LOS AUTORES MATERIALES
Casa Mac


11 de Junho - Segunda-feira
17:00
Espetáculo
DEPOIS DO FILME
Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes

19:00
Espetáculo
LOS AUTORES MATERIALES
Casa Mac

20:00
Espetáculo
A PEQUENINA AMÉRICA E SUA AVÓ $IFRADA DE ESCRÚPULOS
Teatro Marília

20:00
Cine Fit
O Palhaço
Campo de Futebol da Pedreira - CRAS Mariano de Abreu

21:00
Espetáculo
SUA INCELENÇA, RICARDO III
Praça Duque de Caxias (Praça de Santa Tereza)

21:30
Espetáculo
QUIET
Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna



12 de Junho - Terça-feira
12:00
Espetáculo
Performance Sagazan
Espaço Mari’Stella Tristão

15:00
Espetáculo
PALHAÇOS À VISTA
Centro Cultural Urucuia

16:00
Espetáculo
NAQUELE BAIRRO ENCANTADO
Lagoinha

17:30
Espetáculo
OXLAJUJ B’AQTUN
Parque Municipal

19:00
Espetáculo
QUIET
Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna

19:00
Espetáculo
EL AUTOR INTELECTUAL
Casa Mac

20:00
Cine Fit
O Palhaço
Pátio da Igreja de Santa Beatriz

21:00
Espetáculo
DEPOIS DO FILME
Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes

21:00
Espetáculo
SUA INCELENÇA, RICARDO III
Praça Duque de Caxias (Praça de Santa Tereza)


13 de Junho - Quarta-feira
09:00
Espetáculo
PALHAÇOS À VISTA
Centro Cultural Lindéia Regina

12:00
Espetáculo
Performance Sagazan
Espaço Mari’Stella Tristão

16:00
Espetáculo
NAQUELE BAIRRO ENCANTADO
Lagoinha

17:30
Espetáculo
OXLAJUJ B’AQTUN
Parque Municipal

18:00
Espetáculo
EL AUTOR INTELECTUAL
Casa Mac

19:00
Espetáculo
SOBRE DINOSSAUROS, GALINHAS E DRAGÕES
Funarte MG

20:00
Cine Fit
O Palhaço
Parque Jacques Cousteau

21:00
Espetáculo
QUIET
Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna

21:00
Espetáculo
ANTES DO SILÊNCIO
Teatro Dom Silvério

22:00
Espetáculo
DEPOIS DO FILME
Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes

23:00
Espetáculo
EL AUTOR INTELECTUAL
Casa Mac


14 de Junho - Quinta-feira
12:00
Espetáculo
Performance Sagazan
Espaço Mari’Stella Tristão

15:00
Espetáculo
A FARSA DO ADVOGADO PATHELIN
Praça Sete

17:00
Espetáculo
THE THEATRE
Cine Santa Tereza

17:00
Espetáculo
SOBRE DINOSSAUROS, GALINHAS E DRAGÕES
Funarte MG

19:00
Espetáculo
OXLAJUJ B’AQTUN
Centro Cultural Lagoa do Nado

19:00
Espetáculo
VILLA + DISCURSO
Auditório da Fafich

19:00
Espetáculo
ABITO
Teatro Francisco Nunes

20:00
Espetáculo
DRESSUR + PLAY IT AGAIN
Teatro Alterosa

20:00
Cine Fit
O Palhaço
Campo de Futebol em frente ao Centro Cultural São Bernardo

21:00
Espetáculo
A MULHER SEM PECADO
Teatro Sesiminas

22:00
Espetáculo
QUIET
Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna

22:00
Espetáculo
ANTES DO SILÊNCIO
Teatro Dom Silvério


15 de Junho - Sexta-feira
12:00
Espetáculo
Performance Sagazan
Espaço Mari’Stella Tristão

16:00
Espetáculo
A FARSA DO ADVOGADO PATHELIN
Praça da Savassi

18:00
Espetáculo
NAQUELE BAIRRO ENCANTADO
Lagoinha

19:00
Espetáculo
OXLAJUJ B’AQTUN
Centro Cultural Lagoa do Nado

19:00
Espetáculo
A MULHER SEM PECADO
Teatro Sesiminas

19:00
Espetáculo
ANTES DO SILÊNCIO
Teatro Dom Silvério

20:00
Espetáculo
BENÇA
Escola de Samba Cidade Jardim

20:00
Espetáculo
DRESSUR + PLAY IT AGAIN
Teatro Alterosa

20:00
Cine Fit
O Palhaço
Praça Duque de Caxias (Praça de Santa Tereza)

20:00
Espetáculo
ABITO
Teatro Francisco Nunes

21:00
Espetáculo
umnenhumcemmil
Spetáculo Casa de Artes

21:00
Espetáculo
VILLA + DISCURSO
Auditório da Fafich

23:00
Espetáculo
THE THEATRE
Cine Santa Tereza


16 de Junho - Sábado
11:00
Espetáculo
LISBOA
Praça da Liberdade

11:00
Espetáculo
A FARSA DO ADVOGADO PATHELIN
Centro Cultural Vila Fátima

12:00
Espetáculo
Performance Sagazan
Espaço Mari’Stella Tristão

16:00
Espetáculo
ROMEU E JULIETA
Parque Estrela Dalva

18:00
Espetáculo
OXLAJUJ B’AQTUN
Parque Municipal Rosinha Cadar

18:00
Espetáculo
BENÇA
Escola de Samba Cidade Jardim

18:00
Espetáculo
NAQUELE BAIRRO ENCANTADO
Lagoinha

20:00
Espetáculo
VILLA + DISCURSO
Auditório da Fafich

20:00
Cine Fit
O Palhaço
Praça Nova da Pampulha

20:00
Espetáculo
ABITO
Teatro Francisco Nunes

21:00
Espetáculo
umnenhumcemmil
Spetáculo Casa de Artes

23:00
Espetáculo
THE THEATRE
Cine Santa Tereza


17 de Junho - Domingo
10:00
Espetáculo
LISBOA
Praça Professor Godoy Betônico / Museu Histórico Abílio Barreto

10:00
Espetáculo
RESSONÂNCIAS
Parque das Águas Roberto Burle Marx

16:00
Espetáculo
A FARSA DO ADVOGADO PATHELIN
Praça Padre Marcelo

16:00
Espetáculo
THE THEATRE
Cine Santa Tereza

18:00
Espetáculo
OXLAJUJ B’AQTUN
Parque Municipal Rosinha Cadar

18:00
Espetáculo
BENÇA
Escola de Samba Cidade Jardim

19:00
Espetáculo
VILLA + DISCURSO
Auditório da Fafich

20:00
Espetáculo
umnenhumcemmil
Spetáculo Casa de Artes

20:00
Cine Fit
O Palhaço
Praça JK (Juscelino Kubitscheck)

22:00
Espetáculo
THE THEATRE
Cine Santa Tereza


18 de Junho - Segunda-feira
15:00
Espetáculo
A FARSA DO ADVOGADO PATHELIN
Centro Cultural São Bernardo

16:00
Espetáculo
LISBOA
Praça Floriano Peixoto

17:00
Cine Fit
La Fée
Cine Humberto Mauro

18:30
Espetáculo
MEDEIAZONAMORTA
Centro Cultural da UFMG

19:00
Espetáculo
umnenhumcemmil
Spetáculo Casa de Artes

21:00
Espetáculo
MISTERO BUFFO
Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna

21:00
Cine Fit
Rumba
Cine Humberto Mauro


19 de Junho - Terça-feira
14:00
Espetáculo
LISBOA
Praça Duque de Caxias (Praça de Santa Tereza)

16:00
Espetáculo
DOMINIO PUBLICO
Centro Cultural Padre Eustáquio

17:00
Espetáculo
O IDIOTA - UMA NOVELA TEATRAL
CentoeQuatro

17:00
Cine Fit
Juventude
Cine Humberto Mauro

19:00
Cine Fit
Édipo
Cine Humberto Mauro

19:30
Espetáculo
EL ÚLTIMO ENSAYO
Galpão Cine Horto

20:00
Espetáculo
TERCER CUERPO
Teatro Alterosa

20:00
Espetáculo
MEDEIAZONAMORTA
Centro Cultural da UFMG

21:00
Cine Fit
Boca de Ouro
Cine Humberto Mauro

22:00
Espetáculo
MISTERO BUFFO
Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna



20 de Junho - Quarta-feira
16:00
Espetáculo
MISÉRIA, SERVIDOR DE DOIS ESTANCIEIROS
Centro Cultural Salgado Filho

16:00
Espetáculo
DOMINIO PUBLICO
Praça Estação

17:00
Espetáculo
O IDIOTA - UMA NOVELA TEATRAL
CentoeQuatro

17:00
Cine Fit
Mãe e Filha
Cine Humberto Mauro

19:00
Espetáculo
ECLIPSE
Teatro Francisco Nunes

19:00
Espetáculo
MISTERO BUFFO
Teatro do Oi Futuro Klauss Vianna

19:00
Espetáculo
NESTA DATA QUERIDA
Spetáculo Casa de Artes

19:00
Cine Fit
Post Mortem
Cine Humberto Mauro

20:00
Espetáculo
TERCER CUERPO
Teatro Alterosa

20:00
Espetáculo
MEDEIAZONAMORTA
Centro Cultural da UFMG

20:00
Espetáculo
EL ÚLTIMO ENSAYO
Galpão Cine Horto

21:00
Cine Fit
Goodbye Dragon Inn
Cine Humberto Mauro

22:00
Espetáculo
TRANSLUNAR PARADISE
Teatro Marília

22:00
Espetáculo
VOYAGEURS IMMOBILES
Grande Teatro do Sesc Palladium



21 de Junho - Quinta-feira
11:00
Espetáculo
POR QUE A GENTE NÃO É ASSIM? OU POR QUE A GENTE É ASSADO?
Praça da Savassi

15:00
Espetáculo
MISÉRIA, SERVIDOR DE DOIS ESTANCIEIROS
Centro Cultural Venda Nova

16:00
Espetáculo
TRANSLUNAR PARADISE
Teatro Marília

16:00
Espetáculo
DOMINIO PUBLICO
Praça Estação

17:00
Cine Fit
Uma rua chamada pecado
Cine Humberto Mauro

17:30
Espetáculo
TERCER CUERPO
Teatro Alterosa

19:30
Espetáculo
VOYAGEURS IMMOBILES
Grande Teatro do Sesc Palladium

19:30
Espetáculo
ECLIPSE
Teatro Francisco Nunes

19:30
Espetáculo
ESTAMIRA
Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes

19:30
Espetáculo
NESTA DATA QUERIDA
Spetáculo Casa de Artes

19:30
Cine Fit
As Cinzas de Deus
Cine Humberto Mauro

20:00
Espetáculo
ÓPERA DOS VIVOS
Funarte MG

20:00
Espetáculo
MEDEIAZONAMORTA
Centro Cultural da UFMG

20:00
Espetáculo
EL ÚLTIMO ENSAYO
Galpão Cine Horto

21:00
Cine Fit
Sangue do Meu Sangue
Cine Humberto Mauro

22:00
Espetáculo
GÓLGOTA PICNIC
Teatro Sesiminas


22 de Junho - Sexta-feira
10:00
Espetáculo
MISÉRIA, SERVIDOR DE DOIS ESTANCIEIROS
Espaço BH Cidadania Zilah Spósito

10:00
Espetáculo
POR QUE A GENTE NÃO É ASSIM? OU POR QUE A GENTE É ASSADO?
Praça Rio Branco - Praça da Rodoviária

16:00
Espetáculo
MISÉRIA, SERVIDOR DE DOIS ESTANCIEIROS
Associação de Moradores do Bairro Jardim Guanabara

16:00
Espetáculo
ÓPERA DOS VIVOS
Funarte MG

16:00
Espetáculo
RESSONÂNCIAS
Praça Comendador Negrão de Lima

16:00
Espetáculo
DOMINIO PUBLICO
Parque Jornalista Eduardo Couri

17:00
Espetáculo
ECLIPSE
Teatro Francisco Nunes

17:00
Cine Fit
Moscou
Cine Humberto Mauro

19:00
Espetáculo
TRANSLUNAR PARADISE
Teatro Marília

19:00
Espetáculo
VOYAGEURS IMMOBILES
Grande Teatro do Sesc Palladium

19:00
Espetáculo
O IDIOTA - UMA NOVELA TEATRAL
CentoeQuatro

19:00
Cine Fit
Testemunha 4
Cine Humberto Mauro

19:00
Espetáculo
GÓLGOTA PICNIC
Teatro Sesiminas

20:00
Espetáculo
ESTAMIRA
Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes

20:00
Espetáculo
MEDEIAZONAMORTA
Centro Cultural da UFMG

21:00
Espetáculo
SIN TÍTULO, TÉCNICA MIXTA
Cine Santa Tereza

21:00
Cine Fit
O Idiota
Cine Humberto Mauro

21:30
Espetáculo
TERCER CUERPO
Teatro Alterosa


23 de Junho - Sábado
10:00
Espetáculo
MISÉRIA, SERVIDOR DE DOIS ESTANCIEIROS
Praça Prof. Correa Neto - IAPI

10:00
Espetáculo
PALHAÇOS À VISTA
Centro Cultural Santa Rita

11:00
Espetáculo
POR QUE A GENTE NÃO É ASSIM? OU POR QUE A GENTE É ASSADO?
Feira Tom Jobim

11:00
Espetáculo
DOMINIO PUBLICO
Parque das Mangabeiras

15:00
Espetáculo
PALHAÇOS À VISTA
Parque Municipal

15:00
Espetáculo
DOMINIO PUBLICO
Parque das Mangabeiras

16:00
Espetáculo
ROMEU E JULIETA
Parque Ecológico da Pampulha

16:00
Espetáculo
RESSONÂNCIAS
Parque Municipal

16:00
Cine Fit
La Fée
Cine Humberto Mauro

18:00
Espetáculo
GÓLGOTA PICNIC
Teatro Sesiminas

18:00
Cine Fit
Glass Lips
Cine Humberto Mauro

19:00
Espetáculo
O IDIOTA - UMA NOVELA TEATRAL
CentoeQuatro

19:00
Espetáculo
POR QUE A GENTE NÃO É ASSIM? OU POR QUE A GENTE É ASSADO?
Embaixo do Viaduto Santa Tereza

20:00
Cine Fit
Estamira
Cine Humberto Mauro

21:00
Espetáculo
SIN TÍTULO, TÉCNICA MIXTA
Cine Santa Tereza

22:00
Espetáculo
ÓPERA DOS VIVOS
Funarte MG

23:00
Espetáculo
TRANSLUNAR PARADISE
Teatro Marília

23:00
Cine Fit
Evoé! Retrato de um Antropófago
Cine Humberto Mauro

23:59
Espetáculo
ESTAMIRA
Teatro João Ceschiatti - Palácio das Artes


24 de Junho - Domingo
01:00
Espetáculo
MEDEIAZONAMORTA
Centro Cultural da UFMG

01:00
Cine Fit
A Cidade é uma Só?
Cine Humberto Mauro

01:00
Cine Fit
Evoé! Retrato de um Antropófago
Parque Municipal

10:00
Espetáculo
DOMINIO PUBLICO
Funarte MG

11:00
Espetáculo
MISÉRIA, SERVIDOR DE DOIS ESTANCIEIROS
Praça da Assembléia (Praça Carlos Chagas)

11:00
Espetáculo
POR QUE A GENTE NÃO É ASSIM? OU POR QUE A GENTE É ASSADO?
Parque Municipal

11:00
Espetáculo
PALHAÇOS À VISTA
Centro Cultural Pampulha

15:00
Espetáculo
DOMINIO PUBLICO
Funarte MG

16:00
Espetáculo
ÓPERA DOS VIVOS
Funarte MG

16:00
Espetáculo
POR QUE A GENTE NÃO É ASSIM? OU POR QUE A GENTE É ASSADO?
Centro Cultural Vila Marçola

16:00
Espetáculo
ROMEU E JULIETA
Parque Ecológico da Pampulha

16:00
Cine Fit
Trabalho de Actriz, Trabalho de Actor
Cine Humberto Mauro

18:00
Espetáculo
SIN TÍTULO, TÉCNICA MIXTA
Cine Santa Tereza

18:00
Cine Fit
Rumba
Cine Humberto Mauro

19:00
Espetáculo
O IDIOTA - UMA NOVELA TEATRAL
CentoeQuatro

20:00
Cine Fit
Glass Lips
Cine Humberto Mauro

21:00
Espetáculo
GÓLGOTA PICNIC
Teatro Sesiminas

postado por: NANDA ROVERE 6:24 PM





Publicado em 07/06/2012 às 13h17.


Festival Internacional de Teatro de BH bate recorde com 358 artistas em 143 apresentações em 16 dias


.

.


..
.

Tags: atores, bastidores, belo horizonte, capital mineira, espetáculos, festival internacional, fit, fit-bh, mg, miguel arcanjo prado, palco, peças, r7, reportagem, rua, teatro


Comente
...





Belo Horizonte vai respirar teatro em 16 dias: espetáculos de 13 países - Fotos: Divulgação
.

Por Miguel Arcanjo Prado

A partir deste sábado (8), em cada canto da capital mineira haverá teatro. É neste dia que começa a 11ª edição do FIT-BH (Festival Internacional de Teatro, Palco & Rua), que vai até o dia 24 com mais de 143 apresentações em 60 espaços espalhados nas nove regiões da cidade.

O evento já tem 18 anos de vida e, dessa vez, bate todos os recordes anteriores. A grandiosidade dos números faz do FIT-BH um dos cinco maiores festivais teatrais de toda América Latina. Serão 19 espetáculos internacionais, 12 nacionais e 10 locais.

Como o próprio nome já diz, não faltarão estrangeiros em BH. Além do Brasil, é claro, 12 países mandaram seus representantes: Argentina, Itália, França, Inglaterra, Peru, Chile, Colômbia, República Tcheca, Alemanha, Guatemala, Espanha e Israel.

Os curadores afirmam que trazem o que há de melhor no mundo, sempre com a premissa da “descentralização dos eixos e fluxos de produção teatral”, como explica Thaís Pimentel, presidente da Fundação Municipal de Cultura, que realiza o FIT em parceria com a Prefeitura de Belo Horizonte.



Brasil na área: Os mineiros de Romeu & Julieta, os paulistas de O Idiota e os baianos de Bença
.

— O FIT já é patrimônio imaterial da cidade. Nesses 18 anos de história, ele transformou a maneira do mineiro perceber o teatro. Este é, sem dúvida, o maior FIT da história.

O diretor artístico do festival, Marcelo Bones, diz que, mais do que somar peças, o evento propõe “uma reflexão sobre o teatro a produção cultural de nosso tempo”. Por isso, foram escolhidas produções de linguagens distintas.

Destaques gringos e nacionais

Na programação internacional, há destaques. O celebrado diretor argentino Daniel Veronese leva ao FIT sua obra Los Hijos se Han Dormido. O país hermano apresenta ainda outra montagem, Tecer Cuerpo, da Cia. Timbre 4.

Os 165 artistas gringos vão invadir as ruas belo-horizontinas, como a turma alemã da peça Time Out, e os guatemalenses de Oxlajuj B’Aqtun. Já os peruanos da peça El Último Ensayo prometem causar em um espaço alternativo da capital.

Nos 12 espetáculos nacionais, há repetecos do Festival de Curitiba, realizado em março, como Eclipse, do mineiro Galpão, Estamira, do Rio, e a peça quase sem fim O Idiota, de São Paulo. Os baianos do Bando de Teatro Olodum levam a montagem Bença ao evento. Mas o grande charme é a volta, 20 anos depois, da obra de rua Romeu & Julieta, que consagrou o Galpão e que acaba de ser apresentada em Londres, abrindo o festival neste fim de semana.

Os artistas poderão se reciclar com oficinas e palestras grátis durante todo o festival. E a estreante Virada Cultural Teatral promete programação ininterrupta das 12h do dia 23 às 12h do dia 24 de junho, quando o festival acaba.

Se não tem mar, tem bar

Mas, como mineiro não vive sem bar, o evento mais uma vez repete o tradicional Ponto de Encontro, todas as noites, dentro do Parque Municipal. Mais de 50 artistas farão a festa para os participantes, com barraquinhas de comidas típicas e bebidas, como pede o frio mês de junho.

E a plateia será eclética, afinal o FIT tem a participação de 358 artistas, sendo 165 internacionais, 146 vindos de seis Estados brasileiros e 47 mineirinhos mesmo, além é claro das 64 pessoas envolvidas na produção. É gente para ninguém botar defeito. Viva o teatro!

http://entretenimento.r7.com/blogs/teatro/2012/06/07/festival-internacional-de-teatro-de-bh-bate-recorde-com-358-artistas-em-143-apresentacoes-em-16-dias-fit-bh-programaca/


postado por: NANDA ROVERE 6:23 PM






Grupo Galpão - 30 Anos de Teatro e Vida






Em comemoração aos 30 anos de trajetória, o grupo galpão apresentará uma mostra com quatro espetáculos de repertório, sendo dois de rua e dois de palco. São eles: “Romeu e Julieta”, “Tio Vânia (aos que vierem depois de nós)”, “Till, a saga de um herói torto” e “Eclipse”. Na capital mineira, as festividades começam no dia 9 de junho, sábado, com “Romeu e Julieta”, na Praça do Papa, e seguem até 1º de julho.




Data:

09/06/2012 à 01/07/2012



Horário:

Confira na programação.



Local:

Praça do Papa



Info venda:

http://www.grupogalpao.com.br



Preço:

Entrada franca



http://www.agendabh.com.br/baladas_detalhes.php?CodEve=8544

postado por: NANDA ROVERE 4:13 AM




FIT PELOS ARTISTAS

Diálogos


06/06/2012 18h59


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8

10
.
JULIA GUIMARÃES

Siga em: www.twitter.com/OTEMPOonline



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O Magazine convidou um integrante do Grupo Galpão (BH) e outro do grupo Clowns de Shakespeare (RN) a trocar perguntas sobre seus trabalhos. Os dois coletivos participam da abertura do festival, o Galpão com "Romeu e Julieta" e Clowns com "Sua Incelença, Ricardo III". Veja abaixo:

Fernando Yamamoto, do grupo Clowns de Shakespeare pergunta para Inês Peixoto, do Grupo Galpão:

Como é, pra você e pro Galpão, conviver com a ideia de ter montado o que talvez seja o mais importante espetáculo dos últimos vinte, trinta anos do teatro brasileiro? Mais ajuda ou mais atrapalha?

É uma alegria ter participado desse momento de criação tão especial para o Galpão e para o Gabriel Villela. É mesmo " impressionante a força que as coisas parecem ter, quando elas precisam acontecer"... Era o momento certo de levar para rua um clássico de Shakespeare, imbuído da cultura popular mineira-brasileira, embalado por serestas e modinhas e com coragem de espalhar palavras de amor pelas ruas do Brasil e do mundo. O " Romeu e Julieta" é um divisor de águas na história do Galpão. Claro que ajuda! Nós sabemos que numa trajetória artística existem trabalhos que são definitivos. Este trabalho nasceu do casamento abençoado do Galpão com o Gabriel.

O Galpão continuou vivo, buscando novas experiências e este amor pela história que nos constitue que permitiu, vinte anos depois, levarmos à cena, com muita poesia, o nosso " Romeu e Julieta" , sob a batuta maravilhosa do Gabriel.

Em que grau a diferença de idade dos atores no Romeu/92 para o Romeu/12 alteraram o espetáculo?

A maravilha foi sentir que estávamos abertos para reencontrar a leveza e a poesia que esta história demanda. E o mais incrível foi, que o esforço físico que o espetáculo exige dos atores foi vencido e superado. Os 20 anos trouxeram mais maturidade para a palavra e para o canto. Foi uma retomada muito feliz. O teatro faz milagres! Os personagens que alteraram a vida dos atores. Teuda, que faz a ama fogosa, estava com dificuldades para andar e agora está subindo em cima da Veraneio. Não é incrível?

Inês Peixoto, do Grupo Galpão pergunta para Fernando Yamamoto, do grupo Clowns de Shakespeare:

Acho que vocês assistiram " Romeu e Julieta" logo no início da criação do grupo e sabemos que o espetáculo virou uma referência para vocês. Como vocês se sentiram sendo dirigidos pelo Romeu- Eduardo Moreira e agora pelo Gabriel Villela?

Na realidade, nem assistimos o Romeu e Julieta para ele ser referência para nós. O grupo surgiu em 1993, e durante muitos anos se inspirou pelos escassos ecos que chegavam ao Rio Grande do Norte do Romeu, seja por relatos, fotos, ou vídeos - de uma era pré-YouTube, diga-se de passagem. Apenas em 2002, um ano antes de completarmos a nossa primeira década de vida, pudemos assistir o espetáculo, quando fizemos a produção local em Natal. Apesar da hercúlea tarefa que o espetáculo tinha de dar conta de dez anos de expectativas, posso afirmar com convicção que não só o fez, como ainda superou-as. A partir de então, o que era inspiração, passou a ser parceria efetiva. Fizemos um convite cara-de-pau pro Eduardo dividir comigo a direção do Muito Barulho por Quase Nada, e ele topou, para a nossa surpresa!!!! Apesar de só termos, naquela ocasião, condições de levar o Eduardo por pouco tempo durante o processo de montagem, esse encontro foi transformador para a nossa poética e para a formação ética do grupo. O Eduardo é um homem de teatro, é um pensador, uma referência no teatro em todos os seus aspectos. O encontro foi tão feliz que reeditamos a parceria em O Casamento do Pequeno Burguês. Para nós, é um orgulho enorme poder ter aprofundado essa relação de fãs-ídolos, para parceiros de trabalho e, hoje, amigos. Quase dez anos depois chegamos ao Gabriel, trazido pelo Ernani, que por sua vez foi trazido pelo Eduardo. Trabalhar com o "chefe", como costumo chamá-lo, explicou o porquê desse tamanho vulto do Romeu e Julieta. Um encontro do Gabriel com o Galpão, tendo o Shakespeare apadrinhando, não poderia resultar em outra coisa. O chefe é um bruxo! Resumindo, a cada experiência que passamos, a admiração por vocês, pelo Gabriel, e por todos esses parceiros que, através do Galpão, conseguimos nos aproximar (Ernani, Babaya, Mona, etc.) só aumenta.

Muitas pessoas enxergam uma semelhança artística e física entre os atores do Galpão e do Clowns. Vocês acham que isso procede?

Eu espero que sim! (risos) Às vezes algumas pessoas tentam nos depreciar chamando-nos de "sucursal do Galpão" ou "filial do Galpão". Nunca conseguimos entender essa "agressão", porque para nós isso sempre foi um elogio! Lógico que temos opções estéticas e de pensamento particulares, entendemos a gestão do grupo de forma diferente do Galpão ou de qualquer outro grupo, mas não há dúvida que sempre tomamos a forma como vocês trabalham e criam como grande referencial para nós. Acho que existe, sim, uma série de características semelhantes entre os dois grupos e, para nós, vindos de um dos estados mais pobres do Nordeste, é motivo de muito orgulho sermos comparado a vocês, que possivelmente são o coletivo de maior prestígio nacional.

Como vocês avaliam a experiência do Clowns como um projeto que mostra que é possível viver de teatro tão longe do eixo Rio-São Paulo?

Ainda me surpreendo com isso! Acho que tudo aconteceu porque nunca imaginávamos que iríamos conseguir! Nossos "sonhos de consumo" sempre foram muito mais modestos do que o que já conseguimos atingir, e sabemos o quão improvável é essa história que estamos construindo. Apesar de termos hoje um espaço de importância na cena nacional, sabemos que, infelizmente, casos como o nosso ainda são exceções. O que batalhamos hoje, junto com grupos como o Bagaceira (CE), Alfenim (PB), A Outra (BA), Magiluth (PE), dentre outros, é fazer com que essas experiências deixem de ser exceções e que o teatro nordestino, e de todo o resto do país, consiga ganhar consistente como uma cena nacional de fato. Mas é bacana ver que esses exemplos pontuais apontam que essa possibilidade existe!

Bjs carinhosos da amiga Inês para todos vocês!!!!

