O Teatro da Delicadeza2

Trajétória desse diretor de muita sensibilidade e criatividade



Comments: Sexta-feira, Maio 11, 2012


Grupo Galpão reestreia Romeu e Julieta em Londres
Peça que coloca atores em pernas de pau será apresentada em festival no Globe Theatre que trará Shakespeare em 37 idiomas.
20 de abril de 2012 | 20h 15
Notícia
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Não faltam peças de William Shakespeare nos teatros das grandes cidades brasileiras. Só em São Paulo, por exemplo, há três versões de Romeu e Julieta no momento - provavelmente, ao lado de Hamlet, a peça mais conhecida do bardo quinhentista - à disposição.



Mas quase todos os críticos apontam uma montagem como a mais marcante no teatro contemporâneo brasileiro: o Romeu e Julieta do Grupo Galpão, que estreou no início do anos 90, com direção de Gabriel Vilela.


Para comemorar os 30 anos do grupo sediado em Belo Horizonte, o Galpão está remontando esta peça, que vai reestrear em Londres, no Globe Theatre, num festival que vai trazer grupos de teatro de 37 países para encenar todas as peças de William Shakespeare, cada um em sua língua.


"Essa montagem do Grupo Galpão é um preciosidade. Fico muito feliz que eles estejam remontando essa peça para que quem viu possa relembrar e quem não viu tenha mais esta oportunidade", disse à BBC Brasil a tradutora e crítica Bárbara Heliodóra, considerada uma das maiores autoridades em Shakespeare do Brasil.


Depois de estrear em Londres em maio a peça deve ainda ser apresentada em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, mas não há detalhes sobre as datas nem expectativa de apresentação em outras partes do país.


Cultura popular


A montagem do Galpão é baseada numa tradução clássica de Shakespeare para o português mas buscou elementos na cultura barroca mineira - evidentes mais do que tudo nos figurinos e na música - para trazer uma história universal de amor a um contexto da cultura popular brasileira.


Aliás, o Galpão é originalmente um grupo de teatro de rua e é para esse espaço que a peça foi inicialmente concebida. O grupo já se apresentou ao ar livre para plateias de mais de 4 mil pessoas.


"Quando Shakespeare escreveu suas peças elas eram encenadas ao ar livre. Levar Romeu e Julieta para a rua é o melhor jeito de recriar o clima do teatro do período elisabetano (do reinado de rainha Elizabete I, entre 1558 e 1603)", disse o diretor Gabriel Vilela, que aceitou o convite para dirigir a remontagem da peça.


Os próprios ensaios da montagem original da peça do Grupo Galpão foram feitos em praça pública, numa pequena cidade do interior de Minas Gerais. "Fazíamos nosso ensaios na praça da cidade, e as pessoas que voltavam do trabalho no campo, no fim da tarde, paravam para nos ver. E as reações do público também nos ajudavam a encontrar o tom da peça", explica o ator Eduardo Moreira, o intérprete de Romeu e um dos fundadores do Grupo Galpão.


Moreira conta que à medida que os dias passavam, a população local se envolvia na tragédias dos jovens amantes. "Algumas vezes, quando o Gabriel parava o ensaio para dar alguma instrução aos atores ou pedia para repetir a cena, as pessoas reclamavam. Começavam a gritar pra gente continuar a história", conta Moreira.


O diretor Gabriel Vilela diz que as paixões despertadas pela tragédia chegaram a causar um pequena confusão quando o grupo se apresentava nas ruas de Ouro Preto, cidade em que a peça estreou no início dos anos 90. "Uma mulher na plateia começou a gritar que estava apaixonada pelo Romeu e invadiu a cena", relembra.


Pernas de pau


Um dos aspectos mais marcantes da peça é a interpretação em cima de pernas de pau. "O Galpão sempre teve muita experiência com isso por conta de sua característica de ser um grupo de teatro de rua onde pernas de pau são muito úteis para que o pública possa ver os atores", diz Eduardo Moreira.


Mas além dessa razão, há também uma intenção simbólica por trás do uso do adereço. Moreira explica que Romeu e Julieta é uma tragédia de "precipitação", em que os personagens agem muito mais do que pensam. "A perna de pau da muito bem essa ideia de uma certa falta de equilíbrio. Você está lá em cima mas pode cair a qualquer momento."


Outra marca registrada do espetáculo é a perua Veraneio 1974 que faz as vezes de balcão onde Romeu e Julieta trocavam suas juras de amor. "Mas fizemos uma inversão: Romeu fica em cima (numa plataforma de madeira montada sobre o carro) e Julieta fica embaixo, sentada ao volante da Veraneio".


O carro tem história: nos anos 1980, carregava os jovens atores do grupo Galpão apresentando peças nas ruas Brasil afora. "Quando convidamos Gabriel Vilela para dirigir uma peça nossa a primeira coisa que ele decidiu é que o cenário seria nossa Veraneio. Antes mesmo de saber que peça íamos fazer, já sabíamos que seria encenada no carro."


Em geral, o carro chega a ser ligado e Romeu engata uma ré em cena. Mas no Globe Theatre - o teatro com palco ao ar livre, construído nos moldes daquele em que Shakespeare apresentava suas peças - o carro vai ter que ser empurrado porque pelas regras de casa motores não podem ser ligados ali dentro.


"O momento mais olímpico da trajetória dessa peça foi nossa apresentação no Globe no ano 2000. Aquilo é praticamente um templo porque Shakespeare é uma religião, no melhor sentido da palavra", diz Gabriel Vilela. "Voltar agora é uma honra e uma grande emoção."


O Galpão é o único dos 37 grupos convidados para o festival Globe to Globe a já ter se apresentado neste cultuado teatro prestes a se tornar uma torre de Babel, com cada país trazendo as palavras do mais reconhecido dramaturgo do mundo em sua língua transmitindo as mensagens, símbolos e tipos universais de William Shakespeare. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.


http://www.estadao.com.br/noticias/geral,grupo-galpao-reestreia-romeu-e-julieta-em-londres,863556,0.htm

postado por: NANDA ROVERE 4:21 PM



Seção : Teatro- 09/05/2012 09:25



Galpão anuncia novidades nas comemorações de seus 30 anos

Aniversário inclui festival em Londres, DVDs e livro e recuperação do acervo

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Thaís Pacheco - Estado de Minas














Romeu e Julieta será levada a um encontro cênico dedicado a Shakespeare na Inglaterra, dias 19 e 20




“Grupo Galpão 30 anos, teatro e vida.” O slogan, que promove as comemorações das três décadas da companhia, celebradas com diversas apresentações e lançamentos, surgiu de um questionário realizado entre os integrantes da trupe, para descobrir qual era sua “autoimagem”. Cinco palavras levaram à conclusão: popular, artesenal, experimental e lúdico. “O teatro está ligado à nossa vida e à sociedade em que a gente vive, por isso teatro e vida”, justifica Eduardo Moreira.