Beijos, Inezinha!!!!!


http://www.otempo.com.br/entretenimento/ultimas/?IdNoticia=27384,ENT

postado por: NANDA ROVERE 4:07 AM




11º Festival Internacional de Teatro Palco & Rua
6 de junho de 2012



De 9 a 24 de junho, capital mineira recebe a maior edição do FIT-BH, que movimentará o calendário cultural da cidade com mais de 140 apresentações artísticas
Belo Horizonte se prepara para receber mais uma edição do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT-BH), entre os dias 9 e 24 de junho. O Festival, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, é considerado um dos maiores festivais internacionais de teatro do país e um dos cinco principais da América Latina. Na 11ª edição, em 16 dias de evento, o FIT-BH irá apresentar 19 espetáculos internacionais, 12 nacionais e 10 locais, com 143 apresentações em aproximadamente 60 diferentes espaços da cidade. O público poderá conferir a programação em teatros e espaços alternativos, com preços populares, e locais abertos, como parques e praças, sempre gratuitamente. Nesta edição, as nove regionais serão contempladas com ações previstas nos 16 Centros Culturais. A venda de ingressos inicia-se no dia 21 de maio.

Orientada pela tendência de buscar a descentralização dos eixos e fluxos de produção, a curadoria do FIT-BH traz à cidade convidados que representam culturas heterogêneas. Espetáculos de mais de dez nacionalidades serão apresentados ao público, desenhando uma programação diversificada. Os espectadores poderão ver peças do Brasil, Argentina, Itália, França, Inglaterra, Espanha, Israel, Peru, Chile, Colômbia, República Tcheca, Alemanha e Guatemala.

“Mais que um dos pilares da política pública cultural da Prefeitura de Belo Horizonte, o FIT-BH é um patrimônio imaterial da cidade. Nesses 18 anos de história, o evento transformou a maneira das pessoas perceberem o teatro. Temos o orgulho de produzir o maior FIT da história, com a qualidade que todo belo-horizontino merece”, afirma a Presidente da Fundação Municipal de Cultura, Thaís Pimentel.

O FIT-BH 2012 propõe uma novidade para abrir sua programação. No primeiro sábado, dia 9 de junho, Belo Horizonte receberá, de forma simultânea, três espetáculos em diferentes espaços da cidade: o Grupo Galpão se apresenta com a remontagem do clássico “Romeu e Julieta”; o grupo internacional Antagon, da Alemanha, mostra o espetáculo “Time Out” e o grupo Clowns de Shakespeare, de Natal/RN, apresenta “Sua Incelença, Ricardo III”.

Para conferir a programação completa acessem o site do evento.

Fonte: http://www.fitbh.com.br


http://www.estilozas.com.br/blogzas/

postado por: NANDA ROVERE 4:04 AM







Estreia em grande estilo marca maior FIT da história




Publicado em 06/06/2012 17:44:53







Neste ano, a 11ª edição do Festival Internacional do Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte (FIT-BH), embarcou na cidade a conta-gotas. Bem antes da sua estreia, o público belo-horizontino já se envolvia com ensaios das peças, palestras nas escolas, inscrições para oficinas e uma série de movimentos conectados a um dos eventos teatrais mais importantes da América Latina, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura. E finalmente, neste sábado, dia 9, o FIT-BH chega sem modéstia e abre sua programação oficial, sustentando o título de ser o maior já realizado na capital. Para começar, nada menos do que três peças, que se apresentam simultaneamente em espaços diferentes de BH. Entre elas, a mais tradicional entre as histórias de amor, “Romeu e Julieta”, na ótica do Grupo Galpão. A montagem será realizada na Praça do Papa, às 19h, com reapresentação no domingo, dia 10, no mesmo horário. O festival tem encerramento marcado para domingo, dia 24 de junho. Confira abaixo a programação desta semana.

Além do grupo mineiro, a abertura do evento inclui outros dois espetáculos de rua, um deles o “Time Out”, do grupo alemão Antagon Theather Aktion, em que os atores vivem um confronto entre uma realidade opressora e a busca pela liberdade. Um teatro corporal, com música ao vivo, projeções e pirotecnia realizado no Centro Esportivo Milionários, na região do Barreiro. Enquanto isso, a trágica “Sua Incelença, Ricardo III” ocupa a praça Nova Pampulha, no bairro Ouro Preto. Inspirado no texto “Ricardo III” de William Shakespeare, a peça cria um diálogo entre o sertão brasileiro e a Inglaterra elisabetana. Em cena, o público confere o universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes e das carroças ciganas. A realização do espetáculo é do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, naturais de Natal (RN).

Durante os 16 dias de festival, cerca de 60 espaços da cidade recebem mais 150 atrações, de gêneros e temáticas diversas, sendo 19 estrangeiros, 12 nacionais e 10 locais. Para se ter uma ideia dessa diversidade, a programação reúne espetáculos do Brasil, Argentina, Itália, França, Inglaterra, Espanha, Israel, Peru, Chile, Colômbia, República Tcheca, Alemanha e Guatemala. Uma das novidades é que essa edição vem embalada por um sentimento de expansão. Além da área central, que costumeiramente recebe os espetáculos, os 16 centros culturais e os espaços públicos das outras regiões da cidade também se tornam palcos das atrações. Grande parte da programação é gratuita e nas apresentações pagantes, os ingressos possuem preços populares de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Além de estarem disponíveis nas bilheterias dos teatros e pontos de venda oficiais, o espectador pode comprar pela internet, no site ingressorapido.com.br.

Outra característica marcante do evento é que, pela primeira vez, uma edição do evento exibe uma estreia nacional. Na Spetáculo Casa de Artes, no bairro Santa Tereza, o público mineiro poderá assistir, em primeira mão, na sexta, dia 15, ao novo espetáculo protagonizado pelo ator paraense Cacá Carvalho, “Um, Nenhum e Cem Mil”, desfecho da trilogia em torno da obra do escritor italiano Luigi Pirandello, com direção de Roberto Bacci. O diretor também integra a programação com seu coletivo da Fondazione Pontedera Teatro em duas partes. A primeira encenada no Teatro Francisco Nunes, no Parque Municipal, no dia 14, é uma homenagem ao poeta Fernando Pessoa, com a adaptação de “O Livro do Desassossego” para o palco, na montagem “Abito”. A segunda celebra os heterônimos do poeta português no espetáculo de rua “Lisboa”, que estreia no dia 16, na Praça da Liberdade, com atores cantando, declamando poemas e pedalando em bicicletas.

Onde comprar os ingressos

• Bilheteria do Teatro Marília (Rua Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia) - Segunda a sexta, das 14h às 22h.
• Bilheteria do Teatro Francisco Nunes (Parque Municipal – Avenida Afonso Pena, 1.377, Centro) - Segunda a sexta, das 12h às 20h.
• Loja Ingresso Rápido no Shopping 5ª Avenida (Rua Alagoas, 1.314, Loja 27C) - Segunda a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 10h às 16h.
• Leitura Megastore BH Shopping (Rodovia BR 356, 3.049, Loja OP51 – Belvedere) - Segunda a sábado, das 10h às 21h.
• Livraria Leitura Savassi (Avenida Cristovão Colombo, 167, Savassi) - Segunda a sexta, das 9h às 19h, e sábado, das 9h às 18h.
• FNAC (Rodovia BR 356, 3.049, Loja MA 61, Belvedere) - Segunda a sábado, das 10h às 20h, e domingo, das 12h às 18h.


http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/noticia.do?evento=portlet&pAc=not&idConteudo=64633&pIdPlc=&app=salanoticias

postado por: NANDA ROVERE 4:01 AM




30 Ano do Grupo Galpão Mineiro. "Romeu & |Julieta"


Romeu e Julieta
No ano em que completa 30 anos, o grupo mineiro Galpão elegeu a montagem “Romeu & Julieta” como carro-chefe das comemorações. Depois de subir ao palco do emblemático teatro Globe, em Londres, chegou a vez dos belo-horizontinos conferirem a versão do clássico “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare. Serão seis apresentações em junho com entrada gratuita. As festividades começam na Praça do Papa, dias 09 e 10, sábado às 19h e domingo às 16h. No sábado, 16, às 16h, a trupe desembarca no Parque Estrela Dalva. A turnê se encerra no Parque Ecológico, dias 23 e 24, sábado e domingo ,às 16h.
Ao atualizar o sentido da maior história de amor da humanidade, escrita por William Shakespeare, o Galpão e Gabriel Villela transpõem a tragédia de dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira, evocada por elementos presentes no cenário, nos adereços, na música e na figura do narrador, que rege toda a peça com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Nos anos 90, a montagem foi um marco do teatro brasileiro, com mais de 250 apresentações em 60 cidades brasileiras e em nove países estrangeiros – Espanha, Portugal, Inglaterra, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Uruguai, Venezuela e Colômbia -, tendo sido consagrada no Shakespeare’s Globe, em Londres.
09 e 10 de junho de 2012
Sábado às 19h e domingo às 16h
Local: Praça do Papa
Classificação: Livre
Entrada Free
16 de junho de 2012
Sábado às 16h
Local: Parque Estrela Dalva
Av. Costa do Marfim, nº 400 – Estrela Dalva
Classificação: Livre
Entrada Free
23 e 24 de junho de 2012
Sábado e domingo às 16h
Local: Parque Ecológico Promotor Francisco Lins do Rêgo
(Entrada pela portaria 2, Pampulha)
Classificação: Livre
Entrada Free

http://revistaculturacidadania.blogspot.com.br/2012/06/30-ano-do-grupo-galpao-mineiro-romeu.html

postado por: NANDA ROVERE 4:00 AM




Notas dispersas da viagem de reestreia de “Romeu e Julieta” 7


por Eduardo Moreira 6 de junho, 2012, 8:47

Não conheço público que tenha mais respeito e admiração pelo teatro que o inglês. Eles assistem uma peça de quatro horas em pé na maior concentração e respeito. Nas apresentações do Globe era comum ver pessoas assistindo e acompanhando o texto original em inglês.Durante a segunda guerra o horário do teatro em Londres passou para as sete PM porque os alemães costumavam bombardear a cidade lá pelas dez. Assim, os londrinos ainda podiam ir ao teatro antes das bombas caírem do céu. Uma pausa prolongada num teatro britânico torna-se uma suspensão sempre cheia de intensidade.
Além das três apresentações de “Romeu e Julieta”, consegui ver e sentir a reação do público em mais três espetáculos – “KIng John” ( Rei João) da Sérvia, “King Lear” ( Rei Lear) da Bielorrúsia e “As you like it” (Como gostais) da Geórgia. Os três dividiram conosco o palco do “Globe” . Trata-se de três produções do leste europeu. Apesar de não ter aguentado assistir todo o espetáculo dos sérvios, fiquei impressionado com o vigor do teatro do leste europeu. Encenações viscerais, atores com uma presença exuberante, muito música e cenas vigorosas, apesar de estéticamente `as vezes muito sujas. Dizem que o teatro do leste da Europa tem a marca muito presente das encenações do diretor lituano Eimuntas Nekrosius. Ela estará no festival “Globe to globe” com sua famosíssima montagem de “Hamlet” ( em lituano – Hamletas ).
O mais incrível é que, em cada encenação, percebia-se por trás das peças de Shakespeare, o espírito diferente de cada povo. Em três espetáculos bem musicais dava para sentir como o espírito e a maneira de ver o mundo de cada país e cultura se expressava na voz e no corpo dos atores. Esse, aliás, foi o sentido mais admirável, dessa louca empreitada que foi fazer um festival com 37 companhias de trinta e sete países diferentes,uma entrando depois da outra. Possivelmente um dos cenários mais complicados das montagens presentes no festival foi o nosso. As três companhias que assisti usavam o palco praticamente vazio. Tive a impressão de que os ingleses sentiam-se orgulhosos em ouvir as obras de Shakespeare faladas em português, sérvio, russo e georgino(?). Shakespeare, o autor que arrebatou o mundo. ( continua)


http://www.grupogalpao.com.br/blog/2012/06/notas-dispersas-da-viagem-de-reestreia-de-romeu-e-julieta-7/

postado por: NANDA ROVERE 3:56 AM





A figurinista Wanda Sgarbi no Ateliê Aberto








Wanda Sgarbi, figurinista do espetáculo “A Rua da Amargura” e assistente de figurino do espetáculo “Partido”, esteve no Ateliê Aberto na segunda semana de atividades, para conhecer e acompanhar os trabalhos de levantamento do acervo de figurinos do Grupo Galpão.




Observando as peças que estão em exposição no Ateliê, Wanda Sgarbi falou um pouco sobre a sua percepção sobre o trabalho e as possibilidades de pesquisa, em entrevista para o BLOG:




BLOG: Como você percebe o trabalho do Ateliê, a presença dos figurinos aqui, nessa perspectiva de uma exposição processual?




WANDA: Achei uma delícia, achei gostoso ver tudo assim... Tudo carinhosamente instalado. Você percebe o cuidado e como vai ser esse trabalho de vocês. Estou super curiosa. Gostaria muito de participar. A mão na massa! Porque vocês devem ter uma técnica que nem imagino, gostaria de aprender...











BLOG: Fale um pouco sobre a experiência no trabalho de manutenção dos figurinos do Grupo Galpão e desta relação do figurino como objeto museal, a história de cada indumentária e as camadas de sentido e de tempo que ficam impregnadas no figurino. (Wanda foi responsável pela manutenção do figurino de “A Rua da Amargura” (1994-2002) e “Partido” (1999-2002)




WANDA: No processo de manutenção do figurino, às vezes você não consegue achar o que tinha ali, têm que substituir, não tem jeito. É muito difícil encontrar exatamente o mesmo veludo que foi usado, há dez anos... Ás vezes é possível, você pode ter um acervo de alguma coisa, mas você não pode substituir. Acho genial o trabalho do Ateliê porque é uma coisa única no país, eu acho... Pode ter em algum lugar, mas é muito raro fazer um acervo desse tipo, um histórico desses, preservar... Acho que isso é cultura mesmo, acho que é preciso guardar mesmo, isso é memória, memória criativa, memória de texto, memória de interpretação de um determinado texto.






BLOG: Como foi a manutenção do figurino de “Romeu e Julieta”, que o Grupo Galpão apresentou em maio de 2012 em Londres?




WANDA: Eu acabei de fazer a atualização do figurino do “Romeu e Julieta”, com direção de Gabriel Villela. E é bom porque depois vocês vão ver também né!? (o Grupo Galpão se apresenta dia 09 de junho no FIT com a peça). E eu guardei muita coisa que são peças de museu. Restos e peças que é claro que tem que ir o original. Para algumas peças, preferimos fazer outras bases do figurino e deixar o original, já que está acontecendo esse levantamento do acervo. Esse trabalho é importante porque preserva. E você pode ter uma base de comparação, pesquisa, registro de processos, porque, enfim são materiais diferentes, décadas diferentes de montagem...




Mais informações sobre o Grupo Galpão em Londres 2012

http://memoriafeitaamao.blogspot.com.br/2012/06/figurinista-wanda-sgarbi-no-atelie.html#!/2012/06/figurinista-wanda-sgarbi-no-atelie.html

postado por: NANDA ROVERE 3:52 AM




Montagens do Brasil dividem a crítica especializada em Londres
Bufo Mecânica e Grupo Galpão mostraram versões de Shakespeare
RODRIGO RUSSO
DE LONDRES
Dois festivais dedicados à obra de Shakespeare, promovidos no Reino Unido como parte da Olimpíada Cultural, contaram no fim de semana passado com apresentações em português de grupos brasileiros de teatro.
A companhia Bufo Mecânica, do Rio, apresentou "Duas Rosas para Ricardo 3º", sua versão de "Ricardo 3º", no Roundhouse, dentro do World Shakespeare Festival.
Já o mineiro Galpão mostrou sua célebre montagem de "Romeu e Julieta" à beira do rio Tâmisa, no projeto "Globe to Globe", sediado no Shakespeare's Globe -onde o grupo havia apresentado a mesma peça no ano 2000.
Apesar dos 12 anos de intervalo, as críticas que o jornal "Guardian" dedicou às montagens foram similares. Os dois críticos lamentaram que a versão do Galpão deixe pouco espaço para a carga dramática. "O riso nunca admite a possibilidade de lágrimas", escreveu Maddy Costa, que deu três estrelas (de um máximo possível de cinco) para a encenação de agora.
A plateia do Globe na última das três apresentações do Galpão, no domingo, era composta por muitos brasileiros, e o português era mais ouvido do que o inglês nos arredores do teatro.
A outra peça nacional, "Duas Rosas para Ricardo 3º", tinha público mais diversificado, e começou a ser concebida em 2010, contaram os diretores Fábio Ferreira e Claudio Baltar à Folha.
Ferreira e Baltar queriam mostrar o quanto cada um de nós tem de maldade; para isso, puseram até cinco atores interpretando simultaneamente o personagem-título.
A recepção da crítica britânica foi dividida. O "The Times" avaliou a peça, que emprega fartos recursos multimídia, com quatro estrelas (sendo cinco o topo), e descreveu-a como "longa, estranha e inesquecível".
O crítico do "The Telegraph", porém, deu duas estrelas (num máximo de cinco) e indagou se a sopa que tomou antes do espetáculo continha drogas alucinógenas, única justificativa para as visões da "bizarra encenação".
No intervalo entre os dois atos, no sábado, uma parte da plateia saiu. Entre os fujões estava um senhor com um dicionário de português que havia perguntado à reportagem,no início da peça, se aprenderia muitas palavras. Só se sabe que a lição dele ficou pela metade.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/44614-montagens-do-brasil-dividem-a-critica-especializada-em-londres.shtml

postado por: NANDA ROVERE 3:50 AM


Comments: Quarta-feira, Junho 06, 2012



Abertura FIT 2012


5/06/12


Por: Priscila Armani, em Espetáculos, Festivais, Teatro | Nenhum comentário








Grupo Galpão apresentará Romeu e Julieta.



Uma das peças mineiras mais conhecidas mundialmente fará a abertura da edição 2012 do Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua de Belo Horizonte. No próximo sábado (09/06), às 19h, o Grupo Galpão apresenta Romeu e Julieta, em comemoração aos trinta anos da trupe. O espetáculo acontecerá na Praça do Papa.

Ao atualizar o sentido da maior história de amor da humanidade, escrita por William Shakespeare, o grupo transpõe a tragédia de dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira, evocada por elementos presentes no cenário, nos adereços, na música e na figura do narrador, que rege toda a peça com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro.

Nos anos 90, a montagem foi um marco do teatro brasileiro, com mais de 250 apresentações em 10 países, tendo sido consagrada no Shakespeare’s Globe Theatre, em Londres. A concepção e direção geral são de Gabriel Villela.

detalhes

Abertura FIT 2012 - Romeu e Julieta / 09/06, 19h / Entrada Franca / Praça do Papa / Informações: (31) 3277-4366

http://www.mondobhz.com.br/1501-abertura-fit-2012.html

postado por: NANDA ROVERE 11:00 PM



Espetáculo nacional
Sua Incelença, Ricardo III



Grupo: Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (Natal – RN)
Gênero: tragédia
Direção: Gabriel Villela
Elenco: Camille Carvalho, Dudu Galvão, César Ferrario, Joel Monteiro, Marco França,
Paula Queiroz, Renata Kaiser e Nara Kelly
Duração: 1h15 / classificação indicativa: livre


FOTO: Pablo Pinheiro


Sinopse:

O espetáculo parte do texto “Ricardo III”, de William Shakespeare, e ganha o espaço público através do universo lúdico do picadeiro do circo, dos palhaços mambembes, das carroças ciganas, criando um diálogo entre o sertão e a Inglaterra elisabetana. O rock clássico inglês se agrega às incelenças, gênero musical tipicamente nordestino, com execução ao vivo. O trabalho marca o encontro entre dois nomes de destaque na cena teatral brasileira: o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, que vem consolidando-se como uma referência na região nordeste e nacionalmente, e o encenador Gabriel Villela, um dos mais importantes nomes do teatro contemporâneo no país.



Sobre o grupo de Teatro Clowns de Shakespeare

O grupo estreia em 1993 com “Sonho de uma Noite de Verão”, de William Shakespeare. Um dos expoentes do teatro nordestino contemporâneo, o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare existe há 17 anos na cidade de Natal (RN), onde vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa teatral com foco na construção da presença cênica do ator, musicalidade da cena e do corpo, e no teatro popular, sempre numa perspectiva colaborativa.

APRESENTAÇÕES:



Sábado
09/junho
19:00

Praça Nova da Pampulha
Como chegar?



Segunda-feira
11/junho
21:00

Praça Duque de Caxias (Praça de Santa Tereza)
Como chegar?



Terça-feira
12/junho
21:00

Praça Duque de Caxias (Praça de Santa Tereza)
Como chegar?








http://www.fitbh.com.br/2012/espetaculos-detalhe.php?id=70&tipo=ES

postado por: NANDA ROVERE 10:50 PM





Espetáculo nacional
Romeu e Julieta






Grupo: Galpão (Belo Horizonte-MG)
Gênero: tragédia
Concepção e Direção Geral: Gabriel Villela
elenco: Antonio Edson, Beto Franco, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia Del Picchia, Paulo André, Rodolfo Vaz, Teuda Bara
Texto: William Shakespeare
Duração: 1h30 / classificação indicativa: livre


FOTO: Guto Muniz


Sinopse:

Em comemoração aos seus trinta anos, o Grupo Galpão remonta seu espetáculo mais conhecido - a adaptação de "Romeu & Julieta", com concepção e direção geral de Gabriel Villela. Ao atualizar o sentido da maior história de amor da humanidade, escrita por William Shakespeare, o grupo transpõe a tragédia de dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira, evocada por elementos presentes no cenário, nos adereços, na música e na figura do narrador, que rege toda a peça com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro. Nos anos 90, a montagem foi um marco do teatro brasileiro, com mais de 250 apresentações em 10 países, tendo sido consagrada no Shakespeare's Globe Theatre, em Londres.



Sobre o Grupo Galpão



O Grupo Galpão, uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro, completa 30 anos em 2012. Desde a fundação, a trupe trabalha com diferentes diretores, como Gabriel Villela, Cacá Carvalho, Paulo José, Paulo de Moraes e Yara de Novaes (além dos próprios atores que também já dirigiram espetáculos do grupo). A partir desses encontros, o Galpão construiu, aos poucos, sua linguagem criando um teatro que dialoga com o popular e o erudito, a tradição e a contemporaneidade, o teatro de rua e o palco, o universal e o regional brasileiro. Até agora, a trupe já participou de 41 festivais internacionais e de 70 nacionais, sendo o único grupo brasileiro a se apresentar no Globe Theatre, em Londres. O Grupo acumula 100 prêmios brasileiros e homenagens, com destaques para Prêmio Shell (1994 – Rio de Janeiro) e para Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura.


APRESENTAÇÕES:



Sábado
09/junho
19:00

Praça do Papa
Como chegar?



Domingo
10/junho
16:00

Praça do Papa
Como chegar?



Sábado
16/junho
16:00

Parque Estrela Dalva
Como chegar?



Sábado
23/junho
16:00

Parque Ecológico da Pampulha
Como chegar?



Domingo
24/junho
16:00

Parque Ecológico da Pampulha
Como chegar?

http://www.fitbh.com.br/2012/espetaculos-detalhe.php?id=69&tipo=ES

Galeria de Fotos















http://www.fitbh.com.br/2012/espetaculos-detalhe.php?id=69&tipo=ES

postado por: NANDA ROVERE 10:38 PM


Comments: Terça-feira, Junho 05, 2012


MacBeth
Marcello Antony protagoniza tragédia de Shakespeare

Marcello Antony protagoniza tragédia de Shakespeare

Teatro Vivo


Avenida Doutor Chucri Zaidan
Sexta às 21h30; sábado às 21h; domingo às 19h
12 anos
(11) 7420-1520


são paulo
MacBeth
Marcello Antony protagoniza tragédia de Shakespeare









O diretor Gabriel Villela decidiu montar o espetáculo de Shakespeare apenas com atores homens, como era feito no século XVII. Assim, ele reuniu grandes nomes como Marcello Antony, Claudio Fontana, Helio Cicero e Marco Antônio Pâmio para contar a tragédia de um homem que se deixa levar pela ambição.

A peça conta a história de um homem incapaz de lidar com sua natureza ambiciosa e que, instigado por sua cruel esposa, passa de herói a tirano. Após salvar a Escócia e começar a galgar os degraus do poder, Macbeth passa a se ver mais próximo do trono. Para alcançar seu objetivo, interfere na ordem natural dos acontecimentos e cede a seu impulso homicida, assassinando o rei escocês para tomar sua coroa. Para tentar aliviar sua consciência, ele inicia uma sequência de crimes, reconhecendo assim a incapacidade que o homem tem de lidar com sua natureza e de fugir de seu destino.



MacBeth
Teatro Vivo
Tel.: (11) 7420-1520
Sexta às 21h30; sábado às 21h; domingo às 19h
Espetáculo não recomendado para menores de 12 anos
Em cartaz até 22/07/2012


http://www.globoteatro.com.br/emcartaz-1298-macbeth.htm


postado por: NANDA ROVERE 12:30 AM



Gabriel Villela volta a Shakespeare com novo "Macbeth"





A tragédia vem rondando o diretor mineiro Gabriel Villela nos últimos tempos. Até o início do ano, era a grega, em sua montagem de Hécuba, de Eurípides, estrelada pela atriz Walderez de Barros. Agora a shakespeariana Macbeth toma conta do palco do Teatro Vivo sob seu comando e com elenco encabeçado pelos atores Marcello Antony e Claudio Fontana.

Antony interpreta o general que dá título à peça do bardo inglês e que mata indiscriminadamente para se tornar rei na Escócia medieval. Fontana faz a mulher do militar, a ambiciosa Lady Macbeth, que influencia o companheiro na luta pelo poder para alcançar seu objetivo de chegar ao trono como rainha. Assim como eram encenadas as peças de William Shakespeare à sua época, os papéis femininos da montagem são interpretados por homens.

A encenação usa a estética de Bertolt Brecht (1898-1956), dramaturgo alemão que pregava a quebra do naturalismo. Os atores mantêm um distanciamento dos papéis que encarnam. Há momentos nos quais o público pode vê-los fora dos personagens, aguardando para entrar no palco ou mudando os cenários entre as cenas.

Não há trajes de época no figurino, apenas adereços para representar os personagens, como golas elizabetanas para caracterizar os nobres. O cenário é composto por cadeiras de cinema, teares e malas, que ganham outras funções e significados.

Para contar a saga do cavaleiro que defende seu reino em sangrentas batalhas, mas cede à ambição e comete assassinatos para tomar o trono, o diretor Gabriel Villela escalou apenas atores do sexo masculino.



MACBETH
Sextas., às 21h30, sábados às 21h, e domingos às 19h;



Até 22 de julho de 2012



Teatro Vivo (av. Chucri Zaidan, 860; tel. 0/xx/11/7420-1520)



CLASSIFICAÇÃO 12 anos


http://www.canalteatro.com.br/info_manchete.php?cod_manchetes=1221



postado por: NANDA ROVERE 12:28 AM




Marcello Antony lidera elenco de Macbeth

O ator da Rede Globo encabeça elenco que tem ainda Cláudio Fontana e Helio Cícero

Cultura, Teatro - - 04/06/2012








O ator Marcello Antony na nova montagem de Macbeth (Foto: João Caldas/Divulgação)

Nesta montagem de Gabriel Vilela para a tragédia shakespeariana, oito atores desempenham tanto os papéis masculinos quanto os femininos. Marcelo Antony interpreta o papel-título, um general do exército escocês. Incentivado por sua mulher, a manipuladora Lady Machbeth (Cláudio Fontana), o militar assassina o rei Duncan (Helio Cícero) e inicia uma sequência de crimes para se perpetuar no poder. (Maria Fernanda Vomero)

Até 22/07, sex. 21h30; sáb. 21h; dom. 19h. Teatro Vivo. Av. Dr. Chucri Zaidan, 860, Vila Olímpia, tel. 7420-1520. Duração: 90 min. Classificação: 12 anos. Ingressos: R$ 50 (sex. e dom.) e R$ 70 (sáb.). Crédito: A/D/M/V. Débito: M/R/V. Onde comprar: no teatro (ter. a qui. 14h/20h; sex. 14h/21h30; sáb. 14h/21h; dom. 14h/19h). e m (R$ 18)


http://epocasaopaulo.globo.com/cultura/marcello-antony-lidera-elenco-de-macbeth/

postado por: NANDA ROVERE 12:22 AM




http://blog.lascivite.com.br/2012/06/feliz-coincidencia.html

postado por: NANDA ROVERE 12:20 AM





04/06/2012

Montagem de Macbeth está em cartaz em São Paulo


Está em cartaz desde a última sexta-feira (1º), a peça Macbeth, clássico de William Shakespeare dirigido por Gabriel Villela e que conta com as atuações de Marcello Antony e Claudio Fontana.

Macbeth conta a história de Lady Macbeth, que, movida pelo desejo de vingança e pela ambição de tornar-se rainha, seduz o general Macbeth a cometer o assassinato do Rei Duncan, pretendendo assim herdar o trono.

A peça fica no Teatro Vivo até 22 de julho, às sextas (21h30), sábados (21h) e domingos (19h). Os ingressos variam entre R$ 50 (sexta e domingo) e R$ 70 (sábado). Não percam!!



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http://colegiosantoivointegral.wordpress.com/2012/06/04/montagem-de-macbeth-esta-em-cartaz-em-sao-paulo/

postado por: NANDA ROVERE 12:16 AM


Comments: Segunda-feira, Junho 04, 2012



Gabriel Villela volta a Shakespeare com novo "Macbeth"





A tragédia vem rondando o diretor mineiro Gabriel Villela nos últimos tempos. Até o início do ano, era a grega, em sua montagem de Hécuba, de Eurípides, estrelada pela atriz Walderez de Barros. Agora a shakespeariana Macbeth toma conta do palco do Teatro Vivo sob seu comando e com elenco encabeçado pelos atores Marcello Antony e Claudio Fontana.

Antony interpreta o general que dá título à peça do bardo inglês e que mata indiscriminadamente para se tornar rei na Escócia medieval. Fontana faz a mulher do militar, a ambiciosa Lady Macbeth, que influencia o companheiro na luta pelo poder para alcançar seu objetivo de chegar ao trono como rainha. Assim como eram encenadas as peças de William Shakespeare à sua época, os papéis femininos da montagem são interpretados por homens.

A encenação usa a estética de Bertolt Brecht (1898-1956), dramaturgo alemão que pregava a quebra do naturalismo. Os atores mantêm um distanciamento dos papéis que encarnam. Há momentos nos quais o público pode vê-los fora dos personagens, aguardando para entrar no palco ou mudando os cenários entre as cenas.

Não há trajes de época no figurino, apenas adereços para representar os personagens, como golas elizabetanas para caracterizar os nobres. O cenário é composto por cadeiras de cinema, teares e malas, que ganham outras funções e significados.

Para contar a saga do cavaleiro que defende seu reino em sangrentas batalhas, mas cede à ambição e comete assassinatos para tomar o trono, o diretor Gabriel Villela escalou apenas atores do sexo masculino.



MACBETH
Sextas., às 21h30, sábados às 21h, e domingos às 19h;



Até 22 de julho de 2012



Teatro Vivo (av. Chucri Zaidan, 860; tel. 0/xx/11/7420-1520)



CLASSIFICAÇÃO 12 anos


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postado por: NANDA ROVERE 5:31 PM




O reencontro com Gabriel Villela


por Eduardo Moreira 8 de março, 2012, 11:27

O reencontro com o Gabriel Villela
Depois de quase dez anos, voltamos a tocar em “Romeu e Julieta”, a peça que é a mais conhecida montagem do Galpão. Suas últimas apresentações aconteceram em janeiro de 2003, no grande teatro do palácio das Artes, em Belo Horizonte.
Confesso que estava com muito mêdo, principalmente do desgaste físico ocasionado por um espetáculo que foi criado quando eu tinha 31 anos e que me exige um enorme esforço de trabalho, no papel de um Romeu aéreo, que anda o tempo todo em pernas-de-pau e não para um só minuto entre muitas cenas. São nesses momentos que nos lembramos da cruel passagem do tempo. Refazer o percurso do mesmo personagem com vinte anos a mais nas costas não me parece uma tarefa fácil e sim bastante arriscada. E se o meu Romeu se tornasse uma espécie de caricatura daquele criado na década de noventa? A preocupação ganhava contornos quase dramáticos quando eu pensava que não tinha mais andado de pernas-de-pau desde março de 2006, depois de ter sofrido uma violenta torção no joelho direito, durante a última apresentação do espetáculo “Um homem é um homem” de Brecht, no festival de Curitiba. O acidente me fez passar a fazer o papel do soldado Uria Shelley numa cadeira de rodas. De um soldado em pernas-de-pau passei a fazer um soldado que era uma espécie de mutilado de guerra. A mudança funcionou muito bem para o enredo da peça, mas o temor de ter de voltar a trajar pernas-de-pau se manteve.
As comemorações dos 30 anos do Galpão e o convite para a nossa versão de “Romeu e Julieta” participar do projeto “Globe to Globe” do Shakespeare´s Globe Theater no âmbito das Olimpíadas de Londres, foram a gota d´água para decidirmos remontar o espetáculo. O projeto do Globe contemplará a montagem das 37 peças escritas por Shakespeare com montagens de todas as partes do mundo. Por uma exigência unanime dos funcionários do Globe, a versão de “Romeu e Julieta” teria de ser necessariamente a do Galpão, do Brasil. É a única das 37 versões que será apresentada pela segunda vez no teatro.
Arregaçamos as mangas e começamos a retomar o texto e a música do espetáculo. Conduzidos pelo Arildo, o assistente do Gabriel, a Babaya, preparadora vocal e o Fernando Muzzi, arranjador das músicas, começamos a levantar o material do espetáculo. Durante duas semanas, retomamos os arranjos instrumentais, o jogo das cenas, os timbres das vozes, as intenções e algumas marcações de cena. Tudo isso, para esperarmos a chegada do Gabriel Villela com um material já suficientemente preparado a ser reelaborado pelas suas mãos.

Foi quando chegou Gabriel. De imediato nos conduziu num trabalho de mesa que, milagrosamente, nos trazia de volta a atmosfera precipitada e plena de energia da montagem original. Conduzidos pelas mãos do diretor, fomos pouco a pouco recuperando o espírito da montagem em que a tragédia dos amantes de Verona é contada como uma brincadeira mambembe em que o jogo dos atores faz um tributo `a alegria e deslumbramento do teatro popular. Atendo-se menos `a construção das cenas e mais `a retomada do “pathos” original dos personagens e das situações da peça, o diretor nos colocou encima de uma trave a quase dois metros do chão, para cantar músicas e dizer textos. Era a chave para que o espírito do risco da precipitação e da queda iminente se concretizasse plenamente nos corpos e nas vozes dos atores. A memória era reativada pelos corpos colocados em situação de perigo e o espírito da peça aflorava como uma espécie de milagre operado pelas mãos mágicas do nosso diretor. Com sucessivos trabalhos vocais, conduzidos pela Babaya e a Francesca dela Mona, as vozes dos atores retomavam o tônus vigoroso exigido pela vertigem do enredo da peça.

Nessas quase duas semanas de intenso trabalho, sentimos como se um milagre fosse operado e o espírito da poesia do Bardo brotasse através de nossos corpos. Como se algo adormecido durante quase dez anos, voltasse `a tona de maneira transbordante e visceral. Os adjetivos podem soar grandiloquentes e vazios, mas foi, sem sombra de dúvidas, um momento de força teatral que vamos carregar sempre conosco. O temor de remontar “Romeu e Julieta” vinte anos depois de sua estreia simplesmente desapareceu. Em seu lugar, brotou um grande prazer pela chance que o destino nos deu de sermos atores. Valeu Gabriel!

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Quem viver, verá


por Eduardo Moreira 2 de janeiro, 2012, 14:46

Estamos entrando em 2012, ano em que o Galpão completa seu trigésimo ano de atividade ininterrupta. A data nos fez pensar numa série de eventos comemorativos e, antes de mais nada, na criação de uma marca, que funcione como um emblema desse momento tão significativo. Quando completamos vinte anos, o lema comemorativo veio com os dizeres – “Grupo Galpão, 20 anos de teatro”. Os vinte e cinco anos falavam de “um teatro de encontros”, celebrando o fato do Galpão ser um grupo de atores que, ao longo de toda a sua existência, trabalhou com diferentes diretores, cenógrafos, figurinistas, dramaturgos, atores e artistas em geral, numa permanente troca de experiências, que acabou por ser fundamental na moldura daquilo que chamamos a linguagem do grupo. E agora, os trinta anos? Que universos e novas perspectivas se abrem no horizonte do grupo? A idéia de uma marca precisa partir de um conceito que nos ajude a pensar no lugar do grupo dentro do contexto atual e também do significado da existência de uma companhia de atores que consolidou uma proposta artística ao longo de trinta anos, numa cidade como Belo Horizonte.

O que teria acontecido nos últimos cinco anos de singular em relação aos 25 anos anteriores que celebraram a arte dos encontros? Sem dúvida que a passagem do tempo e uma certa urgência com relação ao mesmo. Acho que as características mais marcantes que seguem acompanhando a trajetória do Galpão são o trabalho coletivo, baseado num esforço de grupo; o fato de sermos um grupo de atores que continua trabalhando com diferentes diretores convidados, o que dá `a sua linguagem uma qualidade bastante diversa ( o “Eclipse” é, certamente, um dos exemplos mais radicais dessa multiplicidade de linguagens) e uma busca pelo risco e pelo desconhecido que também está intimamente ligado a uma prática teatral muito mais próxima da diversidade do que da especialização. Lembro que quando chegamos `a finalização do livro dos 15 anos do Galpão, eu e Cacá Brandão, chegamos, sem pestanejar, ao título – “Grupo Galpão, 15 anos de risco e rito” . A busca do risco sempre foi, em alguns momentos mais outros menos, outro objetivo primordial. Tentando responder `a pergunta que abre esse parágrafo, acho que o grupo começa, pouco a pouco, a se abrir `a reflexão sobre o possível legado que o Galpão poderia ou deveria deixar para as gerações futuras.

É claro que essa não é uma propriamente uma novidade. A própria fundação do Galpão Cine Horto, quase quinze anos atrás, é uma prova irrefutável desse desejo de transmissão de uma forma de fazer teatro característica do grupo. Além disso, as dezenas de encontros e de breves oficinas que fazemos todos os anos por nossas viagens pelo Brasil são também testemunhos dessa preocupação. O curioso é que os muitos artistas e grupos que se formaram ou se reciclaram dentro do Cine Horto, apesar de se organizarem teatralmente em características bem próximas `as do Galpão, acabaram por praticarem uma linguagem muitas vezes diametralmente oposta `a do grupo, especialmente quando pensamos na questão do público. A tendência mais forte que nasceu e floresceu no centro cultural do Galpão foi de um teatro colaborativo, que frequentemente privilegia menos a comunicação com o público e mais um processo de produção interna do grupo. Nisso não vai nenhum tipo de crítica ao trabalho desses coletivos e desses artistas, mas apenas a percepção de os universos são bem distintos. O grupo não criou uma nova de geração de atores que esteja presente dentro dos espetáculos do próprio grupo. Isso não propriamente por uma incapacidade, mas mais por uma opção.Talvez fosse o momento de repensar esse tipo de opção. Quando nos preparamos para fazer uma remontagem comemorativa da nossa versão de “Romeu e Julieta”, dirigida pelo Gabriel Villela, fico pensando com meus botões, se essa nova versão não poderia contar com uma nova geração de atores, que certamente ajudariam na renovação do grupo.

Esse tipo de renovação acontece muito quando os atores do grupo trabalham com outros grupos mais jovens ou no seio do Cine Horto, mas ainda não penetrou no seio do próprio grupo, que se mantem fechado. Não tenho certeza sobre que tipo de transformação está sendo gestada no limiar desses nossos trinta anos, mas creio que mudanças grandes virão. Alguns indícios claros disso são a divisão do grupo em dois elencos distintos no projeto “Viagem a Tchékhov” e a arriscada empreitada de uma nova sede que reuniria o Grupo Galpão e o Cine Horto na avenida dos Andradas. Quem viver, verá.



http://www.grupogalpao.com.br/blog/page/2/

postado por: NANDA ROVERE 2:52 AM





Notas dispersas da viagem de reestreia de “Romeu e Julieta” 5


por Eduardo Moreira 2 de junho, 2012, 14:02

Acompanhar o processo completo da produção, como estou fazendo nessa viagem para Londres, é saber com propriedade que a tarefa é digna de “Um apanhador no campo de pepinos” É um fogo a ser apagado atrás de outro. Depois da homenagem `a nossa chegada ao palco do Globe, a produtora do evento chama a Gilma e eu, num canto da “Green room”, a sala de espera dos artistas. Ela diz que temos que fazer um intervalo. É uma norma da casa e todas as produções aceitaram as condições impostas pelo festival. Com toda a delicadeza possível, tentamos explicar que artísticamente é impossível fazer um intervalo. O espetáculo foi concebido para ter uma hora e quarenta minutos sem intervalo. Malu nos pergunta porque não deixamos essa condição clara desde o começo. Nós argumentamos que nunca tivemos notícia dessa condição. Ela faz cara feia e beicinho, mas não tem jeito. Claro que um intervalo, especialmente em termos econômicos, é muito conveniente ao Globe. Além da bela loja que eles tem anexa ao teatro, o teatro é cercado de barraquinhas de comida e bebida que ficam cheias durante o intervalo ao ar livre do teatro. Nenhum espectador deixa de, pelo menos, tomar um copo de café ou um taça de vinho ou cerveja. Bom, não temos tempo para muita conversa e fica decidido, sem grandes argumentações, que o espetáculo segue sem intervalo.
Duas e meia. O teatro está lotado. O céu totalmente encoberto e dando sinais de chuva. A platéia é ruidosa. Davis, nosso chefe de palco, nos conduz pelos corredores que levam para fora do teatro. Enquanto aguardamos `a beira do gelado Tâmisa, os espectadores retardatários entram correndo. Ao cruzar com Francesca num dos corredores, depois da “rodinha” ( nosso ritual coletivo antes de entrar em cena), comento com ela que é difícil trabalhar em condições de tamanha urgência e desespero. Ela diz que esses momentos costumam gerar uma energia milagrosa na cena. É isso: trazer a adversidade para o nosso lado, extraindo daí uma energia criadora revitalizante. Vamos lá. É hora de enfrentar a fera. Abrem-se as portas de entrada do teatro e surpreendemos o público pelas costas, como se pegássemos um exército pala retaguarda. Começou a “guerra” em que atores e público devem jogar juntos. ( Continua amanhã)

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Notas dispersas da viagem de reestreia de “Romeu e Julieta”


por Eduardo Moreira 1 de junho, 2012, 9:12

Uma e meia da tarde. O alvoroço toma conta dos atores e de toda a equipe. Gabriel pega o rímel e começa a disfarçar os cabelos grisalhos de alguns do elenco masculino. Babaya tenta, a duras penas, puxar um aquecimento de voz. Chegam alguns abomináveis sanduíches inglêses para disfarçar a fome. Estamos por uma hora para entrar em cena. Mesmo com toda a confusão, é chegada a hora de descermos para o palco e recebermos as boas vindas do Domenique, diretor-artístico do Globe. Ele vem acompanhado pela Malu. Preparando-se para fazer seu discurso, ele saca da manga da camisa duas garrafas de cachaça brasileira. Será que ele vai propor um brinde `as 9:30 hs da manhã no horário do Brasil, antes de entrarmos em cena? Como os ingleses gostam de uma birita, tudo é possível. Feitas as saudações de praxe, ele explica: a cachaça é para abençoarmos o palco e a nossa volta ao Globe. Com as duas garrafas derramamos, Teuda e eu, a pinga em torno de todo o espaço cênico do Globe. Que os deuses orgiásticos das cerimônias de Baco abençoem nossas performances naquela casa de William Shakespeare!!! (continua amanhã)

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Notas dispersas da viagem de reestreia de “Romeu e Julieta”


por Eduardo Moreira 31 de maio, 2012, 8:05

Sábado de manhã. Mal deu tempo de se ajustar `a diferença de fuso de quatro horas e já vamos entrar em cena. Temos um brevíssimo tempo de montar o cenário no palco e ensaiar a peça das 9:00 `as 13 horas. Depois disso, o palco tem de estar liberado para os últimos ajustes técnicos e a entrada do público. O tempo em Londres está muito frio e encoberto. Fazemos os ajustes da decoração e a colocação do carro no palco. O carro precisa se posicionar entre as duas colunas que sustentam a estrutura do palco elizabetano. O balcão que fica atrás do palco e que vai servir como túmulo de Julieta é muito alto e estreito. Vai ser impossível fazer a cena em que Romeu bebe o veneno que se tivermos um prolongamento lateral da estrutura. Ainda bem que os técnicos do Globe são rápidos e resolvem num piscar de olhos o que é pedido.
Começamos o ensaio e os problemas se acumulam. As portas não abrem. Vai ser preciso tirar o banco do motorista inglês para que a Teuda possa passar. A buzina sai titubeante e meio gripada. Os vidros das janelas precisam descer até embaixo para que os personagens apareçam nas janelas. Passada quase metade da peça, percebemos que o tempo do ensaio não vai ser suficiente e que precisamos correr com o texto. O importante é, pelo menos, passar pelos possíveis técnicos que o novo carro vai nos trazer.
Uma hora da tarde. Num frio que deixa as mãos duras, desenho no chão os corpos de Romeu e Julieta. A memória me transporta ao chão de terra batida da pracinha de Morro Vermelho, quando desenhávamos os corpos com farinha de trigo. Hora de correr para o camarim e fazer a maquiagem. Está marcada uma solenidade de boas vindas do diretor do “Globe” ao Galpão no palco.

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por Eduardo Moreira 30 de maio, 2012, 9:23

Sexta-feira de manhã. Já estamos no teatro dando uma olhada no cenário. O carro está montado com os três palcos. Parece uma miniatura da nossa Veraneio. O Volvo branco é bem mais baixo e o palco da frente fica numa altura que dificulta a minha levantada com a perna-de-pau. As janelas também são bem menores, o que certamente vai dificultar os movimentos dos personagens que aparecem ali. O palco de trás está fixado no chão, o que impede o recuo do carro na cena do enterro da Julieta. O palco superior está posicionado muito `a frente, prejudicando a visão das janelas como, por exemplo, na cena do balcão. As escada do fundo estão muito altas e a escada do palco da frente está muito fechada, dificultando a presença de Romeu na cena do exílio. Além disso, a escada para a cena final em que Julieta aparece morta ainda não está pronta e os palcos precisam ser todos pintados.
Em suma, uma enormidade de reparos precisam ser feitos. Mas nada é desesperador, principalmente quando se conta com uma equipe bem preparada como a dos técnicos do Globe. Eles são comandados pelo bravo Wills. Ele esteve na mesma montagem de 2000 e lembra até hoje da palavra “obrigado”, thank you em português. É um verdadeiro Obelix celta e trabalha com grande disposição e competência.
Feito o diagnóstico de tudo que precisa ser refeito e consertado no cenário, passamos a nos concentrar no ensaio. O Globe nos fornece uma sala em que o palco do teatro é reproduzido com as mesmas estruturas e dimensões. Ernani e Francesca chegam. Nossa querida nova preparadora vocal italiana que se junta a Babaya e Ernani num time de craques, nos traz da Itália um presente de Dario Fo. É o desenho de uma máquina teatral que já nos faz imaginar num provável cenário para “Os gigantes da montanha” de Pirandello. (Amanhã continua)

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Notas dispersas da viagem de reestreia de “Romeu e Julieta”


por Eduardo Moreira 29 de maio, 2012, 10:50

Notas dispersas de uma viagem:
Onze horas numa lata de sardinha. Esse deveria ser o título do deslocamento do aeroporto de Guarulhos a Heathrow. Apesar da simpatia e da gentileza da equipe de bordo da TAM, é como estivéssemos numa solitária, pagando por alguma infração cometida contra as regras de um presídio. Para passar o tempo, temos `a nossa disposição uma seleção de filmes. O mais incrível é que, no meio de quase trinta filmes, existe apenas um brasileiro. Isso mesmo, uma empresa brasileira de aviação, oferece entre os seus títulos um único e solitário filme brasileiro. O ótimo “Palhaço” dirigido e estrelado pelo Selton Mello, com as participações luxuosas dos nossos Paulo José e Teuda Bara. De resto, uma porção de baboseiras e “blockbusters” americanos. Será que a TAM não podia apresentar aos estrangeiros e mesmo `a patuléia tupiniquim que vai gastar seus cobres no estrangeiro, uma boa seleção de filmes brasileiros?

O cronograma de montagem e de apresentações no “Shakespeare’s Globe” é apertadíssimo. Eles sempre nos lembram que estamos dentro de uma programação de 37 peças apresentadas por 37 grupos de 37 línguas e países diferentes. Apesar do stress e da tensão, somos recebidos pela simpática portenha inglêsa Malu Ansaldo com alegria e educação.
Chegamos em Londres `as três horas PM e já `as 6 estamos nos reunindo no saguão de entrada do Globe para fechar detalhes da montagem do cenário e da agenda dos ensaios. Como nos Estados Unidos, aqui ator não pode pegar num martelo ou num grampeador. Como temos que decorar o carro, ficamos combinados que isso será feito pelos atores mas sempre com a companhia de um técnico. Amanhã, sexta-feira, teremos o dia para acertar detalhes do cenário, fazer ensaios com as pernas-de-pau para sentir a diferença de altura do cenário e decorar o carro com cortinas e adesivos de flôres. Tudo tem que ser feito na área externa do teatro, fora do palco, que estará ocupado por outras companhias.
Ensaio no palco só mesmo no sábado de manhã, poucas horas antes da nossa estreia `as 1:30 PM.

http://www.grupogalpao.com.br/blog/

postado por: NANDA ROVERE 2:51 AM




GRUPO GALPÃO

História de amor pelas ruas da cidade


Publicado no Pampulha em 02/06/2012


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Soraya Belusi *



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FOTO: GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO



Grupo Galpão remonta espetáculo de maior sucesso para celebrar seus 30 anos



Um clima de nostalgia e reencontro deve tomar conta da praça do Papa no próximo sábado (9), às 19h, onde acontecerá a abertura do 12º Festival de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte (FIT-BH) (confira roteiro na página 7). Duas décadas depois, “Romeu e Julieta”, espetáculo do Grupo Galpão, volta ao palco que o consagrou para o mundo com a obra que virou referência na trajetória da trupe.

O tempo passou, mas a força poética deste espetáculo e sua capacidade de comover o espectador continuam intactas. Prova disso foi a breve passagem do grupo por Londres, no mês passado, quando apresentaram a tragédia amorosa dos dois adolescentes no Globe Theatre.



“O espetáculo deixou de ser algo material. Quando convocamos aquelas canções, não importa se há 20 anos ou agora, os atores cantam com uma qualidade de porta-vozes da nossa cultura, não é só um indivíduo. Lá no Globe, eu me peguei chorando várias vezes ao ver aqueles ingleses dialogando sem trava, sem filtro. Não dá para explicar o que existe nesse trabalho. É melhor deixar no campo do inominável”, afirma Gabriel Villela, diretor da montagem e parceiro do Galpão.



“Quando entra a Teuda em cena, não tem cabimento. Uma coisa muito apreciada pela plateia lá em Londres, por exemplo, é a morte do Mercúrio. Rodolfo (Vaz) é um palhaço na vida, no palco, encantador. Mas ele entra fazendo aquele personagem tão surpreendentemente delicado, morrendo, dançando, mandando beijos para a plateia. É desconcertante, e não tem teoria que explique isso”, completa.



E é na rua, a primeira casa da trupe mineira, que esse encantamento se realiza por completo. “Peter Brook (encenador britânico) diz que, nos dias de hoje, só a rua seria capaz de reproduzir o ambiente do teatro elisabetano. Ao mesmo tempo que é uma montagem atrevida, no sentido de ser infiel em várias coisas, ela relembra essa dimensão popular do teatro do Shakespeare, quase uma brincadeira de criança, uma ingenuidade no mundo teatral que cativa as pessoas, carregada de ancestralidade”, avalia o ator Eduardo Moreira, que dá vida a Romeu na montagem.



Se, no início, havia um receio de remontar o espetáculo, especialmente pelo peso do tempo e a demanda física que a peça exige, agora, Eduardo Moreira ressalta a alegria de reviver essa “tragédia do a- mor precipitado”, como ele define.



“Mesmo 20 anos depois, continua essa força do teatro, do encontro com o ser humano que representa e o outro que assiste”, garante Eduardo. Mas a melhor definição sobre o poder que reside nesta montagem é do diretor, Gabriel Villela. “Uma rasteira que demole qualquer teoria, crítica, vai direto ao coração. O Galpão tem esse poder”.




Mais uma obra do bardo

Se um já é bom, dois podem ser melhor ainda. Esta é a conclusão ao assistir à “Sua Incelença Ricardo III”, a versão de Gabriel Villela e do grupo Clowns de Shakespeare para a história do tirano. Qualquer semelhança com o espírito da montagem do Galpão não é mera semelhança. “Um é irmão gêmeo do outro, nasceu depois, mas dentro da mesma premissa”, explica o encenador.



O espetáculo, assim como a montagem da trupe mineira, irá circular pelas ruas da cidade. “Foram operações muito parecidas em textos muito diferentes”, explica Villela. “Os dois grupos são muito próximos. ‘Romeu e Julieta’ traduz a delicadeza e a poética das festas mineiras, e o ‘Sua Incelença’ a força do Nordeste, da cultura do cangaço. O sonho um dia é juntar Natal com Belo Horizonte”.



*Especial para o Pampulha


http://www.otempo.com.br/entretenimento/ultimas/?IdNoticia=10366,PAM&busca=gabriel%20villela&pagina=1

postado por: NANDA ROVERE 2:41 AM



MacBeth

Marcello Antony foi prestigiado por convidados vips na pré-estreia da peça “MacBeth”, que aconteceu na noite da quinta-feira (31), no Teatro Vivo, em São Paulo. Veja as fotos de quem circulou por lá

sexta-feira, 1 de junho de 2012 - Isabella Ortega































http://amauryjr.uol.com.br/Galerias/25921/Estreia-da-peca-Macbeth.aspx

postado por: NANDA ROVERE 12:19 AM


Comments: Domingo, Junho 03, 2012




Agitos
1/6/2012 15:19:00

Pré-estreia MacBeth em São Paulo
Depois de fazer mistério, Marcello Antony exibiu a careca nesta quinta-feira, 31, na pré-estreia de peça MacBeth em São Paulo.

































http://www.portaldoleaolobo.com.br/agitos/galeria.aspx?codigo=1297

postado por: NANDA ROVERE 11:38 PM





Macbeth

02/06/12 - 18:47
POR Lenise Pinheiro


Texto William Shakespeare



Tradução Marcos Daud

Direção, Adaptação, Figurinos e Trilha Sonora Gabriel Villela

























Cenografia Marcio Vinicius

Iluminação Wagner Freire

Voz Babaya e Francesca Della Monica

Direção de Movimento Ricardo Rizzo

Assistência de Direção César Augusto, Ivan Andrade e Rodrigo Audi






Operador de Luz e Som Marcelo Violla

Cenotécnicos Jean Carlos, Julia Munhoz. e Evandro Nascimento

Diretor de Palco Alex Peixoto

Camareira Marlene Collé

Costureira Cleide Mezzacapa Hissa








Adereços Shicó do Mamulengo e Veluma Pereira

Assistente de Produção Julia Portella e Lucimara Santiago.