Em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, na sede do grupo, no Bairro Horto, os atores lembraram os primeiros passos. “Imagine se, no começo, procurássemos um consultor para perguntar sobre nossa ideia. Íamos explicar que, em pleno 1982, com o general Figueiredo no poder, queríamos montar um grupo de teatro de rua e sair por aí de perna de pau. O que ele iria dizer?”, satiriza Chico Pelúcio.




Resistência Por certo, o tal consultor não aprovaria a ideia. Tampouco imaginaria que, 30 anos depois, o Galpão abriria essa comemoração interpretando Romeu e Julieta no Globe Theater em Londres, representando o Brasil e a língua portuguesa. E que essa seria a segunda vez que o grupo o faria. A apresentação está na programação do Globe to globe, evento que começou em 21 de abril e vai até 9 de junho, com a montagem das 37 peças que William Shakespeare escreveu, cada uma representando um país e um idioma.



Depois da passagem por Londres, em 19 e 20 deste mês, o espetáculo vai voltar ao Brasil para participar de uma mostra de quatro espetáculos do Galpão, também celebrando os 30 anos. Começa em Belo Horizonte, em 9 de junho, na Praça do Papa, como espetáculo de abertura do FIT (Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte). Até 1º de julho, BH vai assistir a Romeu e Julieta, Tio Vânia, Till, a saga de um heroi torto e Eclipse. Depois, a mostra segue para São Paulo e Rio de Janeiro.




A escolha dos quatro espetáculos não foi aleatória. “Eles trazem elementos muito pertinentes à nossa história. Romeu e Julieta traduz a capacidade de manter o repertório. Till é um espetáculo de rua e dirigido internamente. Tio Vânia e Eclipse deveriam estar porque são mais novos, têm parceria com um diretor internacional (o russo Jurij Alschitz) e faz a abordagem de um novo tipo de clássico, que o Galpão não tinha”, explica Lydia Del Picchia. De acordo com a atriz, essa seleção traduz a diversidade e inquietude do grupo.




Vídeo e livro Além dos espetáculos, o Galpão reforça a importância da memória do grupo e, por isso, lança uma série de produtos. Para começar, 3 DVDs, dos espetáculos Till a saga de um heroi torto, Pequenos milagres e Um Molière imaginário. Além deles, um documentário registrando a viagem de Till… ao Chile, onde o grupo teve de interpretar em espanhol, e seis curtas baseados em contos de Anton Tchéckhov.




Saindo do audiovisual e entrando nos livros, já foi fechada parceria com a Editora Autêntica para lançar os textos de Tio Vânia e Eclipse e, ainda em fase de produção, está uma nova edição dos Diários de montagem, para registrar os bastidores da produção dos espetáculos do grupo.




Por fim, outra boa notícia é da premiação Pontos de Memória 2011, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). O resultado é o Ateliê Aberto, em que figurinos de A rua da amargura, Partido e O inspetor geral serão recuperados, com portas abertas à visitação no Centro Cultural da UFMG (Av. Santos Dumont, 174, Centro), a partir do dia 14.



Mágico de OZ




Além de fazer teatro, o Galpão se preocupa em registrar, pesquisar e documentar, investindo em formação e diálogo com audiovisual. Esse trabalho exige investimento. Os seis curtas que estão sendo produzidos, por exemplo, contaram com apoio do “mágico de OZ” – “orçamento zero”, brinca a atriz Inês Peixoto. Os volumes escritos por Eduardo Moreira, no Diários de montagem ainda não têm patrocínio. O apoio da Petrobrás, que há 10 anos era de R$ 3 milhões anuais, caiu para R$ 1,5 milhão. Em troca, a empresa aceitou retirar o contrato de exclusividade. São diversos projetos, em variadas áreas, que aguardam por recurso financeiro. Muitos deles já elaborados ou prontos.
http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_11/2012/05/09/ficha_teatro/id_sessao=11&id_noticia=52841/ficha_teatro.shtml

postado por: NANDA ROVERE 4:20 PM






20 de Abril de 2012

Festival em Londres traz Shakespeare em 37 línguas diferentes



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O Grupo Galpão apresentará no festival Globe to Globe sua brasileiríssima versão de "Romeu e Julieta".
Gustavo Campos


Kênya Zanatta

"Hamlet" em lituano, "Sonho de uma Noite de Verão" em coreano ou "Otelo" com uma batida hip hop. Se ainda fosse necessário provar que a obra de Shakespeare é universal, o festival Globe to Globe seria a ocasião perfeita.

Quem estiver em Londres de 21 de abril a 9 de junho poderá ver as 37 peças do grande autor inglês em 37 línguas diferentes, do japonês ao italiano, passando pelo swahili, o maori e o iorubá. Os espetáculos são apresentados no Shakespeare's Globe, uma reconstrução moderna do teatro elisabetano onde o próprio dramaturgo atuou.

Talvez a obra mais conhecida de Shakespeare, "Romeu e Julieta" será representada pela brasileríssima montagem do Grupo Galpão, de Belo Horizonte. A trupe mineira é a única participante do festival que já se apresentou no célebre teatro de Londres. Neste programa o ator Eduardo Moreira, que interpreta Romeu, fala sobre a montagem.

Globe to Globe é apenas uma parte do World Shakespeare Festival, uma programação preparada especialmente para a Olimpíada cultural que acompanha os Jogos Olímpicos de Londres. Até novembro, quase 70 produções serão encenadas em várias cidades do Reino Unido, em parceria com dezenas de instituições culturais de todo o mundo.

Entre os destaques, "Romeu e Julieta" em Bagdá, uma versão do clássico de Shakespeare que explora a rica tradição de poesia, música e rituais do Iraque; "Duas Rosas para Ricardo III", um grande espetáculo de circo e teatro da Companhia Brasileira Bufo Mecânica, e "Desdemona", uma colaboração entre a vencedora do prêmio Nobel de Literatura Toni Morrison, a cantora Rokia Traoré e o diretor americano Peter Sellars.


http://www.portugues.rfi.fr/cultura/20120420-festival-em-londres-traz-shakespeare-em-37-linguas-diferentes


postado por: NANDA ROVERE 4:18 PM


24/04 às 19h22
Começa a maratona Shakespeare

Jornal do Brasil+A-AImprimirPublicidade



Começou neste fim de semana (21), no teatro Globe em Londres, o “Festival Mundial de Shakespeare”, que reúne 37 companhias teatrais de todo o mundo encenando 37 peças de Shakespeare em diferentes línguas. O público poderá conferir no evento também, pela primeira vez, Shakespeare na linguagem de sinais britânica.