Produção Executiva Clissia Morais e Francisco Marques




Direção de Produção Claudio Fontana

Teatro Vivo – SP

Sextas 21h30 Sábados 21h Domingos 19h…continua


http://cacilda.blogfolha.uol.com.br/2012/06/02/966/

postado por: NANDA ROVERE 1:03 AM




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24 mai








famosos, nacional


Marcello Antony fica careca para viver Macbeth no teatro

Por Amanda Figueiredo postado em 24/05/2012 às 17h15

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Marcello Antony fica careca para peça - Foto: Divulgação

Marcello Antony mudou radicalmente o visual e raspou o cabelo para viver Macbeth , um dos principais personagens de William Shakespeare, em um espetáculo que entrará em cartaz no mês que vem.

A história conta a tragédia da ambição de um homem que, instigado por sua mulher, cede ao impulso assassino para cumprir o seu destino. A peça, que inicialmente contaria com a participação de Ana Paula Arósio, está sendo montada só com atores homens, como era feito na época de Shakespeare.

No elenco ainda constam nomes como Claudio Fontana, Helio Cicero, Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan e Rogerio Brito.
http://mdemulher.abril.com.br/blogs/ta-rolando/famosos/marcello-antony-fica-careca-para-viver-macbeth-no-teatro/


postado por: NANDA ROVERE 12:52 AM




Sábado, 02 de junho de 2012 | 10:19 Cultura Comente !



Macbeth, de Shakespeare, é encenado só por homens em SP

Foto: Joao Caldas
MARCELLO ANTONY ESTÁ NO PAPEL PRINCIPAL; ESPETÁCULO ESTREIA EM 1º DE JUNHO NO TEATRO VIVO
Suzana Pertinhez_ Cidade de São Paulo- O romance Shakespeariano Macbeth volta a ser representado nos moldes da época. Com estreia em 1º de junho no Teatro Vivo, as adaptações foram feitas para contemplar um fato de quando foi escrita: as mulheres não podiam atuar e os papeis femininos eram interpretados por homens.
A história conta a vida do general Macbeth (Marcello Antony) que, após vencer uma importante batalha e salvar a Escócia, ouve uma profecia e é influenciado pela mulher (Claudio Fontana) a matar o Rei Duncan para assumir o trono. Depois desse feito, passa a realizar uma série de outros assassinatos que possam impedir seu reinado.
O elenco é composto somente por homens para reproduzir a realidade do autor ao escrevê-la. O elenco reconhecido promete, além da boa história, uma grande atuação.
Serviço:
Macbeth
Data: 1º de junho a 22 de julho de 2012.
Horário: sextas, às 21h30; sábados, às 21h; domingos, às 19h.
Local: Teatro Vivo.
End.: Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860 – Morumbi.
Tel.: (11) 7420-1520.
Classificação: 12 anos.
Preço: R$25 a R$70.
www.vivo.com.br/teatrovivo


http://boxcliques.com/PCP/

postado por: NANDA ROVERE 12:46 AM








http://veja.abril.com.br/multimidia/video/o-que-marcello-antony-e-macbeth-tem-em-comum


postado por: NANDA ROVERE 12:34 AM






Macbeth, de Shakespeare, é encenado só por homens em SP

Sabado, 02 de junho de 2012 | 10:19

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Foto: Joao Caldas
MARCELLO ANTONY ESTÁ NO PAPEL PRINCIPAL; ESPETÁCULO ESTREIA EM 1º DE JUNHO NO TEATRO VIVO
Suzana Pertinhez_ Cidade de São Paulo- O romance Shakespeariano Macbeth volta a ser representado nos moldes da época. Com estreia em 1º de junho no Teatro Vivo, as adaptações foram feitas para contemplar um fato de quando foi escrita: as mulheres não podiam atuar e os papeis femininos eram interpretados por homens.
A história conta a vida do general Macbeth (Marcello Antony) que, após vencer uma importante batalha e salvar a Escócia, ouve uma profecia e é influenciado pela mulher (Claudio Fontana) a matar o Rei Duncan para assumir o trono. Depois desse feito, passa a realizar uma série de outros assassinatos que possam impedir seu reinado.
O elenco é composto somente por homens para reproduzir a realidade do autor ao escrevê-la. O elenco reconhecido promete, além da boa história, uma grande atuação.
Serviço:
Macbeth
Data: 1º de junho a 22 de julho de 2012.
Horário: sextas, às 21h30; sábados, às 21h; domingos, às 19h.
Local: Teatro Vivo.
End.: Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860 – Morumbi.
Tel.: (11) 7420-1520.
Classificação: 12 anos.
Preço: R$25 a R$70.
www.vivo.com.br/teatrovivo



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http://palanquecapital.com.br/3878/Macbeth-de-Shakespeare-e-encenado-so-por-homens-em-SP/


postado por: NANDA ROVERE 12:30 AM




01/06 às 09h13 - Atualizada em 01/06 às 09h15
Marcello Antony estreia peça em São Paulo

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Marcello Antony e Cláudio Fontana estrearam a peça Macbeth, no Teatro Vivo, em São Paulo. Os atores aproveitaram para recepcionar os convidados da noite.

Marcaram presença Valderez de Barros, Tuna Dwek, Selma Egrei, Elias Andreato, Cláudio Curi, Antônio Petrin, Leopoldo Pacheco e Laura Wie.

Com direção de Gabriel Vilella, a adaptação do clássico de Shakespeare tem o elenco formado apenas por homens. Na história, que se passa em 1047, Macbeth (Marcello Antony) vence uma batalha na Escócia e, com a chance de se aproximar cada vez mais do trono, desperta seu lado ambicioso e mata o rei para assumir a coroa. A partir daí, uma série de assassinatos se inicia na região.


Tags: estreia, marcelo, peça, SP, teatro

01/06 às 09h13 - Atualizada em 01/06 às 09h15
Marcello Antony estreia peça em São Paulo

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Marcello Antony e Cláudio Fontana estrearam a peça Macbeth, no Teatro Vivo, em São Paulo. Os atores aproveitaram para recepcionar os convidados da noite.

Marcaram presença Valderez de Barros, Tuna Dwek, Selma Egrei, Elias Andreato, Cláudio Curi, Antônio Petrin, Leopoldo Pacheco e Laura Wie.

Com direção de Gabriel Vilella, a adaptação do clássico de Shakespeare tem o elenco formado apenas por homens. Na história, que se passa em 1047, Macbeth (Marcello Antony) vence uma batalha na Escócia e, com a chance de se aproximar cada vez mais do trono, desperta seu lado ambicioso e mata o rei para assumir a coroa. A partir daí, uma série de assassinatos se inicia na região.


Tags: estreia, marcelo, peça, SP, teatro

http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2012/06/01/marcello-antony-estreia-peca-em-sao-paulo/

postado por: NANDA ROVERE 12:29 AM


Comments: Sábado, Junho 02, 2012




Mônica Bergamo

monica.bergamo@grupofolha.com.br


SER OU NÃO SER




Zanone Fraissat/Folhapress




Isabella Bernardi


A nova montagem da peça "Macbeth" teve pré-estreia anteontem no Teatro Vivo, na Vila Olímpia. A direção é de Gabriel Villela e o elenco conta com Marcello Antony e Claudio Fontana, entre outros. Também foram ao teatro conferir o espetáculo as atrizes Walderez de Barros e Isabella Bernardi e o ator Rubens Caribé.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/46322-monica-bergamo.shtml


postado por: NANDA ROVERE 3:34 AM






“Macbeth”
Clássico de Shakespeare retorna sob direção de Gabriel Villlela.
C&N
“Macbeth”, terceiro Shakespeare dirigido por Gabriel Villela, chega aos palcos somente com atores homens - como era feito na época de seu autor -, onde Marcello Antony vive o personagem-título e Claudio Fontana é Lady Macbeth.
Para contar a tragédia da ambição de um homem que, devorado por sua natureza e instigado por sua impiedosa mulher, cede ao impulso assassino para cumprir o seu destino, Gabriel Villela utiliza, pela primeira vez, a tradução de Marcos Daud, adaptada por ele, condensando o texto de 20 personagens para uma realidade de 8 atores em cena.
Segundo Villela, Macbeth é um espetáculo formal, sóbrio, contido, voltado para a experiência da voz e da palavra, contando com a antropologia da voz da italiana Francesca Della Monica, a direção de texto de Babaya e a musicalidade de cena de Ernani Maletta.
“Macbeth” Texto: William Shakespeare Tradução: Marcos Daud Direção e adaptação: Gabriel Villela Com: Marcello Antony, Claudio Fontana, Helio Cicero, Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan e Rogério Brito Figurinos: Gabriel Villela e Shicó do Mamulengo Cenografia: Marcio Vinicius Iluminação: Wagner Freire Fotografia: João Caldas Produção Executiva: Clissia Morais e Francisco Marques Direção de Produção: Claudio Fontana
Onde: Teatro Vivo - Av. Doutor Chucri Zaidan, 860, Itaim Tel.: (11) 7420-1520
Quando: estreia hoje, dia 1º, às 21h; 6ªs, às 21h30; sábados, às 21h; om 19h Até: 22/07 Quanto: de R$ 50 a R$ 70


postado por: NANDA ROVERE 2:21 AM




30 de maio de 2012 - 11:12
Marcello Antony e Claudio Fontana estreiam "Macbeth"
AE
A tragédia vem rondando o diretor mineiro Gabriel Villela nos últimos tempos. Até o início do ano, era a grega, em sua montagem de "Hécuba", de Eurípides, estrelada pela atriz Walderez de Barros. Agora, a partir de sexta-feira, a shakespeariana "Macbeth" toma conta do palco do Teatro Vivo sob seu comando e com elenco encabeçado pelos atores Marcello Antony e Claudio Fontana.

Antony interpreta o general que dá título à peça do bardo inglês e que mata indiscriminadamente para se tornar rei na Escócia medieval. Fontana faz a mulher do militar, a ambiciosa Lady Macbeth, que influencia o companheiro na luta pelo poder para alcançar seu objetivo de chegar ao trono como rainha. Assim como eram encenadas as peças de William Shakespeare à sua época, os papéis femininos da montagem são interpretados por homens.

Já em "Hécuba", Villela queria um elenco apenas masculino. Mas seu compromisso de trabalhar com Walderez o fez mudar de ideia. "Shakespeare não era misógino, e muito menos o Eurípides. Eram tempos em que a mulher podia dizer três coisas: "xô, galinha", "para dentro, criança" e "sim, senhor"", brinca o diretor. "Convocar essa energia masculina para cena, de uma certa maneira, evoca uma coisa tribal, arqueológica, no sentido de voltar lá atrás, antes da civilização, e pegar emprestado dos mitos essa energia de guerra, de briga, de rinha de galo, de macho, de delimitação territorial", explica ele.

Antony já havia trabalhado com Villela em outro clássico, "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues, e conta que, a princípio, o convite foi para fazer Lady Macbeth. Depois de mudanças no elenco, ele assumiu o papel do sanguinário tirano assassino. "Sempre falo que quem for assistir vai ver o meu Macbeth. É um personagem que já foi interpretado por vários atores, consagrados ou não, então não existe um padrão. Vão gostar ou não vão gostar, mas ele está ali, de coração para todo mundo que for assistir."

Para compor Lady Macbeth e entender sua loucura, Fontana, também produtor da peça, recorreu à obra do psicanalista Sigmund Freud, especialmente ao estudo "Arruinados pelo Êxito". "Ela é maldosa, persuasiva, ambiciosa. Não tem a culpa cristã a que a gente está acostumado na sociedade moderna", diz o ator, que sob orientação da direção e da equipe de preparação, não se preocupou em personificar uma figura feminina realista. "Não criei uma voz feminina, não há um corpo feminino. A maldade e a ambição independem de sexo, então, me sinto completamente confortável de fazer a personagem."

Com tradução de Marcos Daud, a adaptação de Villela reduziu a oito os 22 personagens do texto original. Incluiu a figura do narrador, que conta a fábula, convoca algumas cenas e redimensiona a história para a plateia. "Para ser realista, muitas vezes, você não pode fazer uma montagem realista, tem de fundir personagens, concentrar ideias e trabalhar com supressão", diz o diretor. Também estão no elenco Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, Helio Cicero, José Rosa, Marco Furlan e Rogério Brito. As informações são do Jornal da Tarde.

MACBETH

Teatro Vivo (Av. Doutor Chucri Zaidan, 860, Vila Olímpia). Tel. (011) 7420-1520. De 1.º junho a 22 de julho. Sexta-feira, às 21h30; sábado, às 21h, e domingo, às 19h. Ingressos: R$ 50 (sexta e domingo) e R$ 70 (sábado). 12 anos.

http://www.metronews.com.br/metronews/f?p=287:24:2948932317391252::::P24_ID_NOTICIA,P23_ID_CADERNO:261822,907

postado por: NANDA ROVERE 2:08 AM





sexta-feira, 1 de junho de 2012

Peça Macbeth estreia hoje em São Paulo com Marcello Antony como protagonista

13:28 | Postado por São Paulo









Foto: João-Caldas


Macbeth, peça trágica criada pelo dramaturgo inglês William Shakespeare no começo do século XVII, entra em cartaz hoje (1 de junho), no Teatro Vivo, com os atores Marcello Antony e Claudio Fontana como protagonistas.

O personagem principal vence uma batalha e salva seu país, a Escócia. Com sede de se tornar o rei de sua pátria, ele mata o Rei Duncan (Helio Cicero) para assumir o trono, a partir de então ele começa uma sequência de assassinatos para continuar no poder e ninguém o tomar.




A prática de somente ter homens atuando e fazendo papel de mulher, como na época em que o texto foi escrito, será resgatada nesta adaptação, que contará com 8 atores.





A peça fica em cartaz até dia 22 de agosto, no Teatro Vivo, de sexta a domingo. O ingresso custa R$ 70 (inteira) e R$ 25 (meia).

Diretor: Gabriel Vilella
Local: Av. Dr. Chucri Zaidan, 860 – Itaim
Horários: Sexta às 21h30, sábado às 21h e domingo às 19h
Classificação: 12 anos




http://spdecristal.blogspot.com.br/2012/06/peca-macbeth-estreia-hoje-em-sao-paulo.html

postado por: NANDA ROVERE 1:58 AM





linda a foto do Dib Carneiro Neto



postado por: NANDA ROVERE 1:49 AM






Michel Fernandes compartilhou um status

há 10 horas.




Gabriel Villela alia beleza plástica, rigor estético e condução enxuta de um elenco extraordinário! #Macbeth é instigante, sofisticado e simples. Bem dizem as brixas: "o feio é belo"! #RECOMENDO

postado por: NANDA ROVERE 1:39 AM



Como pode, o diretor da peça sair só em um site?
Cadê fotos dos demais atores???


1.06.2012 / 10:21
Marcello Antony estreou “Macbeth” no Teatro Vivo



Rolou nessa quinta-feira (31), a pré–estreia da peça ‘Macbeth’, com Marcello Antony e Cláudio Fontana, e direção de Gabriel Villela, no Teatro Vivo. Glamurama viu:






Marcello-Antony


Isabella-Bernardi


Claudio-Fontana-e-Leopoldo-Pacheco


Laura-Wie


Gabriel-Villela-


Renata-Alvim-

http://glamurama.uol.com.br/galeria/marcello-antony-estreou-macbeth-no-teatro-vivo/#5

postado por: NANDA ROVERE 1:24 AM








Marcello Antony em "Macbeth"


Com o cabelo raspado Marcello Antony fica careca para mostrar sua versão em Macbeth, de Shakespeare.
A estréia é amanhã (1º de junho) no Teatro Vivo, em São Paulo, sob direção do mineiro Gabriel Villela.
Além de Anthony, mais sete homens estão em cena, formato que lembra as encenações dos primórdios do teatro grego, quando mulheres não podiam se apresentar.
A peça conta a história do perturbado governante Macbeth (Marcelo Anthony) que instigado por sua esposa, a manipuladora Lady Macbeth (Claudio Fontana), passa de herói a vilão no decorrer da trama. Impulsionado por sua ambição e amaldiçoado por três bruxas, Macbeth mata o rei da Escócia para tomar sua coroa e cede à sua ânsia por poder iniciando uma sequência de crimes.


Onde: Teatro Vivo (Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860, Itaim - Vila Olímipia/São Paulo)
Quando: de 1º de junho a 22 de julho. O espetáculo é apresentado nas sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 19h.
Ingressos: R$50 (sexta e domingo), R$70 (sábado). 290 lugares
http://wegot-wegotdasmeninas.blogspot.com.br/

postado por: NANDA ROVERE 1:12 AM




Marcello Antony, Claudio Fontana e Gabriel Villela falam sobre Macbeth



http://www.youtube.com/watch?v=g2BFM-f6-uI&feature=relmfu

postado por: NANDA ROVERE 1:03 AM






bobsousa

247 fotos · 248 seguidores
.
“"Macbeth", dir. Gabriel Villela. Imperdível.”

bobsousa está usando o Instagram - Uma maneira divertida & rápida de compartilhar sua vida com amigos por meio de uma série de fotos. Tire uma foto e escolha um filtro para transformá-la em uma memória permanente e mantê-la por perto sempre.



http://instagr.am/p/LUHPP0DQ8N/


Comentários · .


gabrielatoulier

Adoro Villela!! ;) · Há 1 dia
.
.

postado por: NANDA ROVERE 12:56 AM







Em Cartaz





são paulo
MacBeth
Marcello Antony protagoniza tragédia de Shakespeare









O diretor Gabriel Villela decidiu montar o espetáculo de Shakespeare apenas com atores homens, como era feito no século XVII. Assim, ele reuniu grandes nomes como Marcello Antony, Claudio Fontana, Helio Cicero e Marco Antônio Pâmio para contar a tragédia de um homem que se deixa levar pela ambição.

A peça conta a história de um homem incapaz de lidar com sua natureza ambiciosa e que, instigado por sua cruel esposa, passa de herói a tirano. Após salvar a Escócia e começar a galgar os degraus do poder, Macbeth passa a se ver mais próximo do trono. Para alcançar seu objetivo, interfere na ordem natural dos acontecimentos e cede a seu impulso homicida, assassinando o rei escocês para tomar sua coroa. Para tentar aliviar sua consciência, ele inicia uma sequência de crimes, reconhecendo assim a incapacidade que o homem tem de lidar com sua natureza e de fugir de seu destino.



MacBeth
Teatro Vivo
Tel.: (11) 7420-1520
Sexta às 21h30; sábado às 21h; domingo às 19h
Espetáculo não recomendado para menores de 12 anos
Em cartaz até 22/07/2012

http://www.globoteatro.com.br/emcartaz-1298-macbeth.htm

postado por: NANDA ROVERE 12:53 AM





Fotos já sairam exceto

Pré-estréia da peça Macbeth no Teatro Vivo











01/06/12 às 10:58


Pré-estréia da peça Macbeth no Teatro Vivo (Francisco Cepeda / AgNews)






AgNews – São Paulo 31 de Maio de 2012, pré- estreia de Macbeth, com Marcelo Antony, Cláudio Fontana e grande elenco, no Teatro VIVO em SP Fotos: Francisco Cepeda / AgNews
http://186.224.65.50/foto/3652/pre-estreia-da-peca-macbeth-no-teatro-vivo

http://186.224.65.50/foto/3652/pre-estreia-da-peca-macbeth-no-teatro-vivo

postado por: NANDA ROVERE 12:35 AM




Você está em: Home > Teatro > Notícias

Macbeth, com Marcelo Antony, estreia hoje em SP







Divulgação


Ator raspou o cabelo para viver o personagem
01/06/2012 08:56 - Do ClickCultural
O espetáculo Macbeth, que traz Marcello Antony careca, chega aos palcos do Teatro Vivo, nesta sexta-feira (1/06), em SP.

A peça baseada na obra de Shakespeare irá contar com a direção de Gabriel Vilela.

Veja fotos do espetáculo

Relembre os trabalhos de Marcello Antony no teatro

Marcello Antony fala do personagem

Claudio Fontana: “ator faz teatro para fugir dos clichês”

Macbeth é a tragédia shakespeariana mais curta, e acredita-se que tenha sido escrita entre 1603 e 1606, com 1607 como a última data possível. O primeiro relato de uma performance da peça é de abril de 1611, quando Simon Forman registrou tê-la visto no Globe Theatre, em Londres.

Serviço

Estreia de 1º de junho, sexta, 21h30
Teatro VIVO
Temporada: de sexta a domingo
Até 22 de julho
Horários: Sex 21h30; Sáb 21h; Dom 19h
Ingressos:R$ 50 (sex e dom), R$ 70 (sab)
Censura: 12 anos
Duração: 90 minutos

http://www.clickcultural.com.br/teatro/galeria-relembre_os_trabalhos_de_marcello_antony-17475.html

http://www.clickcultural.com.br/teatro/galeria-veja_fotos_de_macbeth-17463-7.html

http://www.clickcultural.com.br/teatro/nota-marcello_antony_e_macbeth_em_montagem_so_com_machos-17442.html

http://www.clickcultural.com.br/teatro/nota-claudio_fontana__%E2%80%9Cator_faz_teatro_para_fugir_dos_cliches%E2%80%9D-17443.html

http://www.clickcultural.com.br/teatro/nota-macbeth_com_marcelo_antony_estreia_hoje_em_sp-17474.html

postado por: NANDA ROVERE 12:31 AM





Aplauso Brasil - aqui, teatro, dança e música estão sempre em cartaz



29/05/2012 - 22:48
Gabriel Villela apresenta a sua versão para Macbeth


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Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)






"Macbeth" - foto de João Caldas

SÃO PAULO – A história de Macbeth, um homem ambicioso, que, com a ajuda da mulher, Lady Macbeth, elabora um plano para assumir o trono, será protagonizada pelo ator Marcello Antony. A impiedosa Lady Macbeth será interpretada pelo ator Claudio Fontana. Na montagem que estreia nesta quinta-feira (31), para convidados, no Teatro Vivo, a direção é assinada por Gabriel Villela.

No elenco, formado apenas por homens, estão, além de Antony e Fontana: Hélio Cicero, Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan e Rogério Brito. A luz é de Wagner Freire e a direção de movimento é de Ricardo Rizzo. Os adereços são de Shicó do Mamulengo. A tradução, inédita, leva a assinatura por Marcos Daud.

Macbeth é a terceira direção de Villela baseada em texto do dramaturgo inglês. Estreia logo após a ida de Romeu e Julieta, com o Grupo Galpão, para Londres. A peça esteve pela segunda vez no Globe Theatre, em Londres. Foram duas apresentações que fizeram parte de uma programação cultural que antecede os Jogos Olímpicos deste ano. Também está viajando pelo Brasil, com passagem prevista por São Paulo, Sua Incelença Ricardo III, encenação de Gabriel Villela com o grupo Clowns de Shakespeare, de Natal.

Resultado de um desejo de Gabriel Villela e Antony, que vem desde a primeira parceria entre esses artistas – Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues – de montarem, juntos, uma obra de Shakespeare, o encontro se dá em Macbeth. Segundo Villela, atores do porte de Antony “devem mergulhar na fábula shakespeariana para tirar um futuro bem aventurado para todos nós”. Para ele, a trama dessa “tragédia escocesa” conta a “história de um serial killer, que juntamente com a sua mulher, é guiado pela cobiça e ganância pela conquista do trono. A força de Macbeth tem parentesco com a tragédia, na medida em que gera uma energia destruidora”.

O desejo da encenação é, pois, “refletir sobre a pulsão, capaz de nos colocar em guerra, para conquistar o pelo poder.

“Em Macbeth, nos reconhecemos do começo ao fim. Mesmo que não tenhamos coragem de cometer as mesmas atrocidades que o protagonista-título, nos compadecemos dessa figura”, declara Villela.

Para o diretor, ter um elenco formado apenas por homens, “ilustra uma época em que a mulher era privada de interpretar no palco”, além disso, o diretor considera que “trazer a energia masculina para a cena, de uma certa maneira, evoca um espírito de guerra, primitivo, de delimitação de território, que recupera o que há de mais tribal no ser humano”.


Marcelo Antony encarna Macbeth e Cláudio Fontana, Lady Macbeth

Villela adaptou o texto que continha 20 personagens e colocou em cena oito, introduzindo a figura de um narrador, que, inspirado na renascença inglesa, tem como função suprir a falta dos demais personagens: conta a fábula, convoca as cenas e redimensiona a história para a plateia. Também organiza dados.

“Como se a história saísse do papel e ganhasse vida no palco através do narrador”, aponta o ator Claudio Fontana.

De acordo com a orientação do diretor, os atores apresentam uma interpretação não realista. A linguagem da peça é apoiada em Brecht, nas proposições de uma estética épica, em que os atores relatam os fatos e deixam com a plateia a tarefa de se emocionar. O espectador é “convidado” a imaginar, construir a história que está sendo contada, e, assim, a teatralidade e a poesia são valorizadas.

“Na criação de Lady Macbeth, por exemplo, não há voz ou corpo feminino, mas, sim, a preocupação em transmitir a maldade e ambição da personagem”, conta Cláudio Fontana o que, segundo ele, “combina muito com as qualidades metafóricas de Shakespeare e do Gabriel. Shakespeare, quando fala de morte, usa metáforas no texto e Gabriel usa metáforas cênicas e poéticas na sua direção.

“Os teares mineiros, por exemplo, se transformam no castelo de Macbeth; uma antena de carro se transforma numa espada e a coroa da Lady é uma coleira de Pit Bull”, completa Marcelo Antony.

Fontana destaca que Villela, ao desafiar o ator a trabalhar com o não realismo e o distanciamento, garante que o artista se sinta impulsionado a realizar um trabalho interessante. Um processo que o ator compara à “chegada à Shangri-la: difícil, mas que, quando atingido é muito gratificante”.

“Gabriel sabe o que quer, é claro nas suas proposições. Opina sobre a obra que dirige e tem uma estética própria que é desafiadora para o elenco”, finaliza.

Antony salienta que, para a criação dos personagens, os atores entraram em contato com obras relacionadas a Macbeth como livros e filmes.

“Foram realizadas leituras de mesa, com discussões sobre a obra do autor e, em todo processo de ensaios, os atores contaram com uma equipe que deu um grande suporte ao elenco”, afirma Marcelo Antony.

Elenco:

Macbeth – Marcello Antony

Lady Macbeth- Claudio Fontana

Duncan / Macduff- Helio Cicero

Banquo / Dama de Companhia- Marco Antônio Pâmio

Narrador – Carlos Morelli

Bruxa 1 / Nobre- José Rosa

Bruxa 2/ Malcolm / Ross – Marco Furlan

Bruxa 3/ Donalbain / Angus / Velho / Mensageiro/ Porteiro- Rogério Brito

Ficha técnica

Texto - William Shakespeare. Tradução - Marcos Daud. Colaboração – Fernando Nuno. Direção e adaptação - Gabriel Villela. Assistência de Direção - César Augusto, Ivan Andrade e Rodrigo Audi. Figurinos – Gabriel Villela e Shicó do Mamulengo. Cenografia - Marcio Vinicius. Iluminação– Wagner Freire. Antropologia da voz- Francesca Della Monica. Direção de texto – Babaya. Musicalidade da cena - Ernani Maletta. Trilha Sonora – Gabriel Villela. Direção de Movimento - Ricardo Rizzo. Adereços- Shicó do Mamulengo e Veluma Pereira. Apliques e patchwork – Giovanna Vilela. Costureira- Cleide Mezzacapa Hissa. Maquiagem para ensaio fotográfico – Eliseu Cabral. Assistência de Maquiagem para ensaio fotográfico- Patricia Barbosa. Coordenação do Ateliê- José Rosa e Veluma Pereira .Assistência de Cenografia - Julia Munhoz. Cenotécnicos- Jean Carlos e Evandro Nascimento. Diretor de Palco- Alex Peixoto. Operador de luz- Marcelo Violla. Camareira – Marlene Collé. Assessoria de Imprensa- Arteplural – Fernanda Teixeira. Fotografia- João Caldas. Assistência de fotografia – Andréia Machado. Fotografias de ensaio / making of – Dib Carneiro Neto e João Caldas. Programação Visual- Dib Carneiro Neto, Jussara Guedes e Suely Andreazzi. Assistente de Produção Julia Portella e Lucimara Santiago. Produção Executiva - Clissia Morais e Francisco Marques. Direção de Produção - Claudio Fontana

Serviço

Macbeth

Estreia de 1º de junho, sexta, 21h30, no Teatro VIVO – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860, Itaim / Vila Olímpia. Temporada – de sexta a domingo de 1º de junho a 22 de julho. Sex 21h30; Sáb 21h; Dom 19h. R$ 50 (sex e dom), R$ 70 (sab). 12 anos. Duração de 90 minutos. Serviço de valet – R$ 18,00. Capacidade: 290 lugares. Estacionamento com manobrista: R$15,00 (só dinheiro) Bilheteria: aberta de terça à quinta das 14h às 20h e de sexta a domingo, das 14h até o início do espetáculo. Tel: 11 7420-1520. Aceita todos os cartões.
http://colunistas.ig.com.br/aplausobrasil/2012/05/29/gabriel-villela-apresenta-a-sua-versao-para-macbeth/

postado por: NANDA ROVERE 12:26 AM





29/05/2012 - 23:43
A voz mítica de Macbeth


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Marcelo Antony protagoniza "Macbeth"

SÃO PAULO – Segundo o diretor Gabriel Villela, sua encenação de Macbeth, cuja estreia para convidados será às 21h30 desta quinta-feira (31), no Teatro Vivo, está com suas bases centradas na voz dos atores e nas palavras de Shakespeare, autor da peça.

Para ajudar o elenco na interpretação do texto, a produção contou com a colaboração de Francesca della Monica, Ernani Maletta e Babaya, sendo os dois últimos parceiros que já vem trabalhando com Villela com resultados pra lá de positivos.

Francesca faz um trabalho de espacialização da voz e de abertura da textura vocal para o campo dos mitos, uma prática que denomina de antropologia da voz. Exercícios que evocam o campo mítico da encenação.

“A voz é ampla, como se o ator fosse onipresente no campo mítico entre a plateia e o ator”, explica Gabriel Villela.

Marco Antônio Pâmio conta que Francesca, aliada à estética do Gabriel, faz com que a plateia desenhe as imagens enquanto ouve os atores.




"Macbeth"

“Uma aproximação do que possivelmente Shakespeare propunha em sua época”, afirma o ator.

Elenco:

Macbeth – Marcello Antony

Lady Macbeth- Claudio Fontana

Duncan / Macduff- Helio Cicero

Banquo / Dama de Companhia- Marco Antônio Pâmio

Narrador – Carlos Morelli

Bruxa 1 / Nobre- José Rosa

Bruxa 2/ Malcolm / Ross – Marco Furlan

Bruxa 3/ Donalbain / Angus / Velho / Mensageiro/ Porteiro- Rogério Brito

Ficha técnica

Texto - William Shakespeare. Tradução - Marcos Daud. Colaboração – Fernando Nuno. Direção e adaptação - Gabriel Villela. Assistência de Direção - César Augusto, Ivan Andrade e Rodrigo Audi. Figurinos – Gabriel Villela e Shicó do Mamulengo. Cenografia - Marcio Vinicius. Iluminação– Wagner Freire. Antropologia da voz- Francesca Della Monica. Direção de texto – Babaya. Musicalidade da cena - Ernani Maletta. Trilha Sonora – Gabriel Villela. Direção de Movimento - Ricardo Rizzo. Adereços- Shicó do Mamulengo e Veluma Pereira. Apliques e patchwork – Giovanna Vilela. Costureira- Cleide Mezzacapa Hissa. Maquiagem para ensaio fotográfico – Eliseu Cabral. Assistência de Maquiagem para ensaio fotográfico- Patricia Barbosa. Coordenação do Ateliê- José Rosa e Veluma Pereira .Assistência de Cenografia - Julia Munhoz. Cenotécnicos- Jean Carlos e Evandro Nascimento. Diretor de Palco- Alex Peixoto. Operador de luz- Marcelo Violla. Camareira – Marlene Collé. Assessoria de Imprensa- Arteplural – Fernanda Teixeira. Fotografia- João Caldas. Assistência de fotografia – Andréia Machado. Fotografias de ensaio / making of – Dib Carneiro Neto e João Caldas. Programação Visual- Dib Carneiro Neto, Jussara Guedes e Suely Andreazzi. Assistente de Produção Julia Portella e Lucimara Santiago. Produção Executiva - Clissia Morais e Francisco Marques. Direção de Produção - Claudio Fontana

Serviço

Macbeth

Estreia de 1º de junho, sexta, 21h30, no Teatro VIVO – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860, Itaim / Vila Olímpia. Temporada – de sexta a domingo de 1º de junho a 22 de julho. Sex 21h30; Sáb 21h; Dom 19h. R$ 50 (sex e dom), R$ 70 (sab). 12 anos. Duração de 90 minutos. Serviço de valet – R$ 18,00. Capacidade: 290 lugares. Estacionamento com manobrista: R$15,00 (só dinheiro) Bilheteria: aberta de terça à quinta das 14h às 20h e de sexta a domingo, das 14h até o início do espetáculo. Tel: 11 7420-1520. Aceita todos os cartões.



http://colunistas.ig.com.br/aplausobrasil/2012/05/29/a-voz-mitica-de-macbeth/

postado por: NANDA ROVERE 12:23 AM




30/05/2012 - 00:28
A vida cheia de criatividades em Macbeth


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Nanda Rovere, especial para o Aplauso Brasil (aplausobrasil@aplausobrasil.com)








As 3 Bruxas de "Macbeth" - foto de João Caldas

SÃO PAULO – O figurino de Macbeth, cuja estreia será na próxima quinta-feira (31) às 21h30, no Teatro Vivo, é de autoria de Gabriel Villela (diretor do espetáculo), em parceria com Shicó do Mamulengo, artista que colabora na criação das indumentárias de guerra (coletes, armaduras e escudos), os quais foram confeccionados a partir de 30 malas antigas de couro e papelão.

Os atores, vale ressaltar, criam a partir de sugestões de figurinos, os quais já estão prontos desde o início dos ensaios.

O cenário, de Marcio Vinicius, é formado por cinco pilares compostos a partir de teares mineiros sobrepostos. Simbolizam os três instantes do homem: nascimento, vida e morte e recebem a cena do embate entre Macbeth e Macduff.


Cláudio Fontana como Lady Macbeth - foto de João Caldas

Cadeiras de um cinema desativado de Carmo do Rio Claro, terra natal do diretor, também estão em cena.

A estreia de Macbeth foi viabilizada pelo Projeto Vivo EnCena, que tem como objetivo promover espetáculos e o intercâmbio entre os profissionais e o público interessado em teatro, especialmente estudantes.

Durante as temporadas das montagens que o Teatro Vivo acolhe, são realizadas sessões de espetáculos com audiodescrição, que promovem a inclusão de pessoas com deficiência visual à sala de espetáculos.

Elenco:

Macbeth – Marcello Antony

Lady Macbeth- Claudio Fontana

Duncan / Macduff- Helio Cicero

Banquo / Dama de Companhia- Marco Antônio Pâmio

Narrador – Carlos Morelli

Bruxa 1 / Nobre- José Rosa

Bruxa 2/ Malcolm / Ross – Marco Furlan

Bruxa 3/ Donalbain / Angus / Velho / Mensageiro/ Porteiro- Rogério Brito

Ficha técnica

Texto - William Shakespeare. Tradução - Marcos Daud. Colaboração – Fernando Nuno. Direção e adaptação - Gabriel Villela. Assistência de Direção - César Augusto, Ivan Andrade e Rodrigo Audi. Figurinos – Gabriel Villela e Shicó do Mamulengo. Cenografia - Marcio Vinicius. Iluminação– Wagner Freire. Antropologia da voz- Francesca Della Monica. Direção de texto – Babaya. Musicalidade da cena - Ernani Maletta. Trilha Sonora – Gabriel Villela. Direção de Movimento - Ricardo Rizzo. Adereços- Shicó do Mamulengo e Veluma Pereira. Apliques e patchwork – Giovanna Vilela. Costureira- Cleide Mezzacapa Hissa. Maquiagem para ensaio fotográfico – Eliseu Cabral. Assistência de Maquiagem para ensaio fotográfico- Patricia Barbosa. Coordenação do Ateliê- José Rosa e Veluma Pereira .Assistência de Cenografia - Julia Munhoz. Cenotécnicos- Jean Carlos e Evandro Nascimento. Diretor de Palco- Alex Peixoto. Operador de luz- Marcelo Violla. Camareira – Marlene Collé. Assessoria de Imprensa- Arteplural – Fernanda Teixeira. Fotografia- João Caldas. Assistência de fotografia – Andréia Machado. Fotografias de ensaio / making of – Dib Carneiro Neto e João Caldas. Programação Visual- Dib Carneiro Neto, Jussara Guedes e Suely Andreazzi. Assistente de Produção Julia Portella e Lucimara Santiago. Produção Executiva - Clissia Morais e Francisco Marques. Direção de Produção - Claudio Fontana

Serviço

Macbeth

Estreia de 1º de junho, sexta, 21h30, no Teatro VIVO – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860, Itaim / Vila Olímpia. Temporada – de sexta a domingo de 1º de junho a 22 de julho. Sex 21h30; Sáb 21h; Dom 19h. R$ 50 (sex e dom), R$ 70 (sab). 12 anos. Duração de 90 minutos. Serviço de valet – R$ 18,00. Capacidade: 290 lugares. Estacionamento com manobrista: R$15,00 (só dinheiro) Bilheteria: aberta de terça à quinta das 14h às 20h e de sexta a domingo, das 14h até o início do espetáculo. Tel: 11 7420-1520. Aceita todos os cartões.

http://colunistas.ig.com.br/aplausobrasil/2012/05/30/a-vida-cheia-de-criatividades-em-macbeth/



postado por: NANDA ROVERE 12:21 AM




face:


Getulio Vergettipublicadou emGabriel Villela

há 10 horas.


Parabéns!
Cláudio Fontana rouba a cena.
Sublime, denso, espetacular.
Isto é Gabriel Villela.

postado por: NANDA ROVERE 12:18 AM








postado por: NANDA ROVERE 12:17 AM





postado por: NANDA ROVERE 12:15 AM






foto do Dib Carneiro Neto

postado por: NANDA ROVERE 12:14 AM




Estreia de Macbeth - a cada dia sou mais fá dos artistas brasileiros
Por Nanda Rovere
Fui ao Teatro Vivo com a certeza que veria um espetáculo feito com esmero. Saber o quanto iria gostar não é possível. Sabia, no entanto, que iria ver o trabalho de profissionais competentes, talentosos, que se esforçam muito para que o resultado seja de qualidade.
O que vi foi uma montagem que flui, que encanta. Claro, fala da ânsia pelo poder, um desejo que leva Macbeth e sua esposa a cometerem atrocidades, e por esse motivo é um espetáculo que traz um espírito de guerra, forte, intenso. Ao mesmo tempo, no entanto, a poesia emana a cada momento, a cada fala, a cada gesto e movimentação dos atores. Cenário ( elementos de cena como o cenógrafo Marcio Vinicius denomina), figurino, luz, a trilha que entra em momentos arrebatadores, tudo encanta.
Um elenco primoroso. Todos estão de parabéns. Marcello mostra que é um ator de muito talento. Pâmio, Helio Cicero, Morelli, José Rosa, Furlan, Rogério Brito...eita gente que brilha em cena!
Claudio Fontana como Lady Macbeth está sublime. Não houve a preocupação com o realismo, mas há uma delicadeza no trabalho de Claudio que chama muito a atenção. As suas falas, os seus movimentos ( Claudio sempre apresenta uma expressão corporal excelente), a interação com Antony, tudo isso faz com que o trabalho desse ator seja digno de muitos elogios. Acompanho o trabalho do Claudinho há muito tempo, desde a sua estreia profissinal em Buscar-me que ainda sou teu, e sempre aprecio as suas atuações. Mas Macbeth certamente é, está sendo, o trabalho que mais me comoveu. Assistindo ao Claudio, a esse elenco especial, me senti honrada em ser brasileira, em ter o privilégio de poder ver um trabalho tão marcante. Isso sem contar na direção de gabriel, inbteligente, inventiva, poética. E, claro, o sucesso da montagem também se deve ao fato da reunião de uma equipe maravilhosa, que não vou citar aqui sob pena de esuecer alguém ( mas citarei logo abaixo).
Que privilégio estar numa estreia tão especial, ao lado de seres humanos e profissionais tão especiais.
Não percam! Quem for de São Paulo ou estiver passado pela cidade, fica a dica desse espetáculo! Obviamente verei novamente.
Vida longa a Macbeth!
Que a Vivo continue patrocinando espetáculos com essa qualidade. ( Os espetáculos Hécuba e Vestido de Noiva, direções de Gabriel, foram patrocinados pela Vivo)


Obs: Não é um texto jornalístico, mas impressões sobre a estreia!

Elenco:
Macbeth – Marcello Antony
Lady Macbeth- Claudio Fontana
Duncan / Macduff- Helio Cicero
Banquo / Dama de Companhia- Marco Antônio Pâmio
Narrador – Carlos Morelli
Bruxa 1 / Nobre- José Rosa
Bruxa 2/ Malcolm / Ross – Marco Furlan
Bruxa 3/ Donalbain / Angus / Velho / Mensageiro/ Porteiro- Rogério Brito
Ficha técnica
Texto - William Shakespeare. Tradução - Marcos Daud ( tradução gostosa de ouvir na boca dos atores, feita para o palco, não para ser lida somente). Colaboração – Fernando Nuno. Direção e adaptação - Gabriel Villela ( Gabriel apresenta mais um trabalho primoroso, marcante...). Assistência de Direção - César Augusto, Ivan Andrade e Rodrigo Audi ( com certeza contribuíram muito para a qualidade da montagem). Figurinos – Gabriel Villela e Shicó do Mamulengo ( lindos, mas não só isso; ressaltam a poesia cênica de Gabriel . Cenografia - Marcio Vinicius ( um artista de sensibilidade ímpar, que está em total sintonia com a criatividade de Gabriel. Iluminação– Wagner Freire ( a iluminação contribui para que a poesia e a força de Macbeth tomem conta do palco). Antropologia da voz- Francesca Della Monica. Direção de texto – Babaya. Musicalidade da cena - Ernani Maletta. ( a qualidade da interpretação dos atores passa pelo trabalho dessas artistas; uma fala direcionada à plateia e que Trilha Sonora – Gabriel Villela ( especial atenção na cena da morte de Lady Macbeth). Direção de Movimento - Ricardo Rizzo. ( movimentos precisos) Adereços- Shicó do Mamulengo e Veluma Pereira. Apliques e patchwork – Giovanna Vilela. Costureira- Cleide Mezzacapa Hissa. ( figurinos e adereços que, como já disse, ressaltam a poesia cênica de Gabriel ). Fotografias de ensaio / making of – Dib Carneiro Neto e João Caldas. Programação Visual- Dib Carneiro Neto, Jussara Guedes e Suely Andreazzi. ( programa lindo e fotos que transmitem a beleza e poesia do espetácculo). Assistente de Produção Julia Portella e Lucimara Santiago.
Maquiagem para ensaio fotográfico – Eliseu Cabral. Assistência de Maquiagem para ensaio fotográfico- Patricia Barbosa. Coordenação do Ateliê- José Rosa e Veluma Pereira .Assistência de Cenografia - Julia Munhoz. Cenotécnicos- Jean Carlos e Evandro Nascimento. Diretor de Palco- Alex Peixoto. Operador de luz- Marcelo Violla. Camareira – Marlene Collé. Assessoria de Imprensa- Arteplural – Fernanda Teixeira. Fotografia- João Caldas. Assistência de fotografia – Andréia Machado. Produção Executiva - Clissia Morais e Francisco Marques. Direção de Produção - Claudio Fontana ( sempre produzindo espetáculos de qualidade, como Hécuba, Calígula, Vestido de Noiva e muitos outros)
Serviço
Macbeth
Estreia de 1º de junho, sexta, 21h30, no Teatro VIVO – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860, Itaim / Vila Olímpia. Temporada – de sexta a domingo de 1º de junho a 22 de julho. Sex 21h30; Sáb 21h; Dom 19h. R$ 50 (sex e dom), R$ 70 (sab). 12 anos. Duração de 90 minutos. Serviço de valet – R$ 18,00. Capacidade: 290 lugares. Estacionamento com manobrista: R$15,00 (só dinheiro) Bilheteria: aberta de terça à quinta das 14h às 20h e de sexta a domingo, das 14h até o início do espetáculo. Tel: 11 7420-1520. Aceita todos os cartões

postado por: NANDA ROVERE 12:07 AM




Marcello Antony e Claudio Fontana estreiam peça
Agência Estado
Redação Folha Vitória
São Paulo - A tragédia vem rondando o diretor mineiro Gabriel Villela nos últimos tempos. Até o início do ano, era a grega, em sua montagem de "Hécuba", de Eurípides, estrelada pela atriz Walderez de Barros. Agora, a partir de sexta-feira, a shakespeariana "Macbeth" toma conta do palco do Teatro Vivo sob seu comando e com elenco encabeçado pelos atores Marcello Antony e Claudio Fontana.

Antony interpreta o general que dá título à peça do bardo inglês e que mata indiscriminadamente para se tornar rei na Escócia medieval. Fontana faz a mulher do militar, a ambiciosa Lady Macbeth, que influencia o companheiro na luta pelo poder para alcançar seu objetivo de chegar ao trono como rainha. Assim como eram encenadas as peças de William Shakespeare à sua época, os papéis femininos da montagem são interpretados por homens.

Já em "Hécuba", Villela queria um elenco apenas masculino. Mas seu compromisso de trabalhar com Walderez o fez mudar de ideia. "Shakespeare não era misógino, e muito menos o Eurípides. Eram tempos em que a mulher podia dizer três coisas: 'xô, galinha', 'para dentro, criança' e 'sim, senhor'", brinca o diretor. "Convocar essa energia masculina para cena, de uma certa maneira, evoca uma coisa tribal, arqueológica, no sentido de voltar lá atrás, antes da civilização, e pegar emprestado dos mitos essa energia de guerra, de briga, de rinha de galo, de macho, de delimitação territorial", explica ele.

Antony já havia trabalhado com Villela em outro clássico, "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues, e conta que, a princípio, o convite foi para fazer Lady Macbeth. Depois de mudanças no elenco, ele assumiu o papel do sanguinário tirano assassino. "Sempre falo que quem for assistir vai ver o meu Macbeth. É um personagem que já foi interpretado por vários atores, consagrados ou não, então não existe um padrão. Vão gostar ou não vão gostar, mas ele está ali, de coração para todo mundo que for assistir."

Para compor Lady Macbeth e entender sua loucura, Fontana, também produtor da peça, recorreu à obra do psicanalista Sigmund Freud, especialmente ao estudo "Arruinados pelo Êxito". "Ela é maldosa, persuasiva, ambiciosa. Não tem a culpa cristã a que a gente está acostumado na sociedade moderna", diz o ator, que sob orientação da direção e da equipe de preparação, não se preocupou em personificar uma figura feminina realista. "Não criei uma voz feminina, não há um corpo feminino. A maldade e a ambição independem de sexo, então, me sinto completamente confortável de fazer a personagem."

Com tradução de Marcos Daud, a adaptação de Villela reduziu a oito os 22 personagens do texto original. Incluiu a figura do narrador, que conta a fábula, convoca algumas cenas e redimensiona a história para a plateia. "Para ser realista, muitas vezes, você não pode fazer uma montagem realista, tem de fundir personagens, concentrar ideias e trabalhar com supressão", diz o diretor. Também estão no elenco Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, Helio Cicero, José Rosa, Marco Furlan e Rogério Brito. As informações são do Jornal da Tarde.

MACBETH
Teatro Vivo (Av. Doutor Chucri Zaidan, 860, Vila Olímpia). Tel. (011) 7420-1520. De 1.º junho a 22 de julho. Sexta-feira, às 21h30; sábado, às 21h, e domingo, às 19h. Ingressos: R$ 50 (sexta e domingo) e R$ 70 (sábado). 12 anos.

http://www.folhavitoria.com.br/entretenimento/noticia/2012/05/marcello-antony-e-claudio-fontana-estreiam-039macbeth039.html

postado por: NANDA ROVERE 12:04 AM




31/05/2012 22:23
Marcello Antony estrela a shakesperiana Macbeth
Com direção de Gabriel Villela, a montagem com elenco somente de homens e cenário lúdico estimula públicoDiário de S. Paulo


DivulgaçãoMacBeth é história de um homem ambicioso que anseia pelo trono da Escócia





“Quem for assistir ao espetáculo verá o meu MacBeth. É um personagem que já foi interpretado por vários atores, então não existe um padrão. Vão gostar ou não, mas ele está ali, de coração, para quem for ver”, declarou o ator Marcello Antony em coletiva da peça “MacBeth”, com direção de Gabriel Villela, que estreia hoje no Teatro Vivo.

Clássico de Willian Shakespeare (1564-1616), a trágica “Macbeth” é a história de um homem ambicioso que anseia pelo trono da Escócia e, impulsionado por sua cruel esposa, passa de herói a tirano e criminoso. Na montagem, o diretor Gabriel Villela instiga a capacidade de visão do público. “O que Shakespeare propunha era convocar a imaginação, para que a plateia visualizasse as imagens através da ajuda dos atores”, explicou.

No lugar dos 20 personagens do texto original foram usados apenas oito e mais um narrador. A coroa de Lady Macbeth foi confeccionada a partir de uma coleira de pitbull, as indumentárias de guerra foram produzidas com malas antigas de couro e papelão e antenas de televisão tornaram-se espadas. “A história se passa em 1047, na era medieval, com batalhas grandiosas, e o espaço do palco é minúsculo. É realmente necessário explorar o lúdico”, conta Antony.

Assim como na época do autor inglês, não há mulheres no palco. Claudio Fontana é quem faz a vilanesca Lady Macbeth. “Somos atores contando os personagens e não necessariamente interpretando-os. Eu não preciso fazer uma voz diferente, ou me portar de maneira feminina. Lady Macbeth é maldosa, persuasiva, ambiciosa, não tem a culpa cristã com a qual estamos acostumados na sociedade moderna e a maldade e a ambição independem do sexo”, explica Fontana.

A presença exclusivamente masculina no palco ajudou a descontrair o clima. “Eles tiram sarro de tudo o tempo todo. Não há brigas, como poderia haver entre mulheres”, opinou Villela. “Claro que nos bastidores há muitas mulheres, porque senão, não seria possível trabalhar! Mas no camarim, o papo é de homem”, brinca Fontana.


http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/23385/Marcello+Antony+estrela+a+shakesperiana+Macbeth

postado por: NANDA ROVERE 12:02 AM


Comments: Sexta-feira, Junho 01, 2012



quinta-feira, 31 de maio de 2012Resenha - Trono de Sangue







Diante de um totem formado por dois grandes teares, três bruxas literalmente “tecem” com longas agulhas seus malignos vaticínios: a de que um general da corte da Escócia será coroado rei e, para se manter no trono, terá de tomar cuidado com um homem não nascido de ventre feminino. Essas predições pontuam a magnífica tragédia “Macbeth”, de William Shakespeare. Na versão em cartaz no Teatro Vivo, em São Paulo, a partir da sexta-feira 1º, as feiticeiras não são interpretadas por mulheres, mas por homens. Era assim que na época elisabetana, no século XVI, as personagens femininas ganhavam vida no palco. A originalidade da montagem assinada pelo diretor Gabriel Villela e protagonizada por Marcello Antony está em mostrar a história de um rei que manchou o trono de sangue na potência de todos os recursos cênicos. As bruxas, por exemplo, usam bermuda, colete militar, meiões, joelheiras, óculos de sol e uma estranha coroa formada por retroses de tecelagem. Suas agulhas são antenas de rádio, objeto que depois, nas mãos de soldados, lordes e do próprio rei, tornam-se lanças e espadas. Da mesma forma, o sangue que seus “gumes” provocam não são feitos de ketchup, mas de um amontoado de linhas vermelho-encarnado.

Esse uso de objetos e roupas incomuns liberta o espectador e abre espaço para outras inovações. A primeira delas é a utilização de um narrador, que comenta a ação à maneira brechtiana. Segundo Villela, sua função é “reconstruir a história perante a plateia”. Nessa síntese, os 20 personagens totais são interpretados por apenas oito atores. Os únicos que não se revezam em cena são Marcello Antony e Claudio Fontana, no papel de Lady Macbeth. A ideia original do diretor era que Antony fizesse a personagem feminina, mas a mudança veio para melhor. De sua parte, Antony contribuiu para uma cena capital, o monólogo que inclui a definição da vida como “um conto cheio de som e fúria significando nada” – ele assume movimentos de marionete. “Tive essa ideia no momento em que Macbeth repete ‘o amanhã, o amanhã, o amanhã”, diz o ator, para quem a peça chega em um momento oportuno: “Estamos vendo isso agora com esses políticos que fazem o que querem com o poder.”


http://colegioativoliterativo.blogspot.com.br/2012/05/resenha-trono-de-sangue.html


postado por: NANDA ROVERE 11:58 PM





VARIEDADES | Outras notícias| 31/05/2012

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Gabriel Villela volta ao palco com novo "Macbeth"



Créditos: Divulgação
“A imaginação nos leva a horrores muito maiores do que aqueles que praticamos.” A frase dita por Marcello Antony em Macbeth, que estreia amanhã, sintetiza a concepção do encenador Gabriel Villela para sua terceira empreitada shakespeariana.
Em cena, a maldade do ambicioso personagem-título, que passa de herói a tirano, é muito mais sugerida do que mostrada. “Gabriel insere o código do distanciamento brechtiano (que explicita os artifícios da representação para estimular a reflexão sobre aquilo que se vê) e convida a plateia a imaginar”, diz Antony, o Macbeth da vez.
A mesma ideia guia a composição de Cláudio Fontana para Lady Macbeth, a esposa que instiga o protagonista a galgar o trono do rei e servir-se de seu impulso homicida para interferir no destino.
“Não interpreto. Faço um ator que está contando a história da personagem, o que evita o realismo”, diz Fontana, que contracena com um elenco formado exclusivamente por homens (como na era elisabetana de Shakespeare) e que inclui Helio Cicero e Marco Antônio Pâmio.

Tradução sem rimas

Segundo Antony, a opção pela interpretação “de evocação” amplia os limites da tragédia. Para ele, quando o espectador projeta sua imaginação sobre o palco, este se torna um território de inúmeras possibilidades.
Villela serve-se da tradução de Marcos Daud, que recusa as rimas sem perder a musicalidade da poética de Shakespeare. Seu desejo de encenar Macbeth com Antony vem desde Vestido de Noiva (2009), clássico de Nelson Rodrigues protagonizado pelo ator.
Depois disso, o diretor realizou uma imersão no universo das tragédias, que iniciou-se de forma festiva com Sua Incelença Ricardo 3º (sua versão de Ricardo 3º, também de Shakespeare) e se adensou com Crônica da Casa Assassinada, adaptação do romance de Lúcio Cardoso, e com o clássico grego Hécuba, de Eurípedes. (Folhapress)

Serviço: “Macbeth” – sexta, às 21h30, sábado às 21h, e domingo, às 19h; até 22/7 no Teatro Vivo (Avenida Chucri Zaidan, 860; tel. (11) 7420-1520), De R$ 25 a R$ 70. Classificação: 12 anos


http://www.comerciodojahu.com.br/noticia.asp?id=1253743&titulo=Gabriel+Villela+volta+ao+palco+com+novo+%22Macbeth%22

postado por: NANDA ROVERE 11:56 PM




quinta-feira, 31 de maio de 2012




Vamos assistir Macbeth com os Amigos Pra Valer




CONVITE PEÇA MACBETH COM AUDIODESCRIÇÃO.


Descrição do cartaz: o cartaz, com fundo bege e vermelho, é ilustrado por foto colorida, em close, de Macbeth, interpretado por Marcello Antony, com cabelos raspados, grandes olhos verdes contornados por sombra preta, sombrancelhas espessas, barba cerrada por fazer, brincos de argola de prata, vestindo casaco preto com gola alta e, sobre ele, uma gola elizabetana branca (gola redonda, plissada e armada, com renda em volta). Ele está com os olhos arregalados, a fisionomia contraída e tem alguns traços e gotas de sangue sobre seu rosto. O título da peça está escrito com letras vermelhas.