Na programação do primeiro dia de apresentação (23), foi encenada uma versão de “Troilus e Cressida” no idioma maori, falado pelos nativos da Nova Zelândia e das Ilhas Cook, no Pacífico. A língua, com traços do idioma taitiano, foi predominante na região até metade do século XIX e hoje apenas é falada por 100 mil pessoas, aproximadamente.

O Brasil será representado no dia 19 de maio, pelo Grupo Galpão com a remontagem de "Romeu e Julieta", espetáculo com recursos do circo, da música e da cultura popular brasileira.

Sudão do Sul, África do Sul, Bielorrússia e Afeganistão estão entre os países representados. A iniciativa faz parte do Festival de Londres 2012, ligado aos Jogos Olímpicos.
Teatro Globe em Londres

http://www.jb.com.br/anna-ramalho/noticias/2012/04/24/comeca-a-maratona-shakespeare/

postado por: NANDA ROVERE 4:17 PM


Comments: Quinta-feira, Maio 10, 2012



30 anos em cartaz

Celebração do Grupo Galpão inclui remontagem em Londres e peça de Pirandello





Guto Muniz/Divulgação








Antonio Edson e Fernanda Vianna na remontagem de "Romeu e Julieta"


LUCAS NEVES
ENVIADO ESPECIAL A BELO HORIZONTE

Pense na típica família mineira: ciosa de sua história, afeiçoada a padrões de conduta sedimentados pelo tempo e cautelosa com novidades e modernismos -bem-vindos desde que não arranhem as tradições que, à moda de tapetes arraiolos e oratórios barrocos, são guardadas como relíquias.

Agora aplique esse sistema de valores a um clã teatral, o Galpão, que finaliza os preparativos para a festa dos 30 anos de sua fundação.

Surgirá uma agenda comemorativa pautada pela disposição de encapsular essa trajetória em DVDs, documentários, diários de montagens e exposição, como se quisesse desafiar a efemeridade do teatro, sugerir que ele não precisa (não pode?) ser tão volátil quanto o tempo.

Além da já anunciada participação do grupo em um festival do teatro londrino Shakespeare's Globe, na semana que vem, com a remontagem da aclamada "Romeu e Julieta" (1992), a programação balzaquiana inclui uma mostra de repertório.

Belo Horizonte (junho), São Paulo (julho/agosto) e Rio (outubro/novembro) verão a tragédia dos Capuleto e Montecchio e as três produções mais recentes da companhia: "Till, a Saga de um Herói Torto" (2009), "Tio Vânia" (2011) e "Eclipse" (2011).

"A seleção ilustra elementos pertinentes da história do Galpão", diz a atriz Inês Peixoto. "'Romeu' traduz a capacidade do grupo de manter seu repertório ativo, 'Till' é teatro de rua, usa linguagem popular. 'Eclipse' e 'Tio Vânia' têm diretores convidados e apontam para a nossa proximidade com clássicos."

Mesmo o item inédito do pacote trintão tem um pé na tradição: para seu próximo trabalho, a trupe pinçou do cânone o italiano Luigi Pirandello (1867-1936) e seus "Gigantes da Montanha". A estreia deve ser em junho de 2013. Gabriel Villela, parceiro em "Romeu..." e "A Rua da Amargura" (1994), volta a dirigir os conterrâneos.

O texto, que o dramaturgo deixou inconcluso, é uma meditação sobre a arte e seu poder de comunicar estados de alma e sensações.

Uma companhia mambembe aporta em um vilarejo longínquo e enigmático para encenar o texto de um poeta morto, sem saber o que esperar do público. Tirando-se o elemento fantástico, poderia ser mais uma memória sacada do baú do Galpão.

O repórter viajou a convite do Grupo Galpão.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/41895-30-anos-em-cartaz.shtml

'Renovar não é colocar em cena uma Julieta de 15 anos'

Ator do Grupo Galpão diz que repaginação do grupo passa mais por projetos do que por mudanças no elenco

"O bom da maturidade é poder dizer: 'Vamos fazer o que queremos, não o que se espera'", afirma cofundador
DO ENVIADO A BELO HORIZONTE

Se, na incursão à obra de Tchékhov empreendida em 2011, os integrantes do Grupo Galpão falavam em guinada rumo a um teatro menos festivo, mais intimista, agora o discurso sobre a repaginação da linguagem da companhia soa menos assertivo.

"A renovação acontece naturalmente, acompanhando necessidades de substituição pontual [de elenco] trazidas pela idade, pelo cansaço com as viagens. Mas é algo lento, como tudo no teatro", observa o ator Rodolfo Vaz.

"Não se trata simplesmente de chamar outras pessoas ou de colocar em cena uma Julieta de 14 anos e um Romeu de 15. É muito mais a chegada de uma nova sede [prevista para 2014; leia ao lado] ou o surgimento de um novo projeto que vai definir que renovação é essa."

A atriz Teuda Bara completa: "Não vamos mudar ou abandonar o nosso jeito de fazer teatro. Só queremos fazer outro também".

Apesar de ter se projetado com montagens lúdicas, de forte apelo visual e acenos diretos à plateia, o Galpão já enveredou pelo drama mais seco, doído, como em "Álbum de Família" e "Pequenos Milagres", lembra Eduardo Moreira, ator e cofundador. "Um dos aspectos bons da maturidade é poder dizer, em alguns momentos: 'Vamos fazer o que desejamos, não o que o público espera'. Mas isso não apaga o lado mais conhecido, da arte popular".

O que segue na mesma toada na trajetória recente dos mineiros é o comichão audiovisual. A celebração dos 30 anos prevê o lançamento dos DVDs de três peças e a apresentação de um documentário na linha "pé na estrada" e de uma compilação de curtas que é o "último suspiro" da imersão tchékhoviana.

Ainda em produção, outro documentário vai contrapor fato e criação da memória a partir das lembranças de pessoas fotografadas na plateia de uma das primeiras apresentações de "Romeu e Julieta", numa praça de Belo Horizonte. Pouco antes de assistirem à remontagem, elas dirão o que recordam, quase 20 anos depois.

(LN)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/41896-renovar-nao-e-colocar-em-cena-uma-julieta-de-15-anos.shtml

postado por: NANDA ROVERE 4:17 PM


Comments: Quarta-feira, Maio 09, 2012




08/05/2012 13h22- Atualizado em 08/05/2012 13h22


Galpão faz 30 anos com reestreia de ‘Romeu e Julieta’ em Londres

Grupo também apresentou outros projetos comemorativos.
Turnê começa em Londres, na Inglaterra, e depois vem para o Brasil.