VIVO ENCENA tem o prazer de convidar para a peça "MACBETH", tragédia de William Shakespeare, direção de Gabriel Villela, com Marcello Antony, Claudio Fontana, Helio Cicero, Marco Antonio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco urlan e Rogério Brito.

Dias: 03 e 17 de junho, 01 e 15 de julho (sempre aos domingos).
Horário: 19:00 horas.
Local: Teatro Vivo.
Endereço: Av. Dr. Chucri Zaidan, 860, Morumbi.

Reserve o seu convite pelo e-mail: livia@terra.com.br

Sobre a peça: Macbeth é a tragédia da ambição de um homem que, devorado por sua natureza e instigado por sua impiedosa mulher, cede ao impulso assassino para cumprir o seu destino. A história se passa em 1047 quando, após vencer uma batalha e salvar a Escócia, Macbeth (Marcello Antony) sente que está chegando cada vez mais próximo do trono escocês. Influenciado por sua mulher, Lady Macbeth (Claudio Fontana), ele age por impulso e mata o Rei Duncan (Helio Cicero) para assumir a coroa. A partir disso, ele inicia uma sequência de assassinatos que não tem fim.



Audiodescrição: VER COM PALAVRAS.

Na apresentação do dia 3, os Amigos Pra Valer são convidados especiais. Venha assistir Macbeth com essa turma super alegre e engajada.
Ponto de encontro: estação do metrô Conceição
Horário: 17:30 na catraca; tomaremos o ônibus estação Berrine.
Inscrevam-se pelo e-mail: amigospravaler@amigospravaler.org
Não deixe de confirmar sua inscrição!

http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2012/05/vamos-assistir-macbeth-com-os-amigos.html#more



postado por: NANDA ROVERE 11:54 PM




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Macbeth, de Shakespeare, é encenado só por homens em SP

Foto: Joao Caldas


Marcello Antony está no papel principal; espetáculo estreia em 1º de junho no Teatro Vivo



31 de Maio de 2012 às 20:12

Suzana Pertinhez_ Cidade de São Paulo- O romance Shakespeariano Macbeth volta a ser representado nos moldes da época. Com estreia em 1º de junho no Teatro Vivo, as adaptações foram feitas para contemplar um fato de quando foi escrita: as mulheres não podiam atuar e os papeis femininos eram interpretados por homens.

A história conta a vida do general Macbeth (Marcello Antony) que, após vencer uma importante batalha e salvar a Escócia, ouve uma profecia e é influenciado pela mulher (Claudio Fontana) a matar o Rei Duncan para assumir o trono. Depois desse feito, passa a realizar uma série de outros assassinatos que possam impedir seu reinado.

O elenco é composto somente por homens para reproduzir a realidade do autor ao escrevê-la. O elenco reconhecido promete, além da boa história, uma grande atuação.

Serviço:

Macbeth
Data: 1º de junho a 22 de julho de 2012.
Horário: sextas, às 21h30; sábados, às 21h; domingos, às 19h.
Local: Teatro Vivo.
End.: Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860 – Morumbi.
Tel.: (11) 7420-1520.
Classificação: 12 anos.
Preço: R$25 a R$70.
www.vivo.com.br/teatrovivo


http://brasil247.com/pt/247/cultura/62495/Macbeth-de-Shakespeare-%C3%A9-encenado-s%C3%B3-por-homens-em-SP-Macbeth-Shakespeare-%C3%A9-encenado-s%C3%B3-por-homens-em-SP.htm

postado por: NANDA ROVERE 11:50 PM




Morte e ganância
01 de junho de 2012 | 3h 24
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O Estado de S.Paulo
Poucas tragédias foram tão encenadas e estudadas quanto Macbeth. Escrita por William Shakespeare no início do século 17, traz uma enxurrada incontrolável de mortes desencadeada pela sanha de poder do general Macbeth e sua esposa. Em meio a profecias de bruxas e alucinações, a busca pelo trono escocês derrama um banho de sangue. Para construir sua versão, que estreia hoje (1), o diretor Gabriel Villela resolveu montar o texto como era feito à época em que foi escrito: só com atores homens. Marcello Antony encarna o general e Claudio Fontana vive Lady Macbeth, em um elenco que conta ainda com Marco Aurélio Pâmio e Hélio Cícero, entre outros. Teatro Vivo (290 lug.). Av. Dr. Chucri Zaidan,
860, Morumbi, 7420-1520. 90 min. 12 anos. 6ª, 21h30; sáb., 21h; dom., 19h.
R$ 50/R$ 70. Até 22/7.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso%2cmorte-e-ganancia-%2c880833%2c0.htm

postado por: NANDA ROVERE 11:47 PM




TEATRO

Por Maria Fernanda Vomero



Macbeth

Nesta montagem de Gabriel Vilela para a tragédia shakespeariana, oito atores desempenham tanto os papéis masculinos quanto os femininos. Marcelo Antony interpreta o papel-título, um general do exército escocês. Incentivado por sua mulher, a manipuladora Lady Machbeth (Cláudio Fontana), o militar assassina o rei Duncan (Helio Cícero) e inicia uma sequência de crimes para se perpetuar no poder. De 1º/6 a 22/07, sex. 21h30; sáb. 21h; dom. 19h. Teatro Vivo. Av. Dr. Chucri Zaidan, 860, Vila Olímpia, tel. 7420-1520. Duração: 90 min. Classificação: 12 anos. Ingressos: R$ 50 (sex. e dom.) e R$ 70 (sáb.). Crédito: A/D/M/V. Débito: M/R/V. Onde comprar: no teatro (ter. a qui. 14h/20h; sex. 14h/21h30; sáb. 14h/21h; dom. 14h/19h). e m (R$ 18)




O ator Marcello Antony na nova montagem de Macbeth (Foto: João Caldas/Divulgação)


http://epocasaopaulo.globo.com/cultura/guia-fim-de-semana-3/

postado por: NANDA ROVERE 11:46 PM




Careca, Marcello Antony estreia peça de William Shakespeare

Postado, 01/06/2012 03:41, por IGMatéria original clique aqui



Carol Martins, especial para iG Gente
Ator protagoniza “Macbeth” e recebe os aplausos da mulher, Carolina Hollinger, em São Paulo




Marcello Antony e seu look careca para a peça "Macbeth": "Queriam a crueldade do personagem. Eu entendi e raspei a cabeça na hora"

Foto: Manuela Scarpa/Photo Rio News


Depois de esconder a careca coberta com o capuz de um agasalho durante a coletiva de imprensa da peça "Macbeth", realizada na semana passada, Marcello Antony, apareceu com o novo visual ao descer as escadas do Teatro Vivo após estrear a peça de William Shakespeare (1564-1616) para convidados na noite desta quinta-feira, (31), em São Paulo.

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Carolina Hollinger, mulher de Marcello Antony, prestigia o marido na estreia de "Macbeth"

Foto: Manuela Scarpa/Photo Rio News
“Quando comecei os ensaios estava com os cabelos grandes, até os ombros, e achei que fosse ficar assim mas o (Gabriel) Villella (diretor) disse que queria a crueldade do personagem. Eu entendi e raspei a cabeça na hora”, contou ele que não posou com a mulher, Carolina Hollinger, uma das convidadas da noite e que deixou o local sem a companhia do marido assim que ele apareceu para a imprensa.

O pai de Lorenzo, filho do casal de oito meses, interpreta Macbeth, que passa de herói - após salvar a Escócia -, a tirano, ao assassinar o rei escocês para tomar sua coroa. “Todo mundo tem o seu lado cruel, a gente que não bota pra fora por vários motivos”, disse ele.

Antony ainda falou sobre a superstição de "Macbeth" ser amaldiçoada após sua primeira montagem, realizada na Inglaterra, país de origem de William Shakespeare. “Morreu o protagonista e hoje em dia muita gente chama a peça de "A peça escocesa". Diz que é uma maldição mas aqui no Brasil, isso tá fora, a maldição tá longe, sucesso é o que acontece aqui”, falou ele, aos risos.

Mesmo com a temida fama, Marcelo se entrega no texto. “É a peça mais sanguinária de Shakespeare, mais pesada, soturna. Existe um cansaço nela mas que é prazeroso. No meu processo de ensaio e aqui encenando pro público eu dou meu coração pras pessoas. É a minha vida e não sei fazer outra coisa a não ser interpretar. Eu tiro meu coração e dou pras pessoas”, falou.

Leia mais: Marcello Antony e Claudio Fontana estreiam 'Macbeth'

A temporada fica até 22 de julho e conta com um elenco só de homens, mesmo os que interpretam mulheres, como era feito na época de seu autor. Entre eles estão Claudio Fontana, Helio Cicero, Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan e Rogerio Brito.




Parceiros de palco: Claudio Fontana é Lady Macbeth, e Marcello Antony, o Macbeth

Foto: Manuela Scarpa/Photo Rio News



http://www.cafedasquatro.com.br/materia/?cM=304173&title=careca-marcello-antony-estreia-peca-de-william-shakespeare

postado por: NANDA ROVERE 11:41 PM





01/06/2012 - 17h26

Marcello Antony é Macbeth em peça de Shakespeare que estreia hoje




Direção: Gabriel Villela. Duração: 90 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos.

Leia mais no roteiro



As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações



MARIA LUÍSA BARSANELLI
DE SÃO PAULO

A tragédia escocesa de William Shakespeare (1564-1616) ganha nova adaptação pelas mãos do mineiro Gabriel Villela. Seu "Macbeth" estreia nesta sexta-feira (1º/6), no Teatro Vivo (zona sul de São Paulo), com elenco todo masculino.

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João Caldas/Divulgação








Claudio Fontana (esq.) e Marcello Antony estão no elenco de "Macbeth", que conta só com atores homens


No palco, Marcello Antony interpreta o personagem-título, homem ambicioso que, incentivado pela gananciosa mulher, Lady Macbeth (Claudio Fontana), passa de herói a tirano. Depois de salvar a Escócia, ele usa dos meios mais sórdidos para ascender ao trono.

A opção do diretor de colocar em cena apenas atores homens foi para voltar às origens do texto (à época, mulheres não podiam atuar) e ressaltar a força masculina e a energia de guerra da obra do bardo inglês.

Para as personagens do sexo oposto, no entanto, os atores não buscam aludir ao feminino. "Não criei uma voz ou um corpo de mulher. Não é uma interpretação realista. A maldade independe do sexo", diz Fontana.

Em sua versão, feita a partir da tradução de Marcos Daud, Villela enxugou o texto e criou um narrador, que ajuda a costurar a trama.

Os figurinos, assinados pelo diretor e pelo artista plástico Shicó do Mamulengo, trazem adereços lúdicos. A coroa de Lady Macbeth, por exemplo, é feita com uma coleira de pitbull. Já as armaduras foram concebidas a partir de malas velhas.



Macbeth




A tragédia, escrita por William Shakespeare no século 17, conta a história de um homem que, instigado por sua cruel esposa, passa de herói a tirano. Depois de salvar a Escócia em batalhas com os reinos vizinhos, Macbeth decide matar o monarca do país para assumir o trono. Ele age assim para fazer se cumprir a profecia de poder e glória que lhe foi revelada por três bruxas. O elenco é composto apenas por homens.
Gênero: Drama
Com: Marcello Antony, Claudio Fontana, Helio Cicero e outros.
Duração: 90 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos.
Texto: William Shakespeare
Tradução: Marcos Daud
Direção e adaptação: Gabriel Villela




Teatro Vivo



Av. Dr. Chucri Zaidan, 860 - Morumbi - Sul. Telefone: 7420-1520.
Aceita os cartões Amex, Diners, MasterCard, Visa. Ingresso: R$ 50 (sex. e dom.) e R$ 70 (sáb).

Não tem área para fumantes. Não aceita cheques. Tem ar-condicionado. Tem acesso para deficiente. Não tem local para comer. 290 lugares. Valet (R$ 18).






Quando



sexta: 21h30.
sábado: 21h.
domingo: 19h.



postado por: NANDA ROVERE 11:28 PM




Marcello Antony estreia peça em São Paulo e recebe famosos
01 de junho de 2012 • 08h54




Marcello Antony recebeu famosos na estreia da peça 'Macbeth', clássico de Shakespeare
Foto: Francisco Cepeda/AgNews








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Nessa quinta-feira (31), Marcello Antony e Cláudio Fontana estrearam em São Paulo com a peça Macbeth, em cartaz no Teatro Vivo. Os atores aproveitaram para recepcionar os convidados da noite.

Marcaram presença Valderez de Barros, Tuna Dwek, Selma Egrei, Elias Andreato, Cláudio Curi, Antônio Petrin, Leopoldo Pacheco e Laura Wie.

Com direção de Gabriel Vilella, a adaptação do clássico de Shakespeare tem o elenco formado apenas por homens. Na história, que se passa em 1047, Macbeth (Marcello Antony) vence uma batalha na Escócia e, com a chance de se aproximar cada vez mais do trono, desperta seu lado ambicioso e mata o rei para assumir a coroa. A partir daí, uma série de assassinatos se inicia na região.





















diversao.terra.com.br/gente/noticias/0%2c%2cOI5807555-EI13419%2c00-Marcello+Antony+estreia+peca+em+Sao+Paulo+e+recebe+famosos.html#tphotos

postado por: NANDA ROVERE 11:28 PM



Careca, Marcello Antony estreia peça de William Shakespeare





São Paulo - Depois de esconder a careca coberta com o capuz de um agasalho durante a coletiva de imprensa da peça "Macbeth", realizada na semana passada, Marcello Antony, apareceu com o novo visual ao descer as escadas do Teatro Vivo após estrear a peça de William Shakespeare (1564-1616) para convidados na noite desta quinta-feira, em São Paulo.

“Quando comecei os ensaios estava com os cabelos grandes, até os ombros, e achei que fosse ficar assim mas o (Gabriel) Villella (diretor) disse que queria a crueldade do personagem. Eu entendi e raspei a cabeça na hora”, contou ele que não posou com a mulher, Carolina Hollinger, uma das convidadas da noite e que deixou o local sem a companhia do marido.


Marcello Antony fica careca para peça | Foto: Francisco Cepeda / Ag. News

O pai de Lorenzo, filho do casal de oito meses, interpreta Macbeth, que passa de herói - após salvar a Escócia -, a tirano, ao assassinar o rei escocês para tomar sua coroa. “Todo mundo tem o seu lado cruel, a gente que não bota pra fora por vários motivos”, disse ele.

Antony ainda falou sobre a superstição de "Macbeth" ser amaldiçoada após sua primeira montagem, realizada na Inglaterra, país de origem de William Shakespeare. “Morreu o protagonista e hoje em dia muita gente chama a peça de 'A peça escocesa'. Diz que é uma maldição mas aqui no Brasil, isso tá fora, a maldição tá longe, sucesso é o que acontece aqui”, falou ele, aos risos.

Mesmo com a temida fama, Marcelo se entrega no texto. “É a peça mais sanguinária de Shakespeare, mais pesada, soturna. Existe um cansaço nela mas que é prazeroso. No meu processo de ensaio e aqui encenando pro público eu dou meu coração pras pessoas. É a minha vida e não sei fazer outra coisa a não ser interpretar. Eu tiro meu coração e dou pras pessoas”, falou.

A temporada fica até 22 de julho e conta com um elenco só de homens, mesmo os que interpretam mulheres, como era feito na época de seu autor. Entre eles estão Claudio Fontana, Helio Cicero, Marco Antônio Pâmio, Carlos Morelli, José Rosa, Marco Furlan e Rogerio Brito.

http://odia.ig.com.br/portal/diversaoetv/careca-marcello-antony-estreia-pe%C3%A7a-de-william-shakespeare-1.447773

postado por: NANDA ROVERE 11:22 PM






Estreia: Leopoldo Pacheco prestigia peça de Marcelo Antony. Veja as fotos!
01/06/2012 | 09:13 -

Na noite desta quinta-feira (31) Leopoldo Pacheco e outros artistas marcaram presença na estreia da peça Macbeth, no Teatro Vivo, em São Paulo. O espetáculo conta com Cláudio Fontana e Marcelo Antony no elenco.

Assim que chegou ao teatro, Leopoldo fez questão de posar para fotos ao lado dos outros convidados como Claudio Cury, Luciano Quirino e Selma Egrei.

















http://ofuxico.terra.com.br/fotos-de-famosos/leopoldo-pacheco-prestigia-peca-de-marcelo-antony-veja-as-fotos/2012/06/01-5272.html

postado por: NANDA ROVERE 11:17 PM

















Gabriel Villela e Marcello Antony falam da peça MacBeth



Por Tony Tramell

01/06/2012


O diretor Gabriel Villela e os atores Marcello Antony, Claudio Fontana e os demais integrantes do elenco receberam a imprensa para divulgar a estreia de MacBeth, em que Villela enaltece uma busca pela antropologia.

O diretor mineiro está acostumado a lidar com a tragédia. Até o começo do ano, era a grega, em sua montagem de "Hécuba", de Eurípides, estrelada pela atriz Walderez de Barros. A partir de hoje (01), é a vez da clássica Macbeth. Uma das obras mais famosas de William Shakeaspeare, que estreia no Teatro Vivo, trazendo a frente do elenco os atores Marcello Antony e Claudio Fontana.

Antony interpreta o personagem principal, que dá título à peça do bardo inglês e que mata sem piedade em sua busca para assumir o trono escocês. Claudio Fontana interpreta sua mulher, a ambiciosa Lady Macbeth, que influencia o marido em sua luta pelo poder.

Aqui entra a antropologia proposta por Villela, que faz sua adaptação de Shakespeare com apenas homens em cena. "Convocar essa energia masculina para a cena é evocar uma coisa tribal, arqueológica, antes da civilização, e se aproximar dos mitos com essa energia de guerra, de rinha de galo, de delimitação territorial", diz o diretor. O seu desejo de trabalhar com um elenco masculino era antigo, ele pretendia fazer isso em Hécuba, mas o compromisso de trabalhar co Walderez o obrigou a adiar seus planos. O diretor brinca e justifica sua opção, "Shakespeare não era misógino, e muito menos o Eurípides. Eram tempos em que a mulher podia dizer três coisas: xô, galinha, para dentro, criança e sim, senhor\". O resultado é uma encenação como na época de Shakespeare, onde as personagens femininas eram feitas por homens.

A necessidade de reforçar a obra levou Villela a buscar recursos vocais com a pesquisadora de voz italiana Francesca Della Monica, para proporcionar ao público, "Uma voz mítica de contadores de história de todos os tempos, que vai convocando, redimensionando e organizando os dados. Criando um relato para ser vivenciado. O direito de acessar dramaticamente a fala", explica o diretor.

Marcelo Antony fez questão de deixar claro sobre sua interpretação do personagem título, um dos mais conhecidos de Shakespeare, "Sempre falo que quem for assistir vai ver o meu Macbeth. É um personagem que já foi interpretado por vários atores, consagrados ou não, então não existe um padrão. Vão gostar ou não vão gostar, mas ele está ali, de coração para todo mundo que for assistir."

Claudio Fontana foi atrás de Sigmund Freud para compor sua Lady Macbeth e entender sua loucura. O estudo "Arruinados pelo Êxito" serviu como fonte. "Lady é maldosa, persuasiva, ambiciosa. Não tem a culpa cristã a que a gente está acostumado na sociedade moderna".

A tradução ficou a cargo de Marcos Daud, e a adaptação de Villela reduziu a oito os 22 personagens do original. Villela também optou por incluir a figura do narrador, que conta a fábula, convoca algumas cenas e redimensiona a história para a plateia. Seguindo uma linha Bretchtiana. "Para ser realista, muitas vezes, você não pode fazer uma montagem realista, tem de fundir personagens, concentrar ideias e trabalhar com supressão", afirma o diretor. Claudio Fontana sob orientação de Villela também não teve preocupação em encarnar uma figura feminina realista. "Não criei uma voz feminina, não há um corpo feminino. A maldade e a ambição independem de sexo, então, me sinto completamente confortável de fazer a personagem". Figurinos são praticamente inexistentes, os adereços - como as golas shakespearianas - é que servem para dar uma ideia. A própria figura do narrador existente nesta versão, está ali para permitir que muitas vezes, os atores se distanciem dos seus personagens em cena, deixando claro para o espectador que estão vendo uma história sendo contada.

O elenco ainda traz Marco Antônio Pâmio, José Rosa, Marcos Furlan, Carlos Morelli, Helio Cicero e Rogério Brito.


MACBETH

Onde: Teatro Vivo. Av. Doutor Chucri Zaidan, 860, Vila Olímpia. (Tel. 11-7420-1520)

Quando: Sexta-feira, às 21h30; sábado, às 21h, e domingo, às 19h. (até 22 de julho).

Quanto: R$ 50 (sexta e domingo) e R$ 70 (sábado).

Classificação etária: 12 anos.










http://www.almanaquevirtual.com.br/ler.php?id=27652&tipo=1?MACBETH

postado por: NANDA ROVERE 11:11 PM




01/06/2012


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Peça

Careca, Marcello Antony recebe famosos no teatro















http://entretenimento.r7.com/famosos-e-tv/fotos/careca-marcello-antony-recebe-famosos-no-teatro-20120601-11.html#fotos

postado por: NANDA ROVERE 11:07 PM


31/05/2012 22:23
Marcello Antony estrela a shakesperiana Macbeth
Com direção de Gabriel Villela, a montagem com elenco somente de homens e cenário lúdico estimula públicoDiário de S. Paulo


DivulgaçãoMacBeth é história de um homem ambicioso que anseia pelo trono da Escócia





“Quem for assistir ao espetáculo verá o meu MacBeth. É um personagem que já foi interpretado por vários atores, então não existe um padrão. Vão gostar ou não, mas ele está ali, de coração, para quem for ver”, declarou o ator Marcello Antony em coletiva da peça “MacBeth”, com direção de Gabriel Villela, que estreia hoje no Teatro Vivo.

Clássico de Willian Shakespeare (1564-1616), a trágica “Macbeth” é a história de um homem ambicioso que anseia pelo trono da Escócia e, impulsionado por sua cruel esposa, passa de herói a tirano e criminoso. Na montagem, o diretor Gabriel Villela instiga a capacidade de visão do público. “O que Shakespeare propunha era convocar a imaginação, para que a plateia visualizasse as imagens através da ajuda dos atores”, explicou.

No lugar dos 20 personagens do texto original foram usados apenas oito e mais um narrador. A coroa de Lady Macbeth foi confeccionada a partir de uma coleira de pitbull, as indumentárias de guerra foram produzidas com malas antigas de couro e papelão e antenas de televisão tornaram-se espadas. “A história se passa em 1047, na era medieval, com batalhas grandiosas, e o espaço do palco é minúsculo. É realmente necessário explorar o lúdico”, conta Antony.

Assim como na época do autor inglês, não há mulheres no palco. Claudio Fontana é quem faz a vilanesca Lady Macbeth. “Somos atores contando os personagens e não necessariamente interpretando-os. Eu não preciso fazer uma voz diferente, ou me portar de maneira feminina. Lady Macbeth é maldosa, persuasiva, ambiciosa, não tem a culpa cristã com a qual estamos acostumados na sociedade moderna e a maldade e a ambição independem do sexo”, explica Fontana.

A presença exclusivamente masculina no palco ajudou a descontrair o clima. “Eles tiram sarro de tudo o tempo todo. Não há brigas, como poderia haver entre mulheres”, opinou Villela. “Claro que nos bastidores há muitas mulheres, porque senão, não seria possível trabalhar! Mas no camarim, o papo é de homem”, brinca Fontana.


http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/23385/Marcello+Antony+estrela+a+shakesperiana+Macbeth


postado por: NANDA ROVERE 11:00 PM




Marcello Antony encarna "Macbeth" em peça

Versão que estreia nesta sexta-feira, dia 1, tem elenco só de homens

Marcello Antony assume o papel principal da peçaFrancisco Cepeda/AgNews
Da Redaçãoentretenimento@band.com.br



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Instigado pela mulher, um duque mata o rei para tomar seu lugar e acaba provocando sua própria ruína ao cometer uma série de crimes com o intuito de permanecer no poder.

Assim é o enredo de "Macbeth", de William Shakespeare (1564-1616) – sinônimo de pura tragédia. Foi justamente buscando mergulhar neste gênero que o diretor Gabriel Villela optou por realizar uma nova montagem da peça a partir de uma tradução de Marcos Daud.

Nesta versão, que estreia nesta sexta-feira, dia 1, Marcello Antony encarna o protagonista e todos os personagens – inclusive os femininos – são interpretados por homens, assim como acontecia na época do autor inglês.

"O teatro anda muito coloquial. É preciso ter solenidade com os textos clássicos. Ninguém sai da cozinha falando Shakespeare, por exemplo", dispara o diretor Vilella.

"Esse é um olhar arqueológico para a peça. Sou um ser afeito à restauração de imagens e de cacos", explica. Com isso, coube a Claudio Fontana o papel da conspiradora Lady, futura mulher do rei da Escócia.

"Sem ela, Macbeth não existiria. Um completa o outro. Esse é talvez o casal mais amoroso da dramaturgia de Shakespeare, porque tudo o que ele faz é por um amor sem limites a ela", diz o ator.

Procurando dar força ao texto, Villela reforçou o trabalho de voz do elenco, treinado pela italiana Francesca Della Monica. O resultado é uma fala mais recitada que interpretada.

"Quis tirar a voz da condição naturalista e levá-la para um tom épico. O ator apenas comunica e leva o espectador a induzir a dramaticidade por conta própria", afirma o diretor.

Esta é a terceira vez que Villela conduz uma produção com texto de Shakespeare. Ele foi responsável pela antológica montagem de "Romeu e Julieta" do mineiro Grupo Galpão, em 1992, e pela versão de rua de "Ricardo 3º" encenada pelo grupo Clowns de Shakespeare, do Rio Grande do Norte.

Para diretor, Antony é "disciplinado"

Gabriel Villela e Marcello Antony já haviam trabalhado juntos em uma montagem de "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues (1912-1980). O diretor intimou o ator a fazer um texto clássico e, com isso, veio o convite para "Macbeth".

"Precisamos que os talentos masculinos de hoje peguem o bastão de Raul Cortez, Sérgio Britto e Ítalo Rossi, que já partiram. Marcello tem o sangue e a liderança para ser um desses protagonistas", justifica Villela.

"Ele é disciplinado como nunca vi igual e extremamente concentrado", completa.

Serviço

Teatro Vivo
Onde: Av. Dr. Chucri Zaidan, 860 – Itaim, São Paulo, SP
Quando: Sexta às 21h30, sábado às 21h e domingo às 19h
Quanto: Entre R$ 25 (meia-entrada) e R$ 70 (inteira)
Em cartaz até 22 de agosto
Classificação: 12 anos
Tel: (11) 7420-1520.























http://www.band.com.br/entretenimento/cultura/noticia/?id=100000507517

postado por: NANDA ROVERE 10:47 PM







01/06/2012 - 08:38

Com cabelo raspado, Marcello Anthony estreia peça em São Paulo

Ator é um dos protagonistas de MacBeth, adaptação de Shakespeare


Por Contigo! Online



Manuela Scarpa / PhotoRioNews


Marcello Anthony raspou o cabelo para atuar na peça MacBeth



O ator Marcello Anthony estreou na noite da última quinta-feira (31) a peça MacBeth.

A obra, adaptada do livro de William Shakespere, conta a história de um homem incapaz de lidar com suas ambições e que, instigado por sua cruel esposa, passa de herói a tirano.

A peça é dirigida por Gabriel Villela e conta só com atores homens, assim como era interpretada na época em que foi escrita, em meados do século XVI.