Alex AraújoDo G1 MG











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Espetáculo Romeu e Julieta, do Grupo Galpão. (Foto: Guto Muniz/Divulgação)

O Grupo Galpão completa 30 anos em novembro, mas as comemorações começam nos dias 19 e 20 de maio, no evento Shakespeare’s Globe em Londres, Inglaterra. O espetáculo “Romeu e Julieta” será reestreado no Globe Theatre depois de quase dez anos. O festival londrino reúne as 37 peças do escritor. ”Voltar a este texto é um presente. É muito gostoso. É um espetáculo ágil. Tenho a maior paixão por ele porque ele é romance, é carinho, é poesia”, destacou a atriz Teuda Bara.

Depois, o grupo volta ao Brasil com uma turnê de apresentações em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, para comemorar as três décadas do Galpão. Em cada cidade será feita uma mostra de quatro espetáculos do repertório (dois de rua e dois de palco). São eles: “Romeu e Julieta”, “Tio Vânia (aos que vierem depois de nós)”, “Till, a saga de um herói torto” e “Eclipse”.

Em Belo Horizonte, as festividades começam no dia 9 de junho com “Romeu e Julieta”, na Praça do Papa, e seguem até 1º de julho. As apresentações na capital mineira abrem a 11ª edição do “Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte” (FIT-BH). Em São Paulo, os 30 anos do Galpão serão em julho e agosto, e, no Rio de janeiro, nos meses de outubro e novembro. “Conseguir montar um projeto de teatro no Brasil é muito importante porque as coisas aqui são muito efêmeras”, disse o ator e diretor Eduardo Moreira.

Atores falaram sobre novos projetos em comemoração aos 30 anos do grupo mineiro. (Foto: Alex Araújo/G1)

E a trupe tem uma série de atividades para marcar as três décadas de trabalho com o projeto “Grupo Galpão – Teatro e Vida”. Em 2013, o Galpão segue com outros projetos como a estreia do espetáculo “Gigantes da Montanha”, de Luigi Pirandello, dirigido por Gabriel Villela. Os primeiros ensaios começam em novembro deste ano.

O grupo ainda prepara dois novos projetos audiovisuais: seis curtas, baseados nos contos do autor russo Anton Tchékhov, e um documentário sobre a viagem do espetáculo “Till, a saga de um herói torto”, ao Chile. “Estamos em fase de finalização e o material tem uma hora e 18 minutos”, contou a atriz Inês Peixoto.

saiba maisDiretor russo apresenta espetáculo do Grupo Galpão com estreia em BH

A linha de produtos da butique será ampliada com novidades com o lançamento de três DVDs: “Till, a saga de um herói torto”, “Pequenos Milagres” e “Um Molière Imaginário”; e da nova edição de oito volumes do “Projeto Diários de Montagem” que revela os bastidores da produção de espetáculos.

História
Nos anos 90, a montagem de “Romeu e Julieta” teve mais de 250 apresentações em 60 cidades brasileiras e em nove países estrangeiros: Espanha, Portugal, Inglaterra, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Uruguai, Venezuela e Colômbia.

“A gente tinha o temor de remontar o espetáculo por causa das limitações físicas, mas o Grupo Galpão, depois de 30 anos, tem a preocupação de montar repertório e figurino mantendo a linguagem do coletivo”, destacou a atriz Lydia Del Picchia.

Desde a inauguração, em 1982, o Grupo Galpão estreou 20 espetáculos, com mais de 1,4 milhão de espectadores e com mais 2,5 mil apresentações em mais de 600 cidades e em 18 países. Os atores também participaram de 41 festivais internacionais e 70 nacionais, e ganharam 100 prêmios brasileiros.

Ficha técnica
Espetáculo: “Romeu e Julieta”
Concepção e direção geral: Gabriel Villela
Texto: William Shakespeare

Elenco:
Antonio Edson - Narrador
Beto Franco - Príncipe / Sr. Capuleto
Eduardo Moreira - Romeu
Fernanda Vianna - Julieta
Inês Peixoto - Sra. Capuleto
Júlio Maciel - Benvólio
Lydia Del Picchia - Sansão / Criado Capuleto
Paulo André - Teobaldo / Frei Lourenço
Rodolfo Vaz - Mercúrio
Teuda Bara - Ama

Mais projetos
A partir da experiência feita na obra de Anton Tchékhov – “Tio Vânia (aos que vierem depois de nós), em 2011, o Galpão idealizou um projeto audiovisual de adaptar para o cinema seis contos do autor russo. Foram escolhidas histórias curtas, escritas e publicadas para os jornais de Moscou, entre 1883 a 1887. Em parceria com o cineasta Rodolfo Magalhães e o diretor de fotografia Hugo Borges, foram filmados “A Corista”, “Cronologia Viva”, “O Bilhete Premiado”, “A Palerma”, “O Vingador” e “Personalidade Enigmática”. A idealização e direção do projeto são da atriz Inês Peixoto. As produções estão em fase de finalização.

Ainda na comemoração, o Galpão preparou novos produtos que resgatam e divulgam os bastidores. Um deles é o lançamento de mais uma edição do “Projeto Diários de Montagem” com oito volumes que reúnem os quatro primeiros livros, já editados e esgotados, que contemplam os bastidores dos ensaios dos espetáculos "Romeu e Julieta", "A Rua da Amargura", "Um Molière Imaginário" e "Partido", mais o lançamento de quatro outros volumes inéditos com “Encontro com Paulo José” e os diários dos espetáculos "O Inspetor Geral", "Um homem é um homem" e "Till, a saga de um herói torto".

Serão lançados, ainda, outros três DVDs dos espetáculos "Um Molière Imaginário", "Pequenos Milagres" e "Till, a saga de um herói torto", ainda sem data prevista.

De maio a novembro de 2012, o Centro de Pesquisa e Memória do Teatro (CPMT) do Galpão Cine Horto apresenta o seminário “O Figurino no Museu”, que coloca em evidência o figurino como peça museológica e fortalece a discussão sobre memória teatral em Belo Horizonte. O evento integra o projeto “Grupo Galpão, Memória Feita à Mão”, beneficiado com o prêmio Pontos de Memória 2011 do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Estão previstos o “Ateliê Aberto” de inventário, recuperação e exposição de figurinos de três espetáculos do Galpão: “A Rua da Amargura” (1994), “Partido” (1999) e “O Inspetor Geral” (2003). Mais informações: www.galpaocinehorto.com.br .

tópicos:
Belo Horizonte




http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2012/05/galpao-faz-30-anos-com-reestreia-de-romeu-e-julieta-em-londres.html

postado por: NANDA ROVERE 4:53 PM













09/05/2012 às 06h16min - Atualizada em 09/05/2012 às 06h16min
TAMANHO DA FONTE A- A+


Grupo Galpão remonta "Romeu e Julieta" e prepara Pirandello


Grupo Galpão remonta "Romeu e Julieta" e prepara Pirandello
"Flor, minha flor/ Flor, vem cá/Flor, minha flor, lá-iá-lá-iá-lá-iá..." Quem frequentava a cena teatral brasileira em meados dos anos 1990 deve se lembrar desses versos, que o Grupo Galpão embalava com uma trinca de violão, bumbo e triângulo na montagem de "Romeu e Julieta".