Integrante do programa Vivo EnCena, MacBeth está em cartaz no Teatro Vivo, localizado no bairro do Brooklin, em São Paulo. (M.B.)


http://contigo.abril.com.br/noticias/com-cabelo-raspado-marcello-anthony-estreia-peca-em-sao-paulo

postado por: NANDA ROVERE 10:43 PM




Marcello Antony e Claudio Fontana em 'Macbeth'

Marcello Antony e Claudio Fontana em

http://entretenimento.uol.com.br/videos/assistir.htm?video=marcello-antony-e-claudio-fontana-em-macbeth-04020D1B376AC8C12326&mediaId=12825764

postado por: NANDA ROVERE 10:39 PM






Estreia de Macbeth - a cada dia sou mais fá dos artistas brasileiros
Por Nanda Rovere
Fui ao Teatro Vivo com a certeza que veria um espetáculo feito com esmero. Saber o quanto iria gostar não é possível. Sabia, no entanto, que iria ver o trabalho de profissionais competentes, talentosos, que se esforçam muito para que o resultado seja de qualidade.
O que vi foi uma montagem que flui, que encanta. Claro, fala da ânsia pelo poder, um desejo que leva Macbeth e sua esposa a cometerem atrocidades, e por esse motivo é um espetáculo que traz um espírito de guerra, forte, intenso. Ao mesmo tempo, no entanto, a poesia emana a cada momento, a cada fala, a cada gesto e movimentação dos atores. Cenário ( elementos de cena como o cenógrafo Marcio Vinicius denomina), figurino, luz, a trilha que entra em momentos arrebatadores, tudo encanta.
Um elenco primoroso. Todos estão de parabéns. Marcello mostra que é um ator de muito talento. Pâmio, Helio Cicero, Morelli, José Rosa, Furlan, Rogério Brito...eita gente que brilha em cena!
Claudio Fontana como Lady Macbeth está sublime. Não houve a preocupação com o realismo, mas há uma delicadeza no trabalho de Claudio que chama muito a atenção. As suas falas, os seus movimentos ( Claudio sempre apresenta uma expressão corporal excelente), a interação com Antony, tudo isso faz com que o trabalho desse ator seja digno de muitos elogios. Acompanho o trabalho do Claudinho há muito tempo, desde a sua estreia profissinal em Buscar-me que ainda sou teu, e sempre aprecio as suas atuações. Mas Macbeth certamente é, está sendo, o trabalho que mais me comoveu. Assistindo ao Claudio, a esse elenco especial, me senti honrada em ser brasileira, em ter o privilégio de poder ver um trabalho tão marcante. Isso sem contar na direção de gabriel, inbteligente, inventiva, poética. E, claro, o sucesso da montagem também se deve ao fato da reunião de uma equipe maravilhosa, que não vou citar aqui sob pena de esuecer alguém ( mas citarei logo abaixo).
Que privilégio estar numa estreia tão especial, ao lado de seres humanos e profissionais tão especiais.
Não percam! Quem for de São Paulo ou estiver passado pela cidade, fica a dica desse espetáculo! Obviamente verei novamente.
Vida longa a Macbeth!
Que a Vivo continue patrocinando espetáculos com essa qualidade. ( Os espetáculos Hécuba e Vestido de Noiva, direções de Gabriel, foram patrocinados pela Vivo)


Obs: Não é um texto jornalístico, mas impressões sobre a estreia!

Elenco:
Macbeth – Marcello Antony
Lady Macbeth- Claudio Fontana
Duncan / Macduff- Helio Cicero
Banquo / Dama de Companhia- Marco Antônio Pâmio
Narrador – Carlos Morelli
Bruxa 1 / Nobre- José Rosa
Bruxa 2/ Malcolm / Ross – Marco Furlan
Bruxa 3/ Donalbain / Angus / Velho / Mensageiro/ Porteiro- Rogério Brito
Ficha técnica
Texto - William Shakespeare. Tradução - Marcos Daud ( tradução gostosa de ouvir na boca dos atores, feita para o palco, não para ser lida somente). Colaboração – Fernando Nuno. Direção e adaptação - Gabriel Villela ( Gabriel apresenta mais um trabalho primoroso, marcante...). Assistência de Direção - César Augusto, Ivan Andrade e Rodrigo Audi ( com certeza contribuíram muito para a qualidade da montagem). Figurinos – Gabriel Villela e Shicó do Mamulengo ( lindos, mas não só isso; ressaltam a poesia cênica de Gabriel . Cenografia - Marcio Vinicius ( um artista de sensibilidade ímpar, que está em total sintonia com a criatividade de Gabriel. Iluminação– Wagner Freire ( a iluminação contribui para que a poesia e a força de Macbeth tomem conta do palco). Antropologia da voz- Francesca Della Monica. Direção de texto – Babaya. Musicalidade da cena - Ernani Maletta. ( a qualidade da interpretação dos atores passa pelo trabalho dessas artistas; uma fala direcionada à plateia e que Trilha Sonora – Gabriel Villela ( especial atenção na cena da morte de Lady Macbeth). Direção de Movimento - Ricardo Rizzo. ( movimentos precisos) Adereços- Shicó do Mamulengo e Veluma Pereira. Apliques e patchwork – Giovanna Vilela. Costureira- Cleide Mezzacapa Hissa. ( figurinos e adereços que, como já disse, ressaltam a poesia cênica de Gabriel ). Fotografias de ensaio / making of – Dib Carneiro Neto e João Caldas. Programação Visual- Dib Carneiro Neto, Jussara Guedes e Suely Andreazzi. ( programa lindo e fotos que transmitem a beleza e poesia do espetácculo). Assistente de Produção Julia Portella e Lucimara Santiago.
Maquiagem para ensaio fotográfico – Eliseu Cabral. Assistência de Maquiagem para ensaio fotográfico- Patricia Barbosa. Coordenação do Ateliê- José Rosa e Veluma Pereira .Assistência de Cenografia - Julia Munhoz. Cenotécnicos- Jean Carlos e Evandro Nascimento. Diretor de Palco- Alex Peixoto. Operador de luz- Marcelo Violla. Camareira – Marlene Collé. Assessoria de Imprensa- Arteplural – Fernanda Teixeira. Fotografia- João Caldas. Assistência de fotografia – Andréia Machado. Produção Executiva - Clissia Morais e Francisco Marques. Direção de Produção - Claudio Fontana ( sempre produzindo espetáculos de qualidade, como Hécuba, Calígula, Vestido de Noiva e muitos outros)
Serviço
Macbeth
Estreia de 1º de junho, sexta, 21h30, no Teatro VIVO – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860, Itaim / Vila Olímpia. Temporada – de sexta a domingo de 1º de junho a 22 de julho. Sex 21h30; Sáb 21h; Dom 19h. R$ 50 (sex e dom), R$ 70 (sab). 12 anos. Duração de 90 minutos. Serviço de valet – R$ 18,00. Capacidade: 290 lugares. Estacionamento com manobrista: R$15,00 (só dinheiro) Bilheteria: aberta de terça à quinta das 14h às 20h e de sexta a domingo, das 14h até o início do espetáculo. Tel: 11 7420-1520. Aceita todos os cartões

postado por: NANDA ROVERE 10:38 PM




31/05/2012 - 09h40

Gabriel Villela volta a Shakespeare com novo "Macbeth"




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GABRIELA MELLÃO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

"A imaginação nos leva a horrores muito maiores do que aqueles que praticamos." A frase dita por Marcello Antony em "Macbeth", que estreia amanhã, sintetiza a concepção do encenador Gabriel Villela para sua terceira empreitada shakespeariana.

Em cena, a maldade do ambicioso personagem-título, que passa de herói a tirano, é muito mais sugerida do que mostrada. "Gabriel insere o código do distanciamento brechtiano [que explicita os artifícios da representação para estimular a reflexão sobre aquilo que se vê] e convida a plateia a imaginar", diz Antony, o Macbeth da vez.

A mesma ideia guia a composição de Cláudio Fontana para Lady Macbeth, a esposa que instiga o protagonista a galgar o trono do rei e servir-se de seu impulso homicida para interferir no destino.

"Não interpreto. Faço um ator que está contando a história da personagem, o que evita o realismo", diz Fontana, que contracena com um elenco formado exclusivamente por homens (como na era elisabetana de Shakespeare) e que inclui Helio Cicero e Marco Antônio Pâmio.




Lenise Pinheiro/Folhapress








O ator Marcello Antony em cena da peça "Macbeth", que estreia em São Paulo


TRADUÇÃO SEM RIMAS

Segundo Antony, a opção pela interpretação "de evocação" amplia os limites da tragédia. Para ele, quando o espectador projeta sua imaginação sobre o palco, este se torna um território de inúmeras possibilidades.

Villela serve-se da tradução de Marcos Daud, que recusa as rimas sem perder a musicalidade da poética de Shakespeare. Seu desejo de encenar "Macbeth" com Antony vem desde "Vestido de Noiva" (2009), clássico de Nelson Rodrigues protagonizado pelo ator.

Depois disso, o diretor realizou uma imersão no universo das tragédias, que iniciou-se de forma festiva com "Sua Incelença Ricardo 3º" (sua versão de "Ricardo 3º", também de Shakespeare) e se adensou com "Crônica da Casa Assassinada", adaptação do romance de Lúcio Cardoso, e com o clássico grego "Hécuba", de Eurípedes.

A trajetória culmina em um "Macbeth" sombrio, sem o Carnaval de sons e cores de "Sua Incelença...".

O diretor transforma em morais as bruxas que preveem a ascensão de Macbeth ao poder. Na mitologia grega, elas eram três irmãs que geravam os fios da vida ao determinar os destinos de humanos e deuses.

A encenação de Vilela é pontuada por símbolos. O trono cênico de Macbeth é composto pela sobreposição de dois teares. São os fios tecidos pelo próprio personagem e pelas morais que vão enredá-lo na tragédia final.

MACBETH
QUANDO sex., às 21h30, sáb. às 21h, e dom., às 19h; até 22/7
ONDE Teatro Vivo (av. Chucri Zaidan, 860; tel. 0/xx/11/7420-1520)
QUANTO de R$ 25 a R$ 70
CLASSIFICAÇÃO 12 anos



postado por: NANDA ROVERE 10:37 PM




Frase


"A montagem evoca a minha concepção de 'Macbeth', que tenta induzir o público a uma espécie de pensamento poético"

GABRIEL VILLELA
diretor de teatro


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/45931-frase.shtml

postado por: NANDA ROVERE 10:36 PM




Gabriel Villela volta a Shakespeare com novo "Macbeth"

Diretor apenas evoca maldade do ambicioso personagem-título, ao invés de trazê-la à tona

Remontagem de clássico adota tom menos festivo do que o da última incursão de Villela à obra do inglês
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

"A imaginação nos leva a horrores muito maiores do que aqueles que praticamos." A frase dita por Marcello Antony em "Macbeth", que estreia amanhã, sintetiza a concepção do encenador Gabriel Villela para sua terceira empreitada shakespeariana.

Em cena, a maldade do ambicioso personagem-título, que passa de herói a tirano, é muito mais sugerida do que mostrada. "Gabriel insere o código do distanciamento brechtiano [que explicita os artifícios da representação para estimular a reflexão sobre aquilo que se vê] e convida a plateia a imaginar", diz Antony, o Macbeth da vez.

A mesma ideia guia a composição de Cláudio Fontana para Lady Macbeth, a esposa que instiga o protagonista a galgar o trono do rei e servir-se de seu impulso homicida para interferir no destino.

"Não interpreto. Faço um ator que está contando a história da personagem, o que evita o realismo", diz Fontana, que contracena com um elenco formado exclusivamente por homens (como na era elisabetana de Shakespeare) e que inclui Helio Cicero e Marco Antônio Pâmio.

TRADUÇÃO SEM RIMAS

Segundo Antony, a opção pela interpretação "de evocação" amplia os limites da tragédia. Para ele, quando o espectador projeta sua imaginação sobre o palco, este se torna um território de inúmeras possibilidades.

Villela serve-se da tradução de Marcos Daud, que recusa as rimas sem perder a musicalidade da poética de Shakespeare. Seu desejo de encenar "Macbeth" com Antony vem desde "Vestido de Noiva" (2009), clássico de Nelson Rodrigues protagonizado pelo ator.

Depois disso, o diretor realizou uma imersão no universo das tragédias, que iniciou-se de forma festiva com "Sua Incelença Ricardo 3º" (sua versão de "Ricardo 3º", também de Shakespeare) e se adensou com "Crônica da Casa Assassinada", adaptação do romance de Lúcio Cardoso, e com o clássico grego "Hécuba", de Eurípedes.

A trajetória culmina em um "Macbeth" sombrio, sem o Carnaval de sons e cores de "Sua Incelença...".

O diretor transforma em morais as bruxas que preveem a ascensão de Macbeth ao poder. Na mitologia grega, elas eram três irmãs que geravam os fios da vida ao determinar os destinos de humanos e deuses.

A encenação de Vilela é pontuada por símbolos. O trono cênico de Macbeth é composto pela sobreposição de dois teares. São os fios tecidos pelo próprio personagem e pelas morais que vão enredá-lo na tragédia final.

(GABRIELA MELLÃO)

MACBETH
QUANDO sex., às 21h30, sáb. às 21h, e dom., às 19h; até 22/7
ONDE Teatro Vivo (av. Chucri Zaidan, 860; tel. 0/xx/11/7420-1520)
QUANTO de R$ 25 a R$ 70
CLASSIFICAÇÃO 12 anos

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/45926-gabriel-villela-volta-a-shakespeare-com-novo-quotmacbethquot.shtml

postado por: NANDA ROVERE 10:35 PM





'Macbeth' estreia em São Paulo nesta sexta-feira
Marcello Antony e Claudio Fontana são Macbeth e Lady Macbeth no palco do Teatro Vivo
30 de maio de 2012 | 13h 08
Notícia
A+ A- Assine a Newsletter IGOR GIANNASI - Jornal da Tarde





João Caldas/DivulgaçãoClaudio Fontana e Marcello Antony em 'Macbeth'A tragédia vem rondando o diretor mineiro Gabriel Villela nos últimos tempos. Até o início do ano, era a grega, em sua montagem de Hécuba, de Eurípides, estrelada pela atriz Walderez de Barros. Agora, a partir de sexta-feira, a shakespeariana Macbeth toma conta do palco do Teatro Vivo sob seu comando e com elenco encabeçado pelos atores Marcello Antony e Claudio Fontana.

Antony interpreta o general que dá título à peça do bardo inglês e que mata indiscriminadamente para se tornar rei na Escócia medieval. Fontana faz a mulher do militar, a ambiciosa Lady Macbeth, que influencia o companheiro na luta pelo poder para alcançar seu objetivo de chegar ao trono como rainha. Assim como eram encenadas as peças de William Shakespeare à sua época, os papéis femininos da montagem são interpretados por homens.

Já em Hécuba, Villela queria um elenco apenas masculino. Mas seu compromisso de trabalhar com Walderez o fez mudar de ideia. “Shakespeare não era misógino, e muito menos o Eurípides. Eram tempos em que a mulher podia dizer três coisas: ‘xô, galinha’, ‘para dentro, criança’ e ‘sim, senhor’”, brinca o diretor.

“Convocar essa energia masculina para cena, de uma certa maneira, evoca uma coisa tribal, arqueológica, no sentido de voltar lá atrás, antes da civilização, e pegar emprestado dos mitos essa energia de guerra, de briga, de rinha de galo, de macho, de delimitação territorial”, explica ele.

Antony já havia trabalhado com Villela em outro clássico, Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, e conta que, a princípio, o convite foi para fazer Lady Macbeth. Depois de mudanças no elenco, ele assumiu o papel do sanguinário tirano assassino. “Sempre falo que quem for assistir vai ver o meu Macbeth. É um personagem que já foi interpretado por vários atores, consagrados ou não, então não existe um padrão. Vão gostar ou não vão gostar, mas ele está ali, de coração para todo mundo que for assistir.”

Para o ator, as nuances de Macbeth são os principais atrativos do personagem. “Ele começa como herói e termina como vilão, passa por todas as coisas que nós, seres humanos normais, pensamos ao longo da vida: dúvidas, incertezas, medos, alegrias, tristezas”, comenta Antony.

Para compor Lady Macbeth e entender sua loucura, Fontana, também produtor da peça, recorreu à obra do psicanalista Sigmund Freud, especialmente ao estudo Arruinados pelo Êxito. “Ela é maldosa, persuasiva, ambiciosa. Não tem a culpa cristã a que a gente está acostumado na sociedade moderna”, diz o ator, que sob orientação da direção e da equipe de preparação, não se preocupou em personificar uma figura feminina realista. “Não criei uma voz feminina, não há um corpo feminino. A maldade e a ambição independem de sexo, então, me sinto completamente confortável de fazer a personagem.”

Para que a projeção da voz dos atores tivesse a dimensão mítica necessária para sua concepção da tragédia, Villela convidou a pesquisadora da voz italiana Francesca Della Monica, da Universidade de Firenze, para ajudar na preparação deles. “Não podemos esquecer que Shakespeare era um criador de imagens, só que ele criava imagens exclusivamente pelo uso das palavras. O que a Francesca, aliada ao trabalho e à estética do Gabriel, propôs foi fazer com que a plateia desenhe essas imagens enquanto nos ouve falar essas palavras compartilhadamente, sem fazer o draminha de sala de visita,” comenta o ator Marco Antônio Pâmio, que interpreta Banquo, amigo de Macbeth e também militar, além de fazer uma dama de companhia. Também estão no elenco Carlos Morelli, Helio Cicero, José Rosa, Marco Furlan e Rogério Brito.

Com tradução de Marcos Daud, a adaptação de Villela reduziu a oito os 22 personagens do texto original. Incluiu a figura do narrador, que conta a fábula, convoca algumas cenas e redimensiona a história para a plateia. “Para ser realista, muitas vezes, você não pode fazer uma montagem realista, tem de fundir personagens, concentrar ideias e trabalhar com supressão”, diz o diretor.

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer%2cmacbeth-estreia-em-sao-paulo-nesta-sexta-feira%2c879986%2c0.htm

postado por: NANDA ROVERE 10:34 PM





Na última semana tivemos a oficina Clowns de Shakespeare: Prática e Pensamento, dentro da programação do projeto Nova Cena Nordestina, com atores paulistanos. Gostaríamos de agradecer a todos pela semana de trabalho tão produtiva e prazerosa!

- Duas dicas imperdíveis de teatro em São Paulo essa semana: enquanto o nosso "chefe" Gabriel Villela estreia o espetáculo Macbeth no Teatro Vivo nesta sexta (01), os parceiros do La Mínima encerram a temporada de Mistero Buffo no Teatro do SESI Paulista no domingo (03). Espetáculos obrigatórios!









Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare | Av. Amintas Barros, 4673 | Nova Descoberta

Natal | RN | 59075-250 | (84) 3221.1816 (à tarde) ou 9100.5352

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postado por: NANDA ROVERE 10:32 PM




Morte e ganância
01 de junho de 2012 | 3h 24
Notícia
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Poucas tragédias foram tão encenadas e estudadas quanto Macbeth. Escrita por William Shakespeare no início do século 17, traz uma enxurrada incontrolável de mortes desencadeada pela sanha de poder do general Macbeth e sua esposa. Em meio a profecias de bruxas e alucinações, a busca pelo trono escocês derrama um banho de sangue. Para construir sua versão, que estreia hoje (1), o diretor Gabriel Villela resolveu montar o texto como era feito à época em que foi escrito: só com atores homens. Marcello Antony encarna o general e Claudio Fontana vive Lady Macbeth, em um elenco que conta ainda com Marco Aurélio Pâmio e Hélio Cícero, entre outros. Teatro Vivo (290 lug.). Av. Dr. Chucri Zaidan,


860, Morumbi, 7420-1520. 90 min. 12 anos. 6ª, 21h30; sáb., 21h; dom., 19h.

R$ 50/R$ 70. Até 22/7.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,morte-e-ganancia-,880833,0.htm

postado por: NANDA ROVERE 10:31 PM




Tragédia sóbria
Conhecido pela exuberância e estilo barroco, Gabriel Villela faz um Macbeth de tons sombrios e contidos
31 de maio de 2012 | 3h 16
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William Shakespeare já escrevera Hamlet. Não havia como imaginar que nada de mais surpreendente pudesse vir depois disso. Mas daí surgiram Rei Lear e Macbeth - suas maiores tragédias.


Macbeth é a fábula de uma ambição sem limites. Fala da ruína que sucede a ganância e a soberba. Porém, vai além. Lança luzes sobre o instinto de morte que move o outrora herói. Em um primeiro momento, o bravo comandante resiste à ideia de assassinar o rei para tomar o seu lugar. Tem tormentos de consciência, precisa ser insuflado pela perfídia da mulher, Lady Macbeth.

Contudo, tão logo tem as mãos manchadas de sangue, não consegue mais refrear suas pulsões primitivas. Segue matando por não ser capaz de lidar com o peso dos próprios atos.

Gabriel Villela evoca uma leitura freudiana do tema. "No artigo Arruinados pelo Êxito, Freud fala justamente de como o casal não suporta tamanho êxito e sucumbe. Seja pela loucura, no caso de Lady Macbeth, seja pela sede de sangue, no caso dele", aponta o diretor.

Atemporal e inflada de significados míticos, a trama mereceu uma leitura sóbria do encenador. Seu estilo, notoriamente exuberante, aparece contido. As cores tornaram-se mais escuras. A música, tão presente em seu teatro, concentrou-se em situações pontuais. Em seu lugar, despontam ruídos, barulhos, sinos.

Traduzido por Marcos Daud, o texto mereceu adaptação do próprio Villela. Desapareceram personagens e enredos secundários. Surgiu a figura de um narrador, responsável por instaurar a aura de distanciamento brechtiano que contamina o restante do elenco em suas interpretações.

Nesse contexto, a maldade de Lady Macbeth, há séculos fonte de estudos e elucubrações, não é construída por um viés psicológico. Não parece necessário dar conta de suas motivações ou de uma suposta essência, como seria natural em uma montagem de pretensões realistas.

Aqui, bastam alguns traços para que se delineie sua natureza maligna. "Preocupei-me em não buscar um estereótipo do feminino, uma voz caricata", comenta Claudio Fontana. No elenco, formado apenas por homens, cabe a ele interpretar a vilã. Vestido inteiramente de negro, e com o rosto pintado de branco, lembra uma gueixa. "E foi justamente a partir dessa máscara que fiz toda a composição dos movimentos", explica ele.

Ao se debruçar sobre Romeu e Julieta e Ricardo III, Villela criou duas versões carnavalizadas e vigorosas do teatro shakespeariano. "E eu concebi Macbeth sob o impacto dessas duas peças, mas tomei, aqui, outro caminho", diz ele. A temperança e austeridade que se veem na nova peça sinalizam outra estética e traduzem também um propósito claro: concentrar e verticalizar os elementos da tragédia.

"A opção pela sobriedade narrativa é particularmente interessante por contrastar com o personagem", acredita Ivan Andrade, que assina a assistência de direção ao lado de César Augusto e Rodrigo Audi. "Macbeth teve a sua sobriedade abalada. É alguém como qualquer um de nós, mas que perdeu o controle."


http://www.estadao.com.br/noticias/impresso%2ctragedia-sobria%2c880349%2c0.htm



postado por: NANDA ROVERE 10:30 PM




Só para eles
Gabriel Villela monta Macbeth com elenco exclusivamente masculino e traz Marcello Antony como protagonista
31 de maio de 2012 | 3h 15
Notícia
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O caminho começou em Minas Gerais, passou pela Grécia antiga e foi dar em uma Escócia soturna e sombria. Em 2011, o diretor Gabriel Villela levou à cena o monumental romance de Lúcio Cardoso, Crônica da Casa Assassinada. Na sequência, montou Hécuba, sua primeira tragédia clássica em mais de 20 anos de carreira. Agora, essa aproximação com o universo trágico é coroada com Macbeth. A mais sangrenta das obras de William Shakespeare chega amanhã ao Teatro Vivo.


"O que me levou a Macbeth foi o conteúdo dramático do personagem", observa o encenador, que escalou o ator Marcello Antony para o papel-título. "Um herói exemplar no modelo grego, esse protagonista sofre uma perturbação psicológica, e então se transforma em um assassino."

Estimado pelo rei por sua virtude e coragem, Macbeth recebe honrarias e um novo título de nobreza. Porém, o encontro com três feiticeiras e a profecia de que viria a suceder o monarca despertam nele a cobiça desmedida que será sua ruína. "Fui em cima dessa ambição e também da pulsão de morte que o rege", diz Antony. "A partir do momento em que ele mata a primeira vez, o casal Macbeth mergulha no sangue."

Para o estopim dessa teia de assassinatos, é essencial a participação de Lady Macbeth. Na atual montagem, quem assume o posto dessa que é considerada a mais terrível das vilãs shakespearianas é Claudio Fontana. Villela optou por um elenco formado apenas por homens - tal qual o costume do teatro elisabetano do século 17. Mas não teria sido apenas um preciosismo histórico o que teria pautado a escolha.

O casting exclusivamente masculino, assim como a drástica redução no número de atores - de mais de 20 para 8 - ressaltam certo artificialismo da peça. Surgem como uma recusa ao teatro de pretensões realistas. Servem para dar vazão à opção do encenador por uma leitura épica e distanciada da fábula. O olhar do criador mineiro filtra a ficção do autor britânico com a linguagem de Bertolt Brecht. Dentro dessa visão, os atores mais narram do que interpretam seus personagens.

Ao criar um texto repleto de metáforas, Shakespeare conta com o poder de imaginação do público para vislumbrar a história por completo. De certa maneira, parece ser esse também o mote que conduz Villela. Muito pouco é representado. Quase tudo é sugerido. Como se em cada uma das cenas ele rogasse aos seus espectadores: "Imaginai..."


http://www.estadao.com.br/noticias/impresso%2cso-para-eles%2c880317%2c0.htm

postado por: NANDA ROVERE 10:29 PM




TEATRO

ESTREIA | Macbeth

Tragédia de Shakespeare tem nova adaptação

Maria Luísa Barsanelli
A tragédia escocesa de William Shakespeare (1564-1616) ganha nova adaptação pelas mãos do mineiro Gabriel Villela.

Seu "Macbeth" estreia hoje (dia 1o), no Teatro Vivo, com elenco todo masculino.

No palco, Marcello Antony interpreta o personagem-título, homem ambicioso que, incentivado pela gananciosa mulher, Lady Macbeth (Claudio Fontana), passa de herói a tirano. Depois de salvar a Escócia, ele usa dos meios mais sórdidos para ascender ao trono.

A opção do diretor de colocar em cena apenas atores homens foi para voltar às origens do texto (à época, mulheres não podiam atuar) e ressaltar a força masculina e a energia de guerra da obra do bardo inglês.

Para as personagens do sexo oposto, no entanto, os atores não buscam aludir ao feminino. "Não criei uma voz ou um corpo de mulher. Não é uma interpretação realista.

A maldade independe do sexo", diz Fontana.

Em sua versão, feita a partir da tradução de Marcos Daud, Villela enxugou o texto e criou um narrador, que ajuda a costurar a trama.

Os figurinos, assinados pelo diretor e pelo artista plástico Shicó do Mamulengo, trazem adereços lúdicos. A coroa de Lady Macbeth, por exemplo, é feita com uma coleira de pitbull. Já as armaduras foram concebidas a partir de malas velhas.

Teatro Vivo - av. Dr. Chucri Zaidan, 860, Morumbi, região sul, tel. 7420-1520. 290 lugares. Sex.: 21h30. Sáb.: 21h. Dom.: 19h. Até 22/7. 90 min. Não recomendado para menores de 12 anos. Ingr.: R$ 50 (sex. e dom.) e R$ 70 (sáb). CC: AE, D, M e V. Valet (R$ 18). a d


http://www1.folha.uol.com.br/guia/te0106201201.shtml


postado por: NANDA ROVERE 10:29 PM




31/05/2012 - 09h40

Gabriel Villela volta a Shakespeare com novo "Macbeth"


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GABRIELA MELLÃO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

"A imaginação nos leva a horrores muito maiores do que aqueles que praticamos." A frase dita por Marcello Antony em "Macbeth", que estreia amanhã, sintetiza a concepção do encenador Gabriel Villela para sua terceira empreitada shakespeariana.

Em cena, a maldade do ambicioso personagem-título, que passa de herói a tirano, é muito mais sugerida do que mostrada. "Gabriel insere o código do distanciamento brechtiano [que explicita os artifícios da representação para estimular a reflexão sobre aquilo que se vê] e convida a plateia a imaginar", diz Antony, o Macbeth da vez.