Ensaio da remontagem de "Romeu e Julieta" do Grupo Galpão



A música, extraída do cancioneiro popular, era quase uma vinheta do espetáculo que contrabandeava elementos do barroco mineiro e da estética clown para a Verona do século 16. O resultado conferiu projeção nacional à companhia mineira e ajudou a consolidar a carreira do diretor Gabriel Villela --que voltaria a trabalhar com a trupe no pungente "A Rua da Amargura" (1994).



Passados 20 anos desde a estreia, nove desde a última apresentação e, o mais importante, 30 desde a fundação do coletivo, eis que a tragédia shakespeariana (até hoje a encenação mais incensada do Galpão) volta ao palco, agora como abre-alas do calendário de festejos pelas três décadas de trajetória.



A convite do teatro londrino Shakespeare's Globe, que já visitou em 2000 (com recepção crítica calorosa), o grupo regressa à capital inglesa na semana que vem para três apresentações de "Romeu e Julieta", no âmbito de um festival que integra a Olimpíada Cultural e prevê a apresentação, ao longo de quase dois meses, das 37 peças do dramaturgo --cada uma em um idioma (incluindo dialetos africanos e a linguagem de sinais).



"Vai ser tudo igual, a não ser por alguns dentes e parafusos nos joelhos", brinca o ator Chico Pelúcio, que será substituído por Paulo André, na única mudança em relação ao elenco que os ingleses viram 12 anos atrás. Figurinos e a rica adereçagem originais foram recuperados.



Depois da escala inglesa, a companhia aterrissa em Belo Horizonte para abrir a 11ª edição do Festival Internacional de Teatro, Palco e Rua (FIT-BH), em 9 de junho. Será a primeira de cinco sessões no evento que o Galpão ajudou a criar, no começo dos anos 1990.



ITINERÂNCIA



Ainda em junho, o grupo realiza uma mostra de repertório na capital mineira, com "Till, A Saga de um Herói Torto" e as tchékhovianas "Tio Vânia" e "Eclipse" se juntando à história do amor impossível de um Montecchio por uma Capuleto. As quatro peças depois seguem para São Paulo (agosto) e Rio (entre outubro e novembro).



O reencontro com Villela para os ensaios da "ressurreição" de "Romeu e Julieta" (como a trupe tem chamado a encenação 2.0 de agora) ensejou uma nova parceria, "Os Gigantes da Montanha", derradeiro (e inconcluso) texto do italiano Luigi Pirandello (1867-1936) que o grupo deve começar a dissecar em novembro mirando uma estreia em junho de 2013.



Aqui, na intriga de uma companhia teatral que chega a um vilarejo isolado para representar a peça de um jovem poeta morto, Pirandello finca os pés na fronteira de indistinção entre realidade e fantasia, concretude e delírio que já havia sondado em textos como "Seis Personagens à Procura de um Autor".



O pacote de aniversário inclui ainda o lançamento dos DVDs de três espetáculos: "Pequenos Milagres" (2007), produção que Paulo de Moraes (da Armazém Cia.) dirigiu, "Um Molière Imaginário" (1997), assinada pelo cofundador do Galpão Eduardo Moreira, e "Till" (2009), do também "diretor interno" Júlio Maciel.



Aos registros audiovisuais devem se somar quatro livros (estes ainda em fase de captação de recursos) que narram os bastidores das montagens de "O Inspetor Geral" (2003), "Um Homem É Um Homem" ((2005) e "Till", além do encontro com Paulo José em uma oficina que resultaria numa parceria fértil e duradoura --Paulo já dirigiu dois espetáculos dos mineiros e assinou o documentário que acompanha a passagem do Galpão por Londres.



O repórter viajou a convite do Grupo Galpão


http://www.jornalfloripa.com.br/artisticasenovelas/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=5428





postado por: NANDA ROVERE 4:47 PM


Comments: Segunda-feira, Maio 07, 2012




Versão especial de clássico de Shakespeare volta a encantar público da capital





Publicado em 04/05/2012 19:17:08







A mais conhecida história de amor da humanidade promete emocionar os belo-horizontinos em mais uma edição do Festival Internacional de Teatro Palco e Rua (FIT-BH). Depois de nove anos sem subir aos palcos da capital mineira (a última apresentação foi realizada em 2003, no Palácio das Artes), o espetáculo “Romeu e Julieta”, uma das apresentações de abertura do FIT-BH 2012, na Praça do Papa, no dia 9 de junho, será encenado pelo Grupo Galpão, que teve na montagem da tragédia de Shakespeare um marco em sua carreira. Ao atualizar o sentido da história, a concepção do diretor Gabriel Villela para o espetáculo do Galpão transpôs a tragédia dos dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira. Esse conceito sustenta todo o espetáculo, especialmente na figura do narrador, que rege toda a ação com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro.

Desde sua estreia na histórica cidade de Ouro Preto, em 1992, “Romeu e Julieta” construiu uma carreira de sucesso de público e crítica, no país e no exterior. Foi visto 272 vezes, em quase 60 cidades brasileiras e em nove outros países (Espanha, Inglaterra, Portugal, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Uruguai, Venezuela e Colômbia), com apresentações em teatros, estádios ou, preferencialmente, em praças públicas, reunindo plateias que variaram entre 300 e 4 mil espectadores. Em julho de 2000, a versão do Galpão para o espetáculo coroou sua trajetória com uma série de apresentações em Londres, no palco do Shakespeare’s Globe Theatre, um dos mais importantes palcos teatrais ingleses, que teve como um de seus sócios ninguém menos do que William Shakespeare, responsável por transformar o espaço em arena para apresentações de clássicos como “Hamlet” e “Rei Lear”. O grupo vai se apresentar novamente em Londres, no mesmo local de 12 anos atrás, nos dias 19 e 20 deste mês.

O encontro com Gabriel Villela marcou a ousadia do Grupo Galpão em fazer um clássico na rua. Ao texto original do espetáculo, que foi encenado pela primeira vez na capital em 1992, na Praça do Papa, no bairro Mangabeiras, juntam-se elementos da cultura popular brasileira e mineira, presente nas serestas e modinhas, nos adereços e figurinos que remetem ao interior do Brasil. O ator Eduardo Moreira, que interpreta Romeu na adaptação do clássico, destacou a grandiosidade do espetáculo, afirmando que a encenação leva parte da cultura mineira para diversas partes do mundo. “O espetáculo criou uma nova estética para o teatro popular e de rua, circulou por alguns dos mais importantes festivais do mundo e é um grande divulgador no exterior da cultura brasileira e mineira. Usando elementos da cultura popular, presentes na música, nos figurinos, no cenário e na adaptação conduzida por um Shakespeare que se expressa em uma prosódia do Sertão de Guimarães Rosa, o espetáculo encantou os maiores especialistas do dramaturgo inglês”, disse.