A mesma ideia guia a composição de Cláudio Fontana para Lady Macbeth, a esposa que instiga o protagonista a galgar o trono do rei e servir-se de seu impulso homicida para interferir no destino.

"Não interpreto. Faço um ator que está contando a história da personagem, o que evita o realismo", diz Fontana, que contracena com um elenco formado exclusivamente por homens (como na era elisabetana de Shakespeare) e que inclui Helio Cicero e Marco Antônio Pâmio.





Lenise Pinheiro/Folhapress








O ator Marcello Antony em cena da peça "Macbeth", que estreia em São Paulo


TRADUÇÃO SEM RIMAS

Segundo Antony, a opção pela interpretação "de evocação" amplia os limites da tragédia. Para ele, quando o espectador projeta sua imaginação sobre o palco, este se torna um território de inúmeras possibilidades.

Villela serve-se da tradução de Marcos Daud, que recusa as rimas sem perder a musicalidade da poética de Shakespeare. Seu desejo de encenar "Macbeth" com Antony vem desde "Vestido de Noiva" (2009), clássico de Nelson Rodrigues protagonizado pelo ator.

Depois disso, o diretor realizou uma imersão no universo das tragédias, que iniciou-se de forma festiva com "Sua Incelença Ricardo 3º" (sua versão de "Ricardo 3º", também de Shakespeare) e se adensou com "Crônica da Casa Assassinada", adaptação do romance de Lúcio Cardoso, e com o clássico grego "Hécuba", de Eurípedes.

A trajetória culmina em um "Macbeth" sombrio, sem o Carnaval de sons e cores de "Sua Incelença...".

O diretor transforma em morais as bruxas que preveem a ascensão de Macbeth ao poder. Na mitologia grega, elas eram três irmãs que geravam os fios da vida ao determinar os destinos de humanos e deuses.

A encenação de Vilela é pontuada por símbolos. O trono cênico de Macbeth é composto pela sobreposição de dois teares. São os fios tecidos pelo próprio personagem e pelas morais que vão enredá-lo na tragédia final.

MACBETH
QUANDO sex., às 21h30, sáb. às 21h, e dom., às 19h; até 22/7
ONDE Teatro Vivo (av. Chucri Zaidan, 860; tel. 0/xx/11/7420-1520)
QUANTO de R$ 25 a R$ 70
CLASSIFICAÇÃO 12 anos

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1098193-gabriel-villela-volta-a-shakespeare-com-novo-macbeth.shtml

postado por: NANDA ROVERE 10:28 PM




31/05/2012 - 09h00

Com Marcello Antony, peça "Macbeth" tem elenco só de homens


CLARISSA FALBO
DE SÃO PAULO

Para contar a saga do cavaleiro que defende seu reino em sangrentas batalhas, mas cede à ambição e comete assassinatos para tomar o trono, o diretor Gabriel Villela escalou apenas atores do sexo masculino.
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Em cartaz a partir desta sexta-feira (1º), a nova montagem de "Macbeth", tragédia escrita por Shakespeare no início do século 17, faz referência às companhias teatrais contemporâneas do autor, nas quais não havia atrizes.



João Caldas/Divulgação







Atores Claudio Fontana (à esq.) e Marcello Antony interpretam o casal de vilões criado por Shakespeare


A encenação usa a estética de Bertolt Brecht (1898-1956), dramaturgo alemão que pregava a quebra do naturalismo. Os atores mantêm um distanciamento dos papéis que encarnam. Há momentos nos quais o público pode vê-los fora dos personagens, aguardando para entrar no palco ou mudando os cenários entre as cenas.

Não há trajes de época no figurino, apenas adereços para representar os personagens, como golas elizabetanas para caracterizar os nobres. O cenário é composto por cadeiras de cinema, teares e malas, que ganham outras funções e significados.

"O teatro de Villela não é realista. É um teatro de metáforas e de poesia. Apesar do texto denso, o trabalho é pautado em imagens e se torna quase lúdico", diz Marcello Antony, que interpreta Macbeth.

Teatro Vivo. Av. Dr. Chucri Zaidan, 860, Morumbi, região sul, tel. 7420-1520. 290 lugares. Sex.: 21h30. Sáb.: 21h. Dom.: 19h. Estreia em 1º/6. Até 22/7. 90 min. 12 anos. Ingr.: R$ 50 (sex. e dom.) e R$ 70 (sáb).



http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/1095247-com-marcello-antony-peca-macbeth-tem-elenco-so-de-homens.shtml


postado por: NANDA ROVERE 10:27 PM







postado por: NANDA ROVERE 10:25 PM




Marcello Antony estreia Macbeth em SP

Dirigida por Gabriel Villela, adaptação de clássico de Shakespeare também conta com Claudio Fontana no elenco formado só por homens


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Marcello Antony vive Macbeth na adaptação dirigida por Gabriel Vilella (Créditos: Divulgação)




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No início do século 17, quando Shakespeare escreveu Macbeth, as mulheres ainda não atuavam e os papéis femininos eram interpretados por homens no teatro. Essa prática da época é resgatada pelo diretor Gabriel Villela na peça Macbeth, que estreia em 1º de junho no Teatro Vivo. Estrelado por Marcello Antony e Claudio Fontana, o elenco é formado por oito atores homens.

>> Saiba quais são as peças que estreiam no teatro nesta semana
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A história se passa em 1047 quando, após vencer uma batalha e salvar a Escócia,Macbeth (Marcello Antony) sente que está chegando cada vez mais próximo do trono escocês. Influenciado por sua mulher, Lady Macbeth (Claudio Fontana), ele age por impulso e mata o Rei Duncan (Helio Cicero) para assumir a coroa. A partir disso, ele inicia uma sequência de assassinatos sem fim.

"O que mais estou curtindo são as nuances do personagem, que começa como herói e termina como vilão", conta Antony, que encena pela segunda vez um texto de Shakespeare.




Claudio Fontana e Marcello Antony protagonizam Macbeth (Crédito: Divulgação)

Para contar a tragédia shakespeariana, o diretor Gabriel Vilella incluiu um narrador na peça. "O texto original têm 20 personagens. Diminuímos para que pudesse ser encenado por oito atores e incluímos um narrador que entra em cena com o livroMacbeth e começa a contar a história", diz Vilella. O papel dos atores também é desempenhado de forma diferente. "Não estamos interpretando, mas contando a história para que a plateia sinta, imagine e, a partir daí, interprete", explica Claudio Fontana.

Cenário e Figurino

Os elementos que compõem o espetáculo foram escolhidos a partir da criatividade da produção. Em cena, antena de carro se transforma em espada, coleira de cachorro vira coroa e a capa do rei e da rainha foram criadas a partir de cortinas de teatro. "Ao mesmo tempo em que criamos um figurino que remete à guerra, buscamos fazer uma brincadeira lúdica e artesanal em cima do conceito popular de transformar um objeto em outro", conta o diretor


http://www.guiadasemana.com.br/tv-guia/video/marcello-antony-estreia-macbeth-em-sp

postado por: NANDA ROVERE 10:23 PM






Marcello Antony estreia peça como o ambicioso MacBeth

1 de Junho de 2012 às 01:39



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O espetáculo ‘MacBeth’, adaptado da obra de William Shakespeare, teve a pré-estreia na noite desta quinta-feira, 31, em São Paulo. Marcello Antony e Claudio Fontana estão no elenco formado exclusivamente por homens. "O que importa é fazer a maldade, e a maldade e a ambição não tem sexo", afirmou Claudio Fontana




























Vagner Campos


Marcello Antony na estreia de 'Macbeth' em São Paulo





















Slideshow

MacBeth estreou na noite desta quinta-feira, 31, em São Paulo. A peça, em cartaz no Teatro Vivo, traz como estrelas os atores Marcello Antony (47) e Claudio Fontana (49).

"Noite de estreia sempre tem nervosismo, mas nada que atrapalhe o processo de criação do diretor. É só confiar em Deus e acreditar que dá tudo certo", disse Antony, que está careca no papel de Macbeth.

Na montagem, inspirada na obra de William Shakespeare, o diretor Gabriel Villela optou por um elenco exclusivamente masculino. "Foi uma decisão de retomar a tradição da época de Shakespeare. Achei bem bacana porque é um conceito", considerou Antony.

"O que importa é fazer a maldade, e a maldade e a ambição não tem sexo", afirmou Claudio Fontana, que dá vida a Lady MacBeth.

A tragédia narra a ambição de um homem que, incapaz de lidar com sua natureza ambiciosa. Instigado por sua cruel esposa, ele passa de herói a tirano. Após salvar a Escócia e começar a galgar os degraus do grande mecanismo do poder, Macbeth, que agora se vê mais próximo do trono, interfere na ordem natural dos acontecimentos e cede a seu impulso homicida, assassinando o rei escocês para tomar sua coroa.

Famosos como Leopoldo Pacheco (51), Selma Egrei (63), Elias Andreato (57) e Walderez de Barros (71) conferiram a encenação.

Serviço:

Macbeth

Data: 1º de junho a 22 de julho de 2012.
Horários: Sexta, 21h30; sábado, 21h; domingo, 19h.
Preços: R$ 50 (sexta e domingo); R$ 70 (sábado).




Tags desta notícia:Macbeth, Marcello Antony


fotos todas juntas, já que são muitas e parecidas



http://mais.uol.com.br/view/97sdpjrdcnh3/marcello-antony-e-claudio-fontana-em-macbeth-04020D1B376AC8C12326?types=A&

postado por: NANDA ROVERE 10:18 PM











Na pequena cidade mineira de Carmo do Rio Claro, onde o diretor teatral Gabriel Villela nasceu em 1958 e viveu até os vinte e poucos anos, havia apenas um cinema. Quando a sala foi fechada, os proprietários, em sinal de agradecimento por anos de assiduidade, presentearam a família de Villela com algumas velhas cadeiras de madeira. Notório por emoldurar seus espetáculos com objetos que representam sua memória emocional, o diretor recuperou as cadeiras do cinema falido e acaba de transformá-las no trono do Rei Macbeth e de sua impiedosa mulher, Lady Macbeth. Terceira experiência de Villela com a obra de William Shakespeare (antes vieram Ricardo III e Romeu e Julieta), Macbeth, em nova tradução que condensou a tragédia em vigoroso espetáculo de uma hora e meia, entra em cartaz nesta sexta (1) no Teatro Vivo. "Meu trabalho resulta sempre desta combinação entre minha origem mineira, a arte popular, o barroco e a infância de pé no chão com a urbanidade que eu adquiri em São Paulo", diz o diretor. "Em Minas Gerais, de onde eu venho, ninguém morre de fato. Todos os nossos fantasmas continuam por lá, andando pelas ruas e pelas casas. Os fantasmas estão na origem dos meus maiores medos, mas também da minha energia criativa".

O poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare é autor de textos universais - tragédias e comédias -, que não perdem o vigor há cinco séculos. Contemplados em adaptações teatrais, pela música (óperas) e pelo cinema, destacam-se, além de Macbeth: Hamlet, Rei Lear, Otelo, Romeu e Julieta, Sonho de uma Noite de Verão, A tempestade, A Megera Domada e As Alegres Comadres de Windsor.
Mais curta entre as quatro grandes tragédias de Shakespeare, Macbeth foi escrita, provavelmente, entre os anos de 1603 e 1607 e publicada em 1623, sete anos após a morte do autor. Shakespeare criou, nesta obra, aquela que, até hoje, é tida como a maior vilã da literatura ocidental, Lady Macbeth, a mulher que convence seu marido, o general do exército escocês Macbeth, a trair e matar o Rei Duncan, e com isso assumir o trono da Escócia.



A exemplo do que ocorria na época de Shakespeare, a montagem de Villela traz apenas homens no elenco. "Shakespeare, ao contrário do que apregoam, não era misógino. Ele apenas viveu em um tempo em que as mulheres não podiam trabalhar como atriz", diz o diretor. "Na verdade, elas não podiam fazer praticamente nada, a não ser dizer sim senhor e espantar as galinhas para o quintal. Ao optar por um elenco masculino, eu quis convocar uma energia tribal para o palco, uma força de macho, um ambiente de briga de galo. A história do desenvolvimento geopolítico do mundo tem a ver com a demarcação dos territórios, sempre feita pelos homens".

Coube, assim, ao ator Claudio Fontana, 48 anos, o desafio de, sem recorrer a uma voz ou um corpo feminino, dar vida à temível Lady Macbeth. "Não tive uma preocupação realista de interpretar uma mulher", diz o ator. "Difícil foi administrar tantos ingredientes em um mesmo caldeirão e retirar dele algo de gosto palatável. Lady Macbeth é um personagem deslumbrante, que não carrega a culpa cristã com a qual estamos tão habituados. Tive de encontrar este lado da maldade e entender, acima de tudo, que a maldade não tem sexo".

Quando começaram os ensaios, Gabriel Villela estava dividido entre duas traduções de Macbeth para o português, a de Barbara Heliodora e a de Manuel Bandeira - mas insatisfeito com ambas, por acreditá-las acadêmicas e excessivamente formais. "Shakespeare escrevia para o palco e não para as estantes", diz o ator Marco Antonio Pâmio, intérprete do personagem Banquo, amigo de Macbeth. "O texto dele tinha de ser compreendido por multidões de iletrados que lotavam os teatros da época". Uma nova tradução foi encomendada a Marcos Daud e que resultou, nas palavras de Villela, em uma obra para o palco e não para leitura.



Villela introduziu nesta montagem a figura de um narrador (feita pelo ator Carlos Morelli), inexistente no original shakespeariano. Personagem de voz mítica, este narrador faz as vezes de um contador de histórias que redimensiona a tragédia para a plateia, organiza os dados históricos e torna mais suave a transição da obra das páginas para o palco. Os oito atores em cena, capitaneados por Marcello Antony na pele do General Macbeth, dão conta dos 22 personagens da trama. "Procuro evitar as comparações e influências", diz Antony.



Orson Welles (1915-1985), acima, é considerado um ator tipicamente shakespeareano. Protagonizou Macbeth, Trono Manchado de Sangue (1948), cuja densa trilha sonora foi composta pelo francês Jacques Ibert (1810-1962), autor de peças para cinema, balé, ópera e rádio. Welles fez, também, Othello (1952), personagem de uma das mais aplaudidas óperas de Giuseppe Verdi (1813-1901). Mas a sua genialidade é sempre lembrada por ter projetado Cidadão Kane (1941), no qual participou, ainda, como ator.
Até hoje, este filme consta de todas as listas de obras-primas do cinema.
"Sei que Macbeth já foi representado por grandes atores ao longo dos séculos, mas as pessoas que vierem ao teatro, irão ver o meu Macbeth. A minha versão de um personagem complexo que começa como herói e termina vilão".

Em pouco menos de um ano, Macbeth é a segunda tragédia que Gabriel Villela coloca em pé. No mesmo palco do Teatro Vivo ele montou, no fim do ano passado, a grega Hécuba, de Eurípides, com a atriz Walderez de Barros. "O relato de Hécuba era para ser assistido e observado", diz o diretor. "Macbeth, ao contrário, é um espetáculo para ser vivenciado. Esta montagem é uma ode à palavra. Se me perguntarem por que, dentre todas as peças de Shakespeare, eu resolvi montar exatamente esta, direi que não sei. Não há porquês, não há mensagem. O que houve foi uma necessidade."



Cadeiras recuperadas de um cinema falido, agora no cenário de Macbeth.
Servem como tronos para o soberano e sua mulher.

Macbeth. Sexta (1). Teatro Vivo. Avenida Doutor Chucri Zaidan, 860.
Tel.: 7420-1520. Sexta. 21h30. Sábado. 21h. Domingo. 19h. R$ 50 a R$ 70.






http://www.dcomercio.com.br/especiais/2012/lady_macbeth/


postado por: NANDA ROVERE 10:15 PM



ôps a primeira foto da matéria abaixo é esta:

postado por: NANDA ROVERE 10:07 PM





Depois de mistério, Marcello Antony aparece careca em pré-estreia de peça

Há alguns dias, durante coletiva de imprensa de ‘MacBeth’, ator usou um gorro para esconder o novo visual.



Do EGO, em São Paulo








2 comentários



Depois de fazer mistério, Marcello Antony exibiu a careca nesta quinta-feira, 31, na pré-estreia de peça “MacBeth” em São Paulo. Há alguns dias, durante a coletiva de imprensa do espetáculo dirigido por Gabriel Villela, o ator usou um gorro para esconder o novo visual. Carolina, mulher de Marcello Antony, foi prestigiar o marido.

Marcello Antony na pré-estreia da ‘MacBeth’ em São Paulo


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img src="http://www.oteatrodadelicadeza2.blogger.com.br/marcello_antony_estreia_peca_careca-2008.jpg">
Marcello Antony e seu novo visual para o espetáculo


Carolina, mulher de Marcello Antony




http://ego.globo.com/famosos/noticia/2012/06/depois-de-misterio-marcello-antony-aparece-careca-em-pre-estreia-de-peca.html

postado por: NANDA ROVERE 10:05 PM




Marcello Antony e Claudio Fontana em

postado por: NANDA ROVERE 10:00 PM




Qui, 31 de Maio de 2012 21:37 Por: Everson Bertucci
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Como se sabe, o jornalista Cesar Giobbi tem uma coluna semanal que vai ao ar todas as quintas-feiras, no Jornal da Gazeta, na TV Gazeta, a partir das 19h. Em sua última coluna, exibida no dia 31 deste mês, o colunista falou sobre a estreia da peça Macbeth, de Shakespeare, sob direção de Gabriel Villela; a reestreia do espetáculo Foi Carmen, dirigido por Antunes Filho; sobre a apresentação de Chico Cesar, no Auditório Ibirapuera; e da apresentação do filme Quebrando Tabu, de Fernando Grostein Andrade, durante a Virada Sustentável, que acontece neste fim de semana. Agora você confere a coluna na íntegra:

"O teatro paulista tem o privilégio de receber, ao mesmo tempo uma montagem do Macbeth, de Shakespeare por Gabriel Villela, e um espetáculo sobre o mito Carmen Miranda, pelo enfoque de Antunes Filho. São dois grandes diretores, de personalidades muito definidas e inconfundíveis. O Macbeth de Villela, interpretado por Marcello Anthony, estreia hoje (dia 31) para convidados e amanhã (dia 1º) para o público, no Teatro Vivo. De propósito, para uma plateia de menos de 300 lugares, para ressaltar o ar camerístico desta adaptação, que limitou os personagens a oito. Na trilha sonora, nenhuma música, apenas sons incidentais. E o silêncio. Só uma música é cantada em cena, à capela, no instante da morte de Lady Macbeth, vivida pelo ator Claudio Fontana. Aliás, como se fazia nos tempos de Shakespeare. Cenários, figurinos, luz, maquiagem, desta vez escuros e soturnos, como pede a trama, seguem a estética popular de Gabriel Villela. Para um espetáculo como este, obrigatório, a temporada é curta, vai só até o dia 22 de julho. Portanto, apressem-se.

Foi Carmen é o espetáculo com que Antunes Filho, o Grupo de Teatro Macunaima e o CPT homenageiam Carmen Miranda. Estreou esta semana no Sesc Belenzinho. Trata-se de uma obra poética concebida por Antunes, que quer estimular uma reflexão sobre o fetichismo e os estereótipos. O que interessa ao encenador é a figura do herói que sai de sua terra e vence em terras estranhas, e que cria uma linguagem estética e corporal que o transforma num mito. O espetáculo não trata de Carmen. Mas se refere a ela o tempo todo. A base do trabalho não é o texto, mas o enredo, que visita o tempo de Carmem e seus símbolos, como o confete do carnaval. O espetáculo termina com uma referência ao grande mestre do butô, Kazuo Ohno, e à sua performance La Argentina, que na essência tem tudo a ver com esta história. Antunes é conhecido por não remontar espetáculos. Este nasceu em 2005, foi apresentado no festival de Curitiba, depois no Japão no centésimo centenário de Ohno. E ficou em cartaz no Teatro Anchieta. Portanto, a reaparição de Foi Carmen é digna de nota. Quem não viu então, não pode perder agora. A temporada é curta, até 7 de junho.

O Auditório Ibirapuera tem ótima programação para este fim de semana. Amanhã (dia 1º), Chico Cesar apresenta o show Aos Vivos Agora, em que faz uma releitura do Álbum Aos Vivos, de 1994. Em vez de Lenine e Lanny Gordin, do disco original, no palco com ele estará Dani Black. Chico Cesar diz que vai interpretar o disco quase na íntegra, mas se dá o direito de tomar liberdades com sua própria obra. E sábado (dia 2), na programação da Virada Sustentável, a casa apresenta o filme Quebrando Tabu, de Fernando Grostein Andrade, que discute a descriminalização das drogas no Brasil e no mundo, com depoimentos importantes como os de Fernando Henrique Cardoso, Paulo Coelho e Bill Clinton, entre muitos outros. Eu vi o filme na estreia, e acho uma importante fonte de esclarecimentos no momento em que o assunto é tratado aqui. Aproveitem a oportunidade para bem se informar".



http://www.taste.com.br/cesar-giobbi/item/6670-cg-na-tv-jornal-da-gazeta.html

postado por: NANDA ROVERE 8:09 PM






31/05/2012 22:23
Marcello Antony estrela a shakesperiana Macbeth
Com direção de Gabriel Villela, a montagem com elenco somente de homens e cenário lúdico estimula públicoDiário de S. Paulo


DivulgaçãoMacBeth é história de um homem ambicioso que anseia pelo trono da Escócia






“Quem for assistir ao espetáculo verá o meu MacBeth. É um personagem que já foi interpretado por vários atores, então não existe um padrão. Vão gostar ou não, mas ele está ali, de coração, para quem for ver”, declarou o ator Marcello Antony em coletiva da peça “MacBeth”, com direção de Gabriel Villela, que estreia hoje no Teatro Vivo.

Clássico de Willian Shakespeare (1564-1616), a trágica “Macbeth” é a história de um homem ambicioso que anseia pelo trono da Escócia e, impulsionado por sua cruel esposa, passa de herói a tirano e criminoso. Na montagem, o diretor Gabriel Villela instiga a capacidade de visão do público. “O que Shakespeare propunha era convocar a imaginação, para que a plateia visualizasse as imagens através da ajuda dos atores”, explicou.

No lugar dos 20 personagens do texto original foram usados apenas oito e mais um narrador. A coroa de Lady Macbeth foi confeccionada a partir de uma coleira de pitbull, as indumentárias de guerra foram produzidas com malas antigas de couro e papelão e antenas de televisão tornaram-se espadas. “A história se passa em 1047, na era medieval, com batalhas grandiosas, e o espaço do palco é minúsculo. É realmente necessário explorar o lúdico”, conta Antony.

Assim como na época do autor inglês, não há mulheres no palco. Claudio Fontana é quem faz a vilanesca Lady Macbeth. “Somos atores contando os personagens e não necessariamente interpretando-os. Eu não preciso fazer uma voz diferente, ou me portar de maneira feminina. Lady Macbeth é maldosa, persuasiva, ambiciosa, não tem a culpa cristã com a qual estamos acostumados na sociedade moderna e a maldade e a ambição independem do sexo”, explica Fontana.

A presença exclusivamente masculina no palco ajudou a descontrair o clima. “Eles tiram sarro de tudo o tempo todo. Não há brigas, como poderia haver entre mulheres”, opinou Villela. “Claro que nos bastidores há muitas mulheres, porque senão, não seria possível trabalhar! Mas no camarim, o papo é de homem”, brinca Fontana.



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http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/23385/Marcello+Antony+estrela+a+shakesperiana+Macbeth

postado por: NANDA ROVERE 8:05 PM




Marcello Antony encarna "Macbeth" em peça

Versão que estreia nesta sexta-feira, dia 1, tem elenco só de homens

Marcello Antony assume o papel principal da peçaFrancisco Cepeda/AgNews
Da Redaçãoentretenimento@band.com.br


http://www.band.com.br/entretenimento/cultura/noticia/?id=100000507517
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Instigado pela mulher, um duque mata o rei para tomar seu lugar e acaba provocando sua própria ruína ao cometer uma série de crimes com o intuito de permanecer no poder.

Assim é o enredo de "Macbeth", de William Shakespeare (1564-1616) – sinônimo de pura tragédia. Foi justamente buscando mergulhar neste gênero que o diretor Gabriel Villela optou por realizar uma nova montagem da peça a partir de uma tradução de Marcos Daud.

Nesta versão, que estreia nesta sexta-feira, dia 1, Marcello Antony encarna o protagonista e todos os personagens – inclusive os femininos – são interpretados por homens, assim como acontecia na época do autor inglês.

"O teatro anda muito coloquial. É preciso ter solenidade com os textos clássicos. Ninguém sai da cozinha falando Shakespeare, por exemplo", dispara o diretor Vilella.

"Esse é um olhar arqueológico para a peça. Sou um ser afeito à restauração de imagens e de cacos", explica. Com isso, coube a Claudio Fontana o papel da conspiradora Lady, futura mulher do rei da Escócia.

"Sem ela, Macbeth não existiria. Um completa o outro. Esse é talvez o casal mais amoroso da dramaturgia de Shakespeare, porque tudo o que ele faz é por um amor sem limites a ela", diz o ator.

Procurando dar força ao texto, Villela reforçou o trabalho de voz do elenco, treinado pela italiana Francesca Della Monica. O resultado é uma fala mais recitada que interpretada.

"Quis tirar a voz da condição naturalista e levá-la para um tom épico. O ator apenas comunica e leva o espectador a induzir a dramaticidade por conta própria", afirma o diretor.

Esta é a terceira vez que Villela conduz uma produção com texto de Shakespeare. Ele foi responsável pela antológica montagem de "Romeu e Julieta" do mineiro Grupo Galpão, em 1992, e pela versão de rua de "Ricardo 3º" encenada pelo grupo Clowns de Shakespeare, do Rio Grande do Norte.

Para diretor, Antony é "disciplinado"

Gabriel Villela e Marcello Antony já haviam trabalhado juntos em uma montagem de "Vestido de Noiva", de Nelson Rodrigues (1912-1980). O diretor intimou o ator a fazer um texto clássico e, com isso, veio o convite para "Macbeth".

"Precisamos que os talentos masculinos de hoje peguem o bastão de Raul Cortez, Sérgio Britto e Ítalo Rossi, que já partiram. Marcello tem o sangue e a liderança para ser um desses protagonistas", justifica Villela.

"Ele é disciplinado como nunca vi igual e extremamente concentrado", completa.

Serviço

Teatro Vivo
Onde: Av. Dr. Chucri Zaidan, 860 – Itaim, São Paulo, SP
Quando: Sexta às 21h30, sábado às 21h e domingo às 19h
Quanto: Entre R$ 25 (meia-entrada) e R$ 70 (inteira)
Em cartaz até 22 de agosto
Classificação: 12 anos
Tel: (11) 7420-1520.


as fotos coloco todas juntas, pois são mto parecidas

postado por: NANDA ROVERE 8:03 PM







Com cabelo raspado, Marcello Anthony estreia peça em São Paulo

Ator é um dos protagonistas de MacBeth, adaptação de Shakespeare


Por Contigo! Online



Manuela Scarpa / PhotoRioNews


Marcello Anthony raspou o cabelo para atuar na peça MacBeth
.

O ator Marcello Anthony estreou na noite da última quinta-feira (31) a peça MacBeth.

A obra, adaptada do livro de William Shakespere, conta a história de um homem incapaz de lidar com suas ambições e que, instigado por sua cruel esposa, passa de herói a tirano.

A peça é dirigida por Gabriel Villela e conta só com atores homens, assim como era interpretada na época em que foi escrita, em meados do século XVI.

Integrante do programa Vivo EnCena, MacBeth está em cartaz no Teatro Vivo, localizado no bairro do Brooklin, em São Paulo. (M.B.)


http://contigo.abril.com.br/noticias/com-cabelo-raspado-marcello-anthony-estreia-peca-em-sao-paulo

postado por: NANDA ROVERE 8:01 PM



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