A volta do espetáculo à capital mineira e o prazer em interpretar um dos maiores personagens da dramaturgia mundial também foram ressaltados por Eduardo. “O FIT traz de volta a Belo Horizonte um marco do teatro brasileiro em dimensões universais. É a chance de uma nova geração assistir a um espetáculo que, provavelmente, foi muito comentado pelos pais, mas que não pôde ser assistido pelos mais novos”, destacou. “Sinto um grande prazer e uma grande alegria por poder interpretar um dos personagens mais emblemáticos da dramaturgia universal, em uma peça que estabelece uma comunicação sempre avassaladora com o público”, concluiu Eduardo.



O diretor

Antônio Gabriel Santana Villela é diretor, cenógrafo e figurinista. Começou como diretor na década de 1990, dotado de uma teatralidade barroca, com frequentes apelos ao imaginário brasileiro. Formou-se como diretor teatral pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP) e estreou na nova carreira em 1989, com o espetáculo “Você Vai Ver o Que Você Vai Ver”. Dirigiu diversas outras peças como “O Concílio do Amor”, em 1989, “A Guerra Santa”, uma versão brasileira de “A Divina Comédia” que estreou em 1993, “A Falecida”, história de Nelson Rodrigues estreada em 1994, e “Morte e Vida Severina”, clássico de João Cabral de Melo Neto, em 1997. Em 2001, Villela dirigiu dois espetáculos com texto de Chico Buarque, “Os Saltimbancos” e “ Gota d’Água”.



Mais Gabriel Villela no FIT

Além do clássico “Romeu e Julieta”, Gabriel Villela, um dos mais importantes nomes do teatro contemporâneo no país, dirige outro espetáculo que integra a 11ª edição do FIT-BH. Encenado pelo Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, de Natal, no Rio Grande do Norte, a peça “Sua Incelênça, Ricardo III” também parte de um texto do mais famoso dramaturgo inglês. O espetáculo ganha a rua através do universo lúdico do picadeiro do circo, criando um diálogo entre o sertão e a Inglaterra da época elisabetana, período associado ao reino da rainha Isabel ou Elizabeth I (1558-1603), que corresponde ao ápice da renascença inglesa, na qual se viu florescer a literatura e a poesia do país. Na apresentação, o rock clássico inglês se agrega às inscelenças, gênero musical tipicamente nordestino.

http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/ecp/noticia.do?evento=portlet&pAc=not&idConteudo=58974&pIdPlc=&app=salanoticias


postado por: NANDA ROVERE 9:58 PM


Comments: Sábado, Maio 05, 2012



Destaques

HÉCUBA
30/04/2012




HÉCUBA



com Walderez de Barros no papel-título



]Dias 05 e 06 de maio de 2012, sáb às 21h e dom às 18h, no Theatro São Pedro



Nos dias 5 e 6 de maio, Porto Alegre recebe Walderez de Barros e grande elenco no Theatro São Pedro com a peça "Hécuba". Baseada no texto clássico de Eurípides, a montagem recria o período após a queda de Tróia. Com a cidade conquistada pelos gregos e destruída depois de dez anos de lutas, as mulheres troianas foram entregues aos vencedores como escravas. Nesse contexto, a ex-rainha Hécuba sofre a dor de perder dois filhos no mesmo dia, passando a tramar uma vingança sangrenta com a ajuda de suas fiéis seguidoras.



O espetáculo tem direção do premiado Gabriel Villela e conta ainda com os atores Fernando Neves, Flávio Tolezani, Marcello Boffat, Nábia Vilela, Leo Diniz, Luisa Renaux, Rogério Romera e Luiz Araújo.



http://www.sosportoalegre.com.br/destaques.php?ID=8


postado por: NANDA ROVERE 6:47 PM







Porto Alegre, 05 de Maio de 2012






Hécuba

Postado por Mundo Cultural em 5 de maio de 2012 - Uncategorized


O espetáculo HÉCUBA, de Eurípides, primeira tragédia grega a ser montada pelo diretor mineiro Gabriel Villela, pode ser conferido neste fim-de-semana (5 e 6 de maio), no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n). Esta é a última apresentação desta turnê. A peça retrata o período pós a queda de Tróia. Os gregos, vitoriosos, desejam partir de volta à Pátria, mas suas embarcações ficam retidas devido à falta de ventos favoráveis. Neste meio-tempo, o fantasma de Aquiles aparece aos gregos para pedir que seja sacrificada sobre seu túmulo a virgem Polixena, uma das filhas de Príamo e Hécuba, rei e rainha de Tróia. Sábado, a apresentação começa às 21h, e domingo, às 18h. Os ingressos custam entre R$ 30 e R$ 70. (Fernanda Coiro)

http://www.radioguaiba.com.br/blogs/mundocultural/?p=2377

postado por: NANDA ROVERE 6:37 PM







Espetáculo Hécuba no Theatro São Pedro, em Porto Alegre




Espetáculo Hécuba || Theatro São Pedro || Porto Alegre Agenda Peças de Teatro

O espetáculo Hécuba, de Eurípides, primeira tragédia grega a ser montada pelo diretor Gabriel Villela,
terá apresentações nos dias 5 e 6 de maio de 2012, no Theatro São Pedro ( Praça Marechal Deodoro, s/n),
em Porto Alegre / RS. As sessões estão programadas para Sábado, às 21h, e Domingo, às 18h.

Hécuba traz no papel central a atriz Walderez de Barros, que interpretou o personagem
dona Hortênsia, na novela Morde e Assopra, de Walcyr Carrasco, na Rede Globo.
Também estão no elenco Flávio Tolezani (Odisseu, rei de Ítaca), Fernando Neves, (Poliméstor),
Leonardo Diniz (Agamêmnon), Luísa Renaux (Troiana), Luiz Araújo (Polidoro),
Marcello Boffat (Corifeu), Nábia Vilela (Polixena) e Rogério Romera (Taltíbio).

Espetáculo Hécuba
Após a queda de Tróia, os gregos, vitoriosos, desejam partir de volta à Pátria,
mas suas naus ficam retidas no Quersoneso Trácio por falta de ventos favoráveis.
Neste ínterim, o fantasma de Aquiles aparece aos gregos para pedir-lhes que seja sacrificada
sobre seu túmulo a virgem Polixena, uma das filhas de Príamo e Hécuba, rei e rainha de Tróia.

Odisseu dirige-se à tenda onde está Hécuba, de rainha a escrava, com a missão de levar
Polixenapara o sacrifício. Ele não se comove com o desespero de Hécuba nem com a circunstância,
relembrada por ela, de Odisseu dever-lhe a própria vida. Mas Polixena, demonstrando altivez
heróica e irredutível em sua honra, prefere a morte à escravidão e segue espontaneamente Odisseu.

Hécuba prepara os funerais da filha sacrificada quando uma nova desgraça recai sobre ela.
Descobre que também morreu Polidoro, seu filho mais novo, que fora confiado pelo pai
durante a guerra de Tróia a Polimestor, rei do Quersoneso Trácio, levando consigo parte
dos tesouros do rei dos troianos.

Ao saber da rendição de Tróia, Polimestor havia mandado matar o menino com a intenção
de apoderar-se dos tesouros, ordenando que lancem o cadáver ao mar. O corpo vem ter à praia
e é entregue à rainha desesperada. Hécuba apela a Agamêmnon para que vingue a morte do filho,
mas ele reluta em atender, e prefere liberá-la para que faça sozinha o que quer que tenha em mente.

Diante disso, Hécuba vinga-se com suas próprias mãos e a ajuda de suas fiéis escravas troianas,
atraindo Polimestor e seus filhos à sua tenda, onde ela e suas companheiras de cativeiro
matam os filhos do anfitrião traidor e arrancam seus olhos. Cego e desesperado,
Polimestor revela que o oráculo de Dioniso previra a transformação de Hécuba em cadela,
antes de morrer lançada ao mar pelos ventos.

HÉCUBA
:: Apresentações : Dias 5 e 6 de maio de 2012 – Sábado, às 21h e Domingo, às 18h
:: Local : TheatroSão Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n – Centro Histórico ) Porto Alegre – RS
:: Duração : 60min
:: Ingressos:
Galeria Alta e Mezanino R$ 30,00 || Camarote Lateral R$ 50,00
Camarote Central e Cadeira Extra R$ 60,00 || Plateia R$ 70,00
:: Pontos de venda : Bilheteria Theatro São Pedro e Telentrega Ingresso Show (51) 8401-0555
:: Realização : Opus Promoções e B. F. Produções

Fonte : Foto : João Caldas

http://gebbeg.com.br/2010/espetaculo-hecuba-no-theatro-sao-pedro-em-porto-alegre/


postado por: NANDA ROVERE 6:34 PM






Teatro05/05/2012Hécuba
Data: 05/05/2012 e 06/05/2012

Horário: 21h (dia 5) / 18h (dia 6)

Local: Theatro São Pedro

Endereço: Praça Marechal Deodoro, s/nº - Centro Histórico

Contatos: site / (51) 8401.0555/3299.0800

Valor: R$ 30,00 (galeria) / R$ 50,00 (camarote lateral) / R$ 60,00 (camarote central e cadeira extra) / R$ 70,00 (plateia)

http://www.portoalegre.travel/site/conteudodetalhes.php?idConteudo=2382

postado por: NANDA ROVERE 6:27 PM




E streia em Porto Alegre a
peça “Hécuba” (foto).
Baseada no texto de Eurípides,
é primeira tragédia grega
a ser montada pelo premiado
diretor mineiro Gabriel
Villela. As apresentações
acontecem hoje, às 21h, e
amanhã, às 18h, no Theatro
São Pedro (Mal. Deodoro.
s/n o-). “Hécuba” traz no papel
central a consagrada
atriz Walderez de Barros.
Na peça, após a queda
de Tróia, os gregos, vitoriosos,
desejam partir de volta
à Pátria, mas suas naus ficam
retidas por falta de ventos.
Neste ínterim, o fantasma
de Aquiles aparece para
pedir-lhes que seja sacrificada
a virgem Polixena, uma
das filhas de Príamo e Hécuba,
rei e rainha de Tróia.
Os ingressos custam R$
30 (galeria alta e mezanino),
R$ 50 (camarote lateral), R$
60 (camarote central e cadeira
extra) e R$ 70 (plateia),
à venda na bilheteria do TSP
e pela Telentrega Ingresso
Show: (51) 8401-0555.
Ainda dentro da programação,
no domingo ocorre o
“Debates Vivo EnCena: O Trágico
na Contemporaneidade”,
às 14h30min, no TSP. O
evento tem participação de
Gabriel Villela, Aderbal Freire
Filho, Paulina Nólibos e outros.
A entrada é franca



http://www.pampa.com.br/novo/​roteiro_cultural.php

postado por: NANDA ROVERE 6:26 PM





Variedades | 05/05/2012 | 17h20min


"As tragédias gregas nos ajudam a perceber melhor as possibilidades humanas", diz atriz Walderez de Barros

Ela protagoniza a peça "Hécuba" inspirada na tragédia de Eurípides

Fábio Prikladnicki | fabio.pri@zerohora.com.br

Distante dos palcos desde 2005, a atriz Walderez de Barros interpreta a personagem-título da tragédia Hécuba, de Eurípides, com direção de Gabriel Villela, em Porto Alegre. As apresentações são neste sábado (5/5), às 21h, e neste domingo (6/5), às 18h, no Theatro. A atriz concedeu a seguinte entrevista por e-mail.

Zero Hora — O que a senhora encontrou em Hécuba que não encontraria em outra tragédia grega? Em que consiste, na sua visão, a particularidade desse texto?
Walderez de Barros — Hécuba é a terceira tragédia grega que represento, Já havia feito as personagens Clitemnestra e Medeia, ambas com direção de Jorge Takla. Restava Hécuba como outra grande personagem trágica que eu sempre quis conhecer e representar. Gabriel (Villela, diretor) tinha o desejo de dirigir uma tragédia grega, particularmente as do ciclo troiano. Então, como diria a minha avó, juntamos a fome com a vontade de comer. Hécuba sempre me interessou não apenas como personagem trágica, mas principalmente pelas questões levantadas. Em suas tragédias, Eurípides se colocou contra o imperialismo grego. Ele mostrava os horrores da guerra, falava dos perdedores e não dos heróis. O mito de Hécuba, presente também de forma exemplar em sua outra tragédia, As Troianas, serve para Eurípides mostrar com clareza o seu pensamento.

ZH — A sua última participação no teatro havia sido com Fausto Zero, de Goethe, também dirigida por Villela. O que a levou a passar anos longe dos palcos?
Walderez — Com Fausto Zero, de Goethe, fiquei em cartaz no teatro até 2005, quando participamos do Festival de Teatro de Moscou. Depois disso, participei de várias leituras dramáticas teatrais, inclusive de Hécuba, com direção do Gabriel. Como se vê, já pensávamos em Hécuba. Mas somente no ano passado (2011) surgiram as condições favoráveis para que pudéssemos realizar o nosso desejo de encenar essa peça. Eu nunca me afastei do teatro. Costumo dizer que teatro é minha terra natal, e terra natal está sempre dentro de nós. Mas televisão também sempre foi um lugar que visitei, desde o início da minha carreira. Atualmente, não faço teatro e televisão ao mesmo tempo, é muito cansativo. Por essa razão, como nos últimos anos fiz várias novelas seguidas, fiquei impossibilitada de fazer teatro.

ZH — Na sua formação, a filosofia teve um papel importante. Ela lhe abriu uma maneira diferente de abordar o teatro e, em específico, a tragédia grega?
Walderez — Costumo brincar dizendo que tenho certa intimidade com os gregos, eu os observo desde os tempos da faculdade de filosofia. E desde essa época adquiri o hábito de me interessar por questões filosóficas e metafísicas, mas não como filósofa, e sim como atriz que quer conhecer melhor a si mesma e as personagens que representa, os seres humanos em geral. As tragédias gregas são narrativas míticas, suas personagens podem ser entendidas como formas arquetípicas da natureza humana e de suas eternas questões. Elas falam da estrutura do nosso psiquismo. Nesse sentido, as tragédias gregas nos ajudam a perceber melhor as possibilidades humanas, especificamente da nossa civilização ocidental, que nasceu lá na Grécia. Por isso, mergulhar nesse universo trágico desperta tanto meu interesse.

ZH — Quem é Hécuba, na sua interpretação? O que chama a atenção da senhora na personagem?
Walderez — O mito de Hécuba sempre me atraiu porque narra a história de uma mulher que já foi rainha de Troia, já teve tesouros incontáveis, teve muitos filhos e perdeu tudo, perdeu a própria identidade, tornou-se uma escrava dos gregos, vencedores da guerra. No episódio narrado na peça, Hécuba descobre que a filha que ainda estava com ela vai ser sacrificada e outro filho, que havia sido enviado a um reino vizinho para ser salvo, foi assassinado. Hécuba resolve se vingar das atrocidades de que foi vítima inocente. Segundo o mito, Hécuba ao final se transforma numa cadela de olhos flamejantes, ou seja, numa força instintiva. A peça não narra apenas o drama pessoal da protagonista, não expõe somente elementos datados, particulares. Eurípides, em sua narrativa trágica, usa o mito de Hécuba para nos fazer pensar nas questões universais da natureza humana.

ZH — A senhora tem novos convites para outros espetáculos para breve?
Walderez — Até o primeira semestre do próximo ano estarei na televisão, farei a próxima novela de Glória Perez, na Globo.

ZERO HORA
http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a3749551.xml

postado por: NANDA ROVERE 6:22 PM


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Porto Alegre – Tragédia grega Hécuba estrelada por Walderez de Barros terá sessões no sábado e domingo, no Theatro São Pedro
04/05/2012 || 10:15



Espetáculo Hécuba || Theatro São Pedro || Porto Alegre Agenda Peças de Teatro

O espetáculo Hécuba, de Eurípides, primeira tragédia grega a ser montada pelo diretor Gabriel Villela,
terá apresentações nos dias 5 e 6 de maio de 2012, no Theatro São Pedro ( Praça Marechal Deodoro, s/n),
em Porto Alegre / RS. As sessões estão programadas para Sábado, às 21h, e Domingo, às 18h.

Hécuba traz no papel central a atriz Walderez de Barros, que interpretou o personagem
dona Hortênsia, na novela Morde e Assopra, de Walcyr Carrasco, na Rede Globo.
Também estão no elenco Flávio Tolezani (Odisseu, rei de Ítaca), Fernando Neves, (Poliméstor),
Leonardo Diniz (Agamêmnon), Luísa Renaux (Troiana), Luiz Araújo (Polidoro),
Marcello Boffat (Corifeu), Nábia Vilela (Polixena) e Rogério Romera (Taltíbio).

Espetáculo Hécuba
Após a queda de Tróia, os gregos, vitoriosos, desejam partir de volta à Pátria,
mas suas naus ficam retidas no Quersoneso Trácio por falta de ventos favoráveis.
Neste ínterim, o fantasma de Aquiles aparece aos gregos para pedir-lhes que seja sacrificada
sobre seu túmulo a virgem Polixena, uma das filhas de Príamo e Hécuba, rei e rainha de Tróia.

Odisseu dirige-se à tenda onde está Hécuba, de rainha a escrava, com a missão de levar
Polixenapara o sacrifício. Ele não se comove com o desespero de Hécuba nem com a circunstância,
relembrada por ela, de Odisseu dever-lhe a própria vida. Mas Polixena, demonstrando altivez
heróica e irredutível em sua honra, prefere a morte à escravidão e segue espontaneamente Odisseu.

Hécuba prepara os funerais da filha sacrificada quando uma nova desgraça recai sobre ela.
Descobre que também morreu Polidoro, seu filho mais novo, que fora confiado pelo pai
durante a guerra de Tróia a Polimestor, rei do Quersoneso Trácio, levando consigo parte
dos tesouros do rei dos troianos.

Ao saber da rendição de Tróia, Polimestor havia mandado matar o menino com a intenção
de apoderar-se dos tesouros, ordenando que lancem o cadáver ao mar. O corpo vem ter à praia
e é entregue à rainha desesperada. Hécuba apela a Agamêmnon para que vingue a morte do filho,
mas ele reluta em atender, e prefere liberá-la para que faça sozinha o que quer que tenha em mente.

Diante disso, Hécuba vinga-se com suas próprias mãos e a ajuda de suas fiéis escravas troianas,
atraindo Polimestor e seus filhos à sua tenda, onde ela e suas companheiras de cativeiro
matam os filhos do anfitrião traidor e arrancam seus olhos. Cego e desesperado,
Polimestor revela que o oráculo de Dioniso previra a transformação de Hécuba em cadela,
antes de morrer lançada ao mar pelos ventos.

HÉCUBA
:: Apresentações : Dias 5 e 6 de maio de 2012 – Sábado, às 21h e Domingo, às 18h
:: Local : TheatroSão Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n – Centro Histórico ) Porto Alegre – RS
:: Duração : 60min
:: Ingressos:
Galeria Alta e Mezanino R$ 30,00 || Camarote Lateral R$ 50,00
Camarote Central e Cadeira Extra R$ 60,00 || Plateia R$ 70,00
:: Pontos de venda : Bilheteria Theatro São Pedro e Telentrega Ingresso Show (51) 8401-0555
:: Realização : Opus Promoções e B. F. Produções

Fonte : Foto : João Caldas


http://sortimentos.com/2010/espetaculo-hecuba-no-theatro-sao-pedro-em-porto-alegre/

postado por: NANDA ROVERE 6:15 PM



